PLENÁRIO
Sobre o Evento
A sessão plenária foi formalmente aberta com a verificação de quórum e a dispensa da leitura da ata anterior.
Deputado
Senhor Presidente, senhoras deputadas, senhores deputados, Nós estamos aqui analisando o acordo... Comercial... do Mercosul com a União Europeia. Não é um assunto estranho a ninguém, porque as relações comerciais entre as nações existem desde. que há notícias da história da humanidade. O Brasil compra produtos de outras nações. e o Brasil vende produtos para outras nações. No momento em que vivemos, uma potência mundial, os Estados Unidos, comandado por Donald Trump, de maneira unilateral, desrespeitando... todas as relações e todos os organismos multilaterais estabelece tarifas absurdas. contra todas as nações. Em decorrência, o mundo inteiro se movimenta. buscando novas parcerias, melhores condições de enfrentar essa quadra que o mundo está atravessando. Gostaria de enfatizar que esse acordo é comercial, não é um acordo de desenvolvimento. Não é esse acordo comercial. que está nos trazendo problemas no momento. Os problemas que o Brasil enfrenta é decorrente. de um equívoco. criminoso da elite econômica que sempre governou esse país. que nunca deu atenção à necessidade do desenvolvimento nacional. Essa elite econômica brasileira, se pudesse, venderia todas as suas indústrias e aplicava o dinheiro no mercado financeiro. É uma mentalidade antinacional, contrária ao desenvolvimento do país. contrário ao fortalecimento da nossa economia. Por que então o acordo surge? porque ele interessa às nações. a uma parte que é muito importante para o Brasil. E setores da União Europeia resistem. Todos sabem que há movimentações na Europa contra o acordo, liderados principalmente pela França. Tanto que lá eles judicializaram o acordo no presente momento. Esse acordo, em uma parte, é muito vantajoso para o Brasil. Em outra parte, não é. Ele é vantajoso para a Europa. e ele é sensível para nós porque ele é desvantajoso para o Brasil, justamente na área industrial, que é o ponto mais vulnerável da nossa economia. Para alguns economistas, o Brasil vive hoje um processo de certa desaceleração da nossa indústria, retração da nossa indústria. O presidente Lula tem procurado enfrentar o assunto Tanto que apresentou a NIB, que é a nova indústria Brasil. que é um esforço para que a indústria nacional retome tenha uma nova arrancada. E esse acordo coloca para nós um enorme desafio. uma enorme tarefa um enorme dever de casa. Primeiro, a parte que mais interessa ao Brasil entra em vigor imediatamente. essas tarifas vão zerar imediatamente. A parte que nos atinge e que é mais prejudicial ao Brasil, ela está escalonada. entre cinco 7... 10, 15 até 30 anos. Isso é resultado de um esforço de negociação, levando em consideração as assimetrias entre essas nações. Então essa questão da assimetria foi observada pelos negociadores. E qual é o problema para nós? É que nós temos aqui uma mentalidade contra o desenvolvimento do país, que está em toda parte, até no Tribunal de Contas da União. Pasme as senhoras e os senhores. o Tribunal de Contas da União desde 2016. determinou que o BNDES, que os bancos públicos, devolvessem ao Tesouro Nacional 200 bilhões de reais. que eram destinados ao investimento na economia brasileira. Devolver esse dinheiro para o Tesouro Nacional para quê? Para vergonhosamente... pagar parte da dívida pública E isso gerar uma diminuição de 0,2% na dívida pública. É um crime. cometido contra a economia nacional pelo próprio Tribunal de Contas da União. porque sinto isso para denunciar a mentalidade que existe e que tem prevalecido durante muitos anos no Brasil. que é o de não considerar. as necessidades do nosso desenvolvimento econômico e do desenvolvimento industrial brasileiro. que para isso precisa de fortes investimentos. com juros baixos E no Brasil nós não temos os juros baixos, nós temos um juro real na casa de 10%. é mais uma vez um crime contra o setor produtivo brasileiro. O que é que nos entristece? É que esse setor produtivo brasileiro sequer faz uma campanha contra essa taxa de juros altos. Por quê? Porque mesmo esses setores hoje investem fortemente. fortemente. na especulação viraram rentistas também. Então eles perdem numa ponta e ganham na outra. Isso aumenta a responsabilidade do Brasil. aumenta a responsabilidade do governo aumenta a responsabilidade do setor produtivo. E nós precisamos... Nós precisamos no Brasil de uma agenda para o Brasil enfrentar essa situação de subdesenvolvimento industrial. fortes investimentos em infraestrutura e sobretudo estimular e financiar sim o setor produtivo. E aí a participação do Estado tão criticada por alguns, ela é fundamental sem a participação do Estado para fomentar o desenvolvimento nacional. Olá, olá. Não vai acontecer. Lá, senhor presidente... No Parlaçu, eu tive a oportunidade de realizar esse debate e de, inclusive, apresentar um voto em separado, porque é um voto favorável, mas com críticas. tentando localizar os problemas que nos atingem e tentando gerar uma agenda para que o Brasil enfrente essa agenda, para superar a situação que nós vivemos no momento. que não é em decorrer... O acordo ainda será assinado. Por isso, senhor presidente, agradeço a generosidade. de vossa excelência, mas queria aqui registrar que nós somos favoráveis mas reconhecemos. que há novos desafios que são colocados pelo acordo e que tanto o governo como o setor produtivo, com a participação do Congresso Nacional, precisamos juntos enfrentarmos para o Brasil sair da situação em que se encontra. Muito obrigado. Obrigado. Em votação...




