PLENÁRIO

3 mar. 2026 13:59 às 21:53

Sobre o Evento

O evento "PLENÁRIO" foi marcado por intensos debates legislativos e embates ideológicos entre oposição e governo. Os principais temas incluíram denúncias de corrupção, como o caso do Banco Master, discussões sobre a estrutura do Judiciário — especialmente a criação de cargos no CNJ — e o fortalecimento das forças de segurança. Além disso, foram votadas pautas sobre direitos humanos, proteção aos idosos e valorização da cultura nacional, como o reconhecimento da poesia do Pajeú. O evento também concentrou críticas à gestão econômica, à condução de políticas públicas e à polarização política, encerrando com a convocação para votações extraordinárias.

Status
Concluído
ID: 81178Total: 410 discursos
#106
Transcrição automática

Obrigada, boa tarde senhoras e senhores. Nós abrimos o mês de março, o mês do Dia Internacional de Luta das Mulheres, com notícias estarrecedoras. Infelizmente, a gente pôde ver as notícias sobre o estupro coletivo de uma adolescente no Rio de Janeiro, Também temos as notícias de que seis mulheres morrem por dia no Brasil. Então, esse mês, infelizmente, ele não é um mês de comemoração, mas um mês de denúncia, de denúncia da dominação masculina, de denúncia da violência machista, de denúncia do quanto é difícil viver no Brasil como mulher e especialmente como mulher negra. Nesse mês, quando celebramos o Dia Internacional da Mulher, a gente não pode falar em homenagens. precisamos falar de urgência. O Brasil registrou milhares de feminicídios consumados e tentados no último ano. São quase seis mulheres mortas por dia e esses números não são estatísticas frias. São vidas interrompidas, famílias devastadas, sonhos roubados E é preciso afirmar com responsabilidade: o feminicídio e as múltiplas violências contra as mulheres são ainda mais agravados pelo racismo, que expõe, sobretudo, as mulheres negras a maiores níveis de vulnerabilidade, desproteção e letalidade. Mas é preciso dizer também com firmeza: o feminicídio não começa no assassinato e a violência sexual não começa no estupro. Ela começa antes no assédio naturalizado, na importunação tratada como brincadeira, na violência psicológica dentro das relações. e no controle do corpo, da roupa, do dinheiro e da liberdade das mulheres. E precisamos dizer também algo que causa ainda muito desconforto: a violência esmagadora. A esmagadora maioria dessa violência é praticada por homens. Se queremos enfrentar esses problemas de forma séria, os homens precisam mudar, rever comportamentos, romper com a lógica de dominação e violência e intervir quando presencia os seus amigos, seus colegas, promovendo violência também. Esse não é um problema das mulheres, é um problema estrutural dessa sociedade e também é urgente. Também é urgente fortalecer as medidas protetivas de urgência. É preciso garantir monitoramento real, resposta rápida e efetiva proteção às vítimas. Da mesma forma, precisamos ampliar o número e a atuação das casas da mulher brasileira nas cidades, garantindo atendimento integrado, acesso rápido à justiça e proteção social, como também autonomia econômica. Para concluir, nesse mês das mulheres, o que nós precisamos é chamar uma efetiva responsabilização, porque não é mais possível viver com uma mentalidade retrógrada, perversa, machista, cruel, que torna a nossa vida em sociedade, muitas vezes inviável e extremamente bárbara, como foi o caso do estupro coletivo que a gente viu acontecer com o adolescente no Rio de Janeiro. da...

03 de mar, 16:18