CENTRO DE ESTUDOS E DEBATES ESTRATÉGICOS
Sobre o Evento
O evento debateu estratégias para fomentar o empreendedorismo e a inclusão financeira nas periferias, enfatizando o papel do microcrédito orientado, das fintechs e de parcerias entre setor público, privado e academia. Foram abordados desafios como a desigualdade de gênero, o combate ao crédito predatório e a necessidade de flexibilização legislativa para promover um desenvolvimento socioeconômico sustentável e resiliente nas comunidades.
Chefe de Departamento de Operações de Canais Digitais - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES
Essa é uma característica, eu diria que até do empreendedorismo do nosso país, né? Assim, a grande maioria dos empreendedores tem ali, né, essa... Enfim, esse desejo do empreendedorismo muito mais por uma questão de sobrevivência, de necessidade do que de oportunidade. A gente tem inclusive estudos também, conduzidos pelo SEBRAE, conduzidos por monitoramentos internacionais. esse cenário. E recortando aqui, dentro do contexto das periferias, e cruzando isso com a atuação dos agentes financeiros, enfim, de OSCIPs, de agências de fomento, o que a gente percebe? Os grandes bancos, os bancos maiores, eles têm realmente uma dificuldade de enxergar esse microempreendedor mais da base, e isso é muito em virtude de dados, de histórico financeiro, a ausência de informações que consigam traçar um risco de crédito desses empreendedores. Então, isso acaba sendo traduzido em taxas muito leoninas para esse empreendedor, e em uma oferta de crédito sem qualidade. Isso, de fato, é uma realidade. O que a gente consegue... aqui como instituição financeira, né, a gente se posiciona como instituição financeira de segundo piso, né, em que a gente empresta para os bancos e para outras instituições, enfim. Então, hoje nós estamos conectados com bancos comerciais, com agências de fomento, como bem colocou o presidente Sérgio, né, e com OSCIPs de crédito. de microcrédito, posso citar, por exemplo, do Santander. que é um banco comercial que tem um programa específico de crédito, assim como o BNB, tá, que é o nosso maior, digamos assim, executor de microcrédito, uma referência até internacional, tá, mas tem um protagonista nesse processo da concessão de crédito, que também foi citado aqui pelo Sérgio, que é o agente de crédito. crédito, ele funciona, né, e a gente é que acompanha isso na ponta, enquanto segundo piso, muitas vezes até com psicólogo, né, assim, com psicólogo ali, com uma pessoa que está ali realmente enxergando aqui, aquele empreendedor dentro da sua sistemática integral de vida, né, para conseguir promover essa orientação da melhor forma possível, né, conduzir realmente essa pessoa aí a uma jornada mais bem sucedida dentro do empreendedorismo. tudo que a gente está debatendo hoje aqui né tem a ver com a economia mas tem a ver também com a questão social né então é uma concessão de crédito também com a finalidade social né de condução dessas pessoas para uma expectativa melhor de vida, para uma situação de maior geração de produção, enfim, de renda, de fato o olhar tem que ser diferente, porque, e aí pegando um pouquinho aqui o ponto até do professor Lauro, né, créditos sem qualidade, ela gera endividamento, ela se torna um veneno, na verdade. Então, é fundamental, né, que essa concessão, ela seja feita de uma forma responsável. E também, claro, né, isso que a gente persegue aqui como banco de desenvolvimento, dentro de taxas adequadas. porque senão acaba afetando também a sustentabilidade financeira desses negócios que muitas vezes estão nascendo. Muito




