PLENÁRIO
Sobre o Evento
A sessão plenária foi aberta conforme o regimento, cumprindo os ritos formais de início dos trabalhos e encaminhamento das comunicações parlamentares.
Deputada
e fundamental. Eu queria muito parabenizar a relatora, parabenizar a autora, porque ele fala de que nós tenhamos o compromisso... de todos os entes federados para que nós possamos fazer uma campanha de fato de enfrentamento às violências que atingem as mulheres. Nós estamos falando de violências que foram naturalizadas. E quando há uma naturalização da violência, não consegue se identificar esta violência. Então, portanto, desnaturalizar as violências e pontuar o que era uma violência doméstica, não só violência doméstica, mas as violências com todas as suas formas é absolutamente fundamental. Nós não podemos mais permitir que todos os dias ou que de quando em quando nós possamos abrir os jornais e chorar a morte de uma mulher. Mais uma mulher morreu aqui. no Distrito Federal, vítima de feminicídio. é como se os nossos corpos e as nossas vidas não fossem considerados, basta Basta de violências, porque este feminicídio, que mata quatro mulheres por dia neste Brasil, ele é um feminicídio construído. construído. com um processo muito profundo de desumanização. Então, portanto, fazermos campanhas, porque o projeto diz respeito a isso, em todos os entes federados, e ter este compromisso de que essa não é uma luta menor de que a vida das mulheres é absolutamente fundamental de que o feminicídio ao não ser combatido e as violências a não serem combatidas, porque tem violência que nem deixa marca na pele. mas ela deixa uma profunda marca na alma e ela rompe a construção de uma sociedade de paz, ela rompe a construção de uma sociedade onde todas as pessoas sejam encaradas enquanto pessoas. Nós não somos coisa. As mulheres não são objetos. As mulheres são donas e têm que ser donas do seu querer, do seu pensar, do seu sentir, do seu agir. E têm que ser detentoras da mais profunda liberdade. Tem razão, Rosa Luxemburgo. Nós queremos uma sociedade onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes. e detentoras e detentores da mais profunda liberdade. A liberdade de existir na plenitude, a liberdade de não enfrentarmos todos os dias a formas sutis e, às vezes, não tão sutis de violência que deixam, como disse, a marca na pele e a marca na alma. Portanto, é fundamental... que nós tenhamos aqui a aprovação dessa legislação. para segurar as campanhas. as campanhas de combate à violência contra as mulheres, para que nós possamos adentrar ao mar. Obrigada.




