COMISSÃO ESPECIAL SOBRE ALTERAÇÃO NO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO (PL 8085/14)

25 mar. 2026 14:29 às 19:44

Sobre o Evento

A Comissão Especial debateu a modernização do Código de Trânsito Brasileiro, com foco na reforma da formação de condutores e na adoção da filosofia de Visão Zero. Os participantes enfatizaram a necessidade de priorizar a percepção de risco e o comportamento seguro em detrimento de modelos puramente burocráticos.

Status
Concluído
ID: 81398Total: 128 discursos
#7
CEO do Observatório Nacional de Segurança Viária - ONSV - Observatório Nacional de Segurança Viária - ONSV Paulo Guimarães
Paulo Guimarães

CEO do Observatório Nacional de Segurança Viária - ONSV - Observatório Nacional de Segurança Viária - ONSV

Transcrição automática

Com relação à primeira pergunta, o processo de formação de condutores do Brasil, nesta fase que se encontra e nas fases anteriores, já não entregava bons resultados, à medida que, no máximo, o nosso processo contribuía para o desenvolvimento de conhecimento e habilidade. capacidade que ele tem de identificar os riscos no seu entorno, e a autoavaliação, que é a capacidade de decidir. É a autoavaliação, por exemplo, que define, que determina se uma pessoa vai conduzir um veículo após dirigir, por exemplo, ou se ela vai respeitar um limite de velocidade que está definido em uma placa de 110 km por hora, de dia durante o sol ou à noite durante a chuva. Então, percepção de risco e autoavaliação são requisitos e atributos necessários para uma condução segura. desde lá do início, no início dos anos 1900, que é onde a gente tem os primeiros registros de formação de condutores, nunca focou nisso. Para você ter uma ideia, o histórico de formação de condutores no nosso país começou nessa época com a chegada dos automóveis aqui no país, e a grande preocupação no processo de treinamento desses condutores era o manuseio das alavancas e você conseguir ligar o seu veículo sem quebrar o braço. Então a resposta é não, esse processo não entrega hoje bons resultados e não contribui, já não contribui antes e não contribui agora para a segurança no trânsito, dos nossos indicadores, que, diga-se de passagem, deputado, estão aumentando e cada vez mais distanciando o país da meta de redução de mortes e lesões no trânsito. E a introdução do conceito visão zero é importantíssima, porque quando a gente coloca o conceito de visão zero já incutido na cabeça da sociedade, não só ali no primeiro dia de aula do processo de formação de condutores, mas lá atrás, no processo de educação para o trânsito no ensino fundamental, o trânsito como tema transversal à grade curricular, para ensinar as nossas crianças, não a diferença entre uma placa de estacionar, proibido de estacionar ou permitido de estacionar, mas a gente ensina para elas conceitos de cidadania, que a gente convive em um espaço público, que a gente convive em comunidade, que cada ação tem uma reação, que a gente tem responsabilidade, que a gente tem que respeitar o próximo. Então, o conceito de visão zero é um conceito de cidadania que coloca a vida humana em primeiro lugar, discussão, independente de qualquer debate. E sim, ele é um conceito importante, não só para aqueles que dirigem, mas para toda a sociedade compartilhar, não só desse conceito da preservação da vida humana, mas entender que dentro da responsabilidade compartilhada, todos nós temos um papel a cumprir. Obrigado.

25 de mar, 14:52