COMISSÃO DE SAÚDE
Sobre o Evento
A Comissão de Saúde debateu a retomada das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) como estratégia central para fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde. O foco principal é ampliar a produção nacional de medicamentos e insumos, visando reduzir a dependência tecnológica do SUS e garantir acesso universal à população.
Mostrando 2 falas de João Miguel Estephanio neste evento
Ver evento completoAssessor da Presidência - Fundação Oswaldo Cruz
Passa. Isso. Obrigado. Bom dia a todas as pessoas. Agradeço ao deputado Jorge Sola pelo convite a Fiocruz para participar dessa audiência pública, que é muito importante... como o próprio deputado mencionou em sua abertura, para trazer transparência, ampliar o debate e conseguir trazer para a população informações importantes e até mesmo combater fake news quando é o caso. Então, essa casa tem um papel fundamental para a gente conseguir mostrar evidências de políticas públicas que são exitosas e que trazem benefícios para a população. Obrigado. Como o deputado já disse, meu nome é João Miguel Stefani, sou assessor da presidência da Fiocruz. E preparei uma apresentação para falar um pouquinho do que é a Fiocruz, muito rapidamente. Obrigado. A Fundação Oswaldo Cruz é uma autarquia federal, uma autarquia fundacional, uma fundação autárquica, que faz parte do Ministério da Saúde e tem responsabilidade em diversas áreas na área de saúde pública. Então, desde a produção de medicamentos e desenvolvimento, que é o nosso foco aqui hoje quando a gente fala de PDP, mas a FIACUS também lida com assistência ambulatorial, hospitais, pesquisa, desenvolvimento de políticas públicas, Pesquisa aplicada e pesquisa básica. Quando a gente olha a saúde pública, a Fiocruz tem atuação basicamente em todas as áreas que discutem política pública no Brasil, e não só no Brasil, mas também com uma presença internacional. No Brasil, a nossa presença é... bem expressiva, a FIACUS está presente nas cinco regiões do país, com diversas competências em cada uma das suas unidades, com a ideia de tentar trazer conhecimento local, da comunidade local, epidemiologia de cada região do Brasil, e, a partir daí, conseguir trazer soluções específicas para cada necessidade de cada uma dessas regiões. O nosso principal... Obrigado. estrutura, a planta fica no Rio de Janeiro. Obrigado. Então, a gente atuou, como eu falei, desde pesquisa e coleções biológicas, educação, a parte muito forte da Fiocruz, educação, informação e saúde, Produção e inovação científica, promoção da saúde e prevenção de doenças... e também é recém-criada uma vice-presidência para lidar com saúde global e relações internacionais. Antigamente, essa área permeava cada uma das atividades de fim da Fiocruz, hoje tem uma vice-presidência para tentar coordenar e articular esse olhar de como a Fiocruz se apresenta. no cenário internacional e o que a gente pode utilizar de benefício da educação discutido no mundo, para o nosso sistema único de saúde. E aí, aproveitando que a gente tem parceria dos nossos colegas internacionais aqui, são empresas chinesas... Indianas? E aí? E aí Obrigado. A Fiocruz está num momento de fazer muitas parcerias que estão focadas para trazer tecnologia para o país, mas também para apresentar para outros países o que a gente acredita que é importante para a saúde pública. Então, apostamos muito na parceria com nossos colegas chineses e indianos no âmbito de BRICS, E também, no âmbito da América Latina, parceria com empresas mexicanas, argentinas e diversas outras nacionalidades aqui na região América Latina. Com foco muito grande em trazer cooperação estruturante para... para os países do sul global, pensando em BRICS, África e América Latina. Obrigado. E entrando um pouco no que estamos discutindo hoje: produção, inovação e saúde. A FIUQIS fornece serviços tecnológicos especializados, Faz pesquisa em desenvolvimento tecnológico em saúde, produção de insumos estratégicos para garantir a soberania nacional na produção desses insumos. E também controle de qualidade em saúde. Obrigado. E isso tudo é feito por meio de um ecossistema. um ecossistema de inovação que começa Na inovação, passa pela produção, pela pesquisa básica aplicada, controle de qualidade, atenção e, principalmente, pela educação. E, a partir disso, a gente cria programas transversais para conseguir fomentar toda essa ideia de inovação Não só a inovação de produtos, mas inovação de processos e inovação de gestão também. Obrigado. E pensando em produção, e é aí que eu vou começar a entrar mais especificamente no que a gente está discutindo hoje. A Fiocruz tem duas unidades que fazem produção e desenvolvimento tecnológico de produtos para entregar para a população via nosso sistema único de saúde. Biomanguinhos, que faz a produção de insumos biológicos, vacinas, diagnósticos e biofármacos, e farmanguinhos, que fazem a produção de medicamentos sintéticos. Obrigado. Os dois institutos foram criados no mesmo ano, em 1976, quando a gente estava vivendo grandes problemas de meningite. Então, foram criados para tentar atender a demanda da população e, a partir daí, desenvolveram todo o seu portfólio para cada vez mais trazer benefício para a população. Sendo que Bem Manguinhos, Farmanguinhos também, tem cerca de 2.200 colaboradores trabalhando hoje em dia. para conseguir fazer toda a capacidade produtiva e entregar esses produtos para o nosso sistema único de saúde. Com esses números, que eu não vou ficar lendo para vocês, mas tem números expressivos de entrega de vacinas, biofármacos, diagnósticos, com um portfólio expressivo de cerca de 61 produtos, E Biomaguinz hoje é responsável por entregar cerca de 50% de todas as vacinas disponibilizadas para a população via nosso sistema único de saúde. E Farnanguinhos, também criado na década de 1970, E... Atualmente possui uma capacidade de produção de 3 bilhões de unidades farmacêuticas. e também atua de maneira muito forte com as parcerias para o desenvolvimento produtivo. Então, são as duas unidades da Fiocruz que têm experiências acumuladas para compartilhar com vocês sobre essa evolução da PDP. Esse aqui é um panorama geral do que a FICUS tem de PDP hoje em dia. Temos 26 PDPs em diferentes fases. O doutor Igor mostrou como é que funcionam as fases, em fase 2, fase 3 e fase 4. Sendo que o que tem aquisição para o Ministério da Saúde, que chega produto na ponta, é fase 3 e fase 4. Então, diversos produtos que já são entregues e já têm a materialidade do valor agregado para a população lá na ponta. Obrigado. E o que é interessante mostrar, o Ilka também trouxe isso na apresentação dele, quando ele mostrou a reconstrução dessa política pública, que ela não é uma política pública isolada, que está falando só de saúde, mas ela traz saúde pela perspectiva industrial alinhada com a nova indústria Brasil, que é a política industrial brasileira, alinhada com diferentes instituições públicas, com diferentes órgãos do governo. Então, ela consegue trazer uma articulação muito significativa para que cada um, em sua perspectiva, consiga trazer e contribuir para a melhoria dessa política pública. Obrigado. Falando em política pública, e a PDP? A PDP é boa ou ruim? O que a gente traz de benefício para essa política pública? A gente que defende acaba colocando no nosso sangue: "É bom, é bom, é bom". Mas vamos trazer evidência. Eu não consigo falar de política pública sem pensar E eu não quero que vocês se atentem ao quantidade de informação que tem aqui, porque é muita, mas sem pensar no modelo lógico de uma política pública. Toda política pública tem que ser pensada por meio de um modelo lógico. E, a partir desse modelo lógico, eu consigo definir qual o problema que eu estou atacando, o que eu vou gerar de resultado intermediário, resultado final e impacto. E quando eu vou pensar: "Essa política pública é efetiva?", eu estou olhando para o impacto. o que ela traz para a sociedade. Ela é eficaz? Estou olhando para o resultado que ela me traz. E, olhando para esse modelo lógico, É possível afirmar, com a experiência da PDP nesses 18 anos, Igor? 17 anos, 18 anos, que ela é uma política pública... Não está passando. Pode passar para mim. Ela é uma política pública eficaz e efetiva. E aí eu vou compartilhar com vocês algumas evidências para poder embasar o que eu estou afirmando para todos vocês aqui. Pode passar. Dentro da efetividade, como o Igor também apresentou, a ideia é que a gente tem o desenvolvimento do complexo econômico-industrial da saúde. E a Fiocruz, nesse momento, por meio dessa política, construiu capacidades fabrizos industriais significativas. E não só construiu, como está construindo. E aí vou trazer alguns exemplos para vocês do que a gente tem de complexo industrial que foi desenvolvido por meio do incentivo dessa política pública. Pode passar. Obrigado. Então, a gente tem o complexo tecnológico, insumos estratégicos, que é no Ceará. que a ideia é que vai ser um complexo que está em construção e vai produzir a insulina, como o Igor trouxe, Como um grande exemplo dessa última rodada de PDP, a insulina e a gladina vai ser produzida nesse complexo. Mas não só a insulina, a gente vai produzir medicamentos para tratar câncer, para tratar doenças crônicas e inflamatórias. Também tem o Centro de Desenvolvimento e Inovação e Diagnósticos, que fica lá no Rio de Janeiro, no Jacarepaguá, que é uma parceria com a Biomere, que também... esforço desse aumento da construção de capacidade industrial e fabrica. Pode passar. Obrigado. A gente tem, pela produção de farmanguinhos, também a plataforma de produção de imunossupressores, injetáveis e oncológicos pediátricos, que também foi um esforço da ampliação e da construção de capacidade produtiva, que também fica no Rio de Janeiro. Pode passar. E em construção, o principal complexo de produção de vacinas, que é o complexo industrial de biotecnologia em saúde, que vai não só produzir vacina, mas biofármacos, que vai aumentar em quatro vezes a capacidade atual que a Fecruz tem hoje. podendo chegar a 120 milhões de frascos de vacina e frascos de biofármicos por ano. Uma produção bem significativa, obviamente que a gente sabe que os nossos colegas chineses e indianos também têm capacidade produtiva muito significativa, mas trazendo com a lógica de produção local, estamos falando de construção de capacidade, geração de emprego, produtos, tributos, capacitação de pessoal, treinamento. Então, ter essas competências produtivas instaladas no nosso território não só traz para a gente a soberania de produzir o produto, mas ela traz todo o valor agregado de fomento à economia e desenvolvimento nacional. Pode passar. Então, alguns exemplos de construção de capacidade industrial, eu também trouxe exemplos de construção de capacidade de inovação. Então, a PDP, pela lógica, como o Igor apresentou, a gente tem a parceria público-privada, que vai fazer a transferência de tecnologia. E, a partir daí, a instituição pública absorve o conhecimento. Mas o que eu faço com esse conhecimento? Esse conhecimento para ali na transferência? Não, ele não para. Obviamente que a gente tem contratos com diferentes parceiros, e a gente pode aplicar de maneira diferente esse conhecimento, mas a ideia é que esse conhecimento faça a gente dar um salto. Então, não fique só dependente de transferência de tecnologia, receber a tecnologia, mas eu desenvolver a minha própria tecnologia em parceria. Também com as empresas que nos ajudaram ou com outras empresas. E, a partir desse momento, dá um salto de inovação. Então eu... adquirir as capacidades e agora estou inovando. E é um exemplo do que a PDP trouxe para a gente nesse sentido. Então, a vacina de RNA mensageiro, que foi um projeto selecionado pela Organização Pan-Americana de Saúde, que é o principal centro de Payday e transferência dessa plataforma tecnológica para a região da América Latina, Pode passar. Obrigado. E terapias avançadas, já pensando, e algumas pessoas... Tem algumas críticas formuladas à PDP de que os produtos de PDP são produtos que não estão na fronteira tecnológica, são produtos que podem ficar obsoletos em algum momento. Isso não é verdade. A gente tem produtos na fronteira tecnológica, de corpos monoclonais e tal, e a partir desse conhecimento gerado, a gente também consegue entrar na fronteira tecnológica por meio do desenvolvimento da apropriação do conhecimento. com terapias avançadas, que também é uma parceria Também objeto de parceria da Fiocruz. e que a gente consegue, em breve, trazer uma economia significativa para o Sistema Único de Saúde para esses tratamentos personalizados. Cerca de 80% a 90% de economia, que são tratamentos muito custosos para o Sistema de Saúde. Pode passar. Obrigado. E o benefício que foi muito notório para a população é o quanto essa construção de capacidades, fabriz, capacidades inovativas, treinamento de pessoal, criação de um ambiente regulatório, pode trazer, no combate concreto, emergência de saúde. A gente viu isso na pandemia. Feliz ou infelizmente? Infelizmente para muitas pessoas. Mas a gente só conseguiu ter a resposta que foi possível, porque existia uma capacidade e uma competência instalada. Fruto de política pública. que se não tivesse política pública, talvez não tivesse essa competência, e talvez a resposta fosse muito pior do que foi. E a própria história da FICUS, desde que começou a política pública, a gente passou por diversas emergências em magnitudes diferentes, mas que cada vez mais foi acumulando não só a capacidade instalada, mas também a experiência de enfrentar essas epidemias e essas emergências de saúde. Sempre em parceria com a Ministério da Saúde. Pode passar. Obrigado. enfrentamento ao HIV/AIDS. A Fiocruz faz manguinhas por meio de seis PDPs, diferentes produtos conseguiu trazer um enfrentamento efetivo. E aí falando da efetividade que eu comentei com vocês no começo. A gente recebeu o certificado, o Brasil recebeu o certificado da Organização Pan-Americana de Saúde, Como o único país continental a eliminar a transmissão vertical do HIV, isso é muito significativo. E isso é fruto, é uma efetividade e impacto para a população real, que uma política pública pode trazer, que no caso da PDP trouxe. Pode passar. Obrigado. Exemplo de incorporação de 100% da produção, da internalização de toda a cadeia produtiva. Recentemente, a gente teve o início da produção 100% nacional do Tacrolimo. que é um medicamento utilizado para... impedir rejeição de órgãos transplantados, E marco muito significativo para a Feu Cruz e também para essa política pública que consegue trazer evidência de que está sendo incorporada toda a tecnologia, que é, como o Igor explicou, a contrapartida da dispensa da licitação e a transferência de tecnologia. Então, isso realmente está acontecendo. Pode passar. E, por fim, um benefício que acho que vale muito a pena destacar. Então, eu falei de capacidade produtiva industrial, falei de capacidade inovativa, e agora vou falar do quanto a PDP também está indo aumentando. para fora do território brasileiro. indo para o ambiente internacional. por meio da Coalizão Global de Produção Local e Regional, que é um mecanismo que foi negociado no âmbito do G20 durante a presidência brasileira do G20 em 2024. E, a partir dessa negociação e consensuação entre os países membros do G20, foi criada essa coalizão para, justamente, promover produção local e regional. E essa coalizão foi muito baseada em toda a experiência teórica e prática que a PDP tem aqui no Brasil. Obrigado. Atualmente, temos como membros Brasil, China, União Europeia, França, Alemanha, Indonésia, África do Sul, Rússia, Turquia e Reino Unido. Todos os outros países de evidência podem aderir automaticamente, tem alguns que estão em processo de adesão. E a ideia é que, junto com os países e com organizações internacionais que também fomentam saúde, produção, que olham para a saúde da população, é possível que a gente consiga criar mecanismos que podem se assemelhar à PDP no sentido de fazer a construção de capacidades locais e garantir autonomias regionais. Pode passar. E essa coalizão local, a coalizão para produção local, também conta com uma experiência, como falei para vocês, sólida e liderança, do governo brasileiro. Sendo que a Fiocruz é a secretaria executiva dessa coalizão e, atualmente, o Brasil exerce a presidência. Obrigado. A política é eficaz e efetiva, como falei para vocês. Mas, como qualquer política pública, temos uma rota e uma trajetória de melhoria. E, pela perspectiva da instituição pública, que já tem, como o Igor mostrou, iniciativas em curso para esse processo de melhoria e aprimoramento, Acreditamos que é preciso que o todo complexo explore mais outras ferramentas, como o comércio tecnológico, como o Pedil, e consiga dar esse salto para o desenvolvimento tecnológico, que eu mencionei para vocês, e que a gente consiga buscar formas de enfrentar desafios para o setor público. E, por exemplo, um desafio significativo para as instituições públicas é justamente a contratação de obras, é construir estruturas fabrígicas justamente no tempo que eu preciso fazer para poder conseguir incorporar a tecnologia conforme o normativo. Isso é muito desafiador e é alguma coisa que a gente realmente precisa estar sempre olhando. E, quando a gente pensa em novos marcos normativos, a discussão aqui também no Congresso de leis que tangenciam esse assunto, também devem se debruçar sobre isso. nos marcos de finalização de uma PDP é... O que principal sinaliza para a gente é a capacidade de produção interna, a incorporação da tecnologia. Então, também conseguir avançar nas normas ativas, Igor, como é que a gente consegue deixar mais clara a definição disso. Pode passar, por favor. Obrigado. E, por fim, esse é o meu último slide. E agradeço ao deputado Jorge Sola pela extensão do prazo da fala. A promoção do debate público e o combate à fake news é muito importante. Então, essa casa tem um papel fundamental nisso. E, de novo, parabenizo pela iniciativa e até exorto o deputado Sola e outros parlamentares para fazer cada vez mais ampliar esse debate. E a Fiocruz pode trazer experiência prática e teórica para esse debate, sempre à disposição de contribuir para a melhoria das políticas públicas que têm esse foco de construção de capacidade, ampliação de acesso e desenvolvimento do complexo econômico-industrial da saúde. E a aprovação de leis, pensando nessa casa como a representação do povo. e o lugar onde as leis são desenvolvidas, criadas, geridas e aprovadas, A gente tem um projeto de lei que é o 2583 de 2020, que foi apresentado pelo deputado Luizinho, doutor Luizinho, que instituiu a Estratégia Nacional de Saúde, que já com o seu substitutivo, depois de tramitar por essa casa, agora está no Senado, ele já trouxe benefícios importantes que já foram incorporados da prática do Ministério da Saúde dessa melhoria que o doutor Igor apresentou. Então, uma vez voltando para essa casa, caso tenha emendas no Senado e volte para cá, também colocamos a Fiocruz à disposição colaborar tecnicamente e no que for preciso para poder fazer com que esse projeto traga o melhor possível para essa política pública e para outras que são correlatas. Mais uma vez, obrigado pela... disponibilidade de estar realizando essa audiência pública, pelo convite a Fiocruz, e fico à disposição para responder a qualquer questionamento que seja feito. Obrigada.
Assessor da Presidência - Fundação Oswaldo Cruz
Obrigado, excelentíssimo deputado Jorge Sola. Agradeço mais uma vez a oportunidade de estar aqui. E agradeço pelo desafio de ter que dar conta de tentar responder esses questionamentos, porque... Eu acho que a gente não tem... E é isso, o debate é isso, o debate rico, ele... traz da do questionamento, e a gente vai evoluindo nesses questionamentos para conseguir realmente tentar trazer resposta, que... não necessariamente as temos no momento, mas é que a gente vai construir em conjunto. Eu sou muito a favor da utilização dessa casa para isso. e cada vez mais pensando no fim último, no bem público, na saúde pública e na população brasileira. Obrigado. Esse debate do custo da PDP do curto prazo, fazendo um pouco o eco do que o o Igor já trouxe complementando. Eu acho que é interessante, é um binômio, né? A gente está nesse binômio, se eu vou investir em... diminuir minha dependência tecnológica ou se eu vou investir para comprar mais produtos que podem, porventura, ser mais barato no curto prazo. A própria aquisição de produtos mais barato, ele também vê o curto prazo, né, deputado? Não é um... Talvez a longo prazo alguns custos não se mantêm de alguns medicamentos. De qualquer maneira, tem outras variáveis que entram nessa equação, que a política pública... Obrigado. tenta endereçar, mas que não está limitada à política pública. Aqui eu estou falando do custo Brasil, então, Agradeço a intervenção do Luiz e para a iniciativa privada, isso é uma questão muito significativa do quanto que fazer produção no Brasil não é fácil, não é barato e que tem sérios desafios como frete, segurança e a própria... questão produtiva em si, então, esse custo, ele não é necessariamente tão competitivo quanto a gente pode ver na China, na Índia ou em outros países. Obrigado. e E o Ministério conseguiu trazer, já entrando na questão do preço, a metodologia do BDI, que justamente está tentando trazer transparência de que, olha, Isso aqui é o preço do produto. Se você quer comparar valores de aquisição que poderiam ser porventura mais barato, mas comparo com isso aqui. E é toda essa outra parte que vai ficar transparente para... Para a população é uma parte que a gente está investindo na tecnologia, investindo na autonomia, investindo na capacidade que o Brasil vai ter de enfrentar as emergências em saúde. ou de superar guerras ou conjunturas adversas como o Igor trouxe. Então, eu... Acredito pela perspectiva da Fecruz que defende, a saúde pública brasileira que defende, a atuação estatal em benefício do desenvolvimento nacional é que a gente precisa realmente olhar para esse debate, mas fazê-lo com muita seriedade, mostrando que, olha, Uma coisa é comparar maçã com maçã, eu não posso comparar maçã com banana, e a partir dessa comparação eu consigo ver... realmente o que é efetivo, o que é eficaz, o que é eficiente. Ah! Então, a gente está... eu acho que o Ministério está avançando muito bem nesse mecanismo, traz alguns desafios para a iniciativa, para as instituições públicas, eu não vou negar, Igor, é desafiador a gente conseguir realmente... incorporar a metodologia que foi apresentada pelo Ministério da Saúde em parceria com o TCU e todo... e vários órgãos do governo. Mas eu tenho clareza de que esse instrumento pode realmente... É... conseguir dar conta de endereçar Essa é a inquietação que o debate desse binômio traz para a gente. Sobre investimentos, o Igor já trouxe, não cabe a Fecuz falar dos investimentos que estão sendo colocados... em todo o complexo industrial, mas cabe a gente falar da importância que essa casa Tem, deputado Jorge Sola. quando está lidando com o orçamento, para tentar garantir Na própria discussão orçamentária, que é uma discussão muito complexa, e com bastante facetas discutir também a capacidade de trazer investimentos para as instituições públicas para que elas possam ter de fato, o mandato e a condição de cumprir aquilo que elas estão se propondo. Então, isso é muito importante. A Fiocruz, nós somos federais, vinculados à Ministério da Saúde, temos uma... uma dinâmica de gestão diferente de outras instituições como a Baia Farm. Acredito que a doutora Celso vai falar isso seguidamente de mim, que está vinculada a um Estado. E, a partir daí, você tem uma dinâmica de investimento diferente. Então, isso traz desafios de gestão diferentes para as instituições públicas. que eu também acho que essa casa tem papel em ajudar a resolver. Acredito que o A ampliação desse debate especificamente seria importante para a gente. Obrigado. Como eu falei na minha fala, o PL 2583 de 2020, depois que ele foi... como o deputado bem lembrou, ele foi se modificando, o substitutivo dele atual que foi pro Senado, ele já incorporou muitas das práticas que o Ministério trouxe de melhorias da política pública, E a FICUS fica à disposição, até me comprometo pessoalmente com... senhor deputado, de trabalhar... em conjunto com vocês, com o Ministério da Saúde, para poder melhorar tecnicamente e toda perspectiva que seja interessante para a SPL. E depois, se fosse possível, eu queria também anotar o número dos outros projetos de lei que o senhor mencionou, para a gente também apoiar o que foi necessário à sua equipe e essa casa nessa discussão. Obrigado. Tempo de projeto de PDP versus tempo de duração do governo. Isso é um desafio. É um desafio. É um desafio que a gente consegue, talvez, por essa casa, endereçar por meio de uma lei. Quando a gente transforma uma política pública, não só numa política de governo, mas numa política de Estado, como, por exemplo, é o Programa Nacional de Imunização, que dura desde a década de 70, a gente pode ter condição de apesar dos desafios e dos problemas que vão ter ao longo dessa jornada, conseguir superar as mudanças governamentais e manter uma política do Estado brasileiro. Acredito nisso. e acho que é importante quando falamos de preço trazer uma coisa que o Igor também falou um pouco. A gente quando começa a PDP, e a doutora Celso também mencionou isso na fala dela, Para a PDP começar, ela tem que apresentar um preço... de entrada mais baixo que o preço de mercado naquele momento que foi feito o projeto. Então, a partir dali, tem uma economia. de entrada. Só que o projeto dura 10 anos, ou dura, independente da duração... as dinâmicas de mercado vão influenciar ao longo desse projeto. Então, uma vez que a PDP entre e a PDP É... para um determinado produto vai trazer uma dinâmica de mercado diferente, é natural que competidores tentem... fazer processo de baixar de preço, para conseguir ver se consegue recuperar esse mercado. E o que a gente defende é que, olha, isso vai ter uma flutuação logo do projeto, mas que lá no final a gente vai ver o benefício que foi feito do... Separando essa discussão do que é o preço que está sendo pago pelo produto especificamente, e o que é o custo daquela tecnologia que eu estou investindo, que não vai entrar nessa equação, eu posso ver ao longo do tempo como que isso foi econômico para o governo. Eu queria destacar isso, que as regras de mercado também estão influenciando, a forma como a PDP, como o projeto, avança ao longo da sua duração. Obrigado. descentralização regional é importantíssimo. Isso é fundamental. E essa casa também tem papel até por meio do orçamento de fazer o desenvolvimento das regiões e a Fiocruz também, na sua presença em todas as regiões do Brasil, também tem essa responsabilidade e esse compromisso. e... não só o Ceará, mas como... planta produtiva, mas a gente tem centros de pesquisa espalhados por todo o país. Então, coloco também à disposição para ampliar esse debate, para trazer questões práticas e concretas nessa atuação para o desenvolvimento regional. Obrigado. E... Bom... Obrigado. Acredito, Luiz, que esse movimento da iniciativa privada é fundamental. Sem iniciativa privada não funcionaria a política pública. A gente precisa de cada um. cada parceiro, cada parte compreende seu papel para uma política funcionar. Eu agradeço você por trazer para a gente as informações. Depois você fala para a gente onde é que vai ser... esse lançamento do Parque Fabrico que você mencionou, acho que é interessante... para estar presente. Agradeço a sua participação lá no evento de lançamento da coalizão, da chamada pública, que... realmente foi muito importante, tinha muitos parceiros lá presentes, realmente valorizando esse momento de que Como eu disse na minha fala, o Brasil está trazendo a experiência... dele com a PDP com uma lógica específica do SUS, do tratamento universal, integral, e levando isso para outros lugares do mundo, que é muito significativo. Com isso, eu encerro a minha fala. Agradeço muito a possibilidade de estar aqui com vocês hoje. E também agradecendo nossos amigos chinês e xixi. Tem que ser o que é isso? Obrigado. Obrigado.




