REUNIÃO CONJUNTA
Sobre o Evento
A reunião conjunta debateu a política de preços dos combustíveis e os desafios de regulação do setor de petróleo e gás no Brasil. O evento contou com a participação da ANP e da Petrobras para esclarecer a composição de valores ao consumidor final, assegurando a estabilidade do abastecimento nacional.
Pesquisador - Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
É uma fala meio de agradecimento, eu acho que teve um nível, isso é importante ser frisado, né? no nível do debate, Desculpe, foi bastante alto. É um prazer estar aqui novamente com os petroleiros, com os camaradas, com o pessoal do Diese, com o pessoal da FUP, o pessoal do Inep, claro, com a Câmara como um todo. numa discussão tão importante, num momento tão delicado. Então, para não, acho que Os pontos que eu queria trazer... tanto a fala da Tiziana quanto o do Marco, foram na mesma linha, nessa importância de ressaltar não só como a... ou A questão energética... E a questão do petróleo necessita ser pensada dentro de um plano de longo prazo, dentro de uma perspectiva de buscar... uma autonomia e uma capacidade de gestão nacional, não apenas... em uma ótica imediatista e curto-prasista, de lucros em determinadas empresas, mas pensando nesse setor como uma capacidade de se pensar o desenvolvimento do país, principalmente num processo que essa guerra revela, como acho que a gente já trabalhou aqui, longe está de ser uma questão pontual, longe está de ser uma questão conjuntural, que vai ser liberado em poucos dias, em poucas semanas ou até em poucos meses, como na verdade ela aponta para uma transformação, para uma dinâmica de acirramento geopolítico, essa perspectiva de como a questão energética, a questão do petróleo, a questão dos derivados, será essencial nos próximos anos para o desenvolvimento nacional. É impossível pensar o processo das economias nacionais hoje, de um acirramento cada vez maior entre Europa, Rússia, Estados Unidos, China e, obviamente, Oriente Médio, o Brasil se ausentar da sua possibilidade de ter autonomia, de ter uma capacidade autônoma de pensar o desenvolvimento estratégico nacional. A gente tem essa capacidade, porque a gente tem produção do petróleo para isso, já tem um parque de refino próximo disso, é só continuar essa política de mais longo prazo. A importância aqui, já terminando, de ressaltar... essa capacidade de articular juntamente, obviamente, nesse momento de guerra mais extremo, as políticas pontuais que o governo está fazendo, mas a importância também de repensarmos a matriz de refino brasileira e a própria capacidade da Petrobras e do Estado de organizar a distribuição dos derivados. Acho que essa fica para mim como principal lição aqui do debate de hoje. Obrigado a todos e todas presentes aqui nesse debate.




