COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA
Sobre o Evento
A Comissão de Constituição e Justiça debateu a admissibilidade da PEC 221/2019, focada na redução da jornada de trabalho semanal e no fim da escala 6x1. O processo envolveu uma série de audiências públicas com foco na qualidade técnica, transparência e análise dos impactos socioeconômicos da medida.
Deputado
Parabenizar o senhor, deputado Leúdo Normanto. Parábola de me benizar ao deputado Paulo Aze. dizer que o trabalho de vossas excelências é um trabalho que precisa ficar registrado, porque tem conduzido essa discussão. com transparência e a dimensão que a discussão precisa. Parabéns pelo trabalho. É um prazer muito grande estar nessa legislatura discutindo um assunto tão importante. para todo o país. Eu queria fazer Uma reflexão. Vamos falar da importância... do fim da escala 6x1, do ponto de vista jurídico, do ponto de vista da CCJ, ou até da Câmara dos Deputados. Mas eu queria fazer um exercício de empatia e tentar me colocar na situação de um trabalhador, de uma trabalhadora que trabalha, deputado Sidney, numa escala 6x1. é uma caixa de supermercado, um atendente de farmácia, uma faxineira, um motorista, vários outros trabalhadores no nosso país, que acordam 4:30 da manhã, 5 horas da manhã, para pegar um ônibus lotado, Isso não é uma condição de cidade grande, a gente vive isso em Maceió, Eu convivo com diversos eleitores que me falam que precisam, infelizmente, acordar 4h30 da manhã, 5h da manhã, para pegar uma condução, que voltam às suas casas 8h30 da noite, ou seja, que saem de manhã sem ver seus filhos, que chegam de noite sem ver seus filhos, e no único dia de folga que tem... vão limpar a casa, cozinhar, lavar... ir ao médico, fazer qualquer coisa, menos ter direito a uma folga. O Brasil precisa de um novo pacto entre a vida e o trabalho. Essas pessoas não vivem de trabalho duro, como alguns falam, elas vivem de uma exaustão institucionalizada. A escala 6x1 não é uma questão trabalhista, uma questão de relação de trabalho, ela é uma armadilha que aprisiona gerações inteiras na mesma posição. A gente está falando aqui de mães que não conseguem conviver com seus filhos. A gente está falando de pais que não se encontram com as suas crianças. Eu tenho... dois filhos Hoje com 15... e 14 anos. Otávio E, João, e vir a Brasília ser deputado federal, ganhando o teto do funcionalismo público, Fazendo o emprego que eu escolhi ter e ficar longe deles três dias durante a semana, para mim já é um grande sacrifício. E eu imagino... um cidadão ganhando um salário mínimo e não tendo tempo de convivência com a sua família. E é nesse ponto que eu queria pegar. É muito além de economia. É uma discussão de que tipo de sociedade a gente está querendo construir. Se uma sociedade só voltada ao dinheiro, ao progresso financeiro, Que se continue como está. Mas se a gente está querendo construir uma sociedade voltada... a humanidade, ao ser humano, à família, ao cidadão ter direito de fazer o que ele bem entender com o seu tempo livre, seja... Tomar uma com os amigos, jogar bola, sair para namorar, ver sua família, seja ir à igreja, seja fazer qualquer tipo de coisa. Eu acho que é essa sociedade que a gente precisa pactuar. A 6 por 1... para concluir, além de acabar e matar com a vida de um montão de trabalhador no Brasil inteiro, puxando um pouco para... para a pauta que eu mais defendo, ela acaba com a educação do nosso país. Jovens abandonam a escola para trabalhar e quando entram na escala 6x1, a educação não tem a menor possibilidade de prevalecer perante ao trabalho. Então, dito isso, deputado Paulo Azzi, eu queria mais uma vez parabenizá-lo, dizer que a admissibilidade dessa discussão é fundamental para que a gente possa construir a sociedade que a gente sonha, colocando de lado discussões que são à margem do que a gente quer e colocando em frente ao nosso trabalho, a sociedade que a gente sonha em alcançar. Então, parabéns. E o MDB é sim a favor da admissibilidade quando a gente precisar votar. Muito obrigado. Obrigado.




