COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS, MINORIAS E IGUALDADE RACIAL
Sobre o Evento
A Comissão de Direitos Humanos realizou audiência pública para debater a reforma agrária, os conflitos fundiários e a valorização dos movimentos sociais. O evento enfatizou a necessidade de políticas públicas voltadas ao assentamento, à produção agroecológica e ao fortalecimento da agricultura familiar como pilares da justiça social.
Mostrando 1 fala de Mauro Rubens neste evento
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Muito obrigado, deputado João Daniel. Cumprimentar todos os parlamentares que aqui estão em seu nome. Mas não posso deixar de comentar o Ayrton Faleiros. companheiro amigo mineiro, todos que estão, cumprimentar o MST, nosso... Grande movimento que, de fato, transforma esse Brasil. E aí deve ter ainda aqui os companheiros e companheiras do acampamento Keno, que aqui está... Deve ter gente aqui ainda. Do Egito Brunet. Acampamento... Acampamento aqui próximo de Brasília. aqui em água fria que faz uma luta muito grande. Cumprimentar também aqui tanto o nosso presidente César Rodrigues e a Mayra, o INCRA, que muito... tem feito, a gente faz muita crise com a Uira, com o Inca, cobramos muito, acabei de sair de uma reunião lá no Inca agora, há pouco, fomos muito bem recebidos, encaminhamos muito bem a pauta, mas um INCRA que também de fato tem transformado... esse país. E é de fato aqui, para não ser muito repetitivo, mas o professor Alexandre coloca que esse país é um país constituído em cima da violência, E a violência que se repete... E a violência que continua usando as formas de violência do século passado, do século atrasado, com as novas formas de violência atual. constituída aqui hoje. E nós vamos enfrentá-la. E toda vez que tem um conflito, e tem uma situação do massacre, como aconteceu na Curva do S, há 30 anos atrás, E aí é o embate que, de fato... As coisas podem ou retroceder profundamente ou avançar, como aqui já foi relatado. E nós agora, nesse momento, entendemos que É preciso potencializar a luta no campo, É preciso construir cada vez mais os conflitos Porque nós enfrentamos diariamente isso, se aqui... Presidente César Aldrigui, essa terra... que a deputada... Érica Cocay relatou, quer dizer, veja bem, uma coisa são famílias que ficam dois, três, cinco anos para conquistar terra, outra coisa são as famílias oligárquicas, como as do Caiado em Goiás, que conquistaram milhares de hectares de terra doado pelo Estado, entre o compadrilho que tinha naquela época e que inclusive nesse momento também o fazem. E aí a gente tem também muita vitória. O INCRA aqui, e com o nosso governo federal, evitamos... que 400 alqueiros de terra aqui ao lado de Brasília, em Santo Antônio, descoberto na comunidade Antinha de Baixo, fosse parar também na lista de terras dos caiados. E isso é uma luta recente, onde houve uma participação muito grande. Portanto, nós temos aqui o compromisso de transformar esse país. E esse país não vai ser transformado se não houver reforma agrária. Estive na China recentemente. Lá fez-se uma revolução para fazer reforma agrária. E aqui nós estamos fazendo reforma agrária. Apesar de não ter feito revolução. E, portanto, cada assentamento que nós conquistamos, que o MST conquista, os outros movimentos, é uma revolução. É uma revolução naquele território que passa a ter uma outra lógica. E é muito importante, porque somente com o avanço da agricultura familiar, da reforma agrária, das comunidades... quilombolas, dos nossos povos tradicionais, que nós vamos evitar a destruição desse país que o agronegócio está promovendo. O negócio é destruidor. O agronegócio não tem nenhuma perspectiva. Para esse país, nós não temos outra forma de relatar os fatos. Eu sou de Goiás e muitos falam, mas como é que você pode falar? Posso falar? Porque eu não sou cego, eu não sou burro, eu não sou deve mental... Nós estamos vendo um país ser destruído, as nossas fronteiras, aqui toda a região que nós encontramos. E é esse mesmo agronegócio que financiou o golpe, a tentativa de golpe de 2023 agora, que já financiou outros lá atrás, mas que estão também com essas ferramentas de mentira, de informações, para transformar o povo, e nós precisamos enfrentar. Acho que uma das melhores formas da gente aqui lembrar e ressaltar, e nós nunca podemos esquecer, temos que estar incomodados mesmo, como foi bem falado pela nossa ministra, com as mortes de tantos companheiros lá do Eldorado Escarajás há 30 anos atrás, é a gente avançar na luta, e avançar na luta mudando esse congresso inimigo do povo, esse congresso que envergonha o povo brasileiro. Um congresso que nós sabemos aqui o poder, o valor, o deputado João Daniel, deputado Ailton Faleiros, deputado Mineiro, deputada Érica que estava aqui, outros parlamentares, senadores, mas nós sabemos que tem uma maioria que não é o Brasil. que não é o Brasil. Isso nós vamos derrotá-los para poder construir esse país que nós queremos, um país livre, um país soberano, um país socialista, e com certeza um passo a mais nós vamos dar, fazendo aqui o quarto... Quarto Obrigado. É isso? Quarto mandato de esquerda para o presidente Lula, para a gente poder mudar essa realidade. Muito obrigado. Viva o MST. Reforma Agrária, quando? Quando?




