COMISSÃO DE SAÚDE

16 abr. 2026 10:21 às 12:37

Sobre o Evento

A Comissão de Saúde debateu estratégias para a prevenção da cegueira e o fortalecimento da assistência oftalmológica no SUS. Participantes criticaram falhas na gestão, subfinanciamento e a ineficiência de programas atuais, enfatizando a necessidade de diagnóstico precoce e maior integração da oftalmologia na rede básica.

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Presidente - Conselho Brasileiro de Oftalmologia Maria Auxiliadora Monteiro Frazão
Maria Auxiliadora Monteiro Frazão

Presidente - Conselho Brasileiro de Oftalmologia

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Todos me ouvem? Todos me ouvem aqui. Bom dia. Bom dia. Excelentíssima deputada. Muito obrigada pelo convite. Parabéns à... por essa iniciativa, eu acho de extrema importância e vou falar algumas coisas, reiterar algumas coisas que já foram ditas pela senhora. A mim não cabe falar de uma outra doença, mas como presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, ele encara algumas ações que eu considero extremamente pertinentes junto ao poder público. Obrigado. Quando a senhora fala de ver na ponta o paciente, eu cheguei à presidência do Conselho Brasileiro de Oftomologia, depois de entender a importância desse conselho que rege práticas, define padrões e práticas éticas para a saúde ocular da população e tenho um percurso em instituições públicas, também sou diretora da Santa Casa de São Paulo, Vejo diuturnamente a trajetória que os pacientes passam. passam e a dificuldade que muitos têm até chegarem lá para conseguirem acesso aos seus tratamentos. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia, então, ele é a entidade máxima representativa da oftalmologia brasileira, ele dialoga com o Ministério da Saúde para a formulação exatamente de políticas públicas. Ele defende eminentemente através desta conversa que estamos tendo e desta reflexão, um acesso ampliado ao SUS de toda a população brasileira. A sua missão fundamental é exatamente prover a melhor saúde ocular que a população possa aqui. E nós estamos falando de pauta que é levantada há muito tempo. que é prevenção da cegueira e como prevenir a cegueira. E tudo o que foi dito aqui do glaucoma, ele serve também ou parcialmente para outras doenças, quando a gente fala da importância do diagnóstico precoce e da importância que esse paciente tem que ter ao acesso. Desde o seu diagnóstico precoce até o passo a passo para o tratamento, seja ele um tratamento mais simples, seja ele um tratamento medicamentoso, cirúrgico. E para isso a gente precisa organizar e ampliar a rede para acesso da população ao SUS. Segundo um estudo realizado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, nós temos 1.000.000 de cegos no Brasil. No último censo, nós estamos estudando um novo censo que será publicado, sendo que em 75% dessas pessoas, doenças como catarata, glaucoma, até receita de óculos, ou seja, doenças que elas são preveníveis ou tratáveis, devolvendo a visão desse paciente. O impacto social e econômico é sabidamente enorme, mas ele não é somente sabidamente enorme nas suas casas, onde pessoas que convivem com pacientes cegos têm toda a sua produção, toda a cadeia familiar altamente impactada por conta da cegueira daquele paciente. Mas, deputada, o quanto que o Estado paga por pacientes que, por cegueira, saem da sua vida produtiva, muitas vezes nas fases iniciais da sua vida produtiva, ainda jovens e deixam de produzir, deixam de produzir economicamente, intelectualmente e socialmente para as suas famílias, mas também para o nosso país. E esse impacto é gigante e nós temos que levar em consideração isso. As doenças são conhecidas, os tratamentos são conhecidos, nós temos tecnologia, nós temos hospitais, nós temos médicos e ainda assim as pessoas ficam cegas e nós temos que nos perguntar reiteradamente por que as pessoas continuam ficando cegas. E aí Segundo um censo que também estamos falando... do Conselho Brasileiro, encabeçado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, nós temos, pelo último censo, 22 mil oftalmologistas no Brasil, com uma capacidade de atendimento absolutamente instalada e com um número de oftalmologistas por indivíduo muito maior do que preconizado pela Organização Mundial de Saúde. cheguem ao oftalmologista. Políticas públicas. Políticas públicas de saúde, onde nós teremos um acesso e uma rede totalmente organizada, de uma rede que já está instalada num parque tecnológico... já instalado, onde esse paciente tenha maior facilidade para ter o acesso e uma instituição, como a senhora já bem comentou, na atenção primária da saúde. Obrigada. não onerará o Estado, muito pelo contrário. Se nós fizermos todo o estudo e nós veremos que isto sairá, será muito mais vantajoso para a população. população e também para o poder público. Então, nós precisamos ampliar. Temos a criação de OCI e eu gostaria de comentar isso. A OCI, o Orçamento de Cuidados Integrados, ela é um grande avanço. Ela é um grande avanço, ela garante, de certa forma, acesso, ela garante uma remuneração mais digna, e ela garante o tratamento, desde o diagnóstico até o tratamento da doença. Mas ela precisa ser melhor divulgada, e mais do que isso, ela precisa ser ampliada com o acesso mais facilitado de tantos oftalmologistas que estão querendo aderir a esse programa. caminhar para que o acesso sem filas, ele seja tratado como política pública de saúde. Isso já foi feito. Instalação de tecnologias e, como o Vessane já falou, com um estudo profundo sobre aquilo que é custo efetivo e que, de fato, não onera o Estado, mas trata o paciente. mais digna para o médico. E eu vejo, deputada, a senhora falou, como mutirões, eles podem ser muito pontualmente necessários. pontualmente, mas nós temos que, através de uma organização da rede, como desenho de política pública, aumentar o acesso, fazer uma remuneração adequada, e quero colocar o Conselho Brasileiro... de oftalmologia, como o órgão máximo de representativa, não de oftalmologistas, mas da oftalmologia, o interesse da população, totalmente à disposição e parceiro do poder público para que a gente avance nestas questões que são fundamentais. Muito obrigada. Aplausos. Muito obrigado.

16 de abr, 10:50