COMISSÃO DE INTEGRAÇÃO NACIONAL E DESENVOLVIMENTO REGIONAL
Sobre o Evento
A Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional promoveu audiência pública sobre a atuação das ouvidorias. O debate concentrou-se na importância desses órgãos para a defesa civil e o planejamento de ações em cenários de calamidades públicas.
Mostrando 2 falas de Armin Augusto Braun neste evento
Ver evento completoDIRETOR - DEPARTAMENTO DE PREPARAÇÃO E SOCORRO (DPS E MIDR)
Muito obrigado. Obrigado. Eu falo que... Quando eu for fazer a apresentação, eu vou afastar. Ah, pronto. Muito obrigado, deputado Gilson, pelo convite. Eu queria cumprimentar o senhor e, ao mesmo tempo que eu cumprimento, eu queria exaltar o trabalho que o senhor tem feito aqui no Parlamento, o parlamento brasileiro trazendo para dentro do Parlamento uma pauta, essa pauta importante, que é a da gestão dos riscos e do enfrentamento a desastres. E o senhor que tem... Tem tido uma experiência grande lá no Espírito Santo, quando o prefeito de Viana, na Grande Vitória, o senhor... sofreu com aquele desastre 2013/2014 teve que gerenciar muitas perdas lá E a partir desse seu trabalho lá, desenvolveu essa percepção da importância de se tratar o desastre antes que ele aconteça. e depois quando o senhor como secretário de governo o governador Renato Casagrande o senhor é... conseguiu implementar e potencializar o Fundo de Calamidades Públicas e o Fundo de Cidades, fazendo com que o Espírito Santo seja um dos principais estados investidores da prevenção e desastre no Brasil. Então, aquele trabalho no estado foi muito importante e assim que o senhor assumiu, eu lembro de o senhor ter nos buscado lá, ter alinhado a pauta do senhor com o ministro Valdez Góes, que é outro entusiasta do tema também. O senhor foi um dos primeiros deputados a procurar o ministro e, junto com o ministro, potencializaram essa pauta no Brasil. E... através do trabalho aqui, o trabalho legislativo, trazendo para dentro do parlamento e conectando o parlamento com o executivo federal as capacidades que a gente possa fazer um reforço federativo de questões relacionadas à gestão de riscos de desastres. Diversos projetos de lei aqui foram relatados pelo senhor, foram idealizados pelo senhor. e a nossa PEC que está em tramitação também. E eu quero ressaltar aqui e agradecer pela Defesa Civil, pela população do Brasil, que precisa de mais prevenção. o trabalho que o senhor tem feito no parlamento, ao mesmo tempo o trabalho que o ministro Valdez Góes tem feito lá no ministério também, o ministro Valdez Góes agora, ele está nesse momento, infelizmente, é... enfrentando um cenário de desastre em Alagoas e Pernambuco, ele teve que deslocar para lá, e está lá fazendo a gestão dos órgãos federais, levando apoio àquela população. Também queria cumprimentar o Cornel Serqueira, meu comandante, literalmente, meu comandante, tenho a honra de falar sempre que eu sou integrante, sou bombeiro militar do Espírito Santo, apesar de estar algum tempo cedido aqui ao governo federal, mas assim que funciona a federação, e vice-versa. O Anel Serqueira tem muita experiência prática. nesse tema de gestão de Zass e aliou isso ao conhecimento teórico, é doutor, em administração de desastres lá pela universidade federal do espírito santo fez um excelente trabalho no espírito santo também na época da da pandemia da Covid, onde trouxe para a Defesa Civil toda a gestão desse tema e se notabilizou como um grande gestor de crises e agora nosso comandante do Corpo de Bombeiros Militados do Espírito Santo. Cumprimentar aqui o tênis de Cornel Leandro. Santa Catarina e... Fabiano Leno, por coincidência o nome do nosso comandante, Fabiano, também amigo de muitos anos, que além de comandante é secretário... de defesa civil e presidente da liga dos comandantes gerais cortes bombeiros também outro grande conhecedor do assunto o nosso, cumprimentar o nosso colega aqui da mesa, o Edson Vismona, não conhecia, mas É... Ela demonstra um grande conhecimento do assunto e consegue facilitar a compreensão desse assunto, da importância das ouvidorias e como ela pode trabalhar com diversos aspectos, em especial aqui ao nosso tema da Defesa Civil. Eu queria parabenizar o nosso expositor aqui, o nosso palestrante, o Edson Vismona, pelas palavras. Bom, eu trouxe uma pequena apresentação, acho que o tempo não está muito apertado, mas a gente vai fazendo aqui. E aí eu quero fazer um contexto geral... de d do que é defesa civil no brasil da gestão de riscos e desastres e ao mesmo tempo ao final da apresentação a gente vai conectando mais perto de como a Defesa Civil chega mais perto da população e como a gente pode aproveitar esse instrumento da ouvidoria para que a gente possa aprimorar os nossos serviços. Porque eu entendo que a ouvidorilha é um canal de conexão entre a população, entre a sociedade e a administração entre os governos. E a nossa pauta, a pauta de gestão de riscos e desastres, é uma pauta que é diretamente voltada à proteção da população. A proteção da população em caso de risco e em caso de desastre. Então, a gente precisa entender. Entender como o risco é gerado das carências, daquilo que precisa ser feito pelas administrações estaduais, municipais e federais para fazer frente a esse... E... a essa nossa atuação. Bom, como eu falei há pouco, eu trabalho na Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. É uma secretaria que é vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. e... A defesa civil, na verdade, é formada como um sistema. o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil. Então, apesar de estar aqui falando neste momento em nome do governo federal, da Defesa Civil Nacional, como já apresentado antes, como a fala do Cornel Serqueira e do Leandro, a gente tem também as defesas civis nos estados. Então, cada estado tem o seu órgão de defesa civil e a defesa civil nos municípios, é quem chega mais perto da população. Então, esse trabalho, e é um trabalho que o deputado tem feito aqui, de fortalecimento dos municípios, não só do Espírito Santo, mas de todo o Brasil, em proteção e defesa civil, porque é o município que está mais perto da população, é ele que vai entender quais são as principais demandas da população, comunitários de proteção e defesa civil é quem vai dar a primeira resposta. O Estado o ente federado estado ele dá depois há uma resposta complementar quando as capacidades dos municípios são esgotadas e o governo federal por sua vez ele ele apoia quando a capacidade dos estados dos municípios ela tá tá tá esgotada e aí sim vem o governo federal e apoia nessas ações. E essa pauta transcende fronteiras. A gente discute esse tema internacionalmente. E uma política importante é um acordo entre os países, que foi elaborado em uma conferência da ONU em 2015. em 2015, em uma conferência no Japão, em Sendai, foi elaborado um acordo entre os países de como os países, de maneira conjunta, vão fazer o enfrentamento aos desastres. Então, esse foi um marco importante, um acordo entre os países, que vigora até 2030, quando vai ser feito um novo acordo. Eu queria destacar a presença aqui do deputado Gilson Daniel em uma parte importante desse acordo. em 2023, né, deputado? foi feita a revisão de meio termo, revisão de meio período, ou seja, entre 2015 até 2030, você tem 15 anos. Então, em 2024, foi realizada uma conferência, uma conferência em Nova Iorque, junto com uma Assembleia Geral da ONU, e o deputado Júlio Daniel foi o deputado brasileiro presente, representando o Parlamento brasileiro, firmaram o seu compromisso, em alcançar, em buscar a redução de perdas em desastres, principalmente perdas humanas. E o deputado teve presente como uma das figuras importantes nesse evento em Nova Iorque, discutindo a revisão desse marco. Isso, mais uma vez, mostra a importância do Brasil, do Estado do Espírito Santo, ao qual o deputado aqui representa, mas, nesse caso, representando todo o governo brasileiro, esse importante evento. Eu acho que desligou aqui. É isso aí. Obrigado. Desligou aqui automaticamente, eu vou ligar de novo e pronto. Não está funcionando. Pode passar para mim? Ela passa aqui, é. Eu já estou caminhando aqui para o encerramento. Pode passar mais um? Obrigado. Mais um, isso. Bom, a gente trabalha com essas fases, as fases da atuação. em defesa civil, elas vão desde a prevenção e da mitigação, onde são ações que buscam que se evite o desastre ou minimize o tamanho daquele desastre. Nós temos a preparação. A preparação é aquela fase onde você precisa planejar para um evento que você sabe que vai acontecer. Eu queria só destacar um evento que está acontecendo hoje aqui em Brasília, um evento internacional que demonstra a importância do Brasil nesse cenário de enfrentamento a desastre. Nesse momento, na Escola Superior de Defesa, está sendo realizado um exercício internacional, que é o MECODEX, que é o exercício do Mecanismo de Cooperação para a Defesa, que é organizado pela Junta Interamericana de Defesa. A Junta Interamericana de Defesa é o órgão que reúne as Forças Armadas e os órgãos dos Ministérios da Defesa de todos os países. E o Brasil tem um papel importante hoje, está na presidência da GIDE, da Junta Interamericana de Defesa, e esse ano esse exercício está sendo realizado no Brasil. aqui na Escola Superior de Defesa. É um exercício que envolve vários países e ele simula... Na verdade, nós vamos ter duas situações simuladas que já acontecem no Brasil, o incêndio florestal no Pantanal e uma estiagem na região amazônica. Então, essa situação é simulada até que se chegue ao esgotamento das capacidades nacionais e o Brasil precise pedir ajuda externa. precisa pedir ajuda a outro país, e aí esse outro país vai fornecer ajuda militar, em termos de logística, em termos de transporte, articulado com o Ministério das Relações Exteriores, com a Casa Civil e com o próprio Ministério da Defesa. Então, vários países das Américas estão participando desse exercício, e eu queria convidar o senhor, deputado, daqui a pouco nós estamos retornando para lá, se pudermos fazer uma visita lá, seria muito interessante. Fica aqui já o convite. Depois da preparação, nós temos, infelizmente, a ocorrência do desastre. Eu digo infelizmente porque a gente tem cada vez mais aumentado, o número de desastres no Brasil cada vez mais tem crescido, e aí vem a necessidade de se fazer a resposta, é isso que eu comentei agora há pouco, o nosso ministro está lá no Nordeste Brasileiro, órgãos do governo federal, porque esse é o papel do Ministério. O Ministério tem esse papel de, num momento de desastre, coordenar a ação do Ministério da Defesa, do Ministério da Justiça, do Ministério do Meio Ambiente, do Ministério do Desenvolvimento Social, da Saúde. A gente busca fazer com que todos esses órgãos trabalhem em apoio ao Estado, de forma que não haja sobreposição de órgãos, por exemplo, dois órgãos fazendo a mesma coisa, espaço que ninguém está ocupando, alguém no governo federal vai lá e resolve aquele problema, tudo em parceria com o Estado e com o município. A recuperação é aquela fase que se reconstrói hoje, o Rio Grande do Sul é um grande exemplo disso, como a recuperação demora muito tempo, não é só a infraestrutura, mas também a recuperação econômica, a recuperação social, a recuperação ambiental. Até hoje, há muitas ações ainda de recuperação no Estado do Rio Grande do Sul, Eu já estou terminando aqui minha apresentação, vou até passar um pouco mais rápido aqui. Bom, eu acabei já falando isso aqui. E aí eu trouxe aqui, esse é o mural do desastre. Os japoneses dizem que o desastre acontece quando a gente se esquece dele. E, às vezes, a gente está lembrando do desastre que aconteceu essa semana, lá em Alagoas e Pernambuco, está lembrando um pouco mais do desastre do Rio Grande do Sul, Mas a gente tem que puxar um pouco da memória para saber, para lembrar que aconteceu lá em 2013, no Espírito Santo, um grande desastre. São Sebastião em São Paulo, em Alagoas e Pernambuco em 2010, uma chuva parecida com essa que aconteceu, e tantos outros que estão aí. A gente tem que lembrar isso porque a gente precisa manter sempre constante a percepção do risco, a percepção de que o desastre é uma coisa que pode e vai acontecer em alguns casos. dos governantes, da mente dos parlamentares, na mente dos... Isso tem que estar presente. A gente não pode só se lembrar do desastre dias e horas depois que ele acontece. A gente tem que lembrar desse desastre que aconteceu há muito tempo atrás. A gente tem que lembrar eles, tem que deixar eles vivos na memória para que seja um impulsionador da gente... fazer mais ações que evitem a ocorrência de desastres. Então, isso é muito importante, por isso é muito importante a gente estar próximo à população, escutando as demandas e o que elas nos trazem. Porque o cenário que aparece para nós é um cenário onde a gente vai ter cada vez mais desastre. Se a gente pensa um pouco no Brasil, deputado, há alguns anos, 20 anos atrás, e a gente pensa em grandes desastres, do desastre. O desastre que a gente via estava na televisão, nos filmes, nas notícias que viam lá do exterior. A gente escutava falar em furacão, em terremoto, em vulcão. A gente nem imaginava que hoje no Brasil você ia ter grandes desastres causando a quantidade de mortes. A gente teve um grande desastre no Brasil que causou mais de mil mortes. que foi o desastre da região serrana do Rio de Janeiro. Então, isso ainda é coisa muito recente. Então, hoje, no Brasil, esses fenômenos não acontecem. O terremoto não acontece. O furacão atinge muito pouco aqui. O vulcão, a gente não tem vulcão no Brasil, mas hoje a gente é assolado por desastres relacionados à mudança do clima. Então, hoje o clima está mudando e trazendo essas grandes tempestades, as grandes estiagens que acontecem no Nordeste, na região Norte, Obrigado. no Pantanal, que causa grandes incêndios. São desastres, alguns deles intensos e súbitos, que causam muita morte, alguns deles graduais e longos, que causam muito prejuízo, muita aflição, também mortes. As inundações na região amazônica são graduais. Elas não trazem aquele impacto onde as pessoas são levadas pela água, mas muitas doenças são geradas. naquelas populações que não tem como sair de suas casas, elas vão ficando dentro de casa, fazendo aquela que chama de maromba com madeiras, e vão ficando e tendo contato com uma água que atingiu cidades e que é uma água que está contaminada. E depois você tem infecções e pessoas morrendo por causa disso. E muitas vezes também por falta de água no Nordeste, o que a gente tem lá, que é um problema de escassez hídrica que acontece. finalmente está sendo enfrentado de maneira muito eficiente, com várias ações de segurança de infraestrutura hídrica, muitas delas pelo próprio Ministério da Integração. E a gente tem então, por exemplo, esse slide nosso que mostra um trabalho É uma avaliação do Fórum Econômico Global. Mundial. que mostra que daqui a dois anos, os principais riscos estão relacionados, o segundo maior risco está relacionado a eventos climáticos extremos. E se a gente olhar para aqui há dez anos, e dez anos já está batendo na nossa porta, nós temos como o principal risco, o risco global, os impactos dos eventos climáticos. E se a gente olhar os outros quatro que vêm na sequência, todos estão relacionados com o meio ambiente. e que também são impactantes em caso de desastre. Então, o desastre relacionado à mudança do clima, ele é uma realidade que bate à nossa porta e, para isso, a gente precisa ter cada vez mais capacidade de enfrentamento dessas emergências. São outros estudos que também estão relacionados ao que vai acontecer com o aumento de temperatura da terra. Muitos se brigam pela questão da mitigação, produzindo efeito estufa. Então, com o aumento de temperatura, a gente vai ter muitos desastres que já acontecem no nosso país. A gente vai ter mais ciclone, a gente vai ter mais inundação, aumento do nível do mar, e a gente lá no Espírito Santo sofre muito com isso, né, deputado? A gente vê como é que o nosso litoral é impactado com a erosão costeira. Há secas, há secas que estão sendo cada vez mais fortes. O Espírito Santo tem passado também por secas importantes lá, principalmente no norte do estado, mas até a região serrana lá do Espírito Santo tem, em alguns anos, sido afetada por estiagem severa. do regime de chuvas, você vai ter mais vetores do que chamam de arboviroses, dengue, chikungunya, essas doenças todas, elas tendem a aumentar cada vez mais. E, com a questão das estiagens, vem também a questão dos incêndios. Incêndios que já são, principalmente no Pantanal, cada vez mais frequentes e mais intensos e chegando cada vez mais próximos de cidades. E o Brasil, que era um país que não tinha esses grandes incêndios, com grande potencial de ocorrência de desastre. E, por isso, a gente precisa trabalhar, e alguns desafios que a gente precisa enfrentar, para que a gente enfrente essa situação, são o de integrar políticas e ações, então essa integração que se faz das ações de defesa civil com as diferentes ações de todo o governo federal, estadual e municipal, e em especial aqui o parlamento, é o parlamento, todas as nossas leis, nossas medidas provisórias, as propostas de emenda da Constituição passam por aqui, não só com a comissão, mas com o trabalho de deputados, e eu destaco aqui o deputado do parlamento, que mais tem destaque nessa pauta é o deputado Gilson Daniel, então ele tem feito esse importante trabalho de integração de políticas e ações. A percepção do risco do desastre, é muito comum a nossa população, nossa sociedade, acreditar que um desastre não vai acontecer, muito pela questão histórica. aqui dos países que sofrem com terremoto. Então, todo mundo... uma pessoa que vive, por exemplo, no Japão, que é um país que tem muito terremoto, essa pessoa vai ter um avô, vai ter um bisavô, vai ter alguém na história que vai falar de um grande terremoto que aconteceu há 200 anos, há 150 anos. Então, isso vai levar para dentro da população a percepção do risco do desastre. Então, eles já estão preparados para isso. No Brasil, não. No Brasil, a gente tem... Esses desastres são mais recentes, eles são relacionados à mudança do clima. E isso faz com que a gente não tenha essa percepção antiga dos nossos avós, dos nossos bisavós. A nossa geração é a primeira que está sofrendo e está vendo o desastre acontecendo. Além dos filmes de Hollywood. A gente antes só via nos filmes, aquele furacão. Hoje não. Hoje a gente está vendo na nossa frente, na nossa cidade, com o nosso vizinho. Então, a gente precisa desenvolver na população, na sociedade, nos administradores locais, no vereador, no prefeito. Para quê? Para que ele, por exemplo, um vereador, quando ele vai fazer o zoneamento do solo, e áreas com risco de desamamento, que essas áreas não sejam ocupadas tão facilmente. Ele precisa criar alternativas. Então, é um pequeno trabalho que o município pode fazer. E isso vai subindo até chegar aqui em nós, no governo federal, no parlamento, na sociedade, nos outros ministérios, em todos aqueles que trabalham com esse assunto. né? Melhoria constante do monitoramento, alerta e alarme. A resposta com eficiência, quando o desastre acontece, a gente precisa trabalhar e responder de maneira coordenada. Investir mais, aí não é só investimento de dinheiro, é investimento de tempo, de trabalho, de conhecimento, de dedicação. Investir mais na gestão do risco. Gestão do risco é trabalhar antes do desastre, é trabalhar na prevenção. Não que a gente deva investir menos, mas se a gente aumenta o investimento na gestão do risco, a gente vai investir menos na gestão do desastre. Porque gestão do desastre é quando o desastre aconteceu. E quando o desastre acontece, a gente tem perda, a gente tem morte, a gente tem perda financeira, tem perda econômica. Ou seja, a gente já perdeu, a gente consegue recuperar algumas coisas, algumas coisas a gente consegue recuperar, mas a gente não consegue recuperar a vida, não consegue recuperar a dignidade das pessoas que foram perdidas com o desastre, a história das pessoas que é levada junto com a chuva ou que é derrubada por um escorregamento de terra. Então, isso a gente não consegue fazer. E os trabalhos aqui que têm sido feitos de maneira conjunta entre a Defesa Civil Nacional, aqui o Parlamento, são todos eles. Todos os nossos projetos de lei aqui, os projetos que o deputado Gilson encampou, eles melhoram a capacidade de trabalhar antes do desastre. Então, é muito importante esse trabalho. E, por fim, que todo esse nosso trabalho, essa gestão de risco, ela tem que ser centrada nas pessoas. E a gente traz a importância da gente ter as ouvidorias como aquele órgão que conecta, o cidadão ao governo. Então, é muito importante que a ouvidoria, que tem esse papel de ser um canal de conexão, além disso é um canal de escuta e de acolhimento. E isso em todas as fases do desastre. Então é muito importante a gente ter essa conexão entre a população e a administração. Um trabalho muito importante através das ouvidorias, que é um excelente instrumento para isso, talvez o melhor instrumento para isso, para dar escuta e ouvido às populações. A gente fez um trabalho recente... A gente tem uma operação que transcorre no Nordeste do Brasil, que é a distribuição de água potável por caminhão-pipa. É uma grande operação que é desenvolvida pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, junto com o Exército Brasileiro. Ou seja, as pessoas não têm acesso à água, igual nós temos aqui nas nossas cidades, em que a gente abre a torneira e tem água. As pessoas precisam botar uma cisterna na frente da casa delas e o caminhão vai lá e vai abastecer essa cisterna de tempos em tempos. A pessoa tem que racionalizar. de identificação através da ouvidoria, das prioridades principais de atendimento à população. E isso mudou esse trabalho que foi feito. entre o Ministério e a nossa ouvidoria, mudou a operação carro-pipa como um todo. Trouxe muito mais eficácia a operação, locais, corrigiu alguns problemas que tinha na infraestrutura, melhorou processos, melhorou o monitoramento e acompanhamento de toda a operação. Então, esse é um trabalho importantíssimo. E se a gente fala numa defesa civil que é feita centrada nas pessoas, Essa árvore representa a resiliência. A gente tem muito escutado falar em resiliência. E é mais ou menos assim. Você tem um cenário que vai mudando com o tempo. Ou seja, que cenário é esse para nós aqui no Brasil? É um país que vai sofrer com mais desastre. Nós temos que nos adaptar a esse novo cenário. Nós temos que estar preparados para esse novo cenário. E aí eu falo para pessoas que estão aqui em Brasília, que vivem em Brasília e estão me escutando, mas também que estão nas cidades, pela TV Câmara, em diversas cidades do Brasil. Aqui em Brasília, por exemplo, eu vivo aqui e tenho exemplos muito práticos, a gente não escutava falar de desastre aqui em Brasília, e hoje já tem. Já tem desastre acontecendo aqui nas regiões vizinhas. Aqui dentro de Brasília, chuvas muito intensas que alargam determinadas vias, e os carros boiam, e as pessoas têm que sair dos seus carros. Estamos falando de uma cidade bem estruturada. E nas cidades menores do Brasil que tem menos estrutura? Quanto desastre não já aconteceu? Eu sou lá do interior do Espírito Santo e cada vez que eu volto lá, sou lá de Domingos Martins, na região serrana, mas cada vez que eu volto lá... É mais recorrente a gente escutar de alguma inundação que aconteceu, esses dias em Marechal Floriano, uma inundação muito forte, atingiu lá a sede do município, em regiões que você nunca tinha ouvido falar em grandes inundações. Então, a gente tem que estar adaptado a esse novo cenário. E, por fim, trabalhar junto. Se a gente entender que cada organização no país é uma dessas flechinhas, cada uma com sua característica, cada uma com sua cor, cada uma com seu... que a gente está fazendo aqui, o governo federal, com o parlamento, com o Estado, com ouvidoria, com vários setores, com o município envolvido nesse contexto, se a gente conseguir entender que todos nós temos, em temas de gestão de riscos e desastres, trabalhar em prol de uma direção, todos nós teremos mais energia, todos nós teremos mais força e todos nós atingiremos mais facilmente o nosso objetivo. E é um objetivo nobre, que o ser humano pode ter, que é o de proteger a vida de outras pessoas. Então esse é o nosso grande objetivo e, mais uma vez, Então, queria agradecer aqui a oportunidade de estar aqui de poder falar sobre isso e também exaltar mais uma vez o trabalho do Parlamento, deputado Gilson Daniel, por esse importante trabalho e essas iniciativas que destacam esse tema e trazem proteção à população brasileira. Muito obrigado. Aplausos.
DIRETOR - DEPARTAMENTO DE PREPARAÇÃO E SOCORRO (DPS E MIDR)
O Coronel Serqueira, também parabenizado pelo brilhante trabalho que tem feito no comando da corporação, e eu que ando muito pelo Brasil, tem duas instituições que na verdade são praticamente a mesma, trabalham sob uma mesma gestão, que são o Corpo de Bombeiros, que hoje é liderado pelo Coronel Serqueira, e a Defesa Civil do Espírito Santo, que é vinculada ao Corpo de Bombeiros, mas que dentro da corporação é liderada pelo Coronel Ferrari. Mas o Cornel Sergueiro, o Cornel Ferrari tem feito trabalho de excelência. E eu tenho muito orgulho de andar pelo Brasil e levar o Espírito Santo como exemplo. Corpo de Bombeiros Militar do qual eu faço parte e a Defesa Civil do Espírito Santo, que eu trabalhei muitos anos lá. E... E hoje eu vejo a que ponto chegou e saber que de alguma forma a gente ajudou a plantar alguma semente lá. Então eu ando pelo Brasil. E posso falar de maneira bastante verdadeira o quão importante e moderno está o Corpo de Hombeiros Militários do Espírito Santo e o quanto a Defesa Civil do Espírito Santo tem feito em prol da população. grande parte desse trabalho, tanto do Corso de Bombeiros quanto da Defesa Civil, graças ao fundo, ao fundo que o senhor ajudou a aprimorar quando o senhor esteve como secretário de Estado. Cumprimentar também o Edson, mais uma vez dizer pela importante fala, que a gente escutou aqui muita coisa interessante, o Coronel Leandro, Cornel Leandro, Santa Catarina também foi escola para a gente, viu? Santa Catarina, a gente aprendeu muito lá, eu estudei aí, conheço muita gente em Santa Catarina, fiz uma especialização em 2004, fiz uma especialização em planejamento e gestão de defesa civil na Universidade Federal de Santa Catarina, então também tem sido escola, tem sofrido muito com desastres, né? desde lá de trás, aquilo que a gente não... O único furacão que teve no Brasil aconteceu em Santa Catarina. A gente teve em 2008 lá o Morro do Baú. Quanta história, quanta coisa aconteceu lá, quanta história se perdeu lá que a gente não pode deixar passar em vão. A gente precisa aprender. E o desastre, infelizmente, é uma... É muito drástico, é muito súbito, mas se a gente nem aprender com o desastre, o desastre tem que nos ensinar como evitar novos desastres. Como a aviação faz e outros setores importantes da sociedade fazem, a gente tem que aprender com eles, desenvolver esse senso da percepção de risco. E ao senhor deputado, mais uma vez agradecer, dizer assim, sempre que o senhor nos chamar, nós estaremos aqui. Isso é uma determinação do ministro Valdez Góes, que deixa lá o Ministério aberto, o senhor sempre, o senhor e ele têm uma boa relação e sempre estão conversando sobre esses temas, mas o nosso Ministério está aberto para que a gente possa construir as melhores políticas de proteção à nossa população do Brasil. Então, mais uma vez, parabéns pelo seu trabalho e muito obrigado pelo convite.




