COMISSÃO ESPECIAL DA POLÍTICA NACIONAL PARA PESSOAS COM AUTISMO (PL 3080/20)
Sobre o Evento
A comissão especial debateu a implementação e o fortalecimento de uma Política Nacional voltada para pessoas com transtorno do espectro autista. O foco das discussões incluiu a melhoria dos serviços públicos em saúde e educação, além da necessidade de estratégias para garantir a inclusão no mercado de trabalho e autonomia na vida adulta.
Terapeuta Ocupacional
Tá, joia? Obrigada, senhores presidentes, senhores deputados e deputadas, colegas profissionais, familiares e todos os presentes. Meu nome é Brenda Monteiro, eu sou terapeuta ocupacional. Antes de iniciar minha fala, eu gostaria de parabenizar a presidente da comissão por ser uma parceira do sistema Cofito, tivemos aprovação recente aí. da mastectomia no SUS. tanto para homens quanto para mulheres, E... A senhora esteve brilhantemente conosco. Mas, voltando à minha apresentação, eu sou terapeuta ocupacional, também sou integrante da Comissão de Ações Políticas do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, e venho manifestar o meu apoio e também manifestar a necessidade de inclusão do terapeuta ocupacional na equipe... de assistência porque não está previsto no inciso 4º do artigo 6º. dessa política. E falar sobre direitos, eu que sou uma pessoa, uma profissional, da ponta que atua dentro da política de assistência social, os SUAS, E... Compreendo perfeitamente a fala do nosso colega. é extremamente importante e necessário eu acho que ele contemplou resumidamente muito bem Toda essa necessidade que a gente tem de ampliar na política pública e na integração. dos serviços. Sim. E falar sobre os direitos da pessoa com autismo é falar necessariamente sobre a inclusão e o acesso real à participação social. E nesse contexto, a terapia ocupacional não pode ser vista como um recurso complementar. e sim como um dos pilares para garantir autonomia, inclusão e dignidade ao longo de toda a vida e também a participação ativa na sociedade. Na infância, o TO promove o desenvolvimento global da criança... atuando nas habilidades sensoriais, motoras, cognitivas, que impactam diretamente a vida e o aprendizado delas. E isso é essencial quando a gente pensa na inclusão escolar efetiva, por exemplo. na vida adulta, atuar na inclusão no mercado de trabalho, é pensar também para além da inserção dessas pessoas nesse ambiente, mas também na garantia dela nesses espaços. E aí eu destaco que a terapia ocupacional não se limita ao atendimento clínico... Ela envolve também adaptações de ambientes, identificação de barreiras, orientação as famílias, a articulação intersetorial com os demais serviços e políticas públicas. E é uma atuação que conecta o sujeito ao território e à sociedade. Por isso, ao discutirmos a política nacional para a pessoa com autismo, é fundamental garantir a inserção estruturada da terapia ocupacional nas redes de atenção desde a gestão, até atenção básica e serviços especializados com acesso contínuo, qualificado e interdisciplinar. Nesse sentido, o COFITS coloca à disposição dessa comissão e do Congresso Nacional para contribuir tecnicamente na construção e no aprimoramento... da política pública que assegure de forma efetiva os direitos das pessoas com autismo em todas as suas fases de vida. Garantir esse acesso não é um favor, né? É cumprir o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana e assegurar o direito à participação plena na vida em sociedade. Sem a terapia ocupacional, falamos de inclusão como ideia. E com ela, a gente fala de inclusão como prática e como profissional que acompanha famílias que trabalham, solicitam todos os dias que a gente dê voz a essas pautas e a essas demandas é fundamental. Então, agradeço muito. E é isso, encerro a minha fala. Muito obrigada.




