GRUPO DE TRABALHO SOBRE CRIMES PRATICADOS EM RAZÃO DE MISOGINIA

5 mai. 2026 15:20 às 16:06

Sobre o Evento

O grupo de trabalho foi instalado para analisar o PL 896/2023, visando a criminalização da misoginia e o combate à violência de gênero. As parlamentares defenderam a necessidade de audiências públicas para debater o impacto da radicalização digital e assegurar uma legislação eficaz contra o feminicídio.

Status
Concluído
ID: 81894Total: 11 discursos
#10
Transcrição automática

Queria aqui parabenizar a minha amiga querida também, deputada Tabata Amaral, que eu já era fã, Quando eu entrei aqui na casa, fui procurar, quase pedi o autógrafo, não foi? Tá, mas tá. Pois é, e quando nós soubemos que era você que ia coordenar o grupo, eu fiquei muito feliz e muito satisfeita de entender que agora vai. Nós realmente vamos ter um norte e isso vai ser efetivo. Vai ser um grupo de trabalho efetivo. Porque eu fui questionada... Você tem uma ideia de como as mentiras Você disse que ficou procurando palavras, mas não tem palavra, é mentira mesmo. Como as mentiras que foram pregadas a respeito desse projeto, elas envenenaram a sociedade, quando eu me posicionei a favor... Eu fui questionada no meio da rua. por homens que vinham me abordar e dizer assim... E olha que eu sou delegada, viu? Pois é. Deputada, a senhora a favor disso? da misoginia. Vem que isso vai melhorar o feminicídio, mas não já tem lei do feminicídio? A senhora acha que misoginia é a mesma coisa que racismo? Eu digo: "Não, não é a mesma coisa que racismo". eles são estruturalmente iguais. porque os dois falam de inferiorização, os dois falam de uma estrutura que foi criada ao longo dos séculos, dos tempos, de inferiorização. das pessoas. Seja pelo seu gênero, seja pela sua cor, seja pela sua raça. Mas eu não quis nem discutir. com essas pessoas, porque não adianta. Sabe aquela história que é da Pérola Porcos? É isso. É você querer discutir com alguém que não quer ouvir. que realmente não quer entender. Então, quando me pergunta se reduz o feminicídio, lógico que vai reduzir o feminicídio, porque essas ações que legitimam o feminicídio, que justificam o feminicídio, se é que existe uma justificativa, ela parte disso. parte da inferiorização, parte da desumanização... das mulheres. Então você tem que ir na raiz Porque nós já temos um arcabouço legislativo muito robusto. Foi dito aqui pelas minhas colegas que me antecederam muito bem. Nós temos lei Maria da Penha, nós temos o pacote antifeminicídio que foi aprovado. Então, nós temos leis que nos protegem, que deveriam nos proteger. Mas sabe o que falta, deputada Tabata? Educar a nossa população. É quebrar, porque esse machismo, essa estrutura ali é muito arreigada, ele está muito... É muito difícil. Mas nós vamos conseguir. precisa, sim, precisa criminalizar a misoginia, ela precisa ser equiparada ao crime de racismo, mas o nosso desafio aqui... com esse GT, não é reconhecer a gravidade da misoginia. Porque isso todo mundo sabe. Até eles que criam as mentiras. Eles não dizem que não é grave a misoginia. Eles querem enfeitar de outra forma. Por quê? porque muitas vezes eles são autores de misoginia. de falas que inferiorizam a mulher, que pregam violência contra a mulher, que estão subentendidas. Por isso que eles não querem. O nosso desafio aqui é transformar esse reconhecimento que todo mundo já tem, da gravidade da misoginia, e uma lei que seja clara, aplicável e segura. que a gente desmistifique. Então, essa lei tem que ser muito clara, aplicável e segura. Para todos. Ela não pode ficar a mercer de interpretações. Então, eu acho que o nosso grande desafio é esse. Parabenizo pela ideia do seminário, seja seminário, seja audiência pública, mas eu entendo que ele deva ser feito... Ouvir as mulheres é muito importante. Mas, nesse ponto aqui, é muito importante que os homens se envolvam. Que nós, em nossos estados, chamemos, convoquemos esses homens. que formam opinião, para participarem também Porque eles têm que entender o que é essa lei. Qual é o objetivo dessa lei? Eles têm que entender isso Porque nós precisamos andar de mãos dadas com eles. Senão a gente não vai quebrar esse... Não é nenhum ciclo, é um espiral de violência. Nós não vamos conseguir nunca quebrar esse espiral. Então, muito obrigada, Tabata, deputada Tabata, por ter encarado esse desafio da coordenação. E conte comigo, lá em Sergipe e aqui na mesa também. Obrigada.

05 de mai, 15:55