PLENÁRIO
Sobre o Evento
A sessão plenária foi marcada por debates sobre segurança pública, com foco recorrente na redução da maioridade penal, além de discussões sobre política externa, gestão da saúde e infraestrutura. Paralelamente, foram realizados procedimentos regimentais para organização da pauta e condução dos trabalhos legislativos.
Deputada
Senhor presidente, Enquanto o Brasil passa por um momento de gravidade, Enquanto o Brasil assiste nessa casa a tentativa de votar minerais estratégico crítico e terras raras Nós sabemos que por muito tempo, por exemplo, as pessoas escutavam a narrativa de que os povos indígenas trocou pelo espelho as riquezas assim como ouro. E o que estaria trocando o parlamento no dia de hoje? colocando a pauta de minerais críticos e estratégicos. Será que estaria trocando pelo financiamento das eleições de 2026? Porque quando se trata do PIB, Por exemplo, a mineração arrecada no PIB 3%, enquanto a cultura, deputada Erika Kockay, arrecada 3,5%. e sem falar na distribuição de emprego. Quando se fala que a arrecadação é impactada no Vale do Jequitinhonha, de 2023 a 2024, a arrecadação caiu 40%. Nós que sabemos que o Brasil detém 25% do interesse dos minerais críticos. Mas isso significa um quarto. E quer falar de número? Primeiro que esse projeto de lei que foi colocado ontem, Postado essa relatoria, vocês sabiam que ele não difere quais são os minerais críticos? Não separa de minerais críticos e estratégicos, ele trata o lítio, que 80% está no nosso estado, no vale do Jequitinhonha, ele não trata dos minerais críticos, que está no sul de Minas, que vai ter uma audiência nesta sexta-feira. E quer falar de patriotismo? Quem defende o Brasil somos nós. Nós não podemos fazer concessão para essa eleição de um candidato que disse que Se eleito for, vai entregar ao Brasil esse projeto, assim como o PL da devastação que foi apelidado, poderia ser apelidado o PL do estrupo das montanhas, o PL do estrupo do meio ambiente, o PL do estrupo de nossas riquezas naturais. Nós queremos debater economia, mas nós queremos uma economia que, inclusive, você sabia, que assim como o parlamentar que me antecedeu, que falou que se foi exportado in natura, apenas 0,1%. porque 99,9% tem que ser descartado. E esse ímã, que se trata de terras raras, é para financiar a indústria da guerra, é para fazer arma de fogo. Por isso é preciso um debate científico, um debate universitário, um debate político, um debate da sociedade civil. Por isso nós apresentamos três emendas, Uma delas se trata da consulta livre, prévia e informada. Nós não podemos, nós estamos no século 21. Precisamos discutir a economia recivilizatória de país. Não podemos mais conceber que Brumadinho e Mariana aconteçam, que Cubatão aconteça, que Zona da Mata aconteça. Por isso, Questão de critérios ambientais precisa ser política nacional, não O Goiás decidindo? Não! Zema indo pra China decidir se vai vender o Vale do Jequitinhonha. É preciso ser uma política nacional. nem China, nem Estados Unidos. Soberania nacional de país tem que ser discutida no Brasil. E nós lutamos por economia inteligente. Economia inteligente é uma economia que não nos mate, nos mate a pessoa. Nós acompanhamos um projeto no estado de Minas Gerais que diz que lá em Brumadinho e Mariana, o número de ansiolíticos cresceu 200%, o número de sonifres no vaso de Jequitinhonha pelos barulhos da máquina cresceu 500%. Nós estamos falando que essa exploração adoece, que essa exploração tem abuso sexual de mulher, que essa exploração impacta a população. Essa riqueza vai para quem? Isso... Para concluir, deputado, a exploração in natura coloca em risco não somente a soberania do Brasil, mas coloca em risco toda a população brasileira. É preciso respeitar, são 278 territórios indígenas que serão atingidos. Nós queremos sim debater uma economia, mas economia que mata. Essa economia, na verdade, está fadada ao fracasso.




