COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS, MINORIAS E IGUALDADE RACIAL
Sobre o Evento
A audiência pública na Comissão de Direitos Humanos debateu a persistência do trabalho escravo contemporâneo no Brasil, com foco em setores como cafeicultura e siderurgia. Os participantes destacaram a necessidade de fortalecer a fiscalização, recompor o quadro de auditores do trabalho e implementar leis de devida diligência para responsabilizar cadeias produtivas.
COORDENADORA DA CLÍNICA DE TRABALHO ESCRAVO E TRÁFICO DE PESSOAS - UFMG
A coordenadora da Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas - UFMG aborda a persistência do trabalho análogo à escravidão no Brasil, destacando que as vítimas são majoritariamente pessoas negras, pardas e de baixa escolaridade. A palestrante exemplifica a gravidade do problema citando um caso ocorrido no município de Tiros (MG), em que cinco trabalhadores foram resgatados em condições degradantes. A coordenadora enfatiza a necessidade de vontade política para a erradicação dessa prática e relata a atuação de sua clínica, em conjunto com o Ministério Público do Trabalho, para garantir a reparação integral dos direitos dos trabalhadores resgatados, incluindo indenizações e benefícios previdenciários.




