GRUPO DE TRABALHO SOBRE CRIMES PRATICADOS EM RAZÃO DE MISOGINIA
Sobre o Evento
20/05/2026 - Misoginia em rede: disseminação do ódio contra mulheres
Vereadora de Goiânia - Câmara Municipal de Goiânia
Eu quero agradecer imensamente a todas e todos que permaneceram aqui até agora construindo esse debate conosco. Eu recebi algumas perguntas, às quais responderei em conjunto. A preocupação das primeiras perguntas é sobre educação, como ela pode prevenir a misoginia. Não existe outro caminho. E a educação definitivamente não é uma responsabilidade ou incumbência exclusiva das famílias brasileiras; ela é uma responsabilidade coletiva e precisa ser pensada coletivamente. Trago como ilustração disso um exemplo triste, mas que elucida bastante o que eu acabei de dizer. Há alguns anos, fui chamada para uma reunião de emergência em uma escola estadual lá em Goiás, porque um garotinho de 11 anos passava a mão nas coleguinhas. Quando ele foi encaminhado à coordenação, teve uma reação muito explosiva, porque não havia entendido que o que estava fazendo era errado. A coordenação chamou os pais, e o pai, diante de nós, ao lado do Conselho Tutelar, Dra. Renata, disse: "Vocês me chamaram aqui para isso? Eu estou criando meu filho para isso mesmo. É para gostar de mulher, não para ser marica". O pai se indignou com a coordenação da escola por ter sido acionado para coibir o comportamento assedioso do filho. Então, infelizmente, quem dera todas as famílias brasileiras fossem estruturadas o bastante e tivessem maturidade suficiente para compreender o seu papel na interrupção do adoecimento de meninos. Eu também quero me dirigir à Deputada Clarissa Tércio. Eu também sou uma mulher evangélica, da Assembleia de Deus Ministério de Madureira. Quero deixar aqui registrado um abraço para o meu pastor, Neuton Pereira Abreu, que disse que tentaria nos assistir. E eu preciso tranquilizar a senhora em relação ao receio de que a lei possa interditar a pregação do Evangelho. Não existe a menor possibilidade de que isso aconteça, porque o Evangelho é para a libertação. E a senhora conhece muito bem as Escrituras e sabe que, no livro de Gálatas, está registrado com clareza que "foi para a liberdade que Cristo nos libertou". Então, por que voltaria a nos colocar debaixo do jugo da servidão? O Evangelho de Cristo opera permanentemente para a libertação e para a dignidade das mulheres. Inclusive, quando a senhora faz referência ao versículo 22 do capítulo 5 do livro de Efésios, sobre a submissão das mulheres, é muito importante que a gente compreenda esse texto. Como a senhora mesma mencionou... (Pausa.) Com este microfone aqui e com um pacote de biscoito, vou até de noite.




