
Né? Boa tarde a todos e todas. Cumprimentar o padre João. Viu padre João? Eu sou gerente de monitoramento da Agência Nacional de Sensação Rural, recentemente eu estive lá em Minas Gerais, aonde a gente teve aquele desastre ali né das famílias atingida pela Samar, né por aquele desastre ali da barragem de Mariana. O O que que a gente vê lá? A gente vê muitos produtores, pescadores, né, que estão ali tentando sobreviver e sem poder produzir, a verdade é essa. E aí fala assim, ah a gente vai produzir organicamente o agroecologicamente. Aí você vai ver a água, a água está contaminada, aí você vai ver o solo, o solo está contaminado, aí você vai ver o mar está contaminado, aí você vai ver que aquelas pessoas estão ali, desesperadas, volume altíssimo de depressão, problemas de feminicídios, problema por exemplo com com crianças, porque as famílias deixaram, os pescadores deixaram de ali pescar, e passaram a viver mais em casa porque estão ali sem poder desenvolver as atividades dele muitos pescadores, muitos agricultores. Por que que eu estou trazendo isso? Porque assim, aonde a gente faz o monitoramento a gente encontra várias situações, em Minas a gente encontrou isso. E qual que era a dificuldade? Ah não, a gente vai produzir aqui galinha, só que aí a galinha, como é que é, a gente vai produzir agroecologicamente, que a gente não pode colocar as galinhas ali porque elas vão ser contaminada, porque o solo está contaminado, né? O que se produz ali é água contaminada. Eles recebem 15 litros de água pra o consumo diário da família, pra o o uso ali, tanto o consumo de de alimentação como também do do uso diário ali da família. E isso ali me preocupou muito porque assim, a gente estava ali fazendo monitoramento de assistência até de extensão rural, de empresas contratada pela ANATE, aonde estava ali pra executar né programa de assistência até de extensão rural. E dentro disso tinha o o fomento lá do MDS, aonde estava dentro do programa de assistência técnica essas famílias iam estavam recebendo. Quando a gente foi ver na área produtiva o que que aquelas mulheres, porque eram até mulheres como foi citado aqui, e essas mulheres iam fazer, está fazendo alguma atividade produtiva pra poder gerar renda. A principal atividade que a gente viu ali em virtude das condições ali, era mais serviços. Por quê? Porque as condições ali de solo e de contaminação não dava pra eles estarem desenvolvendo a produção. 1 das questões também que a gente viu do está vendo durante o monitoramento em todo o Brasil, em várias regiões do Brasil, é que as pessoas assim, ah eu estou aqui produzindo organicamente. Por exemplo, a gente tem programa de até pra assistência técnica pra pras organizações de controle social, as OCS. E aí você chega ali nas OCS, tem por exemplo, você pega a região do semiárido, quando você chega na região do semiárido, fala aí as instituições pública mesmo fala assim, olha, mas aqui no estado não tem produção orgânica, só que quando você chega ali pra monitorar, você vê vê várias ações de produção agroecológica, orgânica, e que muitas vezes isso não está nos mapa. Então por exemplo pra fazer a execução de programa de OCS né orgânico por exemplo no Brasil inteiro, qual que foi a principal dificuldade por exemplo pro programa da ANATÉ? É que existia o programa, estava ali programa de assistência até de sessão rural pra fazer a execução dessas atividades, só que aquela aquela lista por exemplo do MAPA, ela já era totalmente absoluta, desatualizada, não existia aqueles agricultores, a maioria dos agricultores que estavam cadastrado, quando foi com fazer as ações de assistência técnica, aquelas famílias já não existiam mais, já não era mais produtores orgânico. Então isso é 1 coisa que a gente tem que se preocupar, né? No Brasil, então a gente tem que se preocupar com a questão do levantamento, a atualização e verificar porquê que essas famílias deixaram de produzir de forma orgânica, o que que a gente tem verificado? Ah não, a gente deixou de produzir porque o nosso produto não é valorizado, porque o nosso produto quando vai colocar na na merenda escolar, quando vai colocar na questão do do comercializar pro PAA ou pro PNAE, muitas vezes nem entram, muitas vezes nem é pago por esse valor que ele, que é como produto orgânico, então a gente acabou deixando de produzir, então existe várias situações pra produção agroecológica e orgânica, por exemplo o Maranhão, numa visita no Maranhão tinha produtores orgânicos lá, aí o que que eles falaram olha, como é que a gente vai produzir aqui organicamente se ao lado a gente tem 1 fazenda que faz pulverização aérea aqui e que contamina tudo. Então eu estou colocando algumas situações aqui pra gente fazer 1 reflexão de como a gente fazer 1 assistência técnica agroecológica, orgânica, onde até que a gente vai ter que pulverizar, na verdade, mas assim de 1 pulverizar do ponto de vista agroecológica e fazer isso a gente precisa de 1 assistência técnica, a gente precisa dos agentes igual a Viviane colocou aí, que está sendo construído com a Anatel, né, a construção de 1 chamada pública ou de de de de TED, não sei como, mas está sendo construído alguma alternativa de criar os agentes pra levando essa questão da assistência técnica agroecológica nas comunidades. Mas a gente a gente sabe que pra levar a política pública para os agricultores, familiares de 1 forma geral, a gente precisa de 1 assistência técnica e a gente precisa de profissionais qualificados na área agroecológica e a gente tem tem essa dificuldade. Mesmo que a gente tenha ações agroecológica dentro de 1 chamada pública, a gente sabe que o técnico que muitas vezes que estão ali executando não tem experiência nenhuma com agroecologia, ou agricultura orgânica então a gente precisa é pensar essa questão da formação agroecológica e orgânica, é isso. Ah e só 1 questão padre João, viu companheiro? Na Agraé, eu estive visitando o Mato Grosso do Sul agora, existe 1 experiência que eu acho que vocês têm que conhecer, no no CEASA do Mato Grosso do Sul, aonde tem né 1 1 unidade lá, galpão, aonde ele é destinado especificamente pra agricultura familiar, trabalho bem interessante que eu vi agora recentemente obrigado. Obrigado a você Josenilton e saudar então todos os extensionistas.
Participante fala sobre discussão importante sobre extensão rural, elogia proposta de carreira para extensionistas e reafirma compromisso na luta contra fome e urgências climáticas.
© 2026 O Congresso.
Todos os direitos reservados.