
A Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica - SBOC defende a necessidade de transformar avanços técnicos e tratamentos oncológicos existentes em ações práticas de implementação e financiamento público, enfatizando o papel do poder legislativo na viabilização do acesso aos pacientes.
A Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica - SBOC destaca a importância de controlar fatores de risco e evitar o uso de dispositivos como vape desde a juventude para prevenir o desenvolvimento de câncer a longo prazo.
A Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica discute a evolução do tratamento do câncer de pulmão, destacando avanços tecnológicos, a necessidade de implementação de rastreamento no SUS, o combate ao tabagismo e aos cigarros eletrônicos, e a crescente incidência da doença em não fumantes, ressaltando disparidades entre o setor público e privado.
Obrigada, deputado. Obrigada, Marlene. Acho que eu colocaria esse ponto dentro de uma coisa que acho que faltou mencionar. Quando a gente fala de política de controle, nós estamos falando de exames, procedimentos, tratamentos. mas a gente esquece da informação às vezes, né? E hoje cada vez mais, tanto para conscientizar a população de que ela precisa passar por esses procedimentos e exames que nós recomendamos, mas também para combater as notícias falsas. E isso não se relaciona só a exames, mas a tratamento também. Isso é diário, no consultório de todos os oncologistas é algo que chega para a gente na sociedade, nós respondemos, a termografia foi uma das que nós nos posicionamos e emitimos, né? um esforço conjunto dentro da política de como informar a população. E aí passa desde a vacinação de HPV, que foi algo também que a informação faz muita falta, a gente precisa trabalhar no tabagismo, tudo isso. Então eu colocaria dentro de um pacote maior, que é como trabalhar a informação dentro da política, hoje cada vez mais desafiador, apesar da facilidade de acesso às pessoas que a gente tem, parece que está cada vez mais desafiador trazer informação de qualidade. Eu acho que nós todos temos um papel muito importante nisso, articulado, é melhor. Com isso, eu queria... também aproveitar, que foi algo que eu deixei de mencionar, tudo que é experimental, ele precisa estar dentro de um contexto de pesquisa clínica estruturada e ética, nós tivemos também uma reformulação muito importante da legislação de pesquisa clínica no Brasil nos últimos anos, que a gente acredita que vai permitir melhorar cada vez mais a estrutura, o mundo vem buscando por diversidade em pesquisa clínica, o Brasil é um país que pode contribuir muito para a ciência nesse sentido, junto e um projeto, inclusive, dentro da nossa parceria com o Ministério da Saúde, do nosso grupo de apoio técnico, tem o lado da pesquisa clínica, que é algo que a gente precisa informar muito bem a população. Queria, de novo, agradecer a participação, dizer que a SBOC está à disposição para contribuir, parabenizar pela iniciativa. Há muitos anos a gente não via iniciativas tão importantes e contundentes no combate ao câncer e a gente quer muito fazer parte disso e poder contribuir. Muito obrigada.
Boa tarde, boa tarde a todos. Eu queria agradecer à comissão especial, em especial a figura do deputado Elton Prado pelo convite para a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica participar. É... ouvir as apresentações prévias, já tivemos contatos prévios também, todos que estamos aqui. A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica é uma sociedade que congrega médicos oncologistas clínicos de todo o Brasil, nós somos os responsáveis por emitir o título de especialista. O nosso papel principal é, primeiro, produzir e disseminar evidência científica, nós produzimos anualmente diretrizes de tratamento que são seguidas por médicos oncologistas, tanto do sistema público como privado de saúde. Nós temos um papel importante de formação e educação continuada dos especialistas médicos e não médicos na área de oncologia também, que vão garantir esse acesso equitativo ao diagnóstico e ao tratamento oncológico. Eu queria até ressaltar que no último ano, queria até agradecer aqui pessoalmente ao Ministério da Saúde, porque nós tivemos a oportunidade de uma aproximação bem maior da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, especialmente dentro desse contexto da Política Nacional de Controle de Câncer. Eu queria lembrar, né, o Inca, eu também sou egressa do Inca, e o primeiro ponto que eu queria levantar é enfatizar a importância dessa produção de conhecimento que o Inca traz de números, porque não tem como a gente decidir nenhuma política pública sem ter números confiáveis, então eles apresentaram a estimativa de incidência de câncer para os próximos anos, o número de mortes de doença cardiovascular nos próximos anos. E lembrar que... é ligado ao envelhecimento, mas também ao estilo de vida, e que não é só uma questão biológica, fica bem claro que o controle do câncer, ele é também, tem uma questão social muito importante onde a gente pode atuar, eu não sei se os senhores tiveram a oportunidade de acompanhar, na última semana foi publicado um estudo internacional, mas que leva em consideração dados brasileiros também, mostrando que, quase metade das mortes por câncer, os diagnósticos, eles são evitáveis, ou seja, se nós tomarmos políticas públicas nesse momento, nos próximos anos nós conseguiríamos reduzir milhões de mortes por câncer, então eu acho que a publicação da lei, a regulamentação, que é o principal da lei, é muito oportuna. Se a gente levar em consideração os números brasileiros, os tumores mais comuns, de maior incidência no homem próstata, colo retal, pulmão, estômago, cavidade oral, e mulher mama, colo retal, colo do útero, que é algo que ainda nos deixa muito triste de ver essa estatística, pulmão e tireoide. Então, olhando, são tumores, os principais eles são tumores evitáveis ou tratáveis, se nós conseguimos fazer a prevenção e o diagnóstico precoce, principalmente. Então, nesse sentido, eu queria primeiro frisar dentro dessa regulamentação e da política de que... a gente consiga criar esse programa de diagnóstico precoce, criar não, de implementar de forma mais efetiva, o Ministério vem trabalhando, a Nathalie mostrou aí algumas medidas muito importantes que foram tomadas, que foram criadas nos últimos anos, Mas eu friso muito essa questão da vacinação do colo de útero, do HPV para diminuir, é um tumor que a gente pode de fato praticamente extinguir no futuro próximo, e junto com o preventivo, o HPV-DNA, acho que foi um passo muito importante também, esse é um tumor que eu diria que é um dos nossos focos principais em combater nos próximos anos. O combate ao tabagismo, que o Brasil é um país que teve um sucesso, Nós temos muito orgulho de falar fora do Brasil, nosso programa de controle de tabagismo, mas que precisa ser sempre relembrado. Infelizmente, a gente tem visto um crescimento de outras formas de tabagismo, principalmente nos jovens nos últimos anos. Estamos muito preocupados com isso. E em termos de exames de prevenção, o que eu frisaria também de muito importante é nós começarmos a pensar com um pouco mais de detalhes no câncer coloretal. O rastreamento do câncer coloretal, que deve ser feito com colonoscopia, ele é um rastreamento de certa forma um pouco mais complexo do que os dos outros tumores, mas nós temos visto uma incidência crescente, o INCA apontou esses dados de câncer coloretal em jovens e adultos jovens, o que nos preocupa muito. que precisa de modificações no estilo de vida, então a política de nutrição e alimentação, ela vem não só para tratar os pacientes, para cuidar dos pacientes que já tiveram tratamento de câncer ou são sobreviventes do câncer, mas também como forma de prevenção muito importante, haja vista esse aumento aí da incidência do câncer de coloretal, que o principal fator de risco é o estilo de vida e alimentação, então a gente tem que olhar para os dois lados sempre, da prevenção terciária, mas também da prevenção primária. Então nesse cenário eu acho que a gente está direcionado para os tumores no Brasil que são mais importantes, a gente precisa só enfatizar a melhoria dessas políticas de prevenção e controle e a SBOC está à disposição para poder contribuir. Do ponto de vista de tratamento, nós tivemos um avanço muito grande do nosso ponto de vista no último ano na conversa com o Ministério, nós desenvolvemos um índice. Nós todos sabemos que o custo da oncologia clínica, a oncologia clínica é a área da oncologia que... acompanha o paciente desde o início da jornada até o término da jornada, e nós somos os responsáveis por definir principalmente tratamentos... sistêmicos quimioterapia imunoterapia nos últimos 20 anos foi um avanço enorme no número de medicamentos e do resultado da eficácia desses medicamentos em tratar os pacientes mas com custo também exponencialmente mais alto e isso tem sido um desafio no mundo inteiro no Brasil vocês imaginem os senhores imaginem que esse impacto pode ser ainda maior Então nós desenvolvemos um índice de priorização, onde os nossos técnicos oncologistas, eles conseguem, por uma série de critérios, categorizar que medicamentos teriam impacto mais imediato, que precisariam ser mais rapidamente incorporados pelo SUS, e também na iniciativa privada, para poder auxiliar essa tomada de decisão. Muitas vezes escolhas têm que ser feitas, e por isso um índice de priorização, a gente vem... trabalhando junto com o Ministério da Saúde para fornecer essa ferramenta e poder apoiá-los nessas tomadas de decisões, participando de reuniões da Conitec, numa cadeira da MB que nós temos também, e essas decisões vão ser cada vez mais importantes, nós estamos à disposição também, e dentro da política eu acho que é uma discussão que precisa ser levada, ter um corpo técnico para tomada de decisão, no dia a dia, mas acesso, a gente precisa ter também estratégias inovadoras, formas diferentes, e eu acho que nós, como o Brasil, eu tenho ouvido isso em reuniões, inclusive, com sociedades fora do Brasil, que nós temos parcerias, nós temos uma capacidade, talvez um momento de criar soluções inovadoras que vão ajudar, inclusive, o resto do mundo, principalmente na América Latina, que é onde a gente vem trabalhando. políticas de incorporação de novos medicamentos. E por fim, para não me estender muito, eu queria também corroborar o que a Natalia e a doutora Viviane já falaram sobre a navegação. Nós temos um corpo também, um comitê técnico multidisciplinar dentro da SBOC, que vem trabalhando também em treinamentos de navegadores e políticas de navegação, porque como vocês mencionaram, a linha de cuidado no paciente com câncer é longa, tortuosa, não é simples, e ter um guia, todo o país, mas ter isso bem estruturado é algo que ajuda muito em curta tempo, diminui gastos ineficazes de recursos, e eu acho que essa parte da política é algo que deve ser muito trabalhado e talvez priorizado nesse primeiro momento, que muitas coisas nós já temos disponíveis, elas estão lá, a gente só precisa organizar o cuidado, o CISREG é um exemplo, que a doutora Viviane mencionou, e dentro do próprio tratamento. dizer que a SBOC está à disposição para contribuir, nós temos um corpo técnico de muitos oncologistas do Brasil com muita experiência e muito dispostos voluntariamente a contribuir para a melhoria do controle do câncer no país. Muito obrigada.
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