Cláudio Sarilho

Cláudio Sarilho

Psicólogo e especialista em análise do comportamento aplicado ao TEA - IEPSIS - Grupo Método

Últimos Discursos

10 de mar, 15:31

COMISSÃO ESPECIAL DA POLÍTICA NACIONAL PARA PESSOAS COM AUTISMO (PL 3080/20)

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...que é sempre... uma grande oportunidade de conversar com quem pensa diferente da gente, saiu daqui com muitos aprendizados, tá? Queria tentar fazer algumas reflexões breves. Uma das pessoas que cunhou ali o nome de Asperger é o Hans Asperger, que foi um médico. Ele era um médico nazista e ele, inclusive, fazia experimento com pessoas com autismo e etc. E uma das formas, né, da gente tendo reconhecimentos absurdos que ele fez, o nome dele é tirado da história. Mas eu não vi e eu não vejo nenhum ataque à medicina deveria deixar de existir por conta disso. Tem artigo, né? Eles diziam que a pessoa era autista por culpa da mãe e tem recomendação dizendo que o tratamento é retirar a mãe da pessoa com terra. Eles têm que ficar longe esse é o tratamento, porque a culpa é da mãe. E eu não vejo nenhum também cancelamento da psicanálise. A análise do comportamento, historicamente, ela cometeu muitos erros e ninguém aqui dos colegas disse nenhuma mentira. evolui, e aí tentando, né, me enquadrando no meu lugar, como profissional, e com todas as limitações que isso tem, eu não saio de casa, para maltratar alguém, eu não saio de casa para causar dor e sofrimento para alguém. Mas eu concordo que historicamente isso aconteceu e eu concordo que alguns maus profissionais fazem, mas quando todas as... de uma aba da década de 80 hoje a gente tem tantas outras atualizações tantas outras formas de se ver e eu acredito muito que a gente quando vocês vão descrevendo o que é importante eu falo, poxa, mas eu penso igual poxa, eu acredito nisso também Então... Com certeza toda prática antiética é crime, tem que ser combatido, e isso não está em pauta de discussão. Mas que a gente, se o nosso interesse é promover melhor qualidade de vida para as pessoas com TES, seus familiares, que a gente possa fazer isso pelo diálogo, e talvez não por uma guerra, né? Para que a gente possa se aproximar de quem de fato está interessado nisso, você entende? Para que a gente possa unir forças e não se dividir. Olha como é importante a questão da regulamentação Algumas clínicas, abadita abas, né? Elas contratam estudante de terapia ocupacional, colocando ele numa função de acompanhante terapêutico, mas para ele exercer função de TO, que ele só poderia exercer quando formado. Então tem um processo também, que a colega falou de respeitar ali a atuação, muito importante. Mas para isso a gente precisa de lei, a gente precisa de regulamentação. O Conselho de ITO tem sido muito atuante, muito firme nisso, e eu acho que tem sido fantástico o trabalho deles de combater essa prática ilegal da profissão. Queridos, muito obrigado a todos. Obrigada, doutor Cláudio.

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10 de mar, 14:52

COMISSÃO ESPECIAL DA POLÍTICA NACIONAL PARA PESSOAS COM AUTISMO (PL 3080/20)

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São Paulo hoje está impossível, ninguém anda aqui nesse lugar. Deve ter acontecido alguma coisa, porque...

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10 de mar, 14:35

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Resumo Inteligente

O Psicólogo e especialista em análise do comportamento aplicado ao TEA - IEPSIS - Grupo Método defende que a prática baseada em evidências, como a ABA, é essencial para diminuir vulnerabilidades e aumentar a qualidade de vida no autismo. Ele denuncia a escassez de profissionais devidamente qualificados e o impacto negativo de formações superficiais, destacando a falta de implementação estruturada dessa ciência no SUS e na rede pública de ensino. Por fim, propõe parcerias com instituições científicas, a adoção de critérios rigorosos de contratação e o uso de certificações nacionais para garantir a segurança e o atendimento ético dessa população.

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10 de mar, 14:31

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Ele já está no vídeo. -Talisa. -Para aqui. Isso, pronto, você já está aparecendo aqui para nós. Perfeito, perfeito. Então, gostaria de agradecer a todos pelo convite, pela oportunidade de conversarmos sobre as pessoas que estão dentro do espectro. números cada vez mais crescentes dessa população, acho que hoje a gente fala não apenas sobre o nosso país e crianças, adolescentes e adultos, mas possivelmente o que discutimos hoje é sobre os nossos filhos, os nossos sobrinhos, algum grau de parentesco nosso, filho da nossa vizinha, do nosso vizinho, em questão de tempo. Então, também falamos diretamente sobre ações para os nossos familiares. Bom, o meu foco hoje é falar sobre análise aplicada do comportamento Mas antes disso, eu queria trazer uma reflexão para vocês. nós temos aqui uma imagem que representa um procedimento cirúrgico chamado lobotomia, em que com uma agulha era perfurado a parte do córtex pré-frontal de pessoas que tinham ali algum transtorno do mental, algum transtorno do neurodesenvolvimento, sobretudo para tratar comportamentos de agressividade. Talvez essa imagem faça... pensarmos que isso é uma coisa do passado, dos livros de história ou de filmes, mas não tem 40 anos que a última lobotomia foi realizada em uma pessoa com transtorno mental. Então, historicamente, houve muitos procedimentos antiéticos feitos com pessoas que tinham aí alguma questão relacionada ao seu negócio. E uma das primeiras pessoas, em especial esse médico, ele começou a questionar. Por que nós estamos fazendo especificamente esses procedimentos? E aí ele começa a implementar uma ideia de que as ações que são feitas, e é isso de uma maneira geral, ele cria um movimento dentro da medicina, mas aqui eu estou fazendo um recorte para esse público que nos interessa da neurodiversidade, ele fala, não, a gente deveria usar apenas... procedimentos que têm evidência científica de funcionamento, e não apenas ideias, experimentos, sem qualquer fundamentação. E aí ele cria um movimento da prática baseada em evidência, hoje um dos maiores periódicos científicos do mundo leva o nome dele, que é responsável por fazer diversas revisões e meta-análises sobre diferentes assuntos. Quando a gente fala de análise aplicada do comportamento, nós estamos falando de uma prática baseada em evidência. Então, qual é a evidência que nós temos para o tratamento de pessoas com autismo? Quando a gente olha essas revisões que existem, e a mais atual é essa azul, que é de 2020, tem mais de 30 mil estudos. Mais de 30 mil estudos feitos com diferentes terapias. Tirando a parte farmacológica, qualquer tipo de terapia que era direcionada a essa população entrou nessa revisão. E o que nós temos hoje são 28 práticas baseadas em evidência. Por exemplo, a terapia ocupacional que a representante acabou de apresentar, e acho que fazer contribuições fantásticas sobre, inclusive, essa ideia de um tratamento multidisciplinar. Também não podemos supor que apenas uma especialidade isolada daria conta da complexidade que é o autismo. Eu não vou me ater e eu não vou falar de todas as 28 práticas baseadas em evidência, acesso à apresentação, caso queiram ver com calma, aqui está cada uma delas e uma breve descrição, acompanhada da idade da qual ela tem melhor evidência.

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