COMISSÃO ESPECIAL DA POLÍTICA NACIONAL PARA PESSOAS COM AUTISMO (PL 3080/20)

10 mar. 2026 14:21 às 15:38

Sobre o Evento

A comissão tratou da organização documental e da tramitação de diretrizes para a Política Nacional voltada às pessoas com autismo.

Status
Concluído
ID: 81210Total: 29 discursos
#4
Psicólogo e especialista em análise do comportamento aplicado ao TEA - IEPSIS - Grupo Método Cláudio Sarilho
Cláudio Sarilho

Psicólogo e especialista em análise do comportamento aplicado ao TEA - IEPSIS - Grupo Método

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Ele já está no vídeo. -Talisa. -Para aqui. Isso, pronto, você já está aparecendo aqui para nós. Perfeito, perfeito. Então, gostaria de agradecer a todos pelo convite, pela oportunidade de conversarmos sobre as pessoas que estão dentro do espectro. números cada vez mais crescentes dessa população, acho que hoje a gente fala não apenas sobre o nosso país e crianças, adolescentes e adultos, mas possivelmente o que discutimos hoje é sobre os nossos filhos, os nossos sobrinhos, algum grau de parentesco nosso, filho da nossa vizinha, do nosso vizinho, em questão de tempo. Então, também falamos diretamente sobre ações para os nossos familiares. Bom, o meu foco hoje é falar sobre análise aplicada do comportamento Mas antes disso, eu queria trazer uma reflexão para vocês. nós temos aqui uma imagem que representa um procedimento cirúrgico chamado lobotomia, em que com uma agulha era perfurado a parte do córtex pré-frontal de pessoas que tinham ali algum transtorno do mental, algum transtorno do neurodesenvolvimento, sobretudo para tratar comportamentos de agressividade. Talvez essa imagem faça... pensarmos que isso é uma coisa do passado, dos livros de história ou de filmes, mas não tem 40 anos que a última lobotomia foi realizada em uma pessoa com transtorno mental. Então, historicamente, houve muitos procedimentos antiéticos feitos com pessoas que tinham aí alguma questão relacionada ao seu negócio. E uma das primeiras pessoas, em especial esse médico, ele começou a questionar. Por que nós estamos fazendo especificamente esses procedimentos? E aí ele começa a implementar uma ideia de que as ações que são feitas, e é isso de uma maneira geral, ele cria um movimento dentro da medicina, mas aqui eu estou fazendo um recorte para esse público que nos interessa da neurodiversidade, ele fala, não, a gente deveria usar apenas... procedimentos que têm evidência científica de funcionamento, e não apenas ideias, experimentos, sem qualquer fundamentação. E aí ele cria um movimento da prática baseada em evidência, hoje um dos maiores periódicos científicos do mundo leva o nome dele, que é responsável por fazer diversas revisões e meta-análises sobre diferentes assuntos. Quando a gente fala de análise aplicada do comportamento, nós estamos falando de uma prática baseada em evidência. Então, qual é a evidência que nós temos para o tratamento de pessoas com autismo? Quando a gente olha essas revisões que existem, e a mais atual é essa azul, que é de 2020, tem mais de 30 mil estudos. Mais de 30 mil estudos feitos com diferentes terapias. Tirando a parte farmacológica, qualquer tipo de terapia que era direcionada a essa população entrou nessa revisão. E o que nós temos hoje são 28 práticas baseadas em evidência. Por exemplo, a terapia ocupacional que a representante acabou de apresentar, e acho que fazer contribuições fantásticas sobre, inclusive, essa ideia de um tratamento multidisciplinar. Também não podemos supor que apenas uma especialidade isolada daria conta da complexidade que é o autismo. Eu não vou me ater e eu não vou falar de todas as 28 práticas baseadas em evidência, acesso à apresentação, caso queiram ver com calma, aqui está cada uma delas e uma breve descrição, acompanhada da idade da qual ela tem melhor evidência.

10 de mar, 14:31