
Todos me ouvem. Sim. Obrigado. Então, eu gostaria, novamente, eu quero até pegar a fala do colega que acabou de me anteceder, o colega psicólogo, especialista na abordagem ABBA, e dizer que eu concordo plenamente, a ciência evolui. E o conhecimento vai modificando técnicas que antigamente nós usávamos como técnicas adequadas. Hoje, o que a gente tem aprendido com os próprios autistas, através da comunicação alternativa e aumentada, é conseguir exatamente entender o porquê que ele corre, o porquê que ele às vezes é impulsivo, o porquê que às vezes ele acaba... tendo um comportamento que não era aquilo que ele desejava ter feito. Então, e principalmente, o que eu mais vejo no meu consultório hoje, são crianças que chegam para mim, muitas vezes, com incapacidade de comunicação verbal, muito irritadas, muito agressivas, em que, infelizmente, muitas vezes, os pais escutam dos terapeutas Abba, dizendo, isso ele está fazendo para chamar a atenção, isso ele está fazendo porque ele quer que a vontade dele prevalença, Ele está batendo... porque ele quer que você dê para ele tal coisa. Ignore esse comportamento, porque se você atender a esse comportamento, a criança vai reforçar e toda vez ela vai fazer isso. E no final das contas, o que eu descubro, essa criança tinha um refluxo gastroesofágico, ela tinha uma doença inflamatória intestinal, ela tinha uma dor de dente que ninguém tinha visto, ela tinha cefaleia, e não é por uma abordagem comportamental que a gente vai melhorar um comportamento que a criança faz, porque na verdade ela não conseguiu encontrar outra maneira de aliviar aquele desconforto e aquela dor. Então, o que eu peço encarecidamente é que a gente não se feche com uma única abordagem, a abordagem aba é uma das abordagens, como muitas outras abordagens, E da mesma maneira que nós entendemos e falamos e repetimos, e cada autista tem o seu jeito único, cada autista é único nas suas características, a gente também tem que pensar o tratamento único para cada pessoa. E principalmente o cuidado clínico, se a gente não ajudar os profissionais, os pais, e eu não digo nem profissionais terapeutas, eu digo os profissionais médicos que veem essas crianças para observar questões clínicas que não estão sendo tratadas, não vai ser nem por uma medicação psiquiátrica, não vai ser nem por uma abordagem mais intensiva da análise do comportamento, que essa criança vai ter a sua melhora na qualidade de vida. O que a gente precisa garantir é um olhar clínico integral, E... ofertas de oportunidades de terapias baseadas na ciência, baseadas em evidência, como o DIR Floor Time, como o Jasper, como o CERT, como outras técnicas para que essas crianças possam ser melhor atendidas. Muito obrigado.
É só um link, basta acessar o link que já vai ter a apresentação. Eu só não sei se eu vou conseguir ver a apresentação, para poder saber em que ponto da apresentação que está, mas... A gente dá um jeito. Então, só voltando a me apresentar, eu sou médico, sou médico-psiquiatra, tenho uma formação, um fellowship especial, em pedopsiquiatria, né? com ênfase em transtorno do espectro do autismo e em esquizofrenias precoces, e atualmente eu coordeno o subnúcleo de autismo do Hospital Sírio-Libanês, onde eu realizo os atendimentos e também pesquisas clínicas. Atualmente também eu faço parte de uma associação, que é a Associação Autistas Brasil, que é uma associação é composta de pessoas autistas, e não de pais ou profissionais que atuam com pessoas autistas. Pode passar o slide, que eu acho que parece também a minha apresentação. Pode começar a passar. Isso pode passar. Pode passar novamente. Então... O que eu queria trazer de conhecimento para essa comissão e o que eu acho que eu posso contribuir nesse momento nesse diálogo? Quando a gente começou a pensar no autismo, na descrição do Kanner, lá na década de 40, as características do autismo eram dadas devido aos seus comportamentos, aos comportamentos que aquelas crianças apresentavam. Então, todo o critério diagnóstico que a gente tem desde aquela época até hoje, ela é baseada em alguns comportamentos que essas crianças apresentam. Mas a ciência evoluiu e hoje a gente entende que o autismo não é um transtorno do comportamento. Ele é um transtorno do desenvolvimento infantil. E mais do que as características comportamentais do autismo, a gente vai ver aqui circundando esses sintomas que são centrais do autismo, que é o prejuízo na comunicação e na interação social. E o padrão mais restrito, repetitivo e estereotipado do comportamento, que são essas duas bolas centrais aqui dos critérios diagnósticos, nós vamos ver pequenas bolas ao entorno, onde cada uma delas vai trazendo desses autismos, onde eu posso ter um comprometimento cognitivo, onde eu posso ter ou não comprometimento de linguagem, posso ter ansiedade e agressividade, comportamentos impulsivos, como TDAH associado, Mas principalmente a gente vê hoje que nos autistas também, naquelas bolinhas laranjas, nós vamos ter muitas alterações genéticas que cursam com essas características comportamentais ao qual nós chamamos de autismo. Pode passar, por favor. Então, a gente vê aqui alguns exemplos de genes que estão associados tanto alterações da neurotransmissão como associados a alterações da transcrição do DNA, que já estão implicadas nos quadros do transtorno do espectro do autismo. Pode passar novamente. Então aqui a gente vê vários genes, cada uma dessas letrinhas é um gene diferente e cada um desses genes já foi implicado em aumento do risco de manifestações dos sintomas autísticos. Pode passar, por favor? Sim. Aqui alterações que são da via genética, da regulação do DNA. Pode passar, por favor? E aqui nós vemos que somente do aspecto sindrômico, dos quadros que muitas vezes vão ser mais graves, com comprometimento cognitivo, comprometimento da linguagem, nós já temos mais de 310 síndromes, que são síndromes genéticas que levam ao transtorno do espectro do autismo. Pode passar então, por favor. E por que isso é tão importante? Pode passar? Essas múltiplas alterações clínicas, elas também levam a muitas comorbidades nos pacientes autistas. Os pacientes autistas, eles vão estar muito mais sujeitos, muito mais propensos a apresentar alterações clínicas do que as pessoas em geral. Mas o grande problema é que boa parte dos pacientes autistas, das pessoas autistas, não possuem uma boa capacidade de comunicação e interação social. Então, o que nós temos visto na clínica médica é que muitas doenças clínicas, como alterações metabólicas, doenças imunológicas, doenças que alteram o eixo do estresse, alterações gastrointestinais, alterações motoras, epilepsias, alterações sensoriais dolorosas, vão impactar esses sujeitos com autismo, principalmente aqueles com maior incapacidade de comunicação. E aí Então, essas comorbidades precisam ser tratadas, porque uma criança que tem uma doença que não está sendo tratada adequadamente, não vai ter ali um equilíbrio do ponto de vista psíquico para poder fazer uma atividade, para poder fazer um aprendizado, para poder fazer e frequentar uma terapia. E isso traz um impacto muito significativo na vida dessas pessoas autistas, levando a uma piora da qualidade de vida, morbidade e mortalidade prematura. Pode passar, por favor? Então, aqui a gente vê uma tabela, pode passar novamente, de comportamentos que podem indicar uma dor ou um desconforto numa pessoa com quadro do autismo. E o que a gente vê aqui é que muitos desses comportamentos são também comportamentos em que as terapias, como por exemplo a terapia ABA, se presta a tentar eliminar ou a tentar evitar que aquele paciente faça. comportamento, irritabilidade e mau humor, crises e comportamentos opositores, né? Uma criança, por exemplo, que tem um comportamento agressivo ou um comportamento auto-olesivo, que fica se movimentando o tempo inteiro, que fica gritando, que fica girando, tudo isso pode ser indicativo de um quadro de dor e desconforto dessas pessoas que não estão conseguindo verbalizar. Pode passar, por favor? E o que a gente vai ver aqui embaixo são as principais condições que estão associadas a esses quadros, como por exemplo, dores de cabeça, dores de ouvido, epilepsias que são subclínicas que a gente não identifica facilmente. toda a parte gastrointestinal, como refluxo, esofagite, gastrite, colite, alterações alérgicas de alimentos... Então, a gente tem que cuidar dessa parte clínica dessas crianças, não dá para querer que ela melhore um determinado comportamento, como uma irritabilidade e agressividade, sem descobrir o motivo por qual essa irritabilidade e essa agressividade acontece. Pode passar, por favor. Porque senão a gente pode acabar acontecendo como acontece, por exemplo, com a Carly, em que ela fala para a gente no livro dela, Carly's Voice, a Carly é uma autista nível 3 de suporte, que é não verbal. e ela conseguiu dizer o que ela sente a partir da escrita e da comunicação alternativa e aumentada, E ela fala para a gente que ninguém sabe como ela sente, que ninguém sabe que é não poder parar quieta, porque parece que as minhas pernas estão pegando fogo, ou como se centenas de formigas estivessem escalando os seus braços e ela precisasse balançar o braço fazendo um flapping para poder se acalmar, para poder diminuir aquela sensação. que analisa esse comportamento e toda a teoria que foi desenvolvida não é por pessoas que sentem como os autistas sentem. Então, exigir, por exemplo, da Carly que ela fique sentada, se naquele momento ela está sentindo as pernas pegando fogo, ela precisando andar para parar aquela sensação, é trazer talvez mais sofrimento para a Carly, porque ela precisa daquele comportamento para aliviar um desconforto que ela está sentindo. Obrigado. Pode passar, por favor. E aí a gente chega então nessa abordagem, nessa terapia que é chamada do ABBA. Por quê? Porque a resposta que a gente tem dado a toda aquela complexidade de várias síndromes diferentes genéticas, de várias alterações clínicas distintas, tem sido basicamente, exclusivamente, um tratamento de condicionamento de comportamentos. Pode passar, por favor? que pode passar novamente. Então, a origem dessa abordagem, como agora peço perdão, mas o colega que também estava participando aqui da nossa plenária, ele também trouxe uma preocupação em relação até a própria origem do ABBA. técnicas como a extinção para corrigir comportamentos que foram definidos socialmente como comportamentos indesejáveis. Então, o marco do trabalho do ABBA, do Rickers e do Lovas, da década de 70, nos quais os pais foram treinados para reforçar comportamentos considerados masculinos e extinguir comportamentos femininos em meninos, tanto na clínica quanto no ambiente familiar. culturais e normalizar diferenças, levando a críticas éticas sobre quem define o que é patológico e quais são os comportamentos que devem ser promovidos. Pode passar, por favor. Quando nós vamos, então, para algo que eu acho que é o mais importante nesse momento, além de uma crítica em relação à abordagem, à sua história, mas o que eu acho que a maior crítica que a gente tem que fazer nesse momento é que muitas vezes nós vamos ouvir que a abordagem aba teria uma evidência que é superior ou muito robusta em relação ao tratamento de pessoas autistas. científico. A última revisão que nós temos do Cochrane, que é uma revisão que é mais validada, é das revisões sistemáticas, que foi a revisão de 2018, mostra que as intervenções comportamentais intensivas precoces tem poucas evidências de que possa ser um tratamento eficaz para crianças com autismo. E, no entanto, a força dessa evidência é limitada. Então, por quê? Porque esses estudos são estudos pequenos e com desenhos que não são muito adequados. Então, devido à inclusão de estudos que não são muito bons, com alto risco de viés, e com uma qualidade geral, foi classificada como baixa a muito baixa pelo acordo do sistema GRADE. Então é fundamental que os profissionais que oferecem essa abordagem comportamental precoce, estejam cientes que a evidência atualmente disponível não é robusta, e tomem com critério essas decisões clínicas. Então, a gente precisaria de mais estudos nesse momento para saber exatamente qual é o impacto dessa abordagem nas crianças com autismo. Pode passar, por favor? E aí Essa é uma resolução que aconteceu agora recentemente, né? recentemente, perdão, foi em 2023. onde nós tivemos uma mudança em relação à resolução da Associação Médica Americana em relação às abordagens comportamentais do ABRA. Então, o que foi considerado? que considerando que o ABA moderno segue ainda um princípio fundador. que é de fazer uma criança parmesê normal ou indistinguível de seus pares. que o ABBA tem sido repetidamente associado a referência de transtorno de estresse pós-traumático em autistas adultos. e que existem outras abordagens que trabalham de maneiras não condicionantes, não através do condicionamento, para esses pacientes, eles tiraram a nomeação dessa abordagem do seu rol. de perspectivas terapêuticas para o autismo. Então, ele ainda é financiado, ele ainda é utilizado nos Estados Unidos, mas ele não é mais hierarquicamente superior a outras abordagens que hoje nós temos disponíveis. Pode passar, por favor? Então, esse estudo que é um estudo nesse momento é o mais importante estudo que a gente tem sobre as intervenções em criança
Obrigado. Primeiramente, eu gostaria de me desculpar por não ter conseguido participar de forma presencial, acredito que teria sido... Agradecer a excelentíssima senhora deputada, os presidentes dessa comissão especial, o excelentíssimo senhor deputado de Manangoni, relator, as senhoras e senhores deputados presentes e demais expositores. Infelizmente, por problemas técnicos, eu também não vou conseguir fazer aqui a minha transmissão, mas o material que eu preparei eu vou compartilhar com os colegas, para que vocês possam ter acesso a eles depois. Inclusive eu vou até fazer esse compartilhamento agora, né, se por algum acaso a gente conseguir, vocês conseguirem acessar por aí, eu também vou falando um pouquinho sobre essa apresentação. E... Só para me apresentar, eu sou médico-psiquiatra, eu tenho minha formação dentro... Ô, doutor Vinícius, deixa eu tentar escutar.
Você está me vendo porque eu estou... a senhora está me vendo porque eu estou aqui no celular, eu estou tentando entrar pelo computador. Ah, entendi. Para que eu possa fazer a minha apresentação. Vamos fazer assim, enquanto o senhor tenta isso, eu vou passar a palavra.
Eu posso apresentar se eu puder acessar por aqui? Você pode apresentar, claro. Deixa eu ver se eu consigo eu tô acessando aqui no pelo meu computador agora nesse momento Você já tiver autorização para entrar na sala? Já tem, você já tem autorização. Obrigado. Nós já estamos vendo
Boa tarde, boa tarde. Só tem a palavra. Eu gostaria de tentar só ver se eu conseguiria se teria possibilidade de transmitir algum material ou seria melhor eu falar com a mente? Não, não tem problema nenhum. O senhor pode...
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