
Agradecer deputado pela parceria, pela compreensão, pela acolhida de sempre. E vou trazer um reforço. Os nossos estudantes de medicina... O que a gente tem observado é que, algo que tem se falado, que eles estão saindo mal formados, etc., é um conjunto de fatores. Então, nós precisamos também de bons professores nessas faculdades. A gente precisa também inspirar esses professores, avaliar certinho como é que está sendo esse processo, de quem vai ser a referência desses estudantes no processo de trabalho. Saber que a medicina, a gente está aí, a gente não pode se esconder, como o senhor bem falou. Se a gente escolheu essa profissão porque a gente gosta de gente, a gente quer ajudar, e é uma profissão que, infelizmente, a gente não se esconde. A gente tem que estar muito bem preparado e se colocar à disposição do outro para poder fazer o melhor. E o que eu percebo, lá na nossa faculdade, que a gente tem uma integração ensino-serviço, que é uma referência para o Brasil. A gente conseguiu a nota máxima agora no ano médio, foi a 13ª faculdade, melhor colocação. do último ano alcançaram. Parabéns. Mas nós temos um corpo docente ali extremamente qualificado, forte, que exerce realmente o SUS na sua prática diária. Então, isso é uma troca, os estudantes se inspiram. Eu vejo também estudantes de outras que eles têm vontade, eles querem aprender. Eles só estão esperando as portas, os caminhos certos, os profissionais, os professores de referência que possam ajudá-los. Então, nesse processo de valorização da clínica, quando a gente fala do processo de formação, colegas, incentivá-los, qualificá-los constantemente. O conhecimento não se esgota, é difícil, é uma especialidade que realmente tem suas limitações, mas preparar cada vez mais esse mercado profissional de valorização, empregabilidade. São vários desafios, deputado, que agora a gente passa a bola de novo para o senhor nos ajudar aí, levar a clínica médica como ordenadora desse... processo.
Eu só queria contribuir na fala de todos os colegas aqui, da experiência que a gente ouviu. Tem muitas iniciativas, deputado, às vezes fora das políticas, hoje já instituídas, no serviço de saúde. Iniciativas mesmo de clínicos, de equipes dentro dos hospitais, que às vezes, por exemplo, uma temática extremamente relevante hoje é desospitalização. Então, esse cuidado, depois que o paciente tem auto-hospitalar, criação de ambulatórios, às vezes, de consulta pós-auto-hospitalar, são iniciativas que, às vezes, serviços que têm residência, que têm internos, eles fazem. Obrigado. Muito obrigado.
Parabenizar a iniciativa do excelentíssimo deputado, doutor Luiz Ovando, que tem brilhantemente nos representado aqui nessa casa, trazendo realmente os temas relevantes para a medicina, para a saúde pública brasileira. Então, muito obrigada, deputado. Extensivo aos demais parlamentares dessa casa. Agradecer também a presença dos nossos colegas clínicos, que exercem a profissão diariamente, nas suas práticas diárias, e também, corajosamente, vieram aqui subsidiar com todo o rigor técnico, detalhes extremamente relevantes para pautar discussões necessárias para a construção da melhor oferta em saúde para a nossa população. abordar hoje aqui e como o professor falou sou professora Pronto. Sou professora médica e eu não teria como não iniciar minha apresentação bem didaticamente, trazendo aqui uma pintura clássica, mas que representa, por sobremaneira, A função, o olhar, o cuidado que o médico clínico faz sobre esse paciente. Na verdade, o pintor faz uma homenagem ao médico que cuidou do seu filho, que infelizmente foi a óbito, mas ele reconhece toda a dedicação que esse médico fez no cuidado ao seu filho, enquanto ele estava gravemente enfermo. também, de onde vem a etimologia da palavra clínica. Ela vem do grego clinique, que significa leito, originando clinikos, relacionado ao cuidado do doente à beira do leito. Então, quando a gente fala em medicina clínica, a gente já remonta a etimologia trazendo significado. Precisamos fazer apenas uma correção quando a gente fala em cuidado à beira do leito, observação à beira do leito, para não reduzir a extrema complexidade da clínica médica a um ambiente de cuidado. A clínica médica, então, durante o tempo, a medicina de modo geral, durante a evolução histórica, ela passou por mudanças e transformações tremendas devido à incorporação tecnológica, ao desenvolvimento científico, Foi principalmente no século XX, nos últimos 100 anos, onde houve uma mudança revolucionária no cuidar em saúde. A prevenção começou a ser preemente, a proteção, técnicas, medicamentos, enfim, protocolos. Por um lado, essa evolução científica imensa, que trouxe todo esse avanço ao cuidado em saúde, também trouxe a fragmentação do cuidado. Então, essa fragmentação do cuidado fez o indivíduo ser fracionado ou ser visto em forma de órgãos ou sistemas. E as especialidades também que exerceram um papel brilhante na busca cada vez maior da incorporação e da melhoria e do cuidado em saúde, ela onerou, de certa forma, todo ali um sistema. E quando a gente fala em onerar, não só sob o ponto de vista de custo efetivamente, mas de tempo do paciente. respeito do seu problema, ele precisa realizar exames, ele precisa retornar com esses exames, e isso dentro de um sistema, tanto da saúde suplementar, quanto do sistema público, é extremamente encarecedor, oneroso, difícil e não resolutivo. Então, por mais que sejam investidos em dispositivos em saúde, políticas, práticas, linhas, protocolos, todo esse processo, se a gente não tiver um eixo integrador de todo esse processo do cuidado, ele se perde na sua natureza e nas suas práticas. Outro dado extremamente importante, né, dessa papel de relevância do clínico, que a gente percebe sua mudança de atuação, como eu conceituei antes, para hoje, né, nessa fragmentação do cuidado, corrobora também a nossa transição demográfica e a transição epidemiológica da nossa população. Nós temos uma população que está envelhecendo e esse envelhecimento populacional ele vem carregado de multimorbidades. Então dificilmente, as nossas pesquisas nacionais mostram, é dificilmente há um envelhecimento sem nenhuma comorbidade. E às vezes não é só uma comorbidade, são várias comorbidades. Isso também requer um cuidado e um zelo, porque vem a polifarmácia e as interações medicamentosas e todo o acesso. Então, essa mudança nos modelos de atenção à saúde que hoje a gente tem, elas levam a um lado desfavorecido para o indivíduo na busca do seu cuidado integral e de uma referência em que ele possa confiar. se tiver esse cuidado integrador centralizado na figura do clínico, que é esse médico que faz todo o olhar integral, anamnese completa, integração de sintomas, etc. A gente está falando aí, mas nós temos 60% da população brasileira, é uma população adulta, então, na etapa do ciclo de vida do cuidado do médico clínico, de reinternação hospitalar, são altíssimas. Então, não garante que um paciente ter acesso a um cuidado hospitalar, se ele não tiver um cuidado horizontal integrado, ou uma boa orientação pós-auto-hospitalar, ele não vai internar de novo. Porque lá na ponta, às vezes, ele não consegue a continuidade do cuidado. Então, quem pensa nesse cuidado integral, quem pensa horizontalidade, quem pensa todo esse processo, a base de todo esse raciocínio, Então, nós temos aqui vários fatores, a gente subsidia aí tecnicamente com várias informações a respeito da relevância desse profissional que pensa de forma integrada no cuidado ao paciente. a resolução de casos complexos, da integração do cuidado, do manejo de multimorbidades, ela não se esgota com seis anos de faculdade. Ela requer dois anos, no mínimo, de vivência prática, à beira do leito, ao nível hospitalar. Quando a gente fala beira do leito, novamente, não estou me restringindo a um único ambiente, integrando todos os dispositivos de saúde, desde a sua prevenção até o seu processo de atuação e recuperação. Então, esse é o especialista em clínica médica, é o qual todos nós aqui fizemos, as nossas especializações, e exercemos essa atividade durante a nossa prática. Nós temos, não sei se o doutor Carlos Magno vai trazer algum dado, da demografia do CFM, também não vou me ater. da clínica, para depois o profissional, assim também como vários de nós, faz uma outra especialidade, aí sim aprofunda ainda mais os conhecimentos em determinado órgão, sistema ou área do saber. Então, nós já falamos da questão do problema, a relevância do médico especialista e há diversas competências extremamente qualificado. também não vou entrar no processo de formação porque a nossa colega doutora Aline também vai falar esse detalhamento aí sobre quanto melhor, obviamente, quanto melhor o processo de formação melhor esse profissional vai ser formado boas referências de professores boas referências de preceptores melhor ele vai ser formado mais resolutivo ele vai ser mas vai colaborar tanto com o paciente como sistema de saúde bom, então nós vamos aqui dois pontos específicos em relação à especialidade clínica médica, que é essa integralidade do cuidado, essa responsabilidade. O deputado, conversando entre nós aqui, é extremamente difícil ser médico. É uma profissão extremamente difícil. Não é fácil você... estudar tanto, ter a vida de uma pessoa, nós lutamos ali contra um fato que estamos sujeitos a ela, que é lutar contra a morte. Às vezes, nós não conseguimos vencê-la, aliás, nós não vamos conseguir, ela vai chegar. Mas nós podemos promover a qualidade de vida desse paciente, a reabilitação, todos os processos. Então, é muito difícil e é muito responsável. E a clínica ainda tem uma responsabilidade maior a respeito disso. Então, que faz todo esse propósito. Então, a integralidade do cuidado. E aqui eu vou deixar também uma mensagem específica. Quando nós exercemos a medicina, eu especificamente trabalhei por muitos anos nessa figura que é o rotinista hospitalar. O que é isso? É o médico que fica lá de segunda a segunda, em determinada aula, e trabalhava no hospital público aqui do Distrito Federal, em uma unidade de emergência, onde tinha uma enfermaria de leitos masculinos e femininos, com mais de 40, 50 pacientes. Eu e um outro colega éramos responsáveis por fazer a rotina deste paciente. E foi lá que eu aprendi a ter essa visão ampliada do que é o Sistema Único de Saúde relevância do cuidado para fora dos muros e depois quando ele sai da auto hospitalar, porque por mais que eu fizesse naquela internação, semana que vem ele retornava. novamente, às vezes com o mesmo problema que ele teve a alta. Mas o que é essa relevância desse rotinista? Eu conhecia todos os pacientes que ali estavam internados. Eu sabia controlar o tempo de internação deles. Eu sabia por que ele não realizou aquele exame. A gente sabia coordenar, conversar com um colega parecerista para adiantar aquele caso. A gente conseguia perceber o agravamento desse paciente e transportá-lo para uma unidade. inexoravelmente é uma medida de gestão de cuidado extremamente avançado e que diversos países Temos experiência já relatada nos melhores papers mostrando isso em relação à diminuição de custo, porque é extremamente caro um custo, um cuidado hospitalar, envolve muitos profissionais. Né? Então, nós tínhamos uma equipe multidisciplinar que trabalhava esse processo. Então, nós temos aí a questão da diminuição de dias de internação, a diminuição de mortalidade, todos esses... E dados que podem corroborar. E os benefícios, tanto para o paciente, quanto para o sistema de saúde e para a sociedade, de modo geral, quando a gente pensar em retomar valorizar Quando eu falei que é difícil, porque realmente a gente não tem o olhar e a valorização e a compreensão da gestão sobre essa prática tão detalhista, mas que faz tanta diferença na vida da pessoa. Bom Eu gostaria de agradecer e eu trouxe, deputado, se puder, um videozinho de dois minutos, que a Sociedade Clínica Médica de Brasília preparou... para mostrar um pouquinho como é que é esse entender do cuidado da clínica. Obrigado.
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