Rosinha da Adefal

Rosinha da Adefal

relações institucionais - Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos

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25 de mar, 15:13

COMISSÃO DO ESPORTE

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O esporte é atleta, que uma vez atleta, sempre atleta. É verdade isso aí. e que tem uma influência nessa casa, no executivo, que é ouvido. Eu tinha mais no governo passado. Já, já. Não, mas nesse eu sou muito bem atendido pelo Ministério do Esporte. Muito bem mesmo. Não tenho nada que reclamar, não. O senhor tem causa. um parlamentar com propósito. Tudo isso tem valor demais. Então, primeiro eu queria dizer o seguinte... Eu vim aqui como CBCP, Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos. Eu senti falta do CBC. falando pelos clubes e também quem sabe o próprio clube a gente pensar em um clube pequenininho um clube grande, para dizer a realidade. Porque eu nem os ouvi e estou aqui falando por eles, porque não deu nem tempo de fazer essa conversa mais próxima com eles. Mas, como fui dirigente, podia falar nesse sentido. Mas eu acho que talvez seja importante, se tiver outra oportunidade, de ouvi-los também. Pegar um clube pequeno para desporto, um clube mais organizado... Da mesma forma, no segmento olímpico. E o CBC também trazer um pouco da sua... da sua visão disso. Mas, para além disso, eu queria dizer o seguinte, aproveitar agora o parlamentar. A formação... é sempre o recurso é sempre menor do que o alto rendimento. Não que a gente tenha que tirar alto rendimento. Não tira no mês para entregar mais. Mas a gente precisa pensar... que é a formação principalmente do paradisporto. A gente já tem hoje o CPB super... equipado, muito bem organizado. Vamos ter agora outro CT. Tem o CT de São Paulo, que o senhor já deve conhecer. Vai ter o CT em Fortaleza. Maravilhoso também. O investimento na área da acessibilidade vai ser enorme, mas vai valer a pena. O senhor vai ver, vai dar um boom no Nordeste e no Norte. Vai ser atleta aí. comendo jabá e farinha seca e trazendo mais resultado ainda. Mas... A formação, principalmente no Pará de Esporto, é... CBCP hoje recebe... 15 vezes menos que o CPB e 8 vezes menos que o CBC. Nossos primos e irmãos. CPB por ser paralímpico, mas é o alto rendimento, e o CBC por ser formador, como nós. Então, imagine que esse recurso é pequeno. E a gente precisa pensar nisso a médio prazo. Mas temos mais um risco. A PEC 18 traz aí a possibilidade de a gente perder um recurso que vem nos... Nos melhorar um pouco Que é o das BETs Tem um... uma discussão lá na PEC, que já foi aprovada aqui nessa casa. Vamos... fazer um enfrentamento lá no Senado. mas que há essa possibilidade de a gente perder 30 ou, quem sabe, para a interpretação de alguns, até todo o recurso das BETs para os comitês. E isso é muito preocupante. Para a gente representa quase 50% do valor que a gente passou a receber no ano passado. O senhor sabe dessas pormenores das BEDs, a gente ainda não utiliza o recurso, não tem regulamentação ainda específica, não tem fiscalização, mas é um recurso que a gente já tem. Imagine que a gente nem os dois já vai perder. Então, eu queria só deixar registrado aí que a gente precisa fazer esse olhar também. Na última discussão, na última audiência que fizemos aqui, trazendo os resultados do CBCP... o senhor que requeriu audiência, colocou um ponto muito interessante. A formação de um atleta, o treinamento de um atleta com deficiência, ele traz para o... o técnico, um aspecto muito maior de conhecimento. Porque, para além da modalidade, ele tem que conhecer a especificidade daquela deficiência que ele está treinando. Então, precisa de... e ainda mais da pessoa, porque não é só a deficiência. Cada pessoa enfrenta aquela deficiência de um jeito. Então, são aspectos que, se a gente for pesar aí, o técnico recebe, ó... Igual o professor Raimundo. E tudo isso passa pelo recurso da formação. Só deixar isso lembrado que a gente vai trazer essa discussão já de novo. Tá, eu acho. Tá ok? E mais uma vez, parabéns para a iniciativa. Acho que foi muito válida a tarde de hoje. Eu estava até resistente a vir. Não acho que eu não vou contribuir. Falei para o Lindenberg, ele disse, não, mas venha, tenho certeza. Conversou um pouquinho comigo, tá bom, eu vou. Não vamos deixar a cadeira vazia. Não podemos deixar a cadeira vazia. Então, espero que a gente possa ter contribuído com as ideias. Que bom. Rosinha.

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25 de mar, 15:03

COMISSÃO DO ESPORTE

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A anterior foi quase em Tóquio, né? Paris, Paris, Paris. Foi em 21. A de 21 e a antes de 21. Antes, toque e vivo. É verdade. É que passa tão rápido. A gente está em Paris 24 aí teve Tóquio 21. Então, eu não tenho certeza se ele esteve em Tóquio. Em Paris eu sei que ele trouxe uma idade. 16 Rio

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25 de mar, 15:02

COMISSÃO DO ESPORTE

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Olímpica? Ah, ah. Eu não lembro do nome dele, mas eu chamo ele de "Cowboy". Você lembra do cowboy? Ele já é um cara que não é... Ele não começou agora, mas ele já começou adulto. É uma coisa que a gente precisa ver. A gente está falando aqui do jovem. E o atleta que é iniciante, mas não é jovem? É verdade. Como é que está nesse recorte? É verdade. Não é verdade? É verdade. O cowboy, se eu não me engano, foi às Olimpíadas.

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25 de mar, 14:50

COMISSÃO DO ESPORTE

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Boa tarde. A todos que... estão aqui presentes, que nos acompanham aí pela internet. Bom, primeiro, vou fazer aqui o exercício de cidadania, deputado. Vou fazer uma autodescrição, porque ele está aí acompanhando, pode ter outros colegas com deficiência visual. Eu sou uma jovem senhora... de cabelos claros, usuária de cadeira de rodas, olhos azuis, uso óculos, estou vestida com Um vestido preto de bolinha branca e com acessórios vermelhos para dar uma destacada. dá na moda bom a cor dos olhos você é eu falei os olhos olhos os olhos os óculos vermelhos para combinar com os outros acessórios é primeiro agradecer oportunidade de estar aqui trazendo aí a nossa a nossa visão desse pl parabenizar o senhor pela iniciativa dessa discussão porque a gente viu aqui nem um pouco menos de uma hora de conversa, que há pontos aí bem frágeis nesse PL, que precisa realmente de um aprofundamento maior. Nem sempre... É... Na maioria das vezes, ou todas as vezes, o PL tem boa intenção, mas nem sempre traz um resultado positivo. para a sociedade, nesse caso aqui, muito especificamente para os atletas. Então, a gente precisa realmente fazer essa reflexão, fazer essa discussão mais aprofundada. Bom, falar por último tem suas vantagens e desvantagens, né? As vantagens, todo mundo já falou tudo, eu vou ter que reafirmar tudo o que vocês falaram. Não tenho muito a contribuir, mas eu tenho alguns aspectos aí que divergem. Hoje eu falo aqui não como deputada, nem como atleta que fui, de natação também. Não cheguei à Olimpíada, mas, orgulhosamente, eu digo que eu conheço todos os aeroportos do país, das capitais, porque foi a natação que me levou. Ah, ia conhecer o mundo, ia me entender como pessoa com deficiência. Então, o esporte tem realmente uma importância na vida de qualquer cidadão, mas em especial das pessoas com deficiência, que é realmente a melhor forma de inclusão, de... para redescobrir um novo momento na vida. Bom, eu venho aqui representando o Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos. Nós somos dos comitês o mais jovem, temos só quatro anos de atuação, começamos com 11 entidades fundadoras, hoje nós temos 199 filiados nesses 4 anos, já beneficiamos com os quatro editais que já publicamos ao longo desses quatro anos, mais de, em torno de 7 mil editais. atletas, com equipamentos... com matérias esportivas, com... passagem, hospedagens e transporte, traslado e seguro viagem para a participação dos atletas em competições. Isso tem refletido muito... na participação mesmo, as confederações agora estão bem alinhadas a gente, porque realmente deu um boom na participação. na quantidade de atletas participando em cada competição, porque a gente... os clubes... não, e tudo isso nós fazemos através dos clubes, tanto que nós somos representantes dos clubes. Mas aqui, como atleta, e embora nós apresentamos os clubes, a finalidade maior da nossa ação é o atleta, a ponta final O beneficiário tem que ser ele, o clube é o instrumento, vamos dizer assim, para que o atleta seja o maior beneficiário. E aí eu trago alguns questionamentos, ou melhor, mais um questionamento além dos que vocês já colocaram. que o paradisporto... Para além. da questão da deficiência, das especificidades da deficiência, E aí nós temos ainda a questão da idade. Muitas pessoas com deficiência se tornam atletas já adquirem uma deficiência com mais idade, não na fase da infância. Ele sofreu um acidente automobilístico, ou adquiriu uma deficiência por conta de um acidente de trabalho, ou por uma doença qualquer, enfim. foi acometido já na meia-idade, E aí ele é atleta iniciante. Mas não é mais a criança, não é mais o jovem. O clube vai fazer o mesmo investimento que faz... quando ele recebe o atleta jovem. Para formar o atleta, o clube é, como o senhor frisou aí, a entidade formadora. E... No Paradesporto também, A gente não tem esses investimentos como no futebol. mais ao investimento, como o senhor bem colocou, no professor no aluguel do espaço, muitas vezes, para o treinamento, no investimento para ele participar de uma competição, na inscrição, muitas vezes nem tem, mas alguns... Numa mensalidade, anuidade da confederação, para que ele possa ser confederado, e aquelas marcas ali levem o atleta para o alto rendimento, ou seja, aceita aí no mundo dos índices, dos recordes, enfim... Por mínimo que seja... É um investimento. A peculiaridade também é que hoje nós temos 199 filiados. Mas sem dúvida nenhuma, a grande maioria... das instituições que nós chamamos de clubes, não nasceram como clubes. São instituições de pessoas com deficiência que foram formadas inicialmente por um grupo de pessoas com deficiência que buscavam seus direitos, que buscavam inclusão no mundo do trabalho, que buscavam saúde, que buscavam escolaridade e encontraram no esporte... Uma forma de inclusão. A grande maioria dos nossos filiados. Nós temos grandes clubes que fazem o esporte olímpico e paralímpico como filiados. Mas são muito poucos. A grande maioria tem esse perfil e a grande maioria também tem um investimento muito pequeno. Às vezes o atleta faz tudo. ele é o dirigente Ele é o técnico e ele é o atleta. também é a grande maioria, é a maior, é a realidade da grande maioria dos nossos filiados. Então, Mas no basquete, por exemplo, a gente já tem. algumas instituições, alguns clubes, que já tem atleta contratado. ou que contrata até por uma competição, né? que tem um recurso maior e um investimento maior, então, Poucos, mas sim nós temos casos... que a gente podia fazer essa previsão e que a gente acha que o clube realmente precisa ser É... valorizado nesse sentido, do esforço que fez para... para... formação daquele atleta e ele ir para um clube, de repente, como o senhor aí ilustrou também. Mas há que se ponderar Realmente. E... Para que isso não prejudique o atleta. não seja um cerceamento da liberdade dele. Porque, imagine, eu trago no nome aqui parlamentar, nome... Meu sobrenome é ADEFAL, que é Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas. Eu comecei aos 14 anos lá como atleta de natação, trilhei aí uma vida pela busca dos direitos humanos, fui não, sou uma liderança pela busca desses direitos e Também fui dirigente. um período, né, por uns três anos eu dirigi a instituição. E o Johansson, que é o vice-presidente do CPB, foi o meu atleta iniciante. É... pagávamos apenas a professora Ele treinava na pista de atletismo pública do colégio que ficava colado com a gente, como diz, parede com parede. E o investimento era isso, era uma participação numa competição, que a gente fazia questão de pagar a passagem, pagar a inscrição, enfim, tudo mais. Não é um investimento. Quando ele me disse: "Olha, Rosinha, eu tenho um convite para ir para São Paulo. Eu vou receber... moradia, alimentação, vou poder estudar, Vou treinar e ainda vou receber um... Prolabore. E... O que é que eu faço? Eu preciso assinar onde? Você quer que eu pague a sua passagem para você ir? Porque, de forma alguma, eu podia impedir que ele crescesse e chegasse onde chegou. Ele foi a três Olimpíadas, os três, eles trouxeram medalha de ouro, as três Olimpíadas, virou vice-presidente do CPB, um ótimo gestor, estudou, cresceu como pessoa, enfim, imagine se eu tivesse dito não... De forma alguma. E o que eu gastei aqui com você? Quem vai me dar de volta? Pede para ir para o seu clube me indenizar e a Defar é uma instituição pequena. que fazia das tripas corações para mandar o atleta para a competição. Eu mesma, na minha época de atleta, fazia pedágio. vendia franelinha nas esquinas. E, na época dele, não era tão diferente. Então, para finalizar, acho que a gente tem que realmente ponderar isso. O clube precisa ser visto... valorizado, protegido, mas nunca podemos impedir o crescimento do atleta. nem numa mudança de modalidade, muito menos para uma ascensão, para um clube que, de fato, ele vai poder ascender. Né? A gente sabe que o futebol... A gente até devia ter duas leis gerais. A lei geral do futebol e a lei geral do esporte. Porque são dois mundos... que são completamente diferentes. O futebol, para além do esporte, ele é negócio. A gente sabe que é negócio. E os demais... Por mais que já tenha aí um volume de dinheiro transitando, no basquete, no vôlei, em algumas outras modalidades, É infinitamente diferente. infinitamente diferente. Então, não dá para a gente ter a mesma regra, Porque até para fazer essa mensuração, como o senhor mencionou, como tem que ser feito, vai ser... eu não sei... de onde partiu. aí os técnicos vão ter um trabalho danado para trazer isso, inclusive, para os legisladores, os técnicos aqui da casa também. Se tiver que regulamentar isso... É uma situação bem delicada. Então... Esse é o nosso posicionamento. Precisamos, sim, valorizar, proteger... Ter todo o cuidado, principalmente na área do paradisporto, que as instituições são desse tamanhinho. O volume que circula entre nós é muito pequeno. No alto rendimento, a gente já tem atletas aí ganhando muito bem, merecidamente. Mas são os atletas, as instituições continuam ainda naquele patamar. Né? que é infinitamente diferente do Olímpico e do próprio futebol. Até do Olímpico, se comparar. Então, a gente precisa fazer realmente essa pesagem na balança, sem esquecer o ator principal. Só vai haver esporte, medalha, resultados... se tiver atleta. Então, por mais que o clube tenha que ser protegido e valorizado, o atleta tem que ser muito mais. Tchau. Espero que possa ter contribuído. Contribuiu muito, Roberto.

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