
Eu acho que essa é uma questão realmente que traz, precisa ter uma integração de governo, né, entre a Agência Nacional de Saúde Suplementar e o Ministério da Saúde, né, as operadoras, elas organizam o seu cuidado a partir da regulação feita pela ANS, né, hoje a gente tem uma questão de limitação de consultas e sessões da cobertura das terapias, né, que pensar em diretrizes, né, que olhem para o indivíduo, né, é algo que o doutor falou agora, né, olhando não para a terapia medicamentosa, mas para o cuidado integral, né, que vai muito além do serviço de saúde, vai para a escola, vai para casa, vai para o treinamento. Então, a colocação de diretrizes de forma ampla, elas vão servir para articular todo o sistema de saúde, né, dos sistemas, né? Hoje nós temos um sistema de saúde suplementar que temos limitação, né? Do Podemos ir quantas vezes for necessário aos médicos, quantas vezes for necessário aos psicólogos, não tem nenhum tipo de limitação, mas entender que esse também é um bloco que faz parte do sistema de saúde brasileiro, né? Então, otimizar isso, porque muitas vezes, né, acho que isso é uma outra coisa importante colocar, né? Nós temos ainda algumas limitações em regiões, né, de número de profissionais habilitados para execução de métodos e técnicas específicas, né? Então, se nós não olharmos isso de forma integrada, muito provavelmente o sistema privado de saúde vai conseguir absorver a maior parte da força de trabalho ali existente, não restando atendimento ou profissionais em número suficiente para atendimento integral das pessoas. Então, acho que esse é o principal objetivo, a gente ter diretrizes que permitam um direcionamento olhando para a individualidade, para a singularidade de cada indivíduo. Muito obrigada.
escuto seja muito bem-vinda Boa tarde, deputada Maria Rosa. começar a minha fala agradecendo a oportunidade de estar aqui conversando sobre o tema, né? É... Cumprimento todos os outros membros da mesa. Eu vou fazer um breve resumo da apresentação, acho que várias pessoas já falaram para a gente não ser repetitiva, mas eu queria destacar algumas outras questões. Então, o primeiro que com relação a tratamento, nas revisões sistemáticas mais recentes, a gente não tem um tratamento ativo para os sintomas centrais do autismo. realizado pelo Dr. Cássio, que passam por um processo de avaliação de tecnologia para se entender qual é a evidência científica que sustenta a utilização dele. no processo de cuidado, né? Mas que esse processo de cuidado não é isolado, né? Não é um tratamento como a gente vê em algumas outras condições clínicas, que o tratamento antitérmico resolve a febre e acabou o problema do paciente, né? Isso não se aplica à situação do transtorno do espectro autista. com mais evidência científica, acho que risperidona é um deles, aripiprasol é outro medicamento, e outros que ainda carecem de evidências mais robustas para serem incorporados. A grande questão, e acho que quando a gente olha para uma base de dados sobre ensaios clínicos relacionados a medicamentos para autismo, a gente teve... nos últimos anos, quase 500 ensaios clínicos registrados, alguns deles falhar, Então, a gente tem evidências de medicamentos que não têm efeito para esse controle de sintomas ou para essas condições específicas associadas a comorbidades e manifestações, Mas tem um conjunto ainda de eventos e de... de ensaios clínicos sendo executados. Então, a minha fala aqui é para trazer a questão de que a ciência é algo vivo, continuamos pesquisando, o mundo continua pesquisando sobre tratamentos ativos, sobre controles melhores de sintomas e comorbidades associadas ao autismo, de saúde quanto na saúde suplementar, o papel do ciclo dinâmico de incorporação de tecnologias. Hoje, a qualquer momento, a partir de uma nova descoberta, é possível que a gente faça uma solicitação de avaliação de tecnologias baseado em uma série de critérios, uma série de documentos que estão regularizados e disciplinados, tanto na saúde suplementar quanto na saúde pública, A gente tem a cada novo ensaio finalizado, a cada nova meta-análise feita, a cada nova evidência, a gente pode revisar os nossos protocolos, e aí com relação a tratamento medicamentos especificamente. mais do que isso né e aí falando um pouco dos protocolos clínicos, o doutor Cássio já trouxe aqui, esse é um pleito do setor de saúde suplementar, né, que é feito há algum tempo para que, desde que a gente tenha a cobertura ilimitada de todas as terapias e sessões, com profissionais de saúde, que a gente possa trazer a racionalidade ao sistema olhando para o plano terapêutico singular, que possa atender de forma melhor as necessidades individuais de cada paciente, trabalhando na na na com base na identidade científica e nas necessidades das pessoas com monitoramento transversal então hoje é carecemos, participamos também desse guia, da consulta pública do guia, que está sendo elaborado para o SUS, a gente não vê... pelo menos por enquanto, uma movimentação mais contundente da organização no sistema de saúde suplementar, e acredito que a política ela venha realmente para trazer essas necessidades de integração e de olhar para o indivíduo, para as pessoas portadoras do transtorno do espectro autista de forma integral, e com isso a gente poder... organizar as linhas de cuidado e olhar para as questões individuais potencializando os tratamentos que já estão disponíveis e olhando sempre para o desenvolvimento da ciência. Esse é um conjunto de, a gente tem aí várias revisões sistemáticas feitas por várias agências de avaliação de tecnologias que trazem as evidências científicas. A Conitec vai fazer a avaliação, como foi dito aí pelos representantes do Ministério da Saúde, com base nos mesmos preceitos, nos mesmos guias metodológicos que já são estabelecidos. E nós precisamos fazer essa integração de todo o sistema, olhando também para os beneficiários da saúde suplementar. Então, de forma muito... Resumido, e para não ser repetitivo no nome de tantos medicamentos e tantas classes terapêuticas, eu fico à disposição para, se for necessário algum esclarecimento do ponto de vista da cobertura assistencial na saúde suplementar, trazer novas informações aqui. Obrigada.
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