Rodrigo Pinheiro

Rodrigo Pinheiro

Diretor Científico - Sociedade Mundial de Cirurgia Oncológica

Últimos Discursos

19 de mai, 20:05

COMISSÃO DE SAÚDE

Resumo Inteligente

O Diretor Científico - Sociedade Mundial de Cirurgia Oncológica destaca a necessidade de discussões profundas sobre a complexidade da assistência oncológica, enfatizando a urgência por respostas eficazes. Ele coloca os especialistas e as sociedades de cirurgia oncológica à disposição do Parlamento e do governo para a construção de políticas públicas de saúde mais efetivas.

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19 de mai, 18:41

COMISSÃO DE SAÚDE

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Queria agradecer o convite, o honroso convite, dizer que é um prazer estar aqui. Esperar só um pouquinho para a gente... mostrar as nossas apresentações. Queria agradecer em nome das instituições que eu represento, Sociedade Mundial de Cirurgia Oncológica, Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, da qual sou ex-presidente, também a... Escola Paulista de Medicina, da qual sou professor, e o Hospital de Base, que hoje de manhã estava lá operando no SUS, hospital de base aqui em Brasília, mesmo que sou cirurgião aqui de Brasília, aqui do hospital de base, mas tenho essas outras afiliações. que gostaria de dividir com vocês um pouquinho daquilo que a gente pensa, que são os meus conflitos e afiliações. Mas eu queria começar a nossa conversa um pouquinho diferente, não falando diretamente de robótica, para a gente entender a importância. Talvez a maioria dos que estão aqui não entendem a importância disso que a gente está conversando. Isso é a história natural do paciente com câncer. O começo da seta ali é o nascimento, então ali é onde a exposição acontece. que lhe diz respeito, você está enganado. Nesse momento, Todos nós estamos produzindo células de câncer neste local, neste momento, exatamente agora. Todos nós, sem exceção. Isso é um fato, isso não é opinião. Portanto, esse assunto nos diz respeito diretamente. Todos nós vamos ter um ente querido, um parente, um amigo que vai sofrer desse problema. Isso é um outro fato, não é uma opinião. Então, dito isso, nós começamos a entender a magnitude e a grandeza desse assunto que estamos discutindo aqui. Essa é a história natural do câncer e quanto mais para o começo da seta nós intervimos, quanto mais no começo da seta nós agimos, maiores as chances de cura, maiores as chances de tratamento. E é importante a gente entender que o tratamento oncológico é multidisciplinar, Remédio, sim, mas 60% dos tumores sólidos são tratados com cirurgia. cirurgia é o protagonista na cura do câncer. Isso é um fato, mais uma vez digo, não é uma opinião. Isso é dado de literatura. Ali embaixo, naquelas letrinhas pequenas, estão as fontes que vocês podem buscar, de forma bastante clara, bastante simples, na literatura, na internet. E 80% dos pacientes, como o professor Pascoal já falou, 80% dos pacientes vão precisar, em algum momento, ser submetidos à cirurgia, a procedimentos cirúrgicos. E, apenas, isso é um dado mundial, apenas 25% dos pacientes no mundo terão acesso à cirurgia. em tempo e adequada. dos pacientes, vou repetir, porque isso é estarrecedor, dos pacientes que precisam de cirurgia para câncer, somente 25% deles terão acesso a um procedimento cirúrgico em tempo adequado. de forma curativa. Isso é assustador. Isso é assustador. E o que é que isso tem a ver, Rodrigo, com cirurgia robótica? O que é que isso tem a ver com cirurgia... com isso que a gente está discutindo aqui? A gente entende agora, com esses dados, volto a dizer, isso não é opinião, isso é dado de literatura, a gente entende agora que... Inovação tecnológica em cirurgia é vida ganhar. Isso é outro fato. Isso não é opinião, mais uma vez. Se nós inovamos em tecnologia, se nós entregamos maior eficiência na atuação cirúrgica, maior rapidez, menor tempo de internação, menores complicações, menores custos, menores... Quando um paciente cirúrgico complica, isso é outro dado interessante, uma simples complicação aumenta em cerca de duas vezes a chance de óbito desse paciente no pós-operatório. complicações aumentem cerca de sete vezes a chance de óbito desse mesmo paciente. Se você tem uma tecnologia que evita complicações, você está diminuindo também a chance de óbito dos pacientes operados com essas novas tecnologias. Estou começando a fazer o link agora, com cirurgia robótica, com tudo isso aqui que a gente está falando. Isso aqui que a gente está falando, pessoal, não é futuro, já é o presente. Nós já fazemos isso, eu fiz uma ontem, hoje de manhã eu fiz uma cirurgia aberta no base. porque é importante, as críticas e os debates são extremamente importantes, mas os momentos de elogio também são necessários, porque as equipes técnicas do Ministério da Saúde estão trabalhando com todo esforço e as portarias e a incorporação da cirurgia robótica no SUS já foi assinada, isso já foi implementado. Isso foi anunciado hoje lá na reunião do CONSINCA, eu faço parte também do CONSINCA, do Conselho Constitutivo do Ministério da Saúde, e estávamos lá, eu e o professor Pascoal, que estava aqui, a gente estava, a pessoa Marlene, enfim, nós tivemos a alegria de ouvir que a portaria já foi assinada, que os documentos já estão em fase avançada de entrega dessa tecnologia para o nosso povo, para a nossa população. Esse impacto também não é somente na questão das chances de cura, das chances de menores complicações, menores mortalidades, mas também qualidade de vida. Esses são vários estudos nossos, no nosso grupo, mostrando que a qualidade de vida em centros especializados e a qualidade de vida na atenção especializada em oncologia, justamente esse tipo de tecnologia impacta também na qualidade de vida. Qualidade de vida é diferente desse conceito nosso, do viver bem. Não, eu estou falando de qualidade de vida, melhor contato com a família, melhor vida social, melhor usufruto daquilo que entendemos como vida, ou seja, viver melhor. Isso é importante também. Nós estamos querendo não só entregar maior chance de cura, menor chance de complicação. Não. Nós estamos querendo entregar mais vida. Isso precisa ser entendido quando a gente tenta pensar em incorporação. Mas esse é o problema. Isso é o tamanho do problema que a gente enfrenta. Eu adoro essa figura. Se a gente for olhar o mapa do Brasil, vocês olhem que dentro do Brasil nós temos vários... Dentro do nosso país cabem vários países diferentes e nós temos que lidar com essa problemática de forma muito séria. Obrigado. muito crítica. Digo para os senhores, isso mais uma vez, agora é opinião, mas é opinião baseada em dados. CEP no Brasil é fator prognóstico para câncer. Se você nasceu no norte, no nordeste do Brasil, e tiver câncer no norte e no nordeste do Brasil, você tem uma maior chance de morrer do que os pacientes que moram no sul e no sudeste. Isso é um fato, isso é número do próprio ministério. O próprio ministério pode nos trazer essas informações por questões de acesso. Os pacientes no norte e nordeste têm menor acesso à assistência especializada, menor acesso à assistência em tempo e adequada, comparando aos pacientes que nasceram ou que vivem no sul e no sudeste. Isso é outra situação que precisamos atacar. E essa é outra situação que também precisamos atacar de forma muito central, na minha opinião. Aproveito esse momento preciosíssimo junto aos parlamentares para mostrar mais ou menos a linha de evolução do orçamento em ecologia no Brasil. Eu realmente tenho dúvidas se falta dinheiro, deputado. Deputados. talvez nós precisemos vislumbrar algumas oportunidades de melhora dentro do nosso orçamento. Porque, se nós temos... a maior causa de morte de brasileiros até 2030. Me corrijam se eu estiver errado. Os nossos outros especialistas aqui na mesa. Até 2030, a câncer vai ser a principal causa de morte de brasileiros. Cerca de 5%, me corrijam se eu estiver errado, professor Salgado, menos de 5% do orçamento do Ministério da Saúde é destinado à oncologia. 5%. 5%. E desses 5%, a cirurgia é 60% da chance de cura. Não é isso? Protagonista, aquela conversa toda. Não acredite em mim, eu sou cirurgião, eu estou puxando a brasa para a minha sardinha. Mas se a gente pensar, poxa, é o protagonista na cura, se a gente investir no começo da jornada do paciente oncológico, se a gente trouxer mais tecnologia para o começo da jornada do paciente oncológico, a gente vai ter melhoria de resultado. menos desses 5%. Menos de 30% é destinado à cirurgia. e a radioterapia. Melhorou um pouquinho agora, temos que fazer justiça, fazemos justiça aqui. Eu sou testemunha do esforço do Ministério da Saúde e gostaria de repetir isso aqui, porque eu acho muito bonito o trabalho que vocês estão fazendo. O corpo técnico está de parabéns, mas ainda é aquém daquilo que é absolutamente necessário. Então, vamos fazer conta. 5% do orçamento, menos. desses 5% do orçamento, menos de 30% é investido na tecnologia, no pilar terapêutico que mais entrega chance de cura. Não está esquisito? Não é diferente? Será que a gente aqui não enxerga uma oportunidade de melhoria, uma oportunidade de entender melhor como a gente pode gastar melhor o dinheiro que a gente tem? Que não é pouco. que não é pouco, diga-se de passagem. Então, essas aqui talvez sejam as cortinas, as pontas dos icebergs quando nós discutimos inovação tecnológica. Os investimentos, o preço, o custo do equipamento, fica... muito mais à frente dos benefícios, na maioria das vezes, dessas tecnologias. Menores complicações, menores margens comprometidas de tumor, menores taxas de recidiva, de retorno da doença, menor necessidade de transfusão, melhor qualidade de vida, melhor reinternação. tempo de internação, menores filas. melhores resultados, mais tempo de vocês com seus parentes, com seus amigos. Vocês começaram a entender o tamanho da importância dessa discussão que nós temos aqui? E aí eu vou trazer, eu não ousaria discutir sobre próstata com o professor Stênio aqui, com outros colegas tão renomados, mas a gente traz alguns dados, e são dados da própria Strat, da Intuitive, da empresa que é liderança em tecnologia robótica no mundo, mostrando que quando você compara a cirurgia robótica com a cirurgia aberta, cirurgia robótica com cirurgia aberta. Você tem menor tempo de internação, menor perda de sangue, maior número de linfonodos, gânglios linfáticos, as famosas ínguas retiradas, ou seja, uma cirurgia mais adequada oncologicamente. R0 ali é o apelido que nós oncologistas damos às cirurgias curativas. Então, quando nós abordamos o paciente, isso de forma muito responsável e muito transparente, isso não vale para todas as cirurgias. Nós temos que entender que isso não é uma realidade única. Câncer não é uma doença, é um grupo, uma família de doenças diferentes com o mesmo nome. Mas nós temos que entender que para cada diagnóstico, para cada tipo de cirurgia, temos as indicações precisas do tipo de cirurgia. E sim, a cirurgia robótica hoje, ela não somente... Próstata ela brilha, em próstata ela é indiscutível. Mas hoje em várias outras cirurgias, como na cirurgia coloretal, principalmente cirurgias do reto inferior... ela é extremamente eficiente e mostrando esse tipo de benefício quando comparado à cirurgia aberta. Mas vocês me perguntam, pô, o xa, Rodrigo, mas comparar com cirurgia aberta é tranquilo, quero ver, comparar com a laparoscópica, que também é minimamente invasiva dos furinhos. Muitos aqui chamam de cirurgia laser, né? E, na verdade, a gente chama de videolaparoscopia. Quando eu falei cirurgia laser, muitos de vocês sorriram, mas é o apelido da cirurgia laparoscópica. Quando a gente compara com laparoscópica, também a robótica se mostra superior. esse ambiente, para esse tipo de tumor. Então, percebemos que, quando comparamos a tecnologia, só que a ciência não é opinião. Quando comparamos tecnologia, nós conseguimos entregar essa magnitude de resultado, e essa magnitude de resultado, diminuindo as taxas de complicações e tempo de internação. de melhoria que nós temos, essa é a nossa rede Cacons e Nacons. Percebam, esse é o mapa do Brasil, esse gráfico é do próprio Ministério, eu roubei esse gráfico do professor Gil, que é o superintendente do Inca. Percebam, E aí Os pontinhos são os nossos hospitais de câncer. Olha a concentração dos hospitais de câncer. Onde eles estão? Obrigado. Perceberam? Perceberam por que CEP é fator prognóstico no Brasil? Porque o CEP é o Código de Endereço Postal, é o endereço. O seu endereço é fator prognóstico no Brasil. E quando você percebe esse tipo de situação, você entende que inovação tecnológica, como o robô, possibilidade de cirurgia à distância, possibilidade de... desenvolvimento tecnológico nas diversas regiões de forma equilibrada é uma das formas de resolver esse problema, essa iniquidade que é extremamente visível, escancarada aos nossos olhos e nós precisamos intervenir nisso urgentemente. E lembrando, Aqui nós temos algumas oportunidades, a gente tem alguns estudos, alguns artigos publicados nesse sentido, mostrando as oportunidades e desafios. Deixo a tela para o print, mas já parto para a finalização, mais uma vez agradecendo, em nome das instituições que eu represento. E gostaria de trazer uma frase, de um especialista em custo-efetividade, que exemplifica muito bem quando a gente fala... de custo-efetividade. É como se a gente estivesse comprando brigadeiro Um brigadeiro custa R$ 2,00. Dois brigadeiros custam R$ 3,00. O que é mais custo efetivo? Comprar um brigadeiro a dois ou três... ou dois brigadeiros a três? É mais custo efetivo comprar dois brigadeiros a três, mas não é mais barato. Eu vou gastar mais para ter dois brigadeiros, mas eu entrego muito mais comprando dois brigadeiros a três reais. Entenderam o que é custo-efetividade? E quando falamos desse tipo de inovação tecnológica, nós estamos justamente pensando dessa forma, nós estamos justamente trazendo inovação adequada, nós estamos justamente resolvendo aquele grande problema orçamentário. Estou diante aqui de dois parlamentares. O desequilíbrio do investimento em ecologia no Brasil é gritante. para desinvestir nas outras modalidades, não é isso. Mas que nós temos que resolver essa disparidade Isso é urgente. Eu agradeço mais uma vez a oportunidade e desculpa ter passado do tempo. Obrigado.

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