
Obrigado. Bom dia, senhoras e senhores. Deputado Felipe. Primeiro... Agradecer o convite para participar. Obrigado. Fazemos questão de estar sempre presente aqui, importantíssimo esse fórum para a gente poder debater, falar do setor aéreo, os pontos positivos, negativos, que podemos melhorar, ainda mais nesse cenário de crise. Um cenário gravíssimo de crise, né, deputado? A gente tem uma apresentação aqui, esperar o pessoal projetar. a gente falar um pouquinho, mas eu queria só reforçar aqui, parabenizar pela iniciativa da comissão. É nessas horas de crise que a gente precisa se unir, todo mundo precisa dar as mãos, precisa entender o problema e agir de forma integrada, como o senhor bem falou. Acho que essa é a palavra-chave. Se todo mundo... agir de forma coordenada com os mesmos objetivos, acho que A gente transforma a crise, na verdade, em uma grande oportunidade. E a gente consegue sair dela dando um grande exemplo para o mundo, Nós da BR temos consciência e certeza de que o Brasil... tem as ferramentas que são necessárias pra gente poder passar por essa crise, pelo menos do ponto de vista de integração nacional, de desenvolvimento. de conectar as pessoas e continuar com esse movimento muito bonito que a aviação civil acaba proporcionando e ajudando a proporcionar, dando um grande exemplo para o mundo. Mas para isso a gente precisa agir... agir de forma conjunta mesmo. Governo federal... iniciativa privada, outros players, grandes empresas como a Petrobras, por exemplo, que tem forte investimento do governo, mas é também privada. A gente tem tudo para dar um grande exemplo para o mundo. Então eu vou passar aqui para Mais uma vez, parabenizando a iniciativa, vou passar para a minha apresentação. atento aqui ao tempo. Primeiro, só reforçar, e acho que é sempre bom lembrar que a versão civil tem um papel social muito importante e relevante Além de integrar destinos, além de transformar esse Brasil imenso, né? num... no ambiente aí para que todos possam para da mobilidade ao país pra encurtar distâncias Tem um papel social muito importante. Lembrar aqui que foram quatrocentas milhões de doses de vacina transportadas gratuitamente pelo setor aéreo. Só foi possível vacinar o Brasil inteiro ao mesmo tempo, graças ao transporte aéreo. E a gente fica muito feliz, muito... orgulhosos de poder contribuir nesses momentos de crise. A gente é consciente da responsabilidade que é... o transporte aéreo tem aí para o país e foi todo mundo vacinado de norte a sul, estando perto ou estando longe da onde as vacinas chegavam, todo mundo vacinado ao mesmo tempo, isso... Somos muito felizes e orgulhosos com o nosso papel. Transporte de órgãos, num período de 10 anos, de 2014 a 2024, mais de 71 mil itens entre órgãos e tecidos transportados pelo setor aéreo, viabilizando aquela lista que é a referência mundial do SUS, de transplante de órgãos e tecidos, também um transporte feito voluntariamente, gratuitamente, pelo setor. Então a gente sabe da importância. Na crise dos Yanomamis, também foi o setor aéreo. Naquela época, fazendo avaliação de logística, estavam as primeiras... Projeções eram 14 dias para transportar ajuda humanitária dos estados do sul até os povos de Anomames, e o transporte aéreo fez isso em duas horas e meia. Então, nos dá muito orgulho. Na questão do Rio Grande do Sul também, enchentes do Rio Grande do Sul e por aí vai. Acho que é reforçar isso, né? A aviação civil, ela... para além Para além de tudo isso que a gente já falou, de turismo, de gerar negócio e etc., tem um papel social muito relevante. E é por isso que a gente sempre olha com muito cuidado e a gente agradece muito. Sabemos aqui que a Câmara é sempre também muito atenta, nos cobra muito também e é importante. Mas a gente, somos conscientes disso, da nossa responsabilidade. E aí só os números de 2025, também vou passar muito rápido, já foi dito aqui. Foi o melhor ano fechado da história da aviação civil. somando doméstico e internacional, 101 no doméstico, 28 no internacional, Turismo bate recorde, aviação bate recorde, é um grande ciclo, é um setor que opera em ciclo. E o ciclo pode ser virtuoso ou vicioso. Claro que a gente trabalha para gerar ciclos virtuosos, 2025 foi assim. Então estão aí os números, eu vou passar rápido aqui para a gente se concentrar na parte do QAV, por favor, se puder passar. Obrigado. Bom, aí falando aqui da alta do QAV, que aconteceu com a guerra, um timeline bem simplificado. dia 27 de fevereiro foi o início do conflito, dia 29, isso já estava planejado, até nem podemos dizer que isso está diretamente relacionado, mas já estava planejado um aumento de 9% no QAV, o doutor Tiago aqui da Petrobras bem comentou, eles fecham o número no final de um mês e ele passa a valer para o primeiro dia útil do mês seguinte, então já estava planejado esse aumento de 9,4%, e aí um mês depois, primeiro de abril, dívidas, foi comentado aqui, vou falar um pouquinho delas, em que pé elas estão, do ponto de vista de implementação, e no dia 1º de maio vem mais um aumento de 18%, e aí acho que aqui vale um comentário aí, corroborando o que o doutor Tiago falou da Petrobras, de fato a Petrobras... fazendo a cada trinta dias e não diário A gente... correu abaixo da curva de reajuste no primeiro momento, mas agora também na redução a gente corre acima da curva. E é assim mesmo, a gente acha, nesse momento, a gente está pagando um QAV mais caro do que os outros países mundo afora estão pagando, mas lá no momento inicial da crise, por outro lado, a gente também pagou... nos primeiros 30 dias até os reajustes saírem um pouco abaixo. Esse tipo de política, de fato, estabiliza preço, nos ajuda, sabendo que agora o nosso que haver tá mais caro do que do resto do mundo, Mas é uma política que a gente acha que faz sentido, e o nosso pedido sempre foi esse para o governo intermediar com a Petrobras... a gente poderia fazer isso de forma mais acentuada num momento de crise como esse. A gente não precisava ter chegado a 100% de reajuste do que havia em três meses, a gente não precisava ter feito 54% de reajuste em um único mês, sabendo que que quase a totalidade do que havia produzido no Brasil, o doutor Tiago trouxe um número de 80%, é importante a gente acompanhar esse número. A gente acompanha lá no na ABA, né? E as empresas aéreas acompanham a produção dia a dia, porque é o nosso maior item de custo. No ano passado, na média... Ai ai Nos números que a gente viu, acompanhando o site da NP e também da Petrobras, a Petrobras foi autossuficiente na produção de QAV, quando a gente pega a média do ano, entre o que foi produzido e o que foi consumido. Falando só de QAV, e o doutor Tiago aqui, sendo bem justo, ele faz aquela comparação ali juntando o QAV com o diesel, no nosso recorte aqui, nos importa é o QAV, então falando de QAV especificamente, para o ano de 2025, a gente viu que na média, a gente estava muito perto, de que haver... doutor Tiago trouxe um número de oitenta por cento, ainda assim controlando 80% da produção dentro do Brasil, eliminando esse terrível risco de desabastecimento. Isso é importante, parabenizar o trabalho da Petrobras também nesse aspecto. Não estamos falando de desabastecimento, mas sabendo que a gente pode fazer muito mais. Considerando que não somos um país rico, somos um país em desenvolvimento, considerando as dificuldades de viabilizar voos nas regiões... de aviação regional, no norte, no nordeste, regiões menos favorecidas do ponto de vista de PIB, para além de não desabastecer A gente acredita que era possível sim, no momento de crise, sentarmos à mesa e ter feito um programa de reajuste que num primeiro momento, a mortalidade, amorteceria ou teria amortecido a alta, a gente não precisava ter chegado a 100% em três meses e também no segundo momento amortecer a queda. Também nós não precisamos, não precisaríamos nesse novo modelo, ter quedas expressivas no mês seguinte. Faz muito mais sentido para a aviação civil... subir menos e descer mais devagar do que subir, por exemplo, um exemplo qualquer, 100% e cair 100%. Por quê? Porque com isso você tira destino, você desmobiliza a aeronave, você devolve para o fabricante a aeronave e remobilizar toda... Toda essa operação não acontece da noite para o dia. Eu tenho dito muito, deputado, aviação civil não é igual, por exemplo, produção de veículo. Você dá férias coletivas 30 dias, no dia seguinte você volta a produzir a mesma capacidade produtiva que você tinha antes das férias coletivas. A aviação civil, quando você devolve a aeronave, quando você sai de um destino, quando você desliga piloto, copiloto, dada toda a complexidade técnica da cadeia, Obrigado. o resultado é uma demora muito maior em voltar ao estágio. E quem sofre com isso? É o povo brasileiro. Quem sofre com isso é o cidadão. E quem sofre mais ainda não são os grandes capitais, não são os grandes centros. São as áreas mais isoladas, é a aviação regional, são os destinos que estão lá no norte, nordeste, centro-oeste. A gente... A gente acreditou e continuamos acreditando que se todo mundo trabalhar junto, e aqui estou falando especificamente do que haver, a gente conseguiria... ou conseguiremos passar por essa crise Continuando batendo recorde de passageiro, continuando batendo recorde de conectividade, recorde de turismo. Porque a gente tem tudo no Brasil para dar conta disso. Temos produção de QAV, temos refino de QAV, temos empresa aérea forte, temos infraestrutura aeroportuária, Podemos fazer um monte de coisa e aí a gente poderia passar por isso com muito menos impacto. E, como fala, a gente adora bater recorde. Criando o ciclo que é virtuoso e não revertendo esse ciclo e, eventualmente, indo para um ciclo vicioso. Deixa eu correr aqui, por conta do tempo. Então, aí são só alguns números, né? O terceiro aumento dobrou o preço, isso já foi dito. o impacto no... Acho que passaram dois slides, deixa eu seguir. Passou mais um, volta. É, por favor. Vamos concentrar aí. Só para vocês terem uma ideia de valor, tá? O primeiro reajuste de 9,4% representou 125 milhões... A mais. para a indústria, aqui estou somando a indústria toda, quando vem os 54%, isso adiciona 1 bi 100 de custo. E depois com o 18, né? 1,6 bilhão a mais de custo. E aí a gente fez uma comparação com o arrendamento de avião, deputado. Isso equivale ao arrendamento de 830 aeronaves. Aí você pergunta, mas qual é a frota que voa hoje no Brasil? Na casa de 500. Quase 500 aeronaves é o que voa hoje no Brasil. Então, só o que a gente está pagando a mais do que haver de um mês para o outro, nesse caso aqui é acumulado de três meses, mas no mês de maio... equivale ao arrendamento de 830 aviões. Poderiam estar voando aviação regional, etc. Tudo isso já foi dito aqui. Então é um impacto que é muito significativo e a gente alerta muito para esse ponto da quebra avião. da cadeia produtiva. Devolver uma aeronave, você não pega ela de volta no mês seguinte. Desatender um destino, você não reatende ele em uma semana. Então, não é um ciclo tão fácil de fechar ou abrir uma torneira como em outras indústrias eventualmente. Por favor. Tá aí o impacto na conectividade aérea. No mês de maio, a gente tá observando aí uma redução de, na média, noventa e três voos por dia a menos do que tava programado pra voar em maio. E aí vou fazer um parênteses aqui. A gente tava prevendo crescer nove por cento. em maio... com relação ao que era maio do ano passado. Então, a gente ia bater mais um recorde, infelizmente tivemos que interromper esse ciclo, tivemos que reduzir aí em média 93 voos por dia, pra junho já tá previsto 121, mas o representante da ANAC aqui, o doutor Pimenta, bem colocou, isso é uma foto que ela é dinâmica e a gente tá vendo que os cancelamentos, eles estão se acentuando. Cada semana que passa, e quanto menos a gente consegue arrefecer os efeitos da guerra, mais voos estão precisando ser cancelados. Então, isso é uma tendência, na verdade, de alta de cancelamento. A gente reverte o ciclo virtuoso, começa a entrar num ciclo que a gente espera que não seja vicioso, mas que... Sinal vermelho aí, né? Já nem é amarelo. E ali estão os destinos mais afetados. Acre teve uma redução de 14,7%, Amazonas 13,6%, Pernambuco menos 11,2%, Goiás menos 10% e por aí vai. A gente vendo aí muitos destinos na casa de dois dígitos de redução de voo. Não é isso que a gente queria, a gente estava na tendência... inversa disso, o setor tem uma meta É uma meta das empresas aéreas, é uma meta da indústria de chegar a 200 localidades com voos regulares no Brasil. E essas localidades bem distribuídas dão acesso a mais de 90% da população brasileira com transporte aéreo à sua porta, a uma distância de até duas horas de carro de um aeroporto. Infelizmente estávamos ficando mais perto, tivemos que dar uns passos atrás, estamos um pouquinho mais longe dessa meta do setor. por conta dos efeitos da crise e principalmente dos reajustes do que haver, de fato é isso que... tem gerado uma queima de caixa muito grande. Eu vou falar um pouquinho das medidas. O governo anunciou uma série de medidas aí num esforço de mitigar os efeitos. da crise. num esforço aí do governo federal de... Enfim apoiar ou tentar apoiar para minimizar os efeitos. Mas aí a gente destrinchou cada uma delas até para dar uma satisfação à sociedade, satisfação à Câmara dos Deputados. em que pé estão as medidas. Porque a gente faz o anúncio, é um momento muito bom, muito feliz, mas depois a gente precisa ver essas medidas lá sendo concretizadas, elas precisam estar lá de fato. Então, primeiro, é... foi a questão do parcelamento do reajuste. O doutor Tiago da Petrobras trouxe muito bem aí a questão do parcelamento. Era um mecanismo em que você pegava um dois terços do que era o reajuste, então lá no caso dos cinquenta e quatro por cento pra falar de abril. 18% você pagava, os outros 36% você parcelava em até seis vezes a partir de junho. A questão são os detalhes. Em alguns casos, a condição imposta implicava num juro de 3% ao mês, Em outros casos, uma exigência de garantias e sobregarantias das empresas aéreas, que simplesmente inviabilizou pegar o parcelamento. Então, na prática... Foi anunciado, foi disponibilizado para abril, para maio também, mas na prática, na verdade, significaria para as empresas aéreas aumentar o custo e não aliviar o custo. E nem ter uma medida de fluxo de caixa, porque o que viria lá na frente era uma bola de neve muito maior. Como eu falei, em alguns casos, não todos, implicavam um juros de 3% ao mês. Então, é simplesmente impagável, não faria sentido. Então, o parcelamento, de fato, não virou realidade. O parcelamento foi disponibilizado, mas a um custo que inviabilizou. Obrigado. Sendo que ele... Só um comentário... O objetivo do parceramento era aliviar justamente uma pressão de custo, mas ele de fato... aprofundava o impacto no custo. Então, não fez sentido para as empresas aéreas, então ele acabou não... não se tornando realidade. A redução do PIS-COFINS foi imediata, então se reduz o PIS-COFINS, o doutor Ed bem comentou mesmo e teve o alívio imediato, as empresas não estão pagando desde o dia 8, foi o dia que foi anunciado, 8 de abril, elas foram limitadas a dois meses, abril e maio. Por quê? Porque a gente tinha uma expectativa, todos nós, acho que rezamos diariamente, esperamos que a guerra acabe, então foi pra abril e maio, A questão é que a guerra não acabou, o impacto está aí, dificilmente a gente volta a uma normalidade em poucos tempos. Então, a gente tem conversado com o governo. É um impacto de na casa de 2% só, quando você compara com o aumento de custo. Mas é relevante, eu acho que nesse momento toda iniciativa é relevante, então eu queria aqui até louvar, a gente sabe de todas as dificuldades e todo esforço do governo, apesar de ser só 2%, 2,5% do que é o aumento de custo, mas claro que aliviou, claro que ajudou e teve um efeito imediato. Então o que a gente vem conversando com o governo é para estender essas medidas, ou eventualmente até o fim do ano, como foi feito para outros setores, ou o que a gente pode fazer, porque essa aqui de fato foi implementada, mas ela acaba agora, dia 31 de maio. Teve o diferimento das tarifas de navegação aérea, e aí viu, deputado, nesse espírito de que todos devem dar as mãos... Tenho que fazer aqui um reconhecimento à Força Aérea Brasileira, por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, que num primeiro momento falou que a gente pode fazer para ajudar. A gente também tem custo aqui diário de operação, mas a gente pode fazer uma... A gente contribui aqui com uma postergação do pagamento das tarifas de navegação aérea, Não é possível não pagar a tarifa, mas a gente posterga sem juros, nesse caso. coloca pra frente, mas sem juros, então dá um alívio no caixa. O caixa que está sendo consumido com o aumento do QAV foi uma medida interessante, mas ela começa a valer agora a partir de junho. Então, para abril e maio a gente está pagando, isso ainda não aconteceu, mas agora em junho ela entra em vigor por três meses. É uma outra coisa que a gente tem conversado com o governo, mas agora a partir de junho... tem a postergação das tarifas de navegação, foi anunciado, elas só começam em junho, mas vão começar e entram em vigor. E aí vem as questões das linhas de financiamento, foram basicamente duas linhas. Uma linha que eu vou, para efeitos didáticos, chamar aqui de empréstimo ponte, que era uma linha para ser emergencial do Banco do Brasil. um bi dividido para as três empresas, então 333 milhões por empresa, para ser disponibilizada rapidamente, e aí sem garantia, o governo assumiu a questão das garantias, etc., como eu falei, para servir uma espécie de alívio de caixa, um empréstimo ponte. Ontem saiu a resolução do Conselho Monetário Nacional... com os detalhes sobre a linha. Então, só a partir de hoje, na verdade, que está publicado no Diário Oficial, que as empresas podem ir ao Banco do Brasil para, de fato, requerer. Então, na verdade... Não posso dizer se vai dar certo ou não vai dar certo, porque eu posso dizer que foi ontem regulamentado. e as empresas aéreas já estão conversando agora com o Banco do Brasil. Esperamos que o recurso seja disponibilizado de forma rápida. com taxas de mercado e etc. E aí vem a linha do BNDES, que aí nesse caso foi 2,5 bi por empresa, tá? Era uma linha de até 8 bi, na hora que você faz o recorte, tem empresas menores, maiores, para simplificar aqui na casa de 2,5 bi por empresa, saiu a resolução do CMNE há umas duas semanas atrás. É... Mas ainda falta, o governo fazia a disponibilização orçamentária do recurso, então ainda não saiu. Obrigada. O que tem já é um saldo de caixa do FINAC para empréstimos do BNDES de uma linha que não é essa linha emergencial, era uma linha ordinária do fundo. Então, da linha emergencial ainda não houve a disponibilização do recurso. As empresas têm conversado com o BNDES, tem uma série de procedimentos lá no BNDES, questão de garantias, etc., serem discutidas. Informação que o banco nos deu é que não antes de agosto sairia o recurso se já tivesse tudo aprovado. A gente ainda depende da disponibilização orçamentária do recurso, então ele ainda não está disponível. Então, dificilmente em agosto esse recurso entra na conta. Então, das medidas todas... A única que acabou já tendo efeito, já tendo sido concretizada, foi a do PIS-COFINS, que infelizmente acaba agora no final da semana, no final da semana que vem, com o fim do mês de maio. Todas as outras medidas ainda não entraram em vigor, ainda não chegaram no setor, mas o setor está tentando fazer sua parte, tá, deputado? Uma das coisas que as empresas estão fazendo aí, cada uma com a sua estratégia, mas acabou tendo uma convergência de objetivos ali, é não... retirar voo de nenhum destino, não levar nenhum destino a zero. Teve muita redução de oferta, teve redução do tamanho do avião... Alguns destinos que eram dois motores, aviões de dois motores, avião de um motor, aviões maiores, aviões menores, coisas desse tipo, para tentar não desatender a nenhum destino. É a contribuição que o setor está tentando dar nesse momento de crise, com a malha aérea, não desatender destino. Reduzir a oferta é sempre ruim, mas a gente está tentando não sair de nenhuma localidade. Mas é inevitável o impacto no custo. É alarmante, acho que a doutora Clarissa comentou aqui, duas das nossas três empresas saíram no processo de recuperação judicial recentemente. Obrigado. Ainda não tem uma saúde financeira que suporta passar por uma crise dessas proporções, elas se perdurando. Então, a gente sabe do impacto no preço, do impacto no custo, isso é sempre muito ruim, mas eu friso sempre. A pior face dessa crise é a gente chegar, ter que desatender, ter que sair, ter que reduzir 14%, ter que reduzir 11% em Pernambuco, é ter que sair de destino, sair de localidade. Tem gente lá em tratamento de saúde. Tem gente lá, eventualmente, iniciando um novo negócio, abrir um hotel, está desenvolvendo um destino turístico, e, eventualmente, se ver deparado com... um desabastecimento no setor AESA é a pior face. do setor, que é o que a gente quer evitar e é o que a gente acha, deputado. que se todo mundo sentar na mesa junto... Todo mundo ganha e ninguém perde. Adianta muito pouco. A gente tem um recorde histórico de ação em uma empresa da cadeia e as outras empresas da cadeia, revertendo, entrando num ciclo virtuoso, reduzindo o passageiro. Acho que isso... para efeitos de Brasil, não é isso que se espera e não é isso que a gente pensa. poderia estar entregando para a sociedade. Obrigado, estou à disposição para qualquer dúvida. Muito obrigado, Juliano.
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