Mariana Bintu Bah

Mariana Bintu Bah

Representante - União Africana Global / Federação Alkeebulan

Últimos Discursos

11 de jun, 12:57

REUNIÃO CONJUNTA

Resumo Inteligente

A Representante - União Africana Global / Federação Alkeebulan expressa admiração por mulheres negras engajadas na luta social e política. Critica a violência policial seletiva, especialmente contra imigrantes, citando casos como o de Ngagne Mbaye e Bubbacarr Dukureh. Defende a valorização da vida, o direito ao trabalho e a necessidade de políticas públicas que incluam imigrantes, combatendo o racismo estrutural e a marginalização dessa população.

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11 de jun, 11:14

REUNIÃO CONJUNTA

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Bom dia, eu sou Mariamma Bintuba, Eu sou atriz, eu sou liderança comunitária, Moro no Brasil há 12 anos, a minha imigração em Latinoamérica tem 20 anos, cresci aqui na imigração formal e informal. Morei no Rio de Janeiro há nove anos e estou morando no Brasil, aqui em São Paulo, quase dois anos. Eu sou uma pessoa muito emocionada de falar do tema que eu estou falando de Paráquia, porque eu sempre, nunca escondi a minha vontade de falar de cultura. Então, hoje eu iria ver a querido que essa audiência seja sobre cultura, ou integração, ou a valorização das mãos de obra que nós temos dentro do Brasil. E falar de uma, dos ambulantes, Como a gente fala como uma jovem africana, eu sou da Gâmbia, meus pais são do Senegal, e eu sou panafricanista a partir de aprendizado o que é preto fora da África. eu aprendi a ser mais preta fora da África, porque é aqui que eu aprendi que eu era preto. aqui que eu fui chamado de negro, perdi meu nome. Falando de hoje, da audiência pública sobre ambulantes, eu quero falar de perspectiva de imigrante, O que nos leva nas ruas para empreender? E como uma representante hoje da União Africana, Al-Khebulan, A gente, como jovens que têm vontade de unificação da nossa luta, tanto da África, o continente, como a diáspora, quando a gente se depara aqui, eu falo, é um aprendizado muito duro de tanta presença da cultura africana, mas, ao mesmo tempo, a desvalorização, a criminalização dos corpos pretos dentro do território do latino-americano que eu cresci, como falo, Peru e outros lugares. ambulantes Eu falo como um exemplo Templo de um jovem dentro de milhões de jovens. Eu falo mais de sete idiomas... A maioria deles são idiomas coloniais que nos colonizaram. Então, como eles que são reconhecidos como idiomas, falo eles e falo idiomas locais como uma mulher fulana, falo Mandinka, Wolof e outros idiomas que a gente escreve, embora o mundo nega. Mas o que eu queria dizer, porque hoje é muito importante, eu agradeço enormemente a Luana, que eu falo sempre, apesar de morar aqui, eu sempre tive medo de parlamentar, eu tive medo de político, porque até hoje é uma luta que a gente fala muito, quando você não vê a presença dos imigrantes, ah, estamos usando para fazer politicagem. E eu falo, Eu tenho certeza que tem muita gente que faz isso, mas também tem gente que se compromete. A partir do que eu conheci a Luana, eu fui quebrando isso. O mandato de supleci, que eu vi também, a Larissa está aqui. Foram das fronteiras cruzadas a partir de morte. Quando a gente está falando hoje, estamos falando de Nganibai. Mas para mim, é uma lista que vai crescendo. É uma lista que para mim começou no Rio de Janeiro. Quando eu vi... Uma das piores cenas da minha vida não foi por mim, mas foi por meu povo. Quando uma das lideranças mais promessoras foi interrompida, o Marielle Franco. Para nós, como jovens, era uma inspiração que sonhamos um dia, como filhos de pobre, a gente vai parar no mesmo lugar para combater com os donos dos... Como você disse, ou seja, das fazendas. Os donos das fazendas, como o sonho de, como se disse, dos Malcolm X, todos os nossos grandes líderes, ou seja, sempre a nossa vontade para uma jovem pobre é você ocupar os lugares que os grandes ocupam. E no Brasil, eu percebi que ia ser um problema aqui. Porque quando você chega aqui, não é que o Brasil não acolhe, a população brasileira é uma das pessoas, quando a gente fala do povo brasileiro, uma das melhores pessoas. pessoas que a gente se reconheça, tanto que a gente também opta para estar aqui, mas quando a gente fala do Estado brasileiro, a gente se sente desamparada, sobretudo quando falamos de imigração africana e afrodescendente, ou afrodiáspora. A gente não vê o acolhimento imigratório que outros corpos têm para nós. no governo brasileiro. Eu estou aqui, como eu falei, 12 anos. Eu vi crises humanitárias muito forte. Eu, pela primeira tragédia que eu passei, foi o terremoto de Haiti. Eu acabando de sair do meu país como uma novinha, numa loja, vendendo e vendo tudo. Enfim, e esse caos começou, mas eu nunca vi o povo haitiano sendo valorizado como povo da Ucrânia ou qualquer outro lugar, e que não... e que não tem outros imigrantes, mas no cenário de imigração, quando a gente fala de morte, quem está no primeiro lugar são corpos pretos. E para mais engraçado, como eu falei, não é por falta de capacidade, eu reafirmo como a gente que é no governo federal, sou atriz em cinema, Audiovisual com o Globo tenho quatro trabalhos de peço Estou no cinema, no teatro há um mês, saí dia 3. mas estou desempregada, por quê? Porque somos prestadores de serviço. A gente presta serviço numa pauta que realmente enriquece o mundo, onde a gente está invisibilizado. É muito importante a gente falar que nós não somos vulneráveis, a gente é vulnerabilizada porque alguém ganha com isso. E esse alguém são pessoas que têm salário. É como vocês lutam no parlamentar, Como a gente viu o que aconteceu com a seleção do Senegal, é só porque imagina o tamanho de grandes futbolistas para passarem o tamanho de uma eação. Agora imagina nós que estamos dentro da imigração, a gente está impedido a falar porque a gente é direcionada a falar aquilo que é bem para a população ouvir. Quando a gente fala, parece que a gente está atacando população, porque é isso que eles fazem. Ou seja, o trabalhador contra o trabalhador. Quando eles nos colocam como a gente vem aqui para roubar emprego, mas não como contribuidores dentro da cultura, na arte, na educação. E como a gente fala, até na religião, a África sempre está aqui, a África sempre teve, até para a história de África. vivendo a mesma coisa que a gente aprendeu, que a Kuntakinté viviu, para nós é uma coisa assustadora. e eu falo publicamente, é muito desconfortável falar de racismo no Brasil, E isso é uma denúncia também. Porque é um apelo, quando a gente senta por os defensores de direitos humanos, Esse lugar de seletividade de corpos, quem vale e quem não vale, precisa parar. Quando a gente reconhece que tem mortes e na vulnerabilidade quando se matam, coincidentemente, eu que quero perguntar isso para o povo brasileiro. Se não tem racismo estrutural, por que cada vez que tem uma bala perdida, essa bala cai no corpo preto? Eu quero perguntar. Eu também como... Eu a vez esqueço a minha inteligência, sim. de falar que, gente, eu acho que eu sou burro, sim. Porque se constantemente a gente senta para falar de racismo, e quando falamos de políticas públicas, são as mesmas pessoas que falam de racismo que sentam para ficar contra essas políticas públicas. Quando você fala de... combate ao racismo, "Ah, mas o Brasil já tem..." O Brasil sempre tem a lei. Sempre teve lei. Ou se tem, não é sobreter lei, é respeitar a lei. Quando a gente fala de igualdade, A gente é mais ou menos ninguém. Isso foi criado a partir de quem nos colonizou, quem nos escravizou. Mas como fala, eu sou da África. Nossa história não começa por escravidão. E é isso que o povo brasileiro precisa saber, é não nos reduzir a uma única coisa, um África país, uma África de povo miserável, de povo tão irracional que não consegue me raciocinar ou que não consegue me escrever seu nome, está errado. Está errado porque também é outro sistema da academia legitimar e deslegitimar o conhecimento ancestral. Como falo, nossos avós nunca foram para a escola, mas eles são uma das maiores intelectuais e pessoas de caráter que eu conheci na minha vida. Aqui a gente é entrevistado para as academias no TCC. leva o nome do estudante, mas o nosso nome não aparece. Quem é o intelectual aqui? Eu poderia estar aqui falando horas e horas, mas voltando no tema, como falando a defenção, defender os imigrantes, defender os ambulantes, defender a dignidade. Às vezes tem alguma coisa que a gente precisa questionar a nossa humanidade. Quando a gente hoje fala de racismo, quando a gente fala de xenofobia, quando a gente fala de feminicídio, cada quem precisa se questionar a sua humanidade, não é as pessoas que estão questionando sobre essas mortes, Você que está sentado ali resistendo, o que te faz diferente? que é nós. Quem vai querer o seu filho ser arrancado como um gangbite foi assassinado? Como o Evans, o Sem, foi assassinado. Eu sou uma das pessoas com fronteiras cruzadas que a família me permitiu para defender o... Ganenci Evans. Mas existe uma falta de respeito, como que nós somos tratados a partir de, inclusive, lideranças, como lideranças aqui. Tem uma irmã. a Constance, vice-presidente do Conselho de Imigrantes. Mas a gente precisa parar da hipocracia, sim, a gente precisa ser respeitada, sim, tem que ter investimento para a imigração, e quando falo de imigração, sim, já é hora também, como a gente fala, eu amo o presidente Lula, a gente tem muita admiração para defender direitos, mas a gente fala para nós africanos, não só basta pedir desculpas, a gente quer transformação concreta, E isso, com certeza, é um de melhor pedido que umas parlamentares maravilhosas, como Mênica Seixas, como Samia Bompifim. Como falo, qualquer mulher de luta, já a gente seguia vocês antes de conhecer. Então, eu me sinto muito feliz. sem honrada, como falo, sem medo, perdi o medo, porque eu já morri em vida, porque eu já enterrei minha família, porque aqui a gente morre todo dia. Não só por bala. A gente morre mentalmente. quando a gente está de jeito de afogar a importância, que você é negado a cesser. sabe? A nossa morte é vida. Quando você diariamente tem tanto conhecimento e você está pensando como pagar aluguel. É isso a nossa realidade de lideranças. Quem cuida de quem cuida. Nós precisamos que o Estado brasileiro nos olhe, olhe nossas comunidades. E como falo, África é 54 países. E suas etnias, nós não somos uma única coisa. E a nossa influência no mundo, embora seja negado, ele já é belo. porque a gente pariu esse mundo. Como mais África. Então, não tem nenhum outro legado maior do que isso. E outra coisa, se não por crueldade, o povo africano sempre trabalhou tudo que os grandes têm. para devorar. Sempre foi a maioria e como a gente fala, como União Africana, defendemos, basta da exploração do continente africano, onde a gente não consegue decidir. Quem respeita a democracia minimamente sabe que para você entrar no país do outro sem visto, você também deveria Não dá a vista. Mas é isso, o continente africano, todo mundo entra, inclusive, que não as unhas. Os defensores de direitos humanos, os grandes, que nos afastam de nossas famílias, que nos levam nas cadeias. É isso que eu queria. A gente não vai aceitar esse lugar mais de falar bonito para ser aplaudida e a gente chega dentro de casa e fala, nossa. Como é que eu vou almoçar? É isso que é nossa realidade, como mulheres imigrantes, independente da potência, da capacidade que você tem, somos impedidas de estudar. E qualquer pessoa que tenha um pouco de racionalidade para enfrentar o sistema, eles vão cortando pouco a pouco, eles vão te adoecendo. Então, contamos com vocês como mulheres sérias da luta, não esqueçam da gente. A imigração nota tão bonito como ele parece. Nossa realidade, como falo, como constância, a gente sabe, quando a gente está doente, quando passa chuva, faça sol, nunca tem dinheiro em lugar algum. Nós que pagamos nossos dinheiros para ir trabalhar. Então, justiça para Nganibai sim, se não, é o que aconteceu com os Ketlings. É como você disse, como sempre foi. como se diz, liberar a nossa morte como sempre foi, da nossa própria descendência que está aqui. Eles sempre falaram de racismo, eles sempre falaram de morte. Então, hoje nós, imigrantes africanos e a diáspora, nós sumamos na luta por a valorização de nossa contribuição, tanto como de nossos ancestrais, como nós que estamos aqui. eu queria agradecer mais uma vez a todo mundo que está aqui que unidos somos fortes E eu falo isso, é muito importante a participação do nosso povo imigrante. Às vezes precisa trabalhar, às vezes por medo, às vezes, como eles falam, as pessoas estão fazendo política em cima da pauta. Mas a política também faz parte da nossa vida e a gente consegue fazer uma transformação a partir de pessoas comprometidas. Muito, muito obrigada. Obrigado.

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