Thiago Prado

Thiago Prado

Presidente - Empresa de Pesquisa Energética

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02 de jun, 10:31

COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA

Transcrição automática

Bom, enquanto carrega a apresentação, presidente, eu... Primeiro, gostaria de fazer uma retratação Houve uma reunião, que foi inclusive presidida pelo... Não. Danilo Fortes, deputado Danilo Fortes, em que a Pé foi convidada. O convite veio a mim. Mas eu pedi para minha equipe checar quem seriam as pessoas que iriam participar, e ali vendo que todos eram técnicos, eu decidi encaminhar um técnico. Depois, durante a reunião, eu acabei observando que houve um descontentamento na minha ausência. Motivo pelo qual eu fiz questão de estar aqui presente hoje, embora a gente colocou que é uma reunião técnica, fiz questão aqui de estar presente e fazer o meu pedido de desculpas à presidência. e aos deputados que fazem parte dessa comissão. Obrigado. Bom, a ideia aqui da apresentação é falar o papel da PE sobre a Noel Recap 2026... Primeiro ponto central é demonstrar o seguinte: um LRCAP, um leilão de reserva de capacidade, não é um leilão de energia. Até 2021, a gente executou contratos de leilão de energia, em que os consumidores cativos, aqueles no ambiente de contratação regulado, os distribuidores faziam declaração de compra de energia e o governo comprava energia para os consumidores cativos. Enquanto isso, os consumidores livres, no ambiente de contratação livre, bilateral, ocupavam. compram energias fora do mecanismo de contratação regulada, uma energia incentivada. E aí, o que é importante destacar é que ao longo de todos esses anos, né, do setor elétrico, o consumidor cativo acabou sendo responsável. por pagar pela segurança do sistema elétrico. Como que ele pagava? quando a gente contratava termoelétricas no ambiente de contratação regulado. Então, todas as térmicas que a gente tem hoje construídas, elas foram construídas no ambiente de contratação regulado, com os consumidores cativos, as distribuidoras, pagando por esses empreendimentos. Então, quando a gente vai para um mecanismo de contratação de reserva de capacidade, o encargo que é gerado nesse tipo de leilão agora não é mais pago pelo consumidor cativo, ele é pago por todos, inclusive os consumidores, os grandes consumidores de energia do ambiente de contratação, Livre. Tá? E de onde vem essa necessidade? A gente faz um estudo técnico para identificar a necessidade de requisito né? e a gente apresenta isso dentro dos nossos planos decenais. O Ministério, a partir dessa informação que vem da EPA e do ANS, toma a decisão política de realizar a contratação, e essa contratação depois é operacionalizada e executada pela CCE. Então, a EPE identifica tecnicamente a necessidade, e o desenho final do certame fica em cargo do Poder Concedente, com o Ministério de Minas e Energia. Bom, quem é quem no LR CAP de 2026? Vou começar por aquilo que a EPE não faz. A EPE não faz edital e contratos, Aí até... não operacionaliza o leilão e ela também não executa o leilão. Qual é a parte que cabe a EP? O cadastramento e habilitação técnica, ou seja, receber os projetos que vão para leilão e identificar se eles estão batendo com os requisitos que o ANS desenhou para que esses empreendimentos sejam flexíveis o suficiente para... para atender o sistema. E aí, presidente, dois pontos desses sete pontos que eu trouxe aqui, eu vou fazer destaque, que são o de requisito, do leilão e a curva de preços, que são os dois grandes pontos. Para o cálculo de requisitos de potência... meu colega do INS já abordou, vou passar aqui muito rapidamente. Elas utilizam metodologias e resultados que são públicos, portarias, resoluções de documentos que passam por consulta pública. E dentro de um cenário, num contexto em que a demanda de energia elétrica do Brasil cresce acima do PIB, onde as mudanças climáticas são uma realidade, nós já temos uma confirmação de Aoninho de quase 80% a ocorrer nessa janela de 2026, 2027. E o que significa, presidente? termos a presença de Alninho. Significa que a região norte e nordeste do Brasil passarão por uma estiagem mais intensa, que os reservatórios da região sudeste e centro-oeste não terão o mesmo nível de armazenamento que o usual. e também que a região sul do Brasil terá um nível de precipitação muito possivelmente acima da média. Então, a gente vai ver um comportamento, um sistema desconfortado nos próximos anos, e para isso a importância de ter uma contratação que traga segurança para o sistema elétrico em uma janela que possa exceder o que é o tecnicamente previsto. E aí, as renováveis variáveis. predominam dentro de todos os cenários de planejamento, são essas as fontes que entregam uma energia. de fato mais barata, mas elas são intermitentes e elas variam com todos esses outros elementos que eu falei, que estão associados também com mudança climática. Com essa maior variabilidade, a gente precisa então de recursos que entreguem flexibilidade e potência firme para o sistema, justamente para trazer essa segurança. E esse diagnóstico... vem da EPE desde 2020, por meio de seus planos decenais, e isso tem se repetido todos os anos até 2026. O NS, que avalia o mesmo requisito de forma independente e com outros mecanismos que a EPE, também conclui de forma semelhante a necessidade desses requisitos. Bom, Além dos órgãos de governo, queria destacar que as consultorias especializadas também identificaram um volume de requisito muito semelhante ao que foi contratado no leilão. E aqui... eu trago algumas reportagens que falam de consultorias que apontam contratações que variam entre 20, 30, 24 gigawatts. Uma consultoria internacional, que também apontou a necessidade, de 21 gigawatts de contratação no LR Cap, que utiliza também ferramentas próprias, que não são as ferramentas que são usadas no Brasil, ou seja, uma consultoria internacional é capaz de reproduzir e diagnosticar resultados semelhantes. Então, basicamente, o mercado tinha uma expectativa de contratação ancorada entre algo de 20 a 24 GW, com uma média central em 23, e nos cenários mais otimistas, algo em torno de 30 GW. Para um cadastramento, da ordem de 126 gigawatts. Ou seja, neste leilão de LRECAP 2026, existiam 126 gigawatts de projetos cadastrados, algo da ordem de 368 projetos que foram cadastrados na EPE, buscando participar do certame. Então, a gente tem uma oferta da ordem de três a quatro vezes a demanda do leilão. Indo para o cálculo do preço teto, Como... Como que a PE define o preço teto? O preço teto é calculado pela EPE e aprovado pelo Ministério conforme o decreto 5.163 de 2004. A metodologia parte de empreendimentos cadastrados, quando a app analisa e promove diligências em relação aos dados que foram declarados pelos agentes. A app estima os preços de referência por fonte, por tecnologia e por modelo de negócio. As premissas de custo são baseadas nos dados declarados e calibrados por referências externas de mercado. E outras referências internacionais, como o EIA, são utilizadas para complementar as análises definindo o benchmark. No histórico do LRCAP, de 2026, a gente precisa voltar ali também para 2024. Em dezembro de 24 foi publicada a primeira portaria do LR CAP, do segundo LR CAP. O cadastramento foi realizado no primeiro trimestre de 2025, onde a gente recebeu um aporte de projetos da ordem de 72 a 76 gigawatts. E esse leilão depois foi... cancelado ou suspenso em função das demandas judiciais e foi retomado ali com a consulta pública de agosto, culminou na publicação de duas portarias de diretrizes e a EPE elaborou a proposta inicial de preço teto com base nas informações de cadastramento. A primeira nota técnica de preço, senhores, foi encaminhada ao Ministério... de Minas e Energia, dia 6 de fevereiro de 2026, após a divulgação dos valores iniciais, o Ministério de Minas e Energia solicitou uma análise da EPE sobre a pertinência dos valores que foram encaminhados originalmente. ao Ministério, principalmente sobre os custos de CAPEX, OIM e disponibilidade de equipamentos. A segunda versão dessa nota técnica de preço teto foi encaminhada ao Ministério no dia 12 de fevereiro, preservando a metodologia de cálculo originalmente da primeira nota técnica, mas atualizando as premissas, e aí a gente vai entrar um pouquinho mais... a fundo nessa questão. Por que revisitamos o preço? Revisitamos o preço porque a proposta inicial refletia as melhores informações disponíveis dos 368 projetos e dos 126 gigawatts cadastrados. Né Quando a gente se debruçou, a pedido do Ministério, em identificar se houve alteração em relação às premissas que foram utilizadas lá atrás, com os dados que já partiram do cadastramento de 2025, a gente identificou que havia uma simetria muito grande de preços entre o que estava ancorado ali em 2025 com o que estava sendo praticado efetivamente em 2026. Então, essa revisão decorreu de um apoiamento de premissas sem alteração. na metodologia de cálculo. Quais foram os eixos técnicos dessa revisão, senhores? Para o conjunto de usinas novas... nós revisitamos o CAPEX de referência, adotando um valor mais prudente com a amostra de preços que a gente encontrou com as evidências de um choque global no mercado de turbinas, motores e serviços. E eu vou entrar mais em detalhes à frente aqui na apresentação sobre isso. Para as usinas existentes, a gente incorporou uma referência mínima de custos de retrofit para refletir os investimentos necessários à extensão de vida útil num regime de operação mais exigente e a continuidade operacional. E aqui é importante ressaltar um aspecto. Não é uma mera troca de contratos quando a gente recontrata uma usina existente. Essas usinas vão operar em um regime diferente do que elas estavam operando até então. Antes, elas foram contratadas para fornecer energia. Elas tinham um nível de inflexibilidade. Então, eram máquinas que foram contratadas para ter um nível de operação mais contínua e menos sujeitos a partidas e desligadas. Agora, esses contratos de RR-Cap têm penalidades mais altas, e com isso, esses empreendedores das usinas existentes Vão exercer contratos de operação e manutenção mais caros, porque essas máquinas vão partir e desligar com mais frequência para acompanhar a variabilidade das fontes renováveis. E com isso, os fabricantes vão ter que abrir essas máquinas. para poder checar quais são as peças que têm que ser substituídas para elas atingirem um nível de disponibilidade alto, para que estejam disponíveis para o operador sempre que ele precisar. Ou seja, não é uma... meramente pegar uma usina pronta e deixar tudo como está e continuar seguindo operando ela. Ela vai ter contratos de operação e manutenção mais caros, as máquinas terão que ser revisitadas e abertas, e todas as peças que terão que ser trocadas devem ser trocadas e, nisso, entrou nesse custo de retrofit. A alocação de custos da parcela variável e da parcela fixa, isso também foi um ponto que debatemos e esclarecemos junto ao Tribunal de Contas da União, Como os contratos que antigamente fazíamos com termoelétricas eram contratos de energia, e elas tinham um nível mínimo de geração, uma inflexibilidade, Né? Custos. Custos. de tancagem, de regaseificação, eles ficavam dentro do custo variável do combustível. Agora, como essas usinas ficam disponíveis para o sistema e não estão gerando o tempo todo... Esse custo de tancagem e o custo das unidades de regaseificação são navios para fazer a regaseificação. do gás natural, o que é feito, eles entram, esse valor do aluguel, esse valor da disponibilidade, ele entra no custo fixo da usina, e com isso, isso também... fez com que o preço teto se elevasse. Então, a revisão buscou ajustar as premissas e foi em base nesses três eixos que a gente avançou. Como é que fica a segunda rodada de preços tetos definidos pelo Ministério de Minas e Energia, comparados com as referências internacionais? É muito importante a gente olhar a primeira linha. A primeira linha de 2024, quando foi feito o cadastramento do LRCAP, que foi cancelado, que teve as informações aportadas no cadastro da EPE, lá no primeiro trimestre de 2025... Está ali, olha onde está a referência de preço em 2024, lá atrás. Agora, quando a gente se debruçou na nova referência de preço em 2026, a gente vê uma excursão muito grande de valores, um posicionamento dessas barrinhas. O mesmo EIA, de 2024 para 2026, viu valores excursionando de 1.000 a 1.600 kWh, dólares por kWh, realidade muito grande. Gostaria ali também de destacar o valor da Reuters e da S&P Global, em que calculou uma média dos projetos e nessa média dos projetos reportados, 2.400 dólares por kilowatt disponível. Então, na bolinha amarela, está aqui a referência do LR Cap de 2026. A ancoragem de preço estabelecida pelo Ministério não está nem na borda do otimismo e nem na borda do pessimismo. relação às referências internacionais. Bom, a partir dos dados cadastrados, a gente monta o que a gente chama de uma curva de preços. Essa curva de preços, senhores, a gente pode estabelecer para um determinado preço, qual percentil de empreendimentos aquele preço vai conseguir capturar. Então, quanto mais à direita a gente for, maior a quantidade de projetos que você consegue representar. E quanto mais apertado você quiser colocar um preço, mais você vai para o lado esquerdo desse gráfico. A curva azul mostra o comportamento do CAPEX em um mercado mais comportado, que era o mercado que a gente se encontrava ali em 2024 e 2025. A curva vermelha mostra a identificação do CAPEX real nesse contexto, de aquecimento de mercado das tubinas a gás que a gente vai apresentar para vocês. Obrigado. Contexto internacional do mercado de turbinas, eu gostaria de trazer, presidente, uma referência atualizadíssima da Agência Internacional de Energia. Esse é um produto que fala sobre inteligência artificial e data centers e o mercado de energia. E aí eu vou trazer informações atualizadas para os senhores para mostrar o alinhamento do contexto entre o leilão e o contexto internacional. No contexto internacional, com o ingresso também das renováveis em função da transição energética, da eletrificação da indústria, da necessidade de troca, por exemplo, de caldeiras por caldeiras elétricas, do aquecimento das casas também com busca de troca de combustíveis, indo para a eletrificação. A eletrificação das frotas, tudo isso leva para uma maior demanda de energia elétrica e com... O ingresso de mais fontes variáveis na rede faz a necessidade deles terem também potência disponível flexível e despachável. Então, isso levou a um aumento significativo no mercado internacional de turbinas e motores. Né? E, principalmente agora, com as cargas de data centers, isso também pressionou bastante, até duplicando e triplicando preços de energia. Essa referência de duplicar e triplicar preços também consta na referência utilizada pelo Tribunal de Contas da União na análise do seu parecer. Eles utilizaram um relatório que olha o preço do passado, mas a empresa que faz essa compilação de preços do passado deixou bem claro ali no site quando você vai fazer um download, que em 2026 esses preços são variáveis e estão de duas a três vezes maiores em relação ao preço passado. Então, olhar para o passado não consegue reproduzir a realidade do presente. Obrigado. No contexto do mercado de turbinas, presente aqui, é muito importante. Os últimos 20 anos, esse gráfico está aí, são os últimos 20 anos de demanda do mercado de turbinas. E aí a gente está passando pelo maior pico nos últimos 25 anos depois de 2000. Boa parte promovida pelo mercado americano, que tem trazido com os data centers um aquecimento do mercado de turbina. Então, o problema não é um preço local, mas é uma escassez da indústria global. Então, o problema não é um preço local, mas é uma escassez da indústria global. As indústrias que produzem máquinas térmicas no mundo têm capacidade entre 50 a 60 gigawatts por ano. 54 gigawatts foram encomendas apenas dos Estados Unidos em 2025. parte direta e indireta ligada a data centers. Os fabricantes não têm uma propensão a expandir a sua indústria, porque, com o movimento de transição energética, ampliar uma fábrica de turbina é praticamente para o pico, vai implicar ela em fazer um investimento que depois vai cair esse pico de demanda. Então, ele não vai investir nisso. E existe um processo muito delicado com relação à construção de pás. As pás são uma mecânica de precisão gigantesca. E cada um desses grupos, a Siemens, a Mitsubishi, a GE, cada uma dessas desenvolveu a sua metalurgia de precisão, seja em cima da indústria aeronáutica ou da indústria de metalurgia de precisão, por exemplo, alemã. Então, eles têm uma dificuldade muito grande em expandir essa parte delicada do processo de fabricação de turbinas. Então, como que a indústria tem reagido com isso? Alongando contratos. E aqui é uma mensagem importante. Seja nesta casa, seja no Tribunal de Contas, seja no Poder Judiciário, o cancelamento ou a suspensão do certame implicará... necessariamente, em um segundo leilão, e um leilão em que os novos empreendedores vão ter que negociar contratos mais longos, para o fornecimento dessas máquinas a outros preços, porque a gente já travou esse preço aqui. Se a gente cancelar, vai ter que contratar novamente, novos preços terão que ser negociados. E aí, o preço dos combustíveis que a gente também já travou aqui, esses contratos vão cair e eles vão ter que renegociar esses contratos de fornecimento de combustíveis líquidos e gás natural em um contexto que a gente tem instabilidade internacional com o fornecimento de gás natural e também de combustíveis líquidos, e o que pressiona também o diesel. Semana passada, a EPA recebeu alguns... técnicos da FMI, e eles estavam interessados em saber como o Brasil tem conseguido ser um dos países com mais resiliência no choque de preços internacional referente a gás natural e combustíveis líquidos. Isso se deve à estratégia de diversificação da nossa matriz e que considera, a possibilidade de uso dos biocombustíveis, o biodiesel, dentro de uma estratégia nos combustíveis líquidos, isso auxilia bastante a gente, e a capacidade de produção nacional também. de petróleo. Resumindo, presidente, nós temos uma contratação neste LR Cap entre 15% e 18% da capacidade mundial. O Brasil contratou de 15% a 18% da capacidade mundial de entrega de máquinas de turbina. para o futuro. A gente está falando de novas máquinas. Dentro do contexto do mercado de turbinas, aqui é importante mostrar a disponibilidade de equipamentos, aquelas bolinhas amarelas, com aquecimento do mercado. essa disponibilidade foi caindo e quando a disponibilidade de equipamentos cai, a curva de preço sobe. A curvinha de preço está ali a verde com o range de preços variando ali no creme. Ao mesmo tempo, no outro gráfico ali, a gente está falando da construção de data centers. Então, na primeira oportunidade do LR CAP, que foi cancelado, a gente estava ali naquele nível de data centers construídos e a gente agora, no LR CAP 2026, uma curva praticamente exponencial de construção de data centers, o que reforça também a importância na discussão desse parlamento do Redata, presidente. O Redata é importantíssimo, a EPE tem mais de 56 gigawatts em acordo de confidencialidade, uma oportunidade de colocar grandes cargas para aproveitar a nossa matriz elétrica super renovável, para manter a trajetória de renovabilidade da nossa matriz com uma energia de baixo custo, mas com a segurança da disponibilidade de recursos para chaves quando essas fontes não puderem estar presentes para alimentar esses data centers. Tá? E aqui, esse Timelines bottleneck é para mostrar um pouco da estratégia americana. Os Estados Unidos também não conseguem construir linha de transmissão em uma velocidade muito rápida. Então, a estratégia dos data centers lá tem sido o quê? montar termoelétricas a gás desconectadas do grid para eles poderem rodar o data center, enquanto as transmissoras estão construindo as linhas de transmissão, e ao conectar o data center ao grid, essas termoelétricas vão oferecer recursos despacháveis e flexíveis para a rede. e é assim que eles têm adotado essa estratégia, e por isso que a gente tem visto esse aquecimento também pressionando um mercado. Bom. É... A mudança de preço teto foi feita para garantir que não haveria uma descobertura contratual no curto prazo, e o risco de atraso para o médio prazo. E aí a gente traz em 2021 a questão do PCS, que foi a contratação que foi feita sobre o risco de escassez hídrica. E aí é importante dizer que o valor do PCS à época foi cinco vezes o valor da receita média do LR CAP de 2026. Foi 2,34 mil euros. milhões por megawatt ano, e que no ano de 2022, o encargo de serviços de sistema cobrado pelas usinas Merchan foi algo da ordem de 25 bilhões de reais. Só para a gente botar aqui um pouco da ordem de magnitude dos problemas e das contratações. E quais os benefícios que essa contratação traz? Ela diminui a inflexibilidade operacional. a geração renovável, porque ele tinha que manter a inflexibilidade das térmicas no sábado e no domingo, porque aquela inflexibilidade era obrigatória, ela era contratada. junto com a inflexibilidade social. da geração hídrica. Agora, trocando esse contrato de energia, que vinha com a inflexibilidade, por contratos flexíveis, significa que, nesse final de semana, se tiver geração renovável disponível, a gente vai utilizá-la e não vai cortá-la, mas lá no pico, quando a gente precisar, quando não tiver essa disponibilidade de fonte renovável lá, a gente vai acionar essa términa elétrica para ela se entrar de forma rápida. Isso traz benefício para o sistema. Isso ali entra um pouco nos custos ocultos. Então, quando a gente traz... para a base de disponibilidade, aqueles contratos de energia legados dos consumidores cativos, a gente tem um custo de 2,95 milhões por megawatt ano. Ou seja, aquele parque termoelétrico que o consumidor cativo pagou, Posso continuar, presidente? Estou encerrando. Obrigado. Quando a gente compara esse custo do legado com o valor médio do LR-CAP, ele foi maior. Então, quando a gente compara o custo que os consumidores pagaram de 2,94%, com o teto do LRK, porque foi 2,9%, a gente já tem um deságio na partida de 2%. Quando a gente vai batendo todos os deságios ocorridos para cada um dos produtos, a gente identifica um custo evitado em relação à contratação antiga de 8 bilhões de reais, o que equivale a 94 bilhões no horizonte em relação ao que estava sendo contratado antes. Então, a gente trouxe uma redução da geração compulsória, trazendo mais flexibilidade. num cenário diverso de mudanças climáticas. A gente valorizou a flexibilidade, A gente aprimorou a acomodação das fontes renováveis dentro do sistema, o que potencializa uma redução estrutural do curtenment. Menos curtenment na geração, com uma alocação de custos mais eficiente. A segurança, que era paga pelo consumidor cativo das distribuidoras, agora é pago por todos, os altos produtores, os grandes consumidores e também os consumidores cativos. Então, na economia, a gente está partindo de uma concentração de um custo e redistribuindo. esse custo para os demais pagantes que também provocam essa necessidade. Então, considerações finais, presidente. O LR CAP trata de segurança de suprimento, não de contratação de energia. Ele tem um ganho estrutural, porque ele traz uma melhor integração de renováveis e maior eficiência sistêmica. O papel da EPE no LR CAP foi subsidiar o Ministério e assegurar a qualidade técnica do processo. A evolução do modelo de contratação, no modelo antigo de contrato, que induzia a geração térmica não econômica com custos alocados totalmente ao consumidor das distribuidoras. que o Brasil precisava de grande volume de potência, é consenso no mercado que o custo das turbinas e motores se multiplicou, né? A reavaliação do preço teto em curto prazo demonstrou a tempestividade da máquina pública. E a metodologia do cálculo do preço teto foi preservada, mas com as suas premissas ajustadas e custos evitados totais da ordem de 8 bilhões de reais. Então, o LR CAP não contrata apenas potência, ele visa corrigir ineficiências do modelo anterior. e evita custos adicionais ao consumidor. Obrigado, presidente. Obrigado.

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