
O representante do Núcleo do Autismo da UnB critica a cultura de forçar pessoas autistas a se adaptarem a ambientes hostis, exemplificando com sua experiência negativa em academias de ginástica. Argumenta que as práticas terapêuticas atuais focam excessivamente no condicionamento e conformação comportamental em vez de realizar mudanças estruturais no ambiente ou nas relações. Ressalta que a fala do Secretário de Esporte reflete um capacitismo estrutural e recorrente, que negligencia o bem-estar dos autistas em prol do conforto de pessoas neurotípicas.
O Representante do Núcleo do Autismo da UnB defende a importância da prioridade na fala e da previsibilidade para pessoas autistas em audiências públicas. Argumenta que a Política Nacional voltada a esse público deve ser fundamentada na Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, com foco no modelo biopsicossocial, rejeitando que diagnósticos clínicos sejam usados para restringir direitos. Destaca a necessidade de uma educação inclusiva, plural e interdisciplinar, criticando formulações ambíguas que possam permitir segregação, e reforça que a construção de políticas públicas deve ser feita com a participação ativa das pessoas autistas, garantindo dignidade, acessibilidade e participação social plena.
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