
Todos, bom dia Biaquices, em em nome da senhora agradeço e parabenizo, todos esse todo o congresso, por essa iniciativa de, não podemos dizer celebrar, mas lembrar essa tragédia que ocorreu na papuda. Que palavras, ou quais as palavras devemos pronunciar nesse momento? Nada, nenhuma palavra que for dita, vai conseguir rememorar, vai conseguir passar, aos ouvintes, a dor que foi vivido naquele momento. Eu como advogado fui o segundo advogado a chegar naquele presídio naquele fatídico dia 20 de novembro de 2023. Estava trabalhando aqui em Brasília, fui avisado por colega, do que ocorria, e a nossa preocupação é que aquilo se tornasse, novo Carandiru. Que aqueles homens que estavam ali, injustamente presos, pudessem revoltar, pudessem voltar, pudessem de alguma forma, ocorrer 1 1 entrada da da polícia militar na no presídio, para tentar abafar alguma revolta, algum nervosismo daqueles daqueles presos, isto e termos mais do que falecimento, mas 1 tragédia, né, 1 tragédia que está sendo anunciada há vários dias, que vem se arrastando há anos. Nada, nenhuma palavra. E devemos sim esquecer as palavras. Vamos esquecer a palavra esquerda, vamos esquecer a palavra direita, vamos esquecer a palavra estado, a frase estado democrático, vamos esquecer pátria, família, vamos esquecer todas essas palavras, mas vamos lembrar de 1 frase, direitos humanos. Vamos esquecer tempo direito, vamos esquecer do direito, vamos ficar só com a justiça? Não é isso que nós aprendemos Ezequiel? Dentro da faculdade direito, entre o direito e a justiça, lute pela justiça. É isso que nós devemos buscar, lutar pela justiça. Nós estamos vendo dezenas de pessoas, dezenas de famílias, sendo injustiçadas. Cumprindo penas que não deveriam estar cumprindo por crimes que não cometeram, por crime que não existiram. Então, vamos lutar por essa justiça. Jane, não tem palavra nenhuma que eu vá tratar aqui, que eu vou falar aqui, que vai conseguir representar a dor que você sente, a dor que sua família sente a dor que essa que as famílias dos brasileiros sentem. Gente, vamos deixar o momento agora de pacifica esse país. Já temos 2 anos desse governo. Nós já temos 2 anos, que essas famílias estão sofrendo, que o Brasil está sofrendo. Precisamos de patriotas de esquerda e de direita. Precisamos de 1 pacificação, de 1 moderação, precisamos de real poder moderador nesse país. Esse poder moderador vai ser o legislativo? Vai ser o executivo? Vai ser o judiciário? Não interessa. Como estou dizendo, não interessa as palavras, tem essa agora, o direito. O direito à vida, o direito à justiça, os direitos humanos para os humanos. Todos nós, honramos essa bandeira, ela é verde, ela é amarela, ela é azul, ela é branca. E é essa bandeira que nós temos que defender. Essa bandeira, independente de sermos de esquerda ou de direita, vamos pacificar esse país, vamos pacificar esse país. E o que nós precisamos para se pacifica esse país nesse momento, é anistia já. Anistia como foi dada a todos os presos políticos, a todos os perseguidos políticos pelos regimes totalitários de esquerda regimes militares. Chega de perseguição, nós queremos escrever novo livro, novo livro como que é aquele vermelho que tem lá, me ajuda a lembrar esse aqui é o nome? Brasil nunca mais? Abram aquele livro, todos de esquerda sofreram e sofreram muito ali. E por isso agora os direitos conservadores precisam de sofrer da mesma forma. Sejamos patriotas, Vamos pensar no nosso país, na unificação. E para pacificação do nosso país o que precisamos é de anistia, anistia já. Ampla, irrestrita, geral, a todos esses patriotas. Vamos construir novo país, novo Brasil, a partir de agora. Né, do governo do amor? O amor não venceu? Então vamos, vamos lutar pelos direitos humanos. Mau amor ao próximo, é isso que nós precisamos. E Jane, a partir daquele momento, daquele dia, que eu senti aquela dor e a dor maior, que eu não esqueça aquela imagem, vocês ainda com esperança sem saber o que tinha acontecido lá dentro, com esperança de o lesões tem de estar vivo. Passa diante nossos dólar, sentado naquele banco frio ali da da da papuda, passa o carro do IML. Ali era 1 pá de cá une toda esperança. Mas a esperança nossa nasceu a partir dali, A partir do momento que nós temos que lutar, e volto a dizer, não é pela esquerda, não é pela direita, não é pela escada democrata, não é pelas 4 linhas. É pelo direito, ao próximo, ao amor ao próximo, aos direitos humanos. Vamos lutar e vamos continuar lutando. Esqueçamos Bia, esqueça que você é anti deputada de direita. Esqueça Magno Malta onde você tiver que ser deputado de direita, esqueça os deputados de esquerda, vamos unir pelo Brasil, é isso que nós precisamos. E sempre quando eu fraquejo, que tem hora que dá vontade de gritar, dá vontade de sair correndo, dá vontade de chorar, dá vontade de esconder. Tem medo, tem coragem, é tudo misturado. Mas eu lembro de 1 música que não me deixa afastar desse momento a fazer essa luta. E é isso que nós estamos vendo. Nós estamos diante do mar vermelho. Aqueles judeus eram perseguidos pelo faraó. Mas o mar vermelho se abriu e vai se abrir. Vai se abrir a hora que é a esquerda e direitos se unirem em prol desse país, em prol dessa bandeira. Anistia já. Obrigado.
Advogado ajuda no presídio, forma grupos de voluntários e presta assistência social. Ajudou patriota Odisseia Andrade Campos a entrar em contato com familiares e receber assistência. Critica OAB por desprezo, mas sente-se honrado por ajudar os esquecidos.
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