Deputada Federal Benedita da Silva

Deputada Federal Benedita da Silva

Coordenadora da Bancada Feminina na Câmara dos Deputados

Últimos Discursos

06 de nov, 16:59

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Senhoras e senhores, boa tarde, é 1 grande honra participar novamente deste espaço, há poucos meses estivemos reunidas em Maceió para discutir pontos de reforma da governança global. A crise climática, a desigualdade e os obstáculos à participação política e social das mulheres. Entre as recomendações feitas na carta de Maceió, sugerimos aos governos de nossas nações desenvolver agendas e proposta legislativa, bem como conduzir reformas legais sensíveis a gênero, inclusive aquelas relacionadas ao clima. Entre os objetivos dessa propostas, devem sempre estar o fortalecimento dos direitos humanos, das mulheres e das meninas, em sua diversidade, e a promoção dos princípio de não discriminação e de igualdade perante a lei. Como parlamentar brasileira, admito que nossas batalhas não são fáceis, lutamos 20 anos para construir direitos trabalhista para os trabalhadores doméstico. Várias décadas para aprovar o estatuto da igualdade racial. E sigo nessa batalha diária de construir tijolo a tijolo, as bases que as pessoas mais vulneráveis do nosso país carecem para viver 1 vida mais digna. Nesse encontro, com parlamentares dos países que compõem as nações mais ricas do planeta, acho oportuno lembrar que os desastres climáticos a que temos assistido afetam de forma desproporcional mulheres, crianças, idosos e demais populações vulneráveis. Há 4 meses vimos o estado do Rio Grande do Sul, dentro do território brasileiro, ficar alagado por mais de mês, o que provocou dezenas de mortes e bilhões de reais em prejuízos. Depois disso, os rios da Amazônia secaram de forma, nunca antes vista. 2 de nossos principais biomas, o pantanal e o cerrado. Passaram por incêndios durante meses a fio, o que provocou enormes prejuízos materiais e incalculados perdas de biodiversidade. Porém inundações e queimadas não são exclusividades brasileiras. Recentemente assistimos à cidade espanhola debaixo d'água, casas queimando em diversos países da América do Sul, furacões e vendavais. Sabemos que, que populações ribeirinhas, quilombolas, indígenas e periféricas das cidade, são sempre mais afetadas nessa calamidade. Crianças e idosos são os que morrem primeiro. Mulheres são as principais responsáveis por encontrar comida e prestar cuidados aos familiares e vizinhos, e também são elas que precisam lidar com as famílias. Nos abrigos e acampamentos, ou acolher quem migra para a área mais segura. O nosso encontro do p 20, acontece em momento crucial, quando as mudanças climáticas já são realidade comprovada pela ciência e percebida cotidianamente pelos cidadãos. No parlamento brasileiro, temos nos debruçado sobre o assunto com seriedade e responsabilidade. Há projetos que buscam harmonizar o desenvolvimento socioeconômico com a proteção ambiental. As medidas inclui a previsão do manejo integrado da do fogo à regulação de atividades agrícolas e políticas de incentivo à conservação ambiental como pagamento por serviços ambientais, o acesso a créditos para atividades sustentáveis e a inclusão de mulheres em iniciativas de ecoturismo, agricultura sustentável e gestão de recursos hídricos. Tais medidas reconhecem o papel crucial das mulheres de comunidades tradicionais e rurais no manejo sustentável. Entre outros também, está em discussão, no nosso parlamento, a garantia do direito à saúde da população negra, contemplando políticas ambientais e econômicas, que diminuam os risco de doenças e que contribuam para erradicar o racismo ambiental. O momento global requer de nós, parlamentares, ação efetiva e transformação de perspectivas para construir políticas públicas que abordem as mudanças climáticas de forma a garantir justiça social e econômica. Reafirmirmo à minha disposição, e a de todas as mulheres parlamentares do G 20, para debater e encontrar soluções para a crise climática e econômica que assola o nosso planeta. Muito obrigada. Obrigada deputada Benedita da Silva. Seus cumprimentos também pela sua coordenação.

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06 de nov, 16:03

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Senhoras e senhores, autoridades civis militares e eclesiástica presente. Senhora, senadora Leila. A senhora presidente da união interparlamentar. Tulia Ason. A senhora segunda secretária da mesa diretora da câmara. Dos deputados, deputada Maria do Rosário, senhora secretária geral das relações exteriores embaixadora Maria Laura da Rocha, representando, o senhor ministro de estado das relações exteriores Mauro Vieira. Quero ainda estender comprimento muito especial, que é a nossa composição da secretaria da mulher que é composta também pela procuradoria pela deputada Soraia Santos, também a deputada Iandra Moura, do observa tório, a deputada Isa, a deputada Laura Carneiro, e se faltei algum nome perdoe aqui, eu quero também estender a elas para que possam compreender a composição da nossa secretaria. Senhor presidente, eu sintome honrada e grata por estar nessa abertura da décima cúpula dos presidentes da dos presidentes dos dos parlamentos e usei o termo presidenta com a, porque como disse Cláudia, Cláudia Chemi, presidenta recém e empossada no México, só aquilo a que damos nome existe. Somos presidentas, somos deputadas, somos senadoras. Essa marcação é importante, pois em que pesa em nossas diferenças e divergências, todas sabemos como para nós mulheres é mais difícil ocupar os espaços políticos de poder e de decisão como fazemos hoje aqui. Na Inédita primeira reunião das parlamentares do g 20, no meu país, elaboramos a carta de Maceió, com a contribuição de muitas parlamentares, e algumas aqui presentes. Poder entregar como fizemos, ao presidente, do meu parlamento, Arthur Lira, em nome de todas nós, é 1 honra, ímpar, para mim. Enfrentei todos os problemas que os grupos marginalizados do nosso país enfrentam. Ao abraçar as minhas parceiras de lutas e de classe, ao experimentar as necessidades da nossa comunidade, eu entendi, que sem representatividade, política não conseguimos muita coisa. E foi isso que nós vimos, também, no nosso encontro de mulheres de países diferentes, e a história sendo a mesma. Como primeira a ocupar muitos espaços políticos no país, vivia 1 vitória solitária, que não tem a mesma força das vitórias coletivas. Quando nos juntamos, resolvemos problema que até então, não havia sido percebido por falta de representatividade. Mostramos a importância da presença feminina na política. Então eu considero avanço, presidente Arthur Lira, ter feito 1 reunião só nossa de mulheres parlamentares, para que em seguida criasse fórum em que temas do g 20, como a governança global, a erradicação da pobreza e da fome, a sustentabilidade e a justiça climática, sejam abordados sob a ótica do gênero e da raça. Muitas pessoas ainda nos perguntam o porquê desse recorte se somos todos iguais. Eu, então, pergunto, se fosse assim, não teríamos levado 400 anos para ter o direito de votar e serem votadas, e conquistar assento no parlamento. Se fossem. Se fôssemos iguais, nós teríamos a paridade, ela seria 1 realidade em nossas vidas. Não haveria desigualdades salariais, não seríamos responsáveis pelos cuidado da casa e da família sozinha, às vezes abrindo mão dos estudos, carreiras, bons empregos e autonomia. Se fossemos, a violência seria tantas? Pergunto, tudo piora se levarmos em conta a cor demais da metade da população quando falamos de Brasil. Passados pouco mais de 100 anos do fim da escravização no país, ainda vivemos as suas consequências. O presidente lida com autor, e nós aprovamos a criação da bancada negra, o dia da consciência negra, como feriado nacional e cotas no serviço público e nas universidades. E agora, estamos trabalhando em projeto pelo fim do trabalho escravo doméstico, que infelizmente, ainda existe. Como debatermos na primeira reunião de mulheres parlamentares, os problemas que as mulheres enfrentam, não são particulares do Brasil. São comuns e precisam ser debatidos coletivamente para que as soluções globais sejam encontradas. Então, o que o que possamos aproveitar, mas dessa iniciativa e compromisso do presidente lida, e que é que nesses 3 dias, sejamos mais 1 vez 1 oportunidade para novo passo, em direção ao mundo justo e planeta sustentável. Que sejamos nós, mulheres, abrir portas, quebrar tetos de vidro e construir pontes para que todos e todas tenham a vida digna que merece. Meu presidente, mais 1 vez, os meus agradecimentos. Mais 1 vez, o seu valioso apoio. E contamos com a sua ajuda, para mais adiante, para que, ano que vem, na África do Sul, possamos mostrar, o resultado do esforço do parlamento brasileiro, em prol dessa agenda. Muito obrigado. Tenho a honra de conceder neste momento

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