
Vou tentar ser bem sucinta que se deixar eu falo aqui até meianoite mas na oportunidade eu quero também fazer minha auto descrição já que eu não fiz quando eu fiz a intervenção na na parte da manhã né mas eu me chamo Jéssica, sou 1 mulher branca, cabelos, oi? Ah desculpa pensei que estava falando comigo que meu nome é Jéssica Juliana, aí escutei chamando Juliana aqui pensei que fosse eu sou 1 mulher branca cabelos lisos pouco abaixo dos ombros estou vestida em tons claros e escuros né? Mais precisamente 1 blusa preta, calça clara, e blazer caramelo. E, fui convidada, não é, pra apresentar a experiência da Paraíba, mas com foco em 1 das parcerias institucionais que nós fizemos aí no decorrer de 3 anos, com a implantação do programa Paraíba que acolhe, cuidado e e cuidado e proteção para os órfãos da pandemia. Esse programa, como eu falei de manhã, ele tem essa perspectiva né do cuidado e da proteção, mas eu não falei que inclui benefício de transferência de renda, pras famílias que ficaram, em sua esmagadora maioria são as famílias extensas, que ficaram né responsáveis pelos cuidados das crianças e adolescentes que tiveram né os seus pais ou o seu pai ou a sua mãe vitimados pela covid Estou bem provocada nesse nesse evento porque tudo que eu vou ouvindo aqui falar nas mesas, eu encontro 1 ligação com que a gente tem vivido, não é? Porque somos eu enquanto coordenadora do programa, nós temos 1 advogada que está me acompanhando aqui hoje nessa, nessa sessão que é Kátia, temos 1 psicóloga, que é a Talita, que já identificou inúmeras situações também que envolvem a questão da saúde mental, e estamos sem assistente social por enquanto, mas tínhamos também assistente social. E aí, nós no iniciozinho quando o programa foi implantado nós fomos procurados por 1 equipe de pesquisadores e pesquisadoras da UFPB, que é a universidade federal da Paraíba. Eles, se submeteram a edital nacional do CNPq. E, nacional do CNPq e fizeram projeto sobre o Paraíba que acolhe porque logo que foi implantado foi programa massivamente divulgado na mídia paraibana Então muita gente falava sobre o Paraíba que acolhe, que foi o estado quem a assumiu não é a implantação desse programa. E aí fomos procuradas por por por essa equipe, fizemos 1 1 parceria institucional, pra que a equipe pudesse pesquisar o programa Paraíba que acolhe. Eu enquanto professora, pesquisadora também de serviço social, fiquei super encantada porque é muito importante quando a gente faz, esse processo de idas e voltas né, entre a academia e as instituições sobretudo as públicas. E aí a gente já quebra o paradoxo daquela questão teoria e prática, a gente já quebra o paradoxo com o paradoxo que existem pessoas que pensam e pessoas que executam. E a gente pode fazer diálogos como a gente vem fazendo até hoje, que nos ajudam a pensar também enquanto executores e executras de políticas públicas. O grupo de pesquisa não foi na área do serviço social, né? Ah, eu sou muito corporativista mesmo, viu gente? Eu eu fico, as estagiárias que eu já recebi na lá na gerência onde eu atuo que ela que na verdade não é 1 gerência é 1 diretoria que é a diretoria do sistema único de assistência social lá da secretaria de desenvolvimento humano, todo mundo que chega lá enquanto estagiária ou estagiários né, eu já apresento o programa e fico torcendo para aquela pessoa querer desenvolver também e e querer também produzir conhecimento sobre isso. Ah Jéssica, por que tu não foi mesma faz isso? Infelizmente não tenho tempo, e não é meu tema de pesquisa enquanto pesquisadora na academia. Mas eu ajudo as pessoas a desenvolverem, né, se é assim, se é assim o quiserem. E aí, é muito importante essa questão da produção do conhecimento, até porque a gente está ali o tempo todo tão imersa na execução da política ou na gestão dela, e realmente a gente não tem tempo. E aí vem essa equipe de pesquisadores, não é? 1 com 1, 1 monografia, né, TCC, 1 1 monografia pra falar sobre a implantação do programa Paraíba que acolhe. Rapaz pra pra fazer 1 tese de doutorado, sobre a questão da alfandade em si, e a própria pesquisa que foi que foi encaminhada para o CNPq, que era sobre, o programa mesmo Paraíba que acolhe. E aí minha gente, a questão da visibilidade desse tema nas academias, eu ainda não eu ainda não identifiquei, posso estar completamente errada, porque já pode ter aí, artigos, trabalho científico sobre esse tema, possa estar errada podem vocês podem inclusive pesquisar e achar agora. Mas eu ainda não identifiquei, produção científica mesmo, sobre esse sobre esse fato. E aí esse pessoal lá da UFPB, vem com essa com essa perspectiva de fazer essa pesquisa, mas também de de estabelecer 1 parceria para além, né dos muros da universidade ou dos muros das instituições. Afinal eles nos pediram a permissão, pra visitar também essas famílias assim como nós fazemos o nosso processo de monitoramento, de entrevista em domicílio, e desse acompanhamento que a gente faz também enquanto estado, junto também com os municípios porque a gente também não trabalha sozinho. E aí nesse processo que, a equipe de pesquisadores também adentra a casa dessas famílias, também conversa com elas, e com 1 perspectiva muito diferente da perspectiva, por exemplo, social, psicológica ou jurídica, não é? Que é a nossa equipe multidisciplinar é formada por essas profissões né? Serviço social, psicologia e direito, mas com o olhar também da antropologia. Inclusive sobre temas que a gente vê, a gente vivencia junto às famílias como por exemplo a vivência do luto, a não vivência do luto também enquanto desencadeador de problemas relacionados à saúde mental, né porque a gente já ouviu relatos, na das famílias né de dizer por exemplo, ai a gente não pode nem vivenciar o luto, eu não sei nem o que é sentir saudade porque, a gente não viveu né esse processo assim como tantas outras e outras questões, que a gente vivencia na casa dessas pessoas. Mas eu acho que dos principais, ganhos pra nós enquanto coordenação estadual do Paraíba que acolhe, em relação a essa pesquisa que está sendo realizada, é a gente pensar a centralidade dessa questão nas políticas públicas, ou a a falta de discussão dela nas na nas políticas nas políticas públicas, e também nos ajudar no processo de aprimoramento do programa. Porque as questões que a que a equipe da UFB trouxe pra gente, inclusive pra nos provocar, inclusive pra gente estar assistindo 1 apresentação por exemplo de, de de TCC, e ficar assim, caramba a gente não fez isso, nossa a gente não pensou nessa questão, nos ajudam a pensar como que a gente pode aprimorar, e a gente está nesse processo inclusive de de de aprimoramento, porque a gente sabe que a nossa lei foi criada em nossa lei e nosso decreto foi criada em contexto lá em 2020 e e hoje a gente tem outras expressões, né, outras problemáticas, outras questões pra pra pra pensar enquanto equipe. E aí, eu gostaria de ressaltar pra finalizar a minha fala, da importância dessa parceria, e também da, dessa dessa colaboração mútua entre universidade e instituições públicas, foi porque a partir dessa pesquisa também que a gente começou a visibilizar e a poder também intervir e pensar encaminhamentos em situações por exemplo de violência doméstica. Que foi observada pela pela equipe de pesquisadores, questões de abuso sexual, que a gente, conversando a gente convergiu não é nessa nessa perspectiva também, e as e 1 das principais que foi objeto, também do nosso processo de aprimoramento do programa que a gente tem 1 minuta bem quentinha saída do forno pra pra ser levada pra disputa né, como a gente falou aqui, essa é 1 questão que também está em disputa, não é, no nos âmbitos legislativos, que é de que a alfande ela não termina com a maioridade e que a gente tem que assumir e saber o que fazer por exemplo com as 8 os 8 adolescentes já com 18 anos foram desligados do programa porque a nossa perspectiva do programa é atender até a maioridade civil, não é? Então é 1 das questões que a gente vai levar aí também pra pra serem debatidas posteriormente, E quero agradecer aqui o momento de fala e de e de socialização dessa experiência lá na Paraíba.
Olá bom dia a todas e a todos e só me apresentando é eu sou Jéssica Juliana, é sou assistente social venho lá da Paraíba e estou aqui representando a o governo do estado da Paraíba a Secretaria de Desenvolvimento Humano e a coordenação de monitoramento do programa Nordeste Acolhi, que é programa do consórcio nordeste, que implantou em 2020 e ou levou a proposta, né, em 2020 e pra os 9 estados no nordeste implantarem programas de proteção e cuidado, né, para os órfãos da pandemia. Naquele momento, em 2020 e para os órfãos da covid 19, e agora em 2024, né, nós executamos o programa, esse programa, que é o programa Paraíba que acolhe, que prevê ações de cuidado e proteção pra usar os órfãos da pandemia. Estamos com imensos inúmeros desafios e eu queria dialogar pouquinho também sobre essa questão das alfandades em relação à à 1 1 questão 1 questão chave aqui desse evento né que nós estamos tentando aqui levar para o legislativo essa a visibilidade dessa pauta para que ela seja 1 pauta universal e a gente sente muito falta dessa universalidade desde quando a gente implantou porque a gente implantou fazendo pelas nossas próprias experiências enquanto gestores e gestoras da política de assistência social. Então a gente se sente ainda muito sozinho, né, muito sozinhas nesse espaço. Porque foi programa criado dentro de 1 política específica e dentro dos novos estados do nordeste, quando nos outros nos outros estados do país também não estava sendo implantado. Então a gente já tem 3 anos de experiência fazendo pela nossa própria experiência mas a gente sente muito muito falta ainda dessas, dessas orientações universais, não é? Então, a experiência já nos mostra, que executar programa dessa envergadura e aí eu tenho muito orgulho de dizer, que a Paraíba ela foi pioneira, né e no no Brasil todo, em aceitar esse desafio e colocar esse desafio na mesa, não é? Mas hoje tem muita coisa que a gente não se orgulha muito ainda, que é de ainda não ter levado né, de ainda não ter universalizado essa pauta. E são inúmeros os desafios que nós temos enquanto, executores né e executores de política pública, que gestores e gestoras também. E eu queria trazer alguns dos eu acho que amanhã a gente vai conversar mais sobre esses desafios mas eu queria contar diante das das falas que nos antecederam. E eu vou terminar eu tenho certeza que em 30 segundos eu eu tenho 1 grande questão que é que é impossível a gente visibilizar a pauta da alfandade quando ela não está em nenhum documento técnico e aí eu falo pra quem é executor e executora de política pública mesmo e pela experiência também na lá no nosso estado. Nos nossos documentos técnicos operativos e aí eu falo dos do serviço social porque é o meu lugar de fala mas eu também falo das outras profissões. A gente não fala de alfandade a gente não a gente não enquanto profissionais a gente não se preocupa por exemplo lá na educação quando a criança ou ao adolescente troca de responsável familiar o CAD único também não não há essa informação no CAD único a gente já teve muitos avanços inclusive recentemente no CAD único de reconhecer né algumas populações reconhecer alguns segmentos mas ao fundado dela continua invisível em todos os documentos que a gente opera enquanto profissionais seja do suas seja da educação seja da saúde seja também de outras políticas são necessárias E a gente não vai conseguir visibilizar essa pauta se a gente não tiver orientações universais federais sobre esse tema. E amanhã a gente conversa mais pouquinho sobre esses desafios.
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