Troca da Mesa -- Presidente -- Benedita da Silva -- Por Participante -- Soraya Santos

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27 de nov, 13:14

PLENÁRIO

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Ministros, todas que estão aqui nessa mesa mostrando a união né do do Congresso Nacional em torno dessa pauta, todo mundo que está assistindo, que está assistindo de casa. Eu represento o grupo de trabalho de violência, de enfrentamento e combate à violência política de gênero, nós temos trabalhado ativamente com a secretaria da mulher aqui na câmara, na pessoa da deputada Benedita como coordenadora, da deputada Soray como procuradora da mulher e de todas as outras deputadas que também atuam ali na secretaria, e eu acho que tema que a gente tem que refletir bastante que é pouco do que eu gostaria de deixar aqui como assunto pra maior reflexão nessa questão da violência contra a mulher, é que a gente vive de fato o Brasil é 1 sociedade violenta, matase mais no Brasil anualmente do que países em guerra, nós temos que refletir sobre isso. E, a violência contra grupos vulnerabilizados e vulneráveis é muito mais potente infelizmente aqui no nosso país ou seja, as mulheres, pessoas negras, pessoas LGBTQIA, sofrem essa violência de 1 forma muito mais assertiva, com muito mais, em 1 escala muito maior do que os demais segmentos da nossa sociedade. E, na esfera política, há o reflexo de toda essa violência da nossa sociedade. E é 1 violência que na medida que a gente afasta as mulheres né, do parlamento federal estadual e principalmente municipal, há 1 relação de causa e efeito com o que a gente sente e vê na sociedade, porque nós estamos aqui falando e ouvindo as parlamentares falar de várias iniciativas né de todas elas e de vários parlamentares homens também dessa casa porque eu acho que, esse assunto não é só de mulheres né, é assunto de toda sociedade, nós estamos ouvindo todas falar de várias iniciativas legislativas, muito bemvindas, muito importantes precisamos sim reforçar o contexto jurídico e legislativo brasileiro mas a gente precisa trabalhar na formação dessa sociedade também, porque senão sempre vamos estar como usar aquela frase enxugando o gelo porque a violência vai estar aí presente. E pra trabalhar informação, educação e mudança social, nós precisamos ter representantes femininas em todos os parlamentos e daí, o trabalho da gente ter que enfrentar a discriminação e a violência contra a mulher na esfera política também. Vivenciamos agora as eleições de 2024, não foram eleições fáceis pras mulheres nas câmaras ou nas candidaturas a a às prefeituras, pelo GT nós atendemos várias candidatas em segundo turno com possibilidade de êxito nas urnas, mas que enfrentaram a violência patrimonial, a violência moral, a violência psicológica e a violência física a si e a sua família, o que de fato contribuiu para que elas não pudessem ser eleitas, então isso é muito grave, isso é assunto que nós devemos olhar como 1 sociedade democrática, nós estamos de fato afastando as mulheres dos espaços de poder. E como último recado que eu gostaria de deixar, é que grande responsabilidade disso é dos partidos políticos, e nós temos que trazer os partidos políticos para este assunto, e nós temos que trazer os partidos políticos pra este assunto, pra essa pauta e pra discussão responsável e com bastante transparência e e profundidade de dessa temática, não basta só termos leis se os próprios partidos não praticam essas leis ao longo dessas décadas que já há políticas afirmativas aqui no Brasil, e agora recentemente outras legislações como a lei 14 192. Então tanto na experiência desse trabalho aproximadamente 3 anos, o que eu posso trazer de mais relevante é que, precisamos sim que os partidos políticos adiram a essa pauta com a realidade da necessidade que isto importa hoje pra toda sociedade brasileira. Então gostaria de terminar agradecendo essa oportunidade, muito obrigada e parabéns por essa sessão de encerramento ou de debate nessa pauta do ativismo, dos 20 e dias de ativismo contra a violência contra a mulher, obrigado. Pra fazer uso da palavra Anaqueria

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