Lígia Gualberto

Lígia Gualberto

Coordenadora de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa do - Ministério da Saúde

Últimos Discursos

27 de nov, 16:38

COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DA PESSOA IDOSA

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Bom agradecer né a oportunidade de estar aqui hoje falando sobre esse tema agradecer, ao deputado Alexandre Limeira ao, Padre Luiz Couto e na toda comissão né dessa idoso. Nossos colegas aqui, acho que foi debate muito rico né, trouxe, muitas contribuições, como síntese eu eu chamaria atenção para necessidade de fato da gente trabalhar, habilidades e competências mínimas em cuidar da saúde da pessoa idosa desde a graduação. Na verdade o ideal é que a gente trabalhe a educação para o envelhecimento em todas as fases da vida, né? Desde a escola, desde o programa saúde na escola, que a gente possa valorizar o envelhecimento, valorizar as pessoas idosas em todo o curso de vida, em toda a formação, e essa união de fato né, de todos setores com o MEC com desde a educação básica né então, a formação, e a qualificação de profissionais de todas as áreas, especialmente da saúde né de todos os profissionais de saúde não somente médicos, mas no ponto os profissionais de saúde, não somente médicos, mas no ponto de vista da formação médica, identifico como dos principais gargalos de fato a falta de estímulo e de valorização das das temáticas de saúde da pessoa idosa nos currículos de graduação do médico generalista, né, então do do recémformado, do médico da graduação. Porque é ele que vai estar ali exposto dando plantão às vezes na UPA, no hospital, unidade básica de saúde trabalhando como generalista e atendendo em sua maioria população idosa que é a população que frequenta, o SUS em grande peso e que demanda do serviço de saúde, cuidados assertivos e cuidados de qualidade. Cuidados que não piorem a vida dele minimamente, né? Então 1 prescrição errada, medicamento iatrogênico, qualquer situação pode gerar mais dano do que bem. E a gente precisa ter esse trabalho ao longo de toda a formação desse profissional, porque não é, simplesmente cuidado clínico, né? Não é simplesmente cuidado, de doença, a gente está cuidando de pessoas, com complexidades, com diversidades e necessidades, e que precisa de ter esse olhar ampliado para esse olhar global de saúde que não envolve só o cuidado de doenças específicas, então, o cardiologista ele precisa ter olhar direcionado quando ele está cuidando da hipertensão de 1 pessoa idosa de 90 anos ou de 1 pessoa idosa de 64 autônoma independente, né? 4 autônoma independente, né? Ou, às vezes, de idoso já em algum, 1 situação, com alguma doença grave enfim internado. Então tudo isso, traz necessidades e habilidades competentes diferenciadas, e aí no âmbito da formação de profissional generalista, no mínimo, a gente precisa ampliar a capacidade desses profissionais diferenciar o que é normal do envelhecimento e o que não Esse é o ponto básico, isso está na política nacional de saúde da pessoa idosa, já está prevista em portaria, e as pessoas têm dificuldade até hoje em entender o que é normal do envelhecimento e o que não é, atribuindo, então, esquecimento a algo normal do envelhecimento, quedas a algo normal do envelhecimento, sem dar o devido valor àquilo que pode ter intervenções factíveis, que podem melhorar a qualidade de vida dessa pessoa e que podem reverter, inclusive, prejuízos EEE doenças mais graves complexas e sequelas, que podem ser prevenidas e evitadas. Então, acho que, esses seriam os pontos principais que que eu ressaltaria nesse momento, e contem com a nossa contribuição, colaboração pra continuar debatendo, discutindo e avançando na qualificação do cuidado da pessoa idosa no país. Obrigado. Obrigado Doutor.

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27 de nov, 15:11

COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DA PESSOA IDOSA

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Agradeço o convite deputado Padre Couto, cumprimento à mesa todos convidados, autoridades presentes pessoas que nos acompanham, de casa. Meu nome é Lígia Yasmin, eu atual coordenadora de atenção à saúde da pessoa idosa, na coordenação de atenção à saúde da pessoa idosa. Na secretaria de atenção primária no ministério da saúde. Sou médica de formação, médica de família e comunidade também geriatra. E hoje fui convidada a expor sobre esse tema serei breve teremos também, a contribuição de 1 outra colega do ministério da saúde para tratar também sobre as residências especificamente, então, vou passar pouquinho mais breve ok? Tá, vai pôr na tela. Não sei se está na tela. Pronto. Obrigada. Bom no Brasil já temos mais de 32000000 de pessoas idosas, a gente precisa lembrar que a maioria são pessoas idosas independentes pro autocuidado, pessoas idosas saudáveis, que mantêm sua autonomia, sua independência, e a gente precisa atuar pra evitar que as pessoas idosas envelheçam com incapacidade, envelheçam com doenças que vão comprometer a sua funcionalidade. Então a política nacional de saúde da pessoa idosa já traz o conceito de autonomia e independência com 1 característica importante de saúde da pessoa idosa, ou seja, o conceito de saúde para o indivíduo idoso vai muito além da presença ou ausência de doenças, e a gente precisa considerar todo o contexto em que essa pessoa está inserida e a forma como ela lida no dia a dia, né? A forma como ela funciona, como ela executa as suas atividades de vida diária. Então, na política nacional de saúde da pessoa idosa, que é descrita na portaria de consolidação número 2 de 2017, tem origem na portaria de 2006, já existem, itens que mencionam diretamente a necessidade de incentivo à formação de profissionais na área de saúde e envelhecimento, incluindo desde a graduação até a pósgraduação à residência, com estímulo à formação de profissionais especialistas e não especialistas, mas com competências e habilidades capazes de atender às necessidades das pessoas idosas. Então, tanto na política nacional de saúde da pessoa idosa quanto na política nacional do idoso, que é 1 lei federal, né, de 8842 de 4 de janeiro de 1994, também já existe essa previsão de incentivo e estímulo à adequação de currículos, tanto de formação na graduação quanto pós graduação, para que atenda às necessidades das pessoas idosas, além de incentivo à formação de profissionais também, a a melhoria de acesso das próprias pessoas idosas em por exemplo universidades abertas da terceira idade. Então como já foi dito, né, para qualificar o acesso à saúde, e melhoria, né da assistência à saúde a gente precisa também qualificar qualificação profissional, com foco na prevenção, na promoção da saúde, na recuperação da saúde com foco na no seu olhar ampliado, no conceito ampliado de saúde, e também no envolvimento de treinamento de equipes interprofissionais, né? Não basta só a gente falar sobre formação médica, a gente precisa falar sobre todas as profissões, todos os profissionais envolvidos nesse cuidado integral da pessoa idosa. Então, algumas premissas, né? O envelhecimento ele é heterogêneo, ele é diverso, há diversas formas de envelhecer que impacta diretamente na também tem envolvimento direto, relacionado ao território onde se vive, onde se cresce, ao estilo de vida, a todos as questões em que a pessoa foi exposta ao longo de todo o custo de vida e ao acesso em que ela teve, de condições de emprego, trabalho digno, saneamento básico, alimentação saudável, atividade física, tudo isso gera acúmulo de situações que vão trazer perspectivas diferentes do envelhecimento, com independência, com autonomia, ou envelhecimento às vezes com multimorbidades, com mais dificuldades, com necessidade de cuidados. Então, esses diferentes perfis de envelhecimento exigem diferentes formações, diferentes necessidades, diferentes habilidades e competências também dos profissionais que vão atuar nesse cuidado, né? Então, para alguns perfis de pessoas idosas no seu contexto de envelhecimento em algum momento de vida, da vida dessas pessoas, pode ser necessário atuação de equipes interprofissionais, especializadas, com mais necessidades de, investimento em tecnologia e complexidade, diferentemente de outras situações em que muito provavelmente esse cuidado pode ser plenamente alcançado com alta qualidade no nível de atenção primária, no nível comunitário e com profissionais generalistas também. Né? Então depende do perfil da pessoa idosa que está sendo atendida e das suas necessidades, né? Que precisam ser alcançadas, baseadas nessa avaliação multidimensional. Então a gente fala em expectativa de vida, e a gente fala também em expectativa de vida saudável. No Brasil hoje, a gente tem 1 diferença de cerca de 10 anos entre a expectativa de vida e a expectativa de vida saudável. E aí é preciso que a gente desenvolva estratégias, tecnologias, desenvolvimento científico, pra gente promover melhor capacidade e melhor qualidade de vida no contexto de envelhecimento pra todas as pessoas, pelo maior território possível, nas melhores condições que estejam disponíveis então, nisso também a gente enfrenta a necessidade de superar o idadismo, né? De atribuir só à idade, questões e ideias, pensamentos, sentimentos negativos, sempre atribuindo a algo ruim, né envelhecer como algo inevitavelmente ruim, envelhecer como sendo algo inevitavelmente relacionado a doenças não é bem assim, né? A gente precisa desmistificar esse olhar e combater, superar o dadismo a partir do reconhecimento dessas diferentes delícias, desses diferentes perfis de envelhecimento. Então, eu vou passar aqui mais brevemente que o meu colega vai falar mais sobre, a residência né o profissional geriatra, mas o que a gente tem é que hoje na graduação, a maior parte, grandes universidades inclusive, universidades renomadas, tem currículo com a carga horária mínima dedicada à formação em saúde e envelhecimento. Muitas dessas universidades estão ainda com currículos optativos, né, com essa carga horária dedicada à disciplinas optativas, então isso impacta também no conhecimento desses alunos, desses profissionais que vão se formar generalistas, até no interesse pela especialidade, né? E também no reconhecimento do que que tem de diferencial entre profissional geriatra e outros profissionais clínicos, ou outros profissionais que também cuidam de pessoas idosas. Então, esse é dos pontos que a gente precisa trabalhar e que já está previsto nas legislações, nas portarias, nas políticas já vigentes. Então, como objetivos e perspectivas a gente tem a necessidade de fortalecimento e qualificação da atenção e do cuidar da pessoa idosa em todos os níveis de atenção, mas ressaltando a necessidade de fortalecimento das ações no nível da atenção primária, que é ordenadora do cuidado, que organiza o sistema de toda a rede de atenção à saúde, com apoio também a tecnologias, a saúde digital, a telessaúde, pra ajudar a capilarização desse cuidado, do cuidado mais complexo, mais específico, para todas as pessoas, independentes se estão em grandes centros urbanos ou não, que a gente tem 1 grande concentração de especialistas, especialmente especialistas geriatras, nos grandes centros urbanos, nas capitais e especialmente na região sudeste, então a necessidade da gente capilarizar esse cuidado para as pessoas que necessitam desse cuidado especializado em todas as situações nisso a gente tem grande investimento da ministra Nise, nas estratégias de telessaúde, saúde digital, para que a gente possa ampliar o acesso, e qualificar o cuidado. Além disso, aprimorar estratégias implementação da avaliação multidisciplinar da pessoa idosa na atenção primária é também importante porque a gente possa qualificar estratégias de rastreio, identificar as pessoas que mais necessitam desse cuidado interprofissional e do cuidado especializado, então, que essas pessoas tenham acesso quando precisam, então garantir que a pessoa certa esteja no lugar certo, atendida pelas recursos e e necessidades de complexidade adequados à sua necessidade. Então, esse é também ponto importante, melhorar a estratégia de rastreamento, identificação das pessoas que mais necessitam e também o desenvolvimento de estudos, pesquisas, desenvolvimento científico para a qualificação desse olhar e superar né, a o idadismo, superar ideias ainda muito conectadas a preconceitos, a estigmas relacionadas ao envelhecimento e isso perpassa também a formação de profissionais, né, infelizmente. Então a gente precisa também superar o idadismo nas instituições, nas instituições universitárias, nas escolas e nos serviços de saúde em geral, então valorizar mais a saúde da pessoa idosa, os conhecimentos específicos necessários para cuidar adequadamente dessas pessoas, e assim avançar na promoção de sociedades adequadas que respeitam todas as pessoas de todas as idades. Muito obrigada, algumas ações então que a gente tem desenvolvido, a revisão da caderneta da pessoa idosa, a revisão da própria política nacional de saúde da pessoa idosa, estamos fazendo oficinas regionais, em cidades de pequeno e médio porte também, não somente envolvendo grandes cidades, mas conversando com pessoas idosas, com gestores, trabalhadores de saúde, para assim, a gente qualificar a atenção e o cuidado das pessoas idosas. Também fizemos alguns eventos recentes em setembro e outubro divulgando a política nacional de saúde da pessoa idosa, trazendo à pauta a relevância política que ela exige, né, e também lançamentos publicações para qualificação profissional, divulgação em mídias sociais, guia de cuidados para pessoa idosa, a plataforma mais suporte em breve estará disponível também para a sociedade, na plataforma Una SUS, né? Curso gratuito para cuidadores de familiares pessoas com demência, além de divulgação em mídias sociais e cursos gratuitos, obrigada. Muito obrigado.

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