COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DA PESSOA IDOSA

27 nov. 2024 12:08 às 14:02

Sobre o Evento

Comissão discute a falta de médicos geriatras no Brasil com diversos especialistas e representantes do Ministério da Saúde e da Educação.

#20
Coordenadora de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa do - Ministério da Saúde Lígia Gualberto
Lígia Gualberto

Coordenadora de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa do - Ministério da Saúde

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Bom agradecer né a oportunidade de estar aqui hoje falando sobre esse tema agradecer, ao deputado Alexandre Limeira ao, Padre Luiz Couto e na toda comissão né dessa idoso. Nossos colegas aqui, acho que foi debate muito rico né, trouxe, muitas contribuições, como síntese eu eu chamaria atenção para necessidade de fato da gente trabalhar, habilidades e competências mínimas em cuidar da saúde da pessoa idosa desde a graduação. Na verdade o ideal é que a gente trabalhe a educação para o envelhecimento em todas as fases da vida, né? Desde a escola, desde o programa saúde na escola, que a gente possa valorizar o envelhecimento, valorizar as pessoas idosas em todo o curso de vida, em toda a formação, e essa união de fato né, de todos setores com o MEC com desde a educação básica né então, a formação, e a qualificação de profissionais de todas as áreas, especialmente da saúde né de todos os profissionais de saúde não somente médicos, mas no ponto os profissionais de saúde, não somente médicos, mas no ponto de vista da formação médica, identifico como dos principais gargalos de fato a falta de estímulo e de valorização das das temáticas de saúde da pessoa idosa nos currículos de graduação do médico generalista, né, então do do recémformado, do médico da graduação. Porque é ele que vai estar ali exposto dando plantão às vezes na UPA, no hospital, unidade básica de saúde trabalhando como generalista e atendendo em sua maioria população idosa que é a população que frequenta, o SUS em grande peso e que demanda do serviço de saúde, cuidados assertivos e cuidados de qualidade. Cuidados que não piorem a vida dele minimamente, né? Então 1 prescrição errada, medicamento iatrogênico, qualquer situação pode gerar mais dano do que bem. E a gente precisa ter esse trabalho ao longo de toda a formação desse profissional, porque não é, simplesmente cuidado clínico, né? Não é simplesmente cuidado, de doença, a gente está cuidando de pessoas, com complexidades, com diversidades e necessidades, e que precisa de ter esse olhar ampliado para esse olhar global de saúde que não envolve só o cuidado de doenças específicas, então, o cardiologista ele precisa ter olhar direcionado quando ele está cuidando da hipertensão de 1 pessoa idosa de 90 anos ou de 1 pessoa idosa de 64 autônoma independente, né? 4 autônoma independente, né? Ou, às vezes, de idoso já em algum, 1 situação, com alguma doença grave enfim internado. Então tudo isso, traz necessidades e habilidades competentes diferenciadas, e aí no âmbito da formação de profissional generalista, no mínimo, a gente precisa ampliar a capacidade desses profissionais diferenciar o que é normal do envelhecimento e o que não Esse é o ponto básico, isso está na política nacional de saúde da pessoa idosa, já está prevista em portaria, e as pessoas têm dificuldade até hoje em entender o que é normal do envelhecimento e o que não é, atribuindo, então, esquecimento a algo normal do envelhecimento, quedas a algo normal do envelhecimento, sem dar o devido valor àquilo que pode ter intervenções factíveis, que podem melhorar a qualidade de vida dessa pessoa e que podem reverter, inclusive, prejuízos EEE doenças mais graves complexas e sequelas, que podem ser prevenidas e evitadas. Então, acho que, esses seriam os pontos principais que que eu ressaltaria nesse momento, e contem com a nossa contribuição, colaboração pra continuar debatendo, discutindo e avançando na qualificação do cuidado da pessoa idosa no país. Obrigado. Obrigado Doutor.

27 de nov, 16:38