Troca da Mesa -- Presidente -- Sargento Gonçalves -- Por Participante -- José Medeiros

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28 de nov, 12:38

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA

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Orgânicos. Mas eu reparo fenômeno aqui, que é quase que unânime entre todos os parlamentares da direita, eu estava conversando isso com o Felipe. A gente não apanha da esquerda, a gente apanha dos nossos eleitores, a gente apanha da direita. Vocês não fazem nada, vocês não resolvem, vocês não nos apoiam, vocês não nos ajudam, vocês não isso, vocês não aquilo, e a gente está aqui se se rebentando, a gente está aqui sofrendo perseguição, a gente está aqui sofrendo busca e apreensão, a gente está em inquérito, a gente está na iminência de todo mundo sair preso, porque hoje quem tem 2 neurônios e está na direita de verdade sem ter se vendido, está na iminência de preso. E o Felipe sabe que no estado que eu venho, eu estou na iminência de ser mandado matar, porque os grandes aristocratas do poder do meu estado me odeiam, você sabe disso, você sabe que eu não me vendi lá, você sabe que houve 1 compra de todo mundo pra calar a boca da direita e eu peitei. Então eu não corro risco só de preso, eu corro risco tomar tiro. E aí a gente tem que escutar nas nossas redes sociais que a gente não está ajudando, que a gente não faz nada, que a gente não trabalha, que a gente não isca, que a gente não aquilo outro. Então, eu vou dar algumas sugestões pra todos vocês, porque eu faço militância política desde 2005 na pauta de armas, e vou dizer pra vocês como eu faço e já tive essa conversa com o Felipe mais de 1 vez algumas vez pra tratar disso. A primeira, é poder entender efetivamente quem apoia e quem não apoia. Eu recebo no meu estado Felipe, toda semana sem exceção áudios, vídeos, fotos, prints, mensagens de pessoas perguntando por que que eu não apoio sua sua proposição. Por que que eu não apoio, por que que eu não ajudo, por que que eu não faço nada, e eu posso te citar aqui 150 nomes de deputados que apoiam a sua proposição, fácil aqui, eu tenho listado porque aí são os meses que apoiam a minha pauta de armas. Eu levanto essa bandeira aí desde a gente ser deputado, eu tenho evento que eu realizo, que é todo 9 do 7, que a pauta é exclusiva, armas, direito à legítima defesa só, você não pode ir lá dar abraço pra sua mãe, você não pode mandar beijo pra Xuxa, nada, é só armas. Sabe qual que é a única pauta que entra lá? Voto impresso, contagem pública dos votos, se olhar na de de 3 anos atrás, o caminhão tem 1 faixa enorme, direita armas? Não? Contagem pública dos votos, na lateral inteira do caminhão, nas últimas dos últimos 3 anos se você vê na minha camiseta está o adesivo, contagem pública dos votos. Quando eu tomei, antes de eu tomar posse eu falei pro Felipe, manda pra mim o que você quer eu vou reproduzir y litris o seu projeto. Quando eu tomei posse, a primeira coisa que eu fiz falei pro meu assessor, liga pra ele e escreve projeto ylitteris do que que é pra fazer, porque nós não temos a o alcance da proposição, o alcance do que ele quer, então pede pra ele te ditar, ponto a ponto nós vamos reproduzir. E eu recebo toda semana a gente perguntando porque que eu não apoio. Então acho que seria interessante a gente saber o que que é esse apoio e o que que não é, porque como eu disse, tem 150 deputados que estão dispostos a apoiar, que votam com você. E como eu já disse 1 vez, são 513, você precisa de pelo menos 257. Então se você já tem 150, será que não seria mais interessante ao invés de exigir que os 150 entendam de semiótica, de semântica, de qualquer coisa, só pelo fato de falar olha voto com você está tranquilo, vocês se concentrarem nos do centro que não estão nem pra lá nem pra cá e tentar virar voto, porque eu falo olha, alguém aqui que está aqui atrás não apoia a proposição que está sendo discutida hoje, por favor se alguém não apoia levanta a mão. Todo mundo apoia né? Agora deixa eu fazer outra pergunta pra vocês. Quem aqui de vocês, tá, sabe o que que é semântica, semiótica, hermenêutica, sufrágio, a diferença sufrágio volta tudo isso. Quem tem convicção absoluta de tudo que é esses conceitos e pode falar pra gente sobre isso? Quase ninguém. Dos deputados eu posso dizer que o Marcel Van Hatten vai saber, o Luiz Felipe vai saber, o professor aqui vai saber, e ou outro constitucionalista que tem perdido pela casa. Mas se a gente for apertar todo mundo, nós vamos ficar sozinho. Então não é inteligente bater na meia dúzia que a gente tem, que está trabalhando com a gente. Não é inteligente exigir esse grau de erudição de todo mundo. Esse é o primeiro ponto. Quem quem apoia e quem não apoia? Como que a gente vai definir isso aí? Porque eu estou cansado de no meu estado, em todo lugar que eu vou, o pessoal virar pra mim e falar, olha, pô, você está estão reclamando que você não apoia. Pô, então o senhor não apoia, eu apoio o quê? Que que eu apoio? Eu devo estar com algum problema de de paralaxe com o Itião muito grave, porque na minha cabeça eu apoio. Então, me ajuda nessa aí. Segunda coisa, é simplicidade do discurso. Nós temos que criar discurso simples que pode funcionar em 5 minutos no corredor aqui pra gente convencer os colegas. Se eu chegar pra colega e falar cara, isso aqui é muito importante, é muito bom, mas eu preciso de 5 horas da sua atenção, senão você não vai entender, ele vai mandar a média, porque ele não está nem aí pro Brasil, ele quer saber se ele vai ser reeleito, que mamata que ele vai pegar, que que emenda que ele vai ajeitar, onde é que ele vai acertar a base dele, que cargo que ele vai ter no governo do estado, que cargo que ele vai ter ali, que cargo que ele vai decolar, inclusive, saindo na imprensa do meu estado hoje, que eu era grande perseguidor, sendo que a única coisa que eu fiz contra algumas pessoas que me procuravam era não pedir cargo no governo do estado, não pedir cargo nas prefeituras, não negociar emenda, que mais? Não abrir cargo pra funcionário de fantasmas no meu gabinete, eu sou horroroso, eu sou político mau, porque eu não faço essas coisas, e nem vou fazer, e estou me lixando, porque o pessoal fala que eu sou, o deputado pediu mandato sou, porque eu não me recuso a entrar na dança, não não não vim pra cá pra entrar na dança, quem quer fazer diferente e quem quer fazer diferença tem que fazer diferente. Se fosse pra ser mais do mesmo eu ficava na iniciativa privada que me rende bem mais do que isso aqui. Eu acredito que o Brasil tem sim, tem sim 1 1 1 profecia de prosperidade, tem sonho de ser o país do do do do da da paz, da tranquilidade e da abundância, nós só precisamos resolver a questão do da roubalheira e do da desonestidade, então se nós acreditarmos nisso, temos que acreditar que Deus levanta homens e mulheres pra combater o bom combate independente do resultado. E é nisso que eu acredito, é por isso que eu estou aqui. Então 2, definir quem apoia e quem não apoia, porque eu tenho 1 lista de 150 que acham que apoia, só que se eu perguntar pra eles esses conceitos jurídicos, só vai escapar o professor, o o príncipe, o Van Hatta e o Gilson. Simplicidade no discurso pra gente poder vender o peixe, tanto aqui quanto no Senado. Eu trato de questões de desarmamento que eu posso falar desde questões filosóficas, religiosas, e por aí vai eu posso dissertar 24 horas sobre o tema, eu estudo isso faz mais de 20 anos, você sabe disso. Só que quando eu vou à tribuna, e quando eu vou falar com os colegas, eu vou pros jargões que eles conhecem, com as frases de efeito, porque não, ou ou ou as explicações de corredor, porque eles não vão me dar mais que 30 minutos. Ninguém vai me dar mais que 30 minutos, nem minha mãe está me dando mais que 30 minutos. Acho que isso pra quem me dá mais 30 minutos, é só o nosso senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora nas minhas orações. Porque minha mulher também não me dá mais 30 minutos, ela tem se resolvido com 3. Mas, brincadeiras à parte, o simplicidade do discurso é importante a gente desenvolver. E como o doutor Sebastião falou, você buscar projeto de lei de iniciativa popular é muito legal politicamente falando, cria barulho, cria movimento. Só que é muito mais eficaz nós pegarmos projeto de lei avançado e começarmos a trabalhar aqui, estado por estado, o funcionamento disso na casa. Como que o Pro Armas funciona e por que que a gente conseguiu? Gente, no governo Bolsonaro, nós pautamos 5 vezes seguidas, 5 vezes seguida, na CCJ do Senado projeto de lei de armas. Nós aprovamos ele nessa casa e pautamos 5 vezes seguidas na CCJ, sem real, sem 1 influência, sem nada. Sabe como? No amor, na conversa. Sabe como? Quem está na CCJ, Acre, Roraima, Rondônia, Pará, Amapá, parará parará parará parará, vinha 1 delegação de cada estado e ia falar com os seus senadores, e fazer essa explicação simplificada. Aqui, a gente tem projeto de lei viável aqui, com o texto bom que os senhores que que passe pelo escrutínio de vocês, eu repito, eu não tenho capacidade técnica pra saber se o texto está adequado ou não, se o senhor falar pra mim que é pra escrever que depois de todo o voto tem que tomar 2 gole de café e 1 cuspida na água de fumo, eu vou acreditar. Eu escrevo, aí você me fala, eu escrevo. E aí a gente constrói projeto de lei viável e vamos ver, pra aproveitar que ainda é a Carol que é presidente, vamos pautar na CCJ, vamos andar aqui esse trem, vamos pegar, olha, são 150 aqui a favor? Quanto que falta? Falta 107. Beleza, vamos ver os que a gente consegue trazer, Vamos fazer mutirão, vamos medir gabinete em gabinete? Eu chegava antes de ser deputado ficar 6 horas tomando chá de cadeira pra falar com o senador por causa da minha pauta. Eu só me candidateu, eu não fiz pra campanha, eu não tinha fundo eleitoral, eu não tinha político me apoiando, no meu estado todo mundo me odiava e agora que eu sou político me odeia ainda mais. Os que me conheciam achavam que eu era paulista, poucos sabiam que eu era de lá, e os outros nem de lá sabiam, quando eu saía o resultado da eleição o pessoal não sabia nem pronunciar meu nome, só que eu fui eu só fui candidato porque na terceira reunião da CCJ, Elisiane Gama me expulsou, me chamando de traficante de arma, lobista, com segurança me escorraçou pra fora, até então eu tinha ojeriza da política partidária. Eu gostava da política, eu gostava da filosofia política, mas achava que isso aqui era perda de tempo, até saber que pra eu poder entrar aqui eu tinha que ter pinzinho desse aqui. Aí eu falei bom, então o único jeito de estar é candidatando eu vou candidatar. Você sabe, você viu? Eu não fiz pra campanha lá no Mato Grosso do Sul, dos primeiro que for sabendo que era candidato vocês foi lá em julho. Então gente, eu estou disposto a ir de gabinete em gabinete com vocês, meu gabinete está à disposição, o meu apartamento está à sua disposição, toda a estrutura está à disposição, eu só acho que a gente precisa ter 1 eficiência na estratégia. Olha gente, está aqui os possíveis que podem mudar de ideia, quem que pode falar, olha quem que é o patrocinador desse cara, por exemplo, as pautas do PRO ARMAZ andam por quê? Eu sei quem são os patrocinadores de todos os senadores, eu sei quem financiou a campanha de todos os deputados que eu preciso conversar. E aí eu ligo antes pro cara, agora como parlamentar é mais difícil mas o Pro Armas ainda existe e o método ainda é o mesmo. Então gente, eu queria fazer depois dessas considerações e desse desabafo, obrigado senhor, obrigado atmosfera, obrigado lei da gravidade, a gente pensar muito no cuidado do discurso de que não adianta fazer nada, não adianta nada porque quem não vai votar é o nosso pessoal. E se houver 1 hipótese remota da caixinha mágica, como o pessoal gosta de chamar a funcionar, quem vai se lascar é a gente, porque quem vai nos escutar é o nosso público, nós não vamos atingir o centro à esquerda. Segundo, vamos focar mais gente no vício processual porque isso aí, na minha opinião jurídica, que eu tenho direito como parlamentar, como advogado que eu tenho direito de expressar opiniões jurídicas, e como cidadão brasileiro, na minha opinião e no meu parecer jurídico e no meu posicionamento como como deputado, foram nulas de plano direito por conta de vista processual. Eu não estou entrando nem na questão da caixinha mágica. E, Zé, falar que a eleição pra presidente foi nula é pedir pra ser preso, nesta ditadura da toga, que como dizia Rui Barbosa, é a pior tempo porque não cabe recurso. Então eu peço a vocês são essas 3 questões, definir quais os parâmetros de quem apoia e quem não apoia, e especificar que nós vamos jogar pedra, jogar ovo, cuspir na cara, falar não, você não está apoiando do jeito que eu quero, tá? Pra gente saber como se posicionar, porque eu não aguento mais, como eu disse é toda semana o pessoal do meu estado me cobrando dizendo que eu não apoio, toda semana. Aí o segundo é desenvolver 1 retórica de simplicidade de de discurso. Se eu eu já falei isso pro pro Felipe, se ele passar a 5 horas a gente EEE resumindo resumindo resumindo resumindo até conseguir testículo, ou opúsculo que é melhor que testículo, pra poder transmitir, eu acho que é mais mais interessante fazer 1 animação, desenho, pra o cidadão comum no Instagram poder entender o que a gente quer. E, claro, focar num projeto viável e Oxalá pautar ainda esse ano na CCJ da Carol. São essas minhas 3 questões, é é esse o desabafo de professor direito de 20 anos dando aula de direito, que há 2 semanas atrás organizando sua biblioteca, dos 7000 exemplares coloquei 2000 à à disposição porque eram livros de doutrina atualizada. Não existe mais direito no Brasil. Eu guardei os livros históricos, as coleções do Ponce de Miranda, Nelson Hungria, Coves Bevillakua, Teologia e Filosofia. Por que que que adianta? Eu tenho remorso mortal de ter sido CDF durante o meu curso de direito. Eu tenho remorso mortal de ter sido estudioso mesmo do direito, porque não existe direito no Brasil. O advogado virou lobby. Quem é mais amigo de quem? E quem fiscaliza ou fiscalizadores? Só Jesus Cristo no juízo final, não existe nada, nada que possa impor limite ao Supremo.

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