
Deputado, eu queria agradecer primeiramente pelo convite, agradecer o Ricardo, né? Toda equipe, todos que tão aqui também ouvindo e eu quero chamar vocês pra 1 reflexão que é o seguinte, Existem propostas e existem e existe já em curso, cotas pra transexuais. Agora eu peço pra vocês imaginarem 1 banca de heteroidentificação para transexuais. Como será? Haverá 1 banca pra invadir a privacidade dessas pessoas? Será que vão fazer isso como fazem com os negros? Aonde as pessoas passam por verdadeiros crivos antropométricos, será isso? 1 banca para transexuais? Ou será aceito a autodeclaração dessas pessoas? Por que que a autodeclaração ela só vem para a questão racial e para outras questões isso não é sequer cogitado? Então essa é a reflexão que eu trago, eu agradeço mais 1 vez, eu acho que esse debate ele tem que ser amplificado, né, ele tem que ser ampliado, ele é debate que a gente tem que refletir sobre refletir sobre vários pontos de vista, sobre vários aspectos e, mais 1 vez agradecer aí os pretos conservadores, dizer que vocês são maravilhosos, é muito bom fazer parte desse grupo, estar aqui com vocês. José o Rafael Satiê, cara, muito obrigado por tudo. O lançamento do teu livro é marco, cara, porque é 1 pessoa negra, falando do seu próprio lugar, e trazendo conhecimento de si para por si, e que traz a identificação de outras pessoas como você sem precisar do crivo de ninguém. Você está se autodeclarando, isso é importantíssimo, a gente nós precisamos escrever a nossa história, precisamos de mais Rafael Satisi, precisamos de muito incentivo da casa, deputado, pra novas produções, porque existem outros Fernando Senzalas, existem outros Rafael Satiez, que precisam de voz, precisam estar aqui ocupando esse espaço que é a casa do povo, está bom? Então eu agradeço mais 1 vez e deixo grande abraço, bom retorno para todos, pra os seus lares. Grande abraço.
Oi, está bom. Eu entendi. Conforme eu falei aqui no no começo né, eu acho que muitas, bastante gente aqui não não tinha chegado ainda, eu falei sobre isso, sobre essa questão e eu adjetivo essas pessoas de agiotas raciais, são pessoas que vivem do expediente do racismo, e isso não acontece só na banca de hétero de de de heteroidentificação quando ela se autoafirma negro. Mas também os defensores. E aí assim, como nós estamos falando aqui, foi falado aqui sobre 13 de maio, né, eu costumo dizer que o Lula ele tem tentado ser o novo abolicionista brasileiro, né? Na medida em que ele aprova leis como a 10639 ou como quando ele institui o sistema de cotas e quando ele institui o zumbi como herói nacional, ele está tentando se desfazer, esfacelar a imagem de 1 figura histórica que realmente tem relevância num período histórico em que, de fato, necessitava fazer o que foi feito, que foi a abolição da escravatura. Então a partir de leis e a partir de de 1 conveniência política para ter eleitores, ter pessoas no cabresto dele, ele lança esses epíto epíteto e se e se diz antirracista para ser libertador. O que que é isso se não 1 conveniência entre a população negra, né? Então, tanto aquele que se autodeclara, não sendo quanto aquele que maneja 1 política pública para fazer a sua imagem, né circular como salvador da pátria, eles são ambos agiotas raciais.
Bom boa tarde, os presentes, me identificando aqui, eu sou pardo, tenho 44 anos, e isso tenho metro e 63, sou baixinho, e assim como a mãe do Marcos também disse que ele era preto bonito, a minha mãe também fala a mesma coisa, né? Mãe é mãe. Então primeiramente eu gostaria de saudar, né? A todos presentes e especial a vossa excelência deputado Hélio Lopes. Agradecêlo pela luta incansável que o senhor carrega nas costas contra todos aqueles que tentam aparelhar o Estado pela via do pretenso combate ao racismo. E dizer que eu, tomo a liberdade de alcunhalos todos aqueles que lhe chamam de capitão do mato, outros adjetivos vexatórios, de agiotas raciais. Eu chamo eles de agiotas raciais porque eles são pessoas que utilizam o expediente do racismo pra poder aparelhar o estado. Então, dito isso, o importante e inadiável debate sobre as bancas de heteroidentificação, ele precisa ser iniciado com a sobre a seguinte pergunta, quem é capaz de definir racialmente o outro em país altamente miscigenado como o Brasil? E a resposta pra essa pergunta, vai esbarrar num fato, de que há muitas décadas o movimento negro brasileiro, ele aceitou a premissa de sociólogo chamado Horaci Nogueira, que afirma que o Brasil diferente dos Estados Unidos, é país que o preconceito ele não é de origem, ou seja, não é pautado numa questão de 1 gota de sangue, e sim é o preconceito de marca, por aquilo que você vê, que o que está visualmente manifesto nas relações cotidianas. O que quer dizer que aquele que possui o fenótipo negro sofre mais por isso do que os que sofrem mais por isso, né, do que os brancos, e numa gradação menos do que os negros retinos. E aí, o que que acontece? Através de ímpeto supremacista que se observa na sociedade hoje contemporânea, os movimentos negros têm excluído sistematicamente os mestiços das vagas reservadas para as para cotas raciais, os definindo de maneira arbitrária como não negros, já que nós estamos num país que não está levando em consideração a questão da cota da da de 1 gota de sangue, da ascendência, como no Estados Unidos. E aí eles ao fazerem isso, reacende a própria celeuma, que é tornado 1 questão chave que deve orientar esse debate, ou seja, quem é capaz de definir racialmente o outro em país altamente miscigenado como o Brasil. Para responder essa questão, eu convido os presentes a refletir sobre 2 tristes episódios em que pessoas foram arbitrariamente definidas pelos por esses supremacistas negros. O primeiro ocorre no ano de 2018, quando a cantora Fabiana Cozza, foi impedida de representar a sambista dona Ivone Lara num musical, numa peça teatral, sob forte acusação de que essa cantora ela não era suficientemente negra para representar a sambista. Em nota, E0E tem detalhe, que a própria dona Ivone Lara queria que a Fabiana Cozza interpretasse o papel dela, ou seja, esses supremacistas negros tomaram a frente inclusive da própria protagonista da história. E em nota, quando a Fabiana Kosa foi diante de tanta pressão, ela diz o seguinte, renuncio por ter dormido negra numa terçafeira e numa quarta após o anúncio do meu nome como protagonista do musical, acordar branca aos olhos de tantos irmãos. Então você vê que há 1 exclusão sistematicamente de pessoas menos retintas, trazendo a a à tona o debate do colorismo que não é matéria aqui agora pro meu, pra minha explanação. E o outro, o outro episódio triste na nossa história, ele data de novembro de 2024, sim agora, quando a professora universitária Marilena Chauí, foi catalogada entre os professores negros da USP, quando socialmente a mesma sempre foi identificada como branca, o que causou espanto e indignação popular. Então em todas as páginas das redes sociais, e em grande parte da mídia, não dessa mídia mas da mídia alternativa, a gente tem 1 grande indignação e muitas análises em relação a isso, ou seja, sobre a seletividade em que os juízes da raça nesse país, determinam quem é ou quem não é negro. Em todos esses casos, os militantes institucionalizados eles se contradizem com as orientações dos órgãos, pelo qual eles produzem as estatísticas que justificam as políticas por eles reivindicadas, e fazem isso violando o princípio básico da autoidentificação. E aí eu introduzo a seguinte questão, se durante o censo do IBGE, vamos refletir aqui, se durante o censo do IBGE, o recenseador for orientado a a identificar a corraça dos indivíduos, qual será a cor do Brasil? Ou seja, o poder de identificação, a da de heteroidentificação, ele não está nem por dentro do próprio órgão que produz as estatísticas no nosso país. Então, você já percebe que o quão arbitrário é identificar o outro já que, pela própria orientação do maior órgão de de de geografia estatística que temos no nosso país, é de que a pessoa diga aquilo que é, aquilo com a qual se identifica. Então diante de todo o exposto, eu finalizo a minha fala, alertando que os riscos do crivo arbitrário dos militantes racialistas, que hoje ocupam posições fundamentais no estado, orbitam entre 3 grandes eixos. Facilitação para a doutrinação ideológica sobre a batuta dos movimentos negros, 2 custos exorbitantes ao ao nosso erário, dadas todas a a logística para manter as políticas públicas que surgem a partir de necessidades inventadas por eles, e 3, facilitação para fraudes e para o corporativismo nos setores públicos baseados na nas identificações ideológicas. Por essas e por outras, eu retorno, eu volto a dizer, diga não aos agiotas raciais, muito obrigado aí aos presentes e ao vosso excelentíssimo deputado Hélio Lopes.
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