Luciana Portilho

Luciana Portilho

Coordenadora da Pesquisa TIC Saúde do Cetic.br/NIC.br - Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação Cetic.br/NIC.br

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28 de nov, 15:57

COMISSÃO DE SAÚDE

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Coloco a apresentação, aproveito pra agradecer o convite em nome do professor Demigetko, presidente do NIC ponto BR. Agradeço às deputadas Flávia e Adriana pelo convite pra gente apresentar aqui os resultados da pesquisa TIC Saúde. Eu tenho todos os livrinhos, e olha assim eu recebo recebo que ataque sempre me faz todos é? Sim ele é ótimo divulgador da pesquisa. Pronto bom, começando a pesquisa ela é realizada pelo ctic.br, que é o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, que a missão é produzir dados estatísticos sobre o uso de tecnologias digitais no Brasil. Nós somos departamento do nic.br. Então, a gente além de produção de dados estatísticos, tem laboratório de ideias, recomendações de políticas públicas. E dentro do Cetic a gente realiza a pesquisa TIC Saúde. Essa pesquisa é realizada anualmente desde 2013, né? Só em 2020, foi o único ano que a gente não não realizou a pesquisa por conta da pandemia, mas a gente já tem aí 1 série histórica de 11 anos, né? Dos resultados de indicadores sobre saúde digital. Então o principal objetivo é mapear a infraestrutura nos, tic nos estabelecimentos de saúde e também como que os profissionais se apropriam dessas tecnologias e as principais barreiras e motivações para o uso, né. É 1 pesquisa com cobertura nacional, então a gente entrevista estabelecimentos de saúde de todo o país, a gente tem toda 1 estratificação para garantir 1 representatividade. Aproveito inclusive para comentar aqui a professora Imaar Marinho que vai falar no próximo painel ela é coordenadora científica da pesquisa. E também vou agradecer ao Felipe Ferré, que é dos especialistas da pesquisa que sempre participa e e agradecer também a ajuda do CONASS na divulgação também né. Então, eu selecionei alguns indicadores, a pesquisa tem mais de 80 indicadores, então depois também, se a comissão precisar de alguns outros dados ou desagregações a gente está disponível pra pra passar. A gente tem, tem a a pesquisa tem apontado né avanço nos últimos anos na adoção de tecnologias digitais, a gente vê aqui que o uso de computador de mesa chegou a quase a universalidade dos estabelecimentos de saúde no Brasil. O uso de notebooks está presente em 68 por 100 deles e de tablet em quase 40 por 100, né. E a gente vê, achei interessante trazer aqui esse gráfico das unidades básicas de saúde, das UBS's, porque mostra o avanço que está tendo, principalmente no uso de, na adoção de tablet e de notebooks, né? Se a gente vê, em comparação a 2019, a gente vê salto aí no período da pandemia, que teve 1 exigência maior de avanços tecnológicos, né, por toda essa questão de acompanhamento dos dados, monitoramento. E a gente vê que chegou a 63 por 100 das UBSs usando os tablets, né então isso também tem muito a ver com o trabalho que elas realizam de né das da do de acesso da comunidade, de de das equipes de saúde da família então também isso tem a ver com o tipo de assistência que elas prestam né. E quanto ao à à informatização, o uso de sistemas eletrônicos, né, a gente pergunta se tem algum tipo de sistema eletrônico que registra a informação dos pacientes, né, que elas ficam disponíveis digitalmente. Então a gente também tem verificado avanço, os estabelecimentos privados desde a desde sempre na série histórica tinha percentual mais elevado, quase 90 por 100, mas a gente percebeu também o aumento dessa adoção pelos estabelecimentos públicos, né? Então a gente vê que em 2024, chegou a 90 por 100, né? 90 por 100 dos estabelecimentos públicos já têm alguma maneira de registrar em formato eletrônico as as informações dos pacientes né. E as UBSs também, se a gente vê em relação a 2023 passou de 89 pra 97 por 100 delas, então elas já também adotaram algum sistema que registra essas informações, que essas informações estão em formato digital, né? E que 100 por 100 dos estabelecimentos têm acesso à internet também. É claro que aí a gente tem que avançar numa discussão da qualidade desse desse dessa internet, né? De qual, a gente não não pergunta quais tipos de sistemas, porque aí tem 1 diversidade muito grande, mas a questão é, estão sendo informatizados. Então como que a gente vai fazer, como vai lidar com essa quantidade de dados que estão sendo gerados, né? E aí esses sistemas também é importante a gente ter informação sobre quais tipos de funcionalidades disponíveis nesses sistemas. Eu achei interessante mostrar aqui, porque pensando no avanço, no que vem adiante, onde a gente precisa melhorar nisso, a gente vê que esses sistemas têm principalmente funcionalidades administrativas. 80 por 100 permite realizar prescrição médica, cerca de 70, pedir exames laboratoriais, exames de imagem. Mas quando a gente vê funcionalidades como listar todos os resultados de paciente, listar todos os medicamentos que paciente está fazendo uso, isso é percentual menor de estabelecimentos que possuem esse tipo de funcionalidade no sistema, né, de de ferramenta. E aí também pensando pouco que já foi comentada aqui sobre interoperabilidade e troca de informações, essas essas funcionalidades também estão menos disponíveis, né? A gente vê aqui dado interessante que nos estabelecimentos públicos tem mais, percentual maior deles tem essas funcionalidades de troca de informação. Então assim, 62 por 100 dos estabelecimentos públicos, eles têm como encaminhar de forma eletrônica, as informações do paciente para outro estabelecimento ou ou receber essas informações de outro estabelecimento, né? Relatório sobre assistência prestada também, como encaminhar e receber, né? Então isso facilita muito a sequência da jornada do paciente, principalmente se ele tiver que ser transferido pra outro tipo de unidades de saúde. E aí em relação à telessaúde, a gente investiga esses itens, educação a distância, atividades de pesquisa a distância, telemonitoramento, serviços de tele Consultoria, telediagnóstico e teleconsulta. A gente vê que tem avançado principalmente entre 2022 e 2023, avançou o uso de tele saúde. O principal tem sido tele Consultoria e educação a distância, né? A gente vê que teleconsulta 23 por 100, tanto de estabelecimentos públicos quanto privados, realizam teleconsulta. E aí eu trouxe destaque aqui pra essas 3 de telemonitoramento, telediagnóstico e teleconsulta, porque acho interessante a gente ver também por tipos de estabelecimentos, o que que eles usam mais. Então a gente vê que as UBSs têm ali cerca de 25 entre e até 30 por 100 delas utilizam essas 3 ferramentas, mas quando a gente vê os hospitais maiores, que são aqueles com internação, mais de 50 leitos, e os de serviço apoio à diagnóstico e terapia, o principal uso de telessaúde é telediagnóstico, né? Então aí a gente acho que é interessante pra mapear também, quais tipos de ferramentas de telessaúde estão sendo mais utilizadas. Já a teleconsulta já é menos usada, né? É mais usada nas UBSs e no sem internação. E como que esses profissionais fazem uso? Então a gente também, quando a gente entrevista os profissionais de saúde, principalmente, a gente entrevista médicos e enfermeiros, a gente pergunta qual a frequência, né? Se está disponível e qual a frequência. Então acho interessante porque a gente vê que o principal uso que eles fazem é de educação à distância né? Então enfermeiros cerca de 55 por 100 usam sempre ou às vezes, e 43 por 100 dos médicos sempre às vezes. A gente vê que teleconsulta por exemplo ainda é usado por percentual baixo de médicos enfermeiros sempre, e também às vezes, né? Então, acho que isso também mapeia pouco, ajuda a indicar qual o uso que os, porque além de estar disponível nos estabelecimentos, é necessário que os profissionais se apropriem desse tipo de tecnologia, se sintam confiantes, seguros pra usar e isso contribuir pra universalização e abrangência do sistema e do atendimento. E aí quanto aos ao ao uso de inteligência artificial né que foi mencionado aqui anteriormente também. A gente vê que 4 por 100 dos estabelecimentos de saúde no Brasil utilizam. Nos públicos é por 100, mas eu achei interessante destacar que dentro dos estabelecimentos públicos, os com internação mais de 50 leitos né, que são os hospitais maiores, 11 por 100 deles, dos gestores, declararam os que têm que adotam inteligência artificial. E nos SADT 7 por 100 né dos públicos. Os principais usos, eu acabei não colocando aqui porque o tempo é pouco curto, mas os principais usos de IA, eles estão relacionados à automatização de fluxos e de processos de trabalho, né, ao a e também à à funcionalidade, o objetivo, em geral, é melhorar a segurança digital e auxiliar nos tratamentos também. E quais os principais motivos pro não uso, né, pra não adoção da inteligência artificial? Então 60 por 100 de dos estabelecimentos informaram que não é 1 prioridade, né, ou que falta necessidade ou interesse, mas acho interessante que 50 por 100 deles falaram que os custos são muito altos. Então a gente tem aí tanto 1 barreira pro uso dessas tecnologias que está relacionada a não identificar que aquilo é funcional e que é útil para o estabelecimento, mas também em relação aos custos, né? E aí 47 por 100 também, tem 1 preocupação em relação à proteção dos dados, né? Só pra. Tá, só, então só é o último slide também aqui rapidinho a gente tem indicador que é o estabelecimento de saúde, tem recurso destinado a investimentos ou gastos em tecnologia da informação. Então a gente vê que 48 por 100 deles informaram que tem alguma parte do recurso né, do do orçamento deles que é destinado ao investimento em TI. A gente vê aqui 1 diferença entre público e privado, os públicos pouco menos. E a gente pergunta também qual o percentual deste orçamento. É interessante perceber ali, eu chamo pouco a atenção, para a quantidade de gestores que não souberam responder qual o percentual do orçamento é destinado. Então tem, mas não sabe quanto que é, qual o percentual. Mas a gente vê que as UBSs, por exemplo, tem 19%, é rapidinho, 19% destina até e meio por 100 do orçamento e 12 por 100 destina acima de 6 por 100. E os com internação mais de 50 leitos dos hospitais maiores são os que mais destinam o percentual do orçamento. Então a gente vê que ali 30 e pouquinho mais de 30 por 100 destina mais de 3 por 100 do do orçamento deles. Então acho que aqui é interessante também porque mapeia pouco qual como que está sendo essa pensando no na no tema da mesa, eu acho que aqui mostra qual o percentual e qual a dedicação deste orçamento pro pros pras ferramentas de TI. E muito obrigada.

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