Beatriz Leão

Beatriz Leão

Project Expert, Portfólio Digital, Compromisso Social - Hospital Sírio-Líbanês

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28 de nov, 16:53

COMISSÃO DE SAÚDE

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Obrigada em primeiro lugar eu quero agradecer a deputada Adriana Ventura e a deputada Flávia Moraes é realmente 1 honra estar aqui nessa comissão e parabenizálas pelo trabalho que tem feito, porque, opa. Porque é muito importante que a gente tenha, ó, ficou tudo trocado. É muito importante que a o trabalho que vocês vêm fazendo na regulação e puxando esse tema que é absolutamente relevante e fundamental. Então eu também queria deixar claro que eu não tenho nenhum conflito de interesse e eu vou apresentar só coisas de domínio público, né? Então, como é que a gente trabalha com governança e capacitação em saúde digital, né? Índice de maturidade digital que está levantando índice de maturidade digital que está levantando nos municípios brasileiros vários eixos e deles é outra capacitação então eu acho que isso é bem importante E aí identificar lacunas frente a paradigma, documento de orientação de como se deve fazer o treinamento nessa área né? Fazer planejamento estratégico, garantir recursos, monitorar o progresso e avaliar os resultados. E no meu entender, a discussão, não só no meu entender, mas da da Sociedade Internacional de Informática em Saúde, a INIA, que tem documento que coloca quem são essas competências e quais são os níveis que a gente precisa trabalhar. Esse documento, que foi feito no Brasil, nós fizemos em 2022 com a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde, 1 validação do documento internacional, e o resultado disso foi entregue na CID em janeiro do ano passado. Então conforme esse documento a gente tem que trabalhar com 3 níveis de competência, o básico, o intermediário e o avançado. O nível básico é esse que todo mundo tem que ter, seria 1 disciplina assim básica que tem que entrar em todos os cursos da saúde para ontem, não é hoje para ontem, pra dar esse conhecimento inicial por que que nós precisamos ter dados, por que que nós precisamos ter informação adequada. O nível intermediário já é nível que pressupõe conhecimento em aspectos clínicos e técnicos seria nível, aonde eu estou formando o especialista nessa área. E 1 perna deste nível é formar a liderança nessa área, que eu acho que é que é dos nossos principais desafios. E finalmente pra que eu possa formar os outros níveis eu preciso ter o especialista. E o especialista seria o doutor nessa área, né? Esse profissional tem que ser reconhecido como especialista, como já é no exterior especialista em informática em informática, informática odontológica, informática em saúde pública e informática médica. No nos Estados Unidos essa já é 1 residência estabelecida por exemplo, tanto na área de enfermagem como de medicina há muitos anos, né? No Brasil, a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde entrou com pedido junto com a a Associação Brasileira de Medicina Preventiva pra que isso fosse 1 área de atuação e está parado no no CFM desde 2018. Então é entender que nós temos que formar, me formar rapidamente, o que é difícil né, porque eu não formo doutor rapidamente, doutor precisa 4 anos, mas eu preciso formar desde a base da pirâmide graduação, cursos de extensão que têm que ser, muito provavelmente, online pra eu poder atingir a maior massa possível de funcionários e trabalhadores do SUS e do sistema privado, especialização mestrado doutorado e pós doutorado. Né? O nosso panorama é preocupante. Parece que nós temos 3 cursos de doutorado, na realidade eu consegui conformar 2 e o tema não é informática em saúde, é gestão, aparece como 1 linha de pesquisa dentro dum outro curso, mas de qualquer forma, a gente tem o curso da Federal de Santa Catarina e o curso da PUC do Paraná e terceiro eu não consegui confirmar. Nós temos talvez uns 20, menos de 20 programas de mestrado, que também não se chamam de informática em saúde ou saúde digital, eles se chamam outras coisas e têm 1 linha de pesquisa que ou trabalha com dados ou sistemas de informação, então dá para a gente dizer que tem mais ou menos 20 programas. E há uns 10 de especialização no máximo, a maioria deles online, e uns 5 cursos de graduação. Isso é muito pouco. E se a gente olhar o que os outros países fizeram pra conseguir formar os seus recursos humanos, os Estados Unidos fez há 30 anos atrás o programa que era em 10 anos formar 10000 pessoas. Eu brinco que agora nós temos que fazer o Five by twenting né, que nós temos que formar em 5 anos pelo menos 20000 pessoas, porque nós estamos muito atrasado. E com a entrada da inteligência artificial e todas essas novas tecnologias, nós não estamos capacitando os nossos profissionais a terem espírito crítico de poderem utilizar isso da melhor forma possível. Então, é muito preocupante, né? Para AAW Joe a Organização Mundial da Saúde ela tem recomendações muito claras né de como a gente deve construir programa de capacitação em saúde digital Algumas das falas que já aconteceram antes aqui foram muito boas que elas tocaram nessas coisas. Primeiro, é garantir que exista 1 estratégia nacional de saúde digital que englobe recursos humanos. Nós temos isso, a estratégia brasileira tem eixo só sobre isso, a CNIS reconhece isso, é eixo do índice agora de maturidade digital. Nós não temos esse segundo nível né? Nós precisamos sistemas de acreditação pra garantir a qualidade do treinamento que está sendo oferecido porque também tem coisas aí que estão se chamando de saúde digital e que não são. Então acho que isso é ponto importante e as comissões nacionais que que fiscalizam o ensino como comissão nacional de residência médica, E MEC, tem que realmente começar a trabalhar e entender o que é essa área e quais são as competências, né? Então a discussão de competências ela é fundamental. Esse profissional é profissional multifacetado, que pode trabalhar em diferentes níveis, pode trabalhar em processamento de imagens, sinais, inteligência artificial, análise de dados, padrões e interoperabilidade que foi muito falado aqui, que é 1 área absolutamente crítica e pode trabalhar em gestão e saúde pública e saúde populacional. Só pra citar algumas coisas, né? Tem que garantir a equidade, ainda mais num país que nem o Brasil, com as nossas enormes diferenças e acima de tudo a sustentabilidade, né? Eu acho que foi o Ferré que falou que tinha que envolver os dentes privados. Em nenhum lugar do mundo, projeto de saúde digital e de capacitação deu certo só com área pública, isso não existe. Nós não temos, nem juntando todas as universidades públicas e todas as privadas, nós não temas competência suficiente. Então, o desafio é muito maior, no Brasil muito maior. E dos fatores críticos de sucesso é montar ecossistema com parcerias público privadas. Então, esse é tema fundamental e que precisa ser entendido o mais rapidamente possível. A Teresa usou o exemplo do NHS, então, o NHS contratou o Eric Topol, que é dos cardiologistas que trabalha com saúde digital há muitos anos, em 2019, pra escrever o documento base de como formar a força de trabalho do NHS. Por causa desse documento, o NHS criou 1 NHS digital Academy e nessa academia de saúde digital, eles têm vários programas que atingem os diferentes níveis de competência, exatamente como eu comentei anteriormente, com cursos de extensão, com universidades que dão graduação, com inclusive imperial college que dá o curso de liderança em saúde digital, que é algo que eu digo que é por onde a gente tem que começar, porque sem liderança nós não vamos a lugar nenhum. Então assim, saiu recentemente programa nacional na área de inteligência artificial, que eu acho que vocês devem ter lido e está maravilhoso esse programa. Parabéns pra quem construiu, nós precisamos programa igual, pra área de capacitação em saúde digital para ontem. Que contemple esse ecossistema de parcerias público privadas, identificar as competências nacionais, guissa envolver outros parceiros na América Latina, em especial o hospital italiano de Buenos Aires, eles que veio ao Brasil pra aprender como é que se fazia 1 residência na área que a Teresa Saquetta fez. Ah, não vou dizer quanto tempo, mas enfim, há muito tempo atrás, eles vieram aqui, aprenderam e fizeram a residência e hoje eles têm o melhor programa de mestrado, dos melhores do mundo e certamente o melhor da América Latina. Fazer parcerias com eles e com outras entidades pra que a gente possa mais rapidamente disseminar isso. A outra coisa que é crítica, a nossa área não existe. Informática em saúde não existe na CAPES, não existe no CNPQ, não existe na FINEP, não tem como pedir projeto de pesquisa. Tem que pedir ou pela medicina ou pela engenharia ou pela bio sei lá o quê. Não tem sentido isso. A área de conhecimento que sustenta a saúde digital se chama informática em saúde. Esta é a área com conhecimento estabelecido com competências claras internacionalmente. Quanto mais tempo nós resistirmos a entender isso e implementarmos isso no país, mais atrasados nós vamos ficar. Nós temos que implementar programa nacional de bolsa de doutorado já, nós temos que mandar muitos profissionais fazer doutorado no exterior pra que daqui a 4 anos eles possam voltar e liderar as instituições aqui no Brasil formando os especialistas. Então nós precisamos disso pra ontem. E aí, começar por onde? Programas com foco no nível básico que isso é fácil, é 1 disciplina básica né? Mas acima de tudo, informar essa liderança, porque como eu disse sem liderança nós não vamos pra lugar nenhum. Eu eu vou deixar a Eimar completar, porque a gente já teve 1 experiência nesse nesse sentido e ela tem muito mais pra falar. Muito obrigado por aqui o meu email e mais 1 vez parabéns a essa comissão e e contem comigo eu sou 1 apaixonada pela área velhinha e estou realmente muito preocupada com a questão de formação de recursos humanos nessa área, e com não entendimento do que é essa área, e quais são as competências necessárias então, eu acho que essa é 1 discussão que será muito bom ver a câmera liderando isso. Muito obrigada.

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