PLENÁRIO

6 nov. 2024 12:25 às 16:25

Sobre o Evento

Resumo da sessão de abertura do Fórum do P20: líderes e representantes discutem desenvolvimento sustentável, representatividade feminina e autonomia econômica, abordando desigualdades de gênero e raça.

#23
Membro do Parlamento de Portugal Maria Emília Cerqueira
Maria Emília Cerqueira

Membro do Parlamento de Portugal

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Obrigada a todos, boa tarde. Começo por agradecer o convite que nos foi endereçado pela pessoa do presidente Arthur Lira, que fez acontecer este evento de mulheres e em que as mulheres têm voz pela primeira vez no dia 20 e isto realmente é passo fundamental, estando naturalmente os cumprimentos à Secretaria das Mulheres e na da Secretaria da Mulher, a todas as mulheres que fazem parte deste painel, desta discussão tão importante e cumprimento a todos e a todas que hoje nos assistem. De facto, as matérias da igualdade das alterações climáticas e todos os desafios de sustentabilidade com que nos separamos, incontornável em todo o mundo e obviamente Portugal e Europa não são exceções nesta discussão que tanto tem que nos preocupar. Portugal começarem como país da União Europeia mas também com 1 relação muito especial com os países africanos nomeadamente os países dos palópteros, de língua portuguesa, temos grande experiência naquilo que é o desenvolvimento sustentável e é através da agenda 20 30 das Nações Unidas e dos ODS especialmente ODS 2 fomos 0, bem como a ODS 5 igualdade de género, que nós estamos comprometidíssimos com esta agenda de iluminação da pobreza com igualdade de género porque ela realmente só temos mundo mais justo, mais democrático e mais igual para todos se conseguirmos levar avante, unidos como todo, com 1 comunidade internacional, estes hidratos de maior justiça social também para as mulheres. E E este envolvimento sustentável com perspectiva de género, temos de estar todos muito preocupados com eles. Já referiste mas pareceme que não é demais voltar a referir também hoje e reforçar esta mensagem do quanto é fundamental que tenhamos 1 atenção, fomos muito despertados para ela com a pandemia. Verificamos todos que foram as meninas e as mulheres as primeiras a ficar e enfrentar situações de pobreza, de desemprego e de maior maior insegurança quer na alimentação, no acesso à educação, como no acesso também à própria alimentação. E, portanto, isto tem que, de facto, nos tornar alertas, muito atentos a esta realidade. E ela passa muito por dar às mulheres, 1 possibilidade também de participar nesta sustentabilidade às alterações climáticas em Portugal, e repetindo bocadinho aquilo que disse em Maceió, mas pareceme que não é de suficiente fazêlo. Nós temos toda a nossa atividade hoje muito marcada, pelo pacto ecológico europeu, mas também a nível nacional, pela lei de bases do clima e pela estratégia nacional de combate às alterações climáticas, que são normas nacionais e sendo que também, ou a própria, a própria questão da proteção e da da lei de bases do clima tem representação constitucional e tem esta dignidade e, portanto, é grande comprometimento. No entanto, nós não podemos desligar este comprometimento também com desenvolvimento sustentável e sustentável nomeadamente da agricultura, do desenvolvimento, do planeamento, ordenamento do território. E temos 1 visão que é bipartida daquilo que é o desenvolvimento sustentável. Por lado, apostamos na produção através da agricultura de precisão, que significa produzir mais com menos e imenso espaço, mas também com mais qualidade, através da redução dos agroquímicos, do uso eficiente da água através de 1 utilização cada vez mais reduzida e também para que se evitam perdas de água que existem na rede. Isso hoje não é compatível com os desafios que vivemos, quer por lado da segurança alimentar, que tem que ser a base basilar de toda a nossa política de sustentabilidade, mas também por outro lado, para que haja alimentos de qualidade para todos e para todas. Isto é dos grandes desafios que enfrentamos. Mas também temos o outro lado porque nós entendemos que a atividade econômica tem que ser complementar, 1 visão apenas de coesão territorial que não pretende ter lucro, mas é importante que homens e mulheres e meninas e os mais idosos nos territórios menos desenvolvidos na chamada pequena agricultura e agricultura familiar, também possam ter 1 atividade sustentável, e essa sim tem que ter ajudas governamentais para que se faça esta coesão territorial. E pareceme que temos muito a aprender uns com os outros neste equilíbrio, entre por lado economia, o chamado aqui no Brasil agronegócio, mas por outro lado também, com aquilo que é 1 agricultura sustentável, que visa proteção de espécies autóctonas, que visa proteção de espécies vegetais, melhor ordenamento de território, e portanto vivemos sempre nestes desafios. Mas também temos outro desafio, que não é de suficiente para as nossas meninas e mulheres, que é educação. É preciso que nós tenhamos as mulheres e as meninas que são as novas gerações, a ceder aos mais elevados universo de educação, mas também que escolham aquilo que são projetos educativos de futuro e que tenham maior rentabilidade. O que vamos vendo é que apesar da escolaridade temos mulheres e meninas pra profissões menos qualificadas, e é precisamente nos centros de decisão das áreas mais qualificadas que nós precisamos colocar as mulheres e as meninas, porque só assim teremos maior igualdade, e peso mais desigual e maior igualdade de género, que julgo que é isso que todos nós buscamos e desejamos. Muito obrigada. Muito obrigada, senhora.

06 de nov, 16:42