Maria Emília Cerqueira

Maria Emília Cerqueira

Membro do Parlamento de Portugal

Últimos Discursos

06 de nov, 18:45

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A todos, começo por cumprimentar a senadora Tereza e na pessoa dela todos os participantes deste 20 e 30 meses a que nos acompanham neste painel. Temos 1 tarde a discutir igualdade, igualdade nas diversas exceções desde representação, igualdade desses homens e mulheres e agora a questão da igualdade salarial, que é disso que estamos a falar. Na Europa e em Portugal, assinalase todos os anos, em data que não é fixa, o dia nacional para igualdade salarial, é com o SPEI. E porque é que não é fixa perguntarme a alguns menos próximos à realidade europeia? Porque correspondese ao dia em que as mulheres param nos ganhar em relação aos homens. Este ano será 15 de Novembro, o anterior de setembro de Novembro. 48 dias que nós trabalhamos, a mais que os homens para ter o mesmo rendimento. Isto continua a ser a realidade com que nos confrontamos. E estes 48 dias, perguntarmeão, referemse a que, essencialmente, além das diferenças salariais propriamente ditas ao trabalho que as mulheres fazem que não é remunerado. Continuamos a ter 1 visão da sociedade, não obstante todos os fatos que já demos, em que as mulheres são as cuidadoras, as mulheres têm fundo emprego quando chegam a casa, têm tratar dos filhos, cozinhar, arrumar, fazer todos os trabalhos domésticos que não são remunerados. E isto também é entre homens e mulheres. E esta igualdade salarial continua por atingir, enquanto não conseguimos também este equilíbrio entre os papéis que a sociedade patriarcal atribui aos chamados homens e às chamadas mulheres. Tem que haver aqui 1 colaboração efetiva para que estes 48 dias deixem de ser 1 realidade com que todas nós mulheres nos confrontamos em todas as partes do mundo. Mesmo naquelas que se dizem mais igualitárias e mais avançadas nestas questões da igualdade salarial. Mas também em Portugal, porque é o meu país e é desse que vos venho partilhar, nós temos vindo a diminuir a desigualdade salarial, não obstante. Se na base no topo temos 1 desigualdade salarial relativamente baixa de cerca de 8 por 100, quando chegamos ao topo das carreiras já não é assim, pode atingir 25 por 100, embora o número tenha vindo de crescer, ele continua a ser esmagador. E não podemos ignorar esta desigualdade. E perguntarmeão, ao, mas porquê? Porque a nossa lei diz trabalho igual, salário igual. Mas a verdade é que não obstante no nosso país as mulheres serem cada vez mais qualificadas em relação aos homens, Quando chega 1 certa pirâmide de ascensão profissional as mulheres são preferidas. Temos leis que hoje obrigam que as mulheres estejam representadas nos conselhos de administração mas não obstante estas leis nós continuarmos a confrontarnos com algumas realidades que não podemos olvidar, que é o facto destas mulheres só temos 1 CEO do maior grupos empresariais de Portugal, e não é dispensando dizer que ela é herdeira do grupo, da família, não obstante ser extremamente competente, e perguntarmos erros, ela conseguia chegar lá, não fora, porque é da família. Isto porquê? Porque quando se trata de escolha, e ouço aqui muito discutir a lei da paridade, quando se trata de escolhas arbitrárias, as mulheres continuam a precisar de leis que as protejam, porque quando se trata de competência elas não precisam, e se vêse onde se trata de ascensão e de currículo para conseguirem ascender às profissões, que mulheres não precisam de paternalismo de ninguém porque elas têm competência própria. Mas também temos outro desafio que que o mundo inteiro e temos a obrigação de dar este futuro às novas gerações, que é que as nossas meninas e as nossas mulheres escolham profissões que lhes deem melhor rendimento e melhor ascensão social, porque são as mulheres, especialmente aquelas das famílias monoparenteis, que estão sempre nas franjas da pobreza, porque seu rendimento é menor, porque têm empregos menos remunerados, menos bem pagos e menos reconhecidos socialmente. Temos programas como engenheira por dia, precisamente pra estimular as meninas e mulheres pras profissões mais tecnológicas, mas a verdade é que continuamos a ter longo caminho pra percorrer. Se em Portugal é sim, no mundo, como já aqui foi dito, precisamos cerca de século para conseguir esta igualdade, quando são as mulheres e vê se isto em países como África através de microcrédito, conseguem fazer com comunidades muito pobres se desenvolvam porque elas são o motor destas comunidades e todos nós e todas nós temos a obrigação, usando 1 ação que dizem em Portugal, o caminho fazse caminhando, usando passos firmes e que eles comecem hoje e hoje Muito obrigada.

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06 de nov, 16:42

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Obrigada a todos, boa tarde. Começo por agradecer o convite que nos foi endereçado pela pessoa do presidente Arthur Lira, que fez acontecer este evento de mulheres e em que as mulheres têm voz pela primeira vez no dia 20 e isto realmente é passo fundamental, estando naturalmente os cumprimentos à Secretaria das Mulheres e na da Secretaria da Mulher, a todas as mulheres que fazem parte deste painel, desta discussão tão importante e cumprimento a todos e a todas que hoje nos assistem. De facto, as matérias da igualdade das alterações climáticas e todos os desafios de sustentabilidade com que nos separamos, incontornável em todo o mundo e obviamente Portugal e Europa não são exceções nesta discussão que tanto tem que nos preocupar. Portugal começarem como país da União Europeia mas também com 1 relação muito especial com os países africanos nomeadamente os países dos palópteros, de língua portuguesa, temos grande experiência naquilo que é o desenvolvimento sustentável e é através da agenda 20 30 das Nações Unidas e dos ODS especialmente ODS 2 fomos 0, bem como a ODS 5 igualdade de género, que nós estamos comprometidíssimos com esta agenda de iluminação da pobreza com igualdade de género porque ela realmente só temos mundo mais justo, mais democrático e mais igual para todos se conseguirmos levar avante, unidos como todo, com 1 comunidade internacional, estes hidratos de maior justiça social também para as mulheres. E E este envolvimento sustentável com perspectiva de género, temos de estar todos muito preocupados com eles. Já referiste mas pareceme que não é demais voltar a referir também hoje e reforçar esta mensagem do quanto é fundamental que tenhamos 1 atenção, fomos muito despertados para ela com a pandemia. Verificamos todos que foram as meninas e as mulheres as primeiras a ficar e enfrentar situações de pobreza, de desemprego e de maior maior insegurança quer na alimentação, no acesso à educação, como no acesso também à própria alimentação. E, portanto, isto tem que, de facto, nos tornar alertas, muito atentos a esta realidade. E ela passa muito por dar às mulheres, 1 possibilidade também de participar nesta sustentabilidade às alterações climáticas em Portugal, e repetindo bocadinho aquilo que disse em Maceió, mas pareceme que não é de suficiente fazêlo. Nós temos toda a nossa atividade hoje muito marcada, pelo pacto ecológico europeu, mas também a nível nacional, pela lei de bases do clima e pela estratégia nacional de combate às alterações climáticas, que são normas nacionais e sendo que também, ou a própria, a própria questão da proteção e da da lei de bases do clima tem representação constitucional e tem esta dignidade e, portanto, é grande comprometimento. No entanto, nós não podemos desligar este comprometimento também com desenvolvimento sustentável e sustentável nomeadamente da agricultura, do desenvolvimento, do planeamento, ordenamento do território. E temos 1 visão que é bipartida daquilo que é o desenvolvimento sustentável. Por lado, apostamos na produção através da agricultura de precisão, que significa produzir mais com menos e imenso espaço, mas também com mais qualidade, através da redução dos agroquímicos, do uso eficiente da água através de 1 utilização cada vez mais reduzida e também para que se evitam perdas de água que existem na rede. Isso hoje não é compatível com os desafios que vivemos, quer por lado da segurança alimentar, que tem que ser a base basilar de toda a nossa política de sustentabilidade, mas também por outro lado, para que haja alimentos de qualidade para todos e para todas. Isto é dos grandes desafios que enfrentamos. Mas também temos o outro lado porque nós entendemos que a atividade econômica tem que ser complementar, 1 visão apenas de coesão territorial que não pretende ter lucro, mas é importante que homens e mulheres e meninas e os mais idosos nos territórios menos desenvolvidos na chamada pequena agricultura e agricultura familiar, também possam ter 1 atividade sustentável, e essa sim tem que ter ajudas governamentais para que se faça esta coesão territorial. E pareceme que temos muito a aprender uns com os outros neste equilíbrio, entre por lado economia, o chamado aqui no Brasil agronegócio, mas por outro lado também, com aquilo que é 1 agricultura sustentável, que visa proteção de espécies autóctonas, que visa proteção de espécies vegetais, melhor ordenamento de território, e portanto vivemos sempre nestes desafios. Mas também temos outro desafio, que não é de suficiente para as nossas meninas e mulheres, que é educação. É preciso que nós tenhamos as mulheres e as meninas que são as novas gerações, a ceder aos mais elevados universo de educação, mas também que escolham aquilo que são projetos educativos de futuro e que tenham maior rentabilidade. O que vamos vendo é que apesar da escolaridade temos mulheres e meninas pra profissões menos qualificadas, e é precisamente nos centros de decisão das áreas mais qualificadas que nós precisamos colocar as mulheres e as meninas, porque só assim teremos maior igualdade, e peso mais desigual e maior igualdade de género, que julgo que é isso que todos nós buscamos e desejamos. Muito obrigada. Muito obrigada, senhora.

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