PLENÁRIO
Sobre o Evento
Resumo da sessão de abertura do Fórum do P20: líderes e representantes discutem desenvolvimento sustentável, representatividade feminina e autonomia econômica, abordando desigualdades de gênero e raça.
Membro do Parlamento de Portugal
A todos, começo por cumprimentar a senadora Tereza e na pessoa dela todos os participantes deste 20 e 30 meses a que nos acompanham neste painel. Temos 1 tarde a discutir igualdade, igualdade nas diversas exceções desde representação, igualdade desses homens e mulheres e agora a questão da igualdade salarial, que é disso que estamos a falar. Na Europa e em Portugal, assinalase todos os anos, em data que não é fixa, o dia nacional para igualdade salarial, é com o SPEI. E porque é que não é fixa perguntarme a alguns menos próximos à realidade europeia? Porque correspondese ao dia em que as mulheres param nos ganhar em relação aos homens. Este ano será 15 de Novembro, o anterior de setembro de Novembro. 48 dias que nós trabalhamos, a mais que os homens para ter o mesmo rendimento. Isto continua a ser a realidade com que nos confrontamos. E estes 48 dias, perguntarmeão, referemse a que, essencialmente, além das diferenças salariais propriamente ditas ao trabalho que as mulheres fazem que não é remunerado. Continuamos a ter 1 visão da sociedade, não obstante todos os fatos que já demos, em que as mulheres são as cuidadoras, as mulheres têm fundo emprego quando chegam a casa, têm tratar dos filhos, cozinhar, arrumar, fazer todos os trabalhos domésticos que não são remunerados. E isto também é entre homens e mulheres. E esta igualdade salarial continua por atingir, enquanto não conseguimos também este equilíbrio entre os papéis que a sociedade patriarcal atribui aos chamados homens e às chamadas mulheres. Tem que haver aqui 1 colaboração efetiva para que estes 48 dias deixem de ser 1 realidade com que todas nós mulheres nos confrontamos em todas as partes do mundo. Mesmo naquelas que se dizem mais igualitárias e mais avançadas nestas questões da igualdade salarial. Mas também em Portugal, porque é o meu país e é desse que vos venho partilhar, nós temos vindo a diminuir a desigualdade salarial, não obstante. Se na base no topo temos 1 desigualdade salarial relativamente baixa de cerca de 8 por 100, quando chegamos ao topo das carreiras já não é assim, pode atingir 25 por 100, embora o número tenha vindo de crescer, ele continua a ser esmagador. E não podemos ignorar esta desigualdade. E perguntarmeão, ao, mas porquê? Porque a nossa lei diz trabalho igual, salário igual. Mas a verdade é que não obstante no nosso país as mulheres serem cada vez mais qualificadas em relação aos homens, Quando chega 1 certa pirâmide de ascensão profissional as mulheres são preferidas. Temos leis que hoje obrigam que as mulheres estejam representadas nos conselhos de administração mas não obstante estas leis nós continuarmos a confrontarnos com algumas realidades que não podemos olvidar, que é o facto destas mulheres só temos 1 CEO do maior grupos empresariais de Portugal, e não é dispensando dizer que ela é herdeira do grupo, da família, não obstante ser extremamente competente, e perguntarmos erros, ela conseguia chegar lá, não fora, porque é da família. Isto porquê? Porque quando se trata de escolha, e ouço aqui muito discutir a lei da paridade, quando se trata de escolhas arbitrárias, as mulheres continuam a precisar de leis que as protejam, porque quando se trata de competência elas não precisam, e se vêse onde se trata de ascensão e de currículo para conseguirem ascender às profissões, que mulheres não precisam de paternalismo de ninguém porque elas têm competência própria. Mas também temos outro desafio que que o mundo inteiro e temos a obrigação de dar este futuro às novas gerações, que é que as nossas meninas e as nossas mulheres escolham profissões que lhes deem melhor rendimento e melhor ascensão social, porque são as mulheres, especialmente aquelas das famílias monoparenteis, que estão sempre nas franjas da pobreza, porque seu rendimento é menor, porque têm empregos menos remunerados, menos bem pagos e menos reconhecidos socialmente. Temos programas como engenheira por dia, precisamente pra estimular as meninas e mulheres pras profissões mais tecnológicas, mas a verdade é que continuamos a ter longo caminho pra percorrer. Se em Portugal é sim, no mundo, como já aqui foi dito, precisamos cerca de século para conseguir esta igualdade, quando são as mulheres e vê se isto em países como África através de microcrédito, conseguem fazer com comunidades muito pobres se desenvolvam porque elas são o motor destas comunidades e todos nós e todas nós temos a obrigação, usando 1 ação que dizem em Portugal, o caminho fazse caminhando, usando passos firmes e que eles comecem hoje e hoje Muito obrigada.




