COMISSÃO DE SAÚDE

25 nov. 2024 11:11 às 14:51

Sobre o Evento

Comissão de Saúde aborda cenário da oncologia no Brasil, com participação de diversos especialistas e representantes de instituições.

Status
Concluído
ID: 74918Total: 60 discursos
#34
Presidente - Varian para a América Latina Humberto Izidoro
Humberto Izidoro

Presidente - Varian para a América Latina

Transcrição automática

Vou tentar primeiro me apresentar, meu nome é Alberto Isidoro, sou presidente da VARian, sendo cumprindo 10 anos à frente da empresa, quando eu entrei na VARian, a gente tinha ano desse projeto, muito desafiador, e eu queria dizer que nós estamos diante, deputado, de 1 grande revolução na radioterapia. Se, somente se, o que esse governo anunciou, se ele realmente cumprir, né? Eles estão cumprindo, né, parte do que falaram, então basicamente nós estamos, né, ao final desse ano entregando 92 soluções de radioterapia. Ano passado, já nessa gestão, com o antigo secretário, foi anunciado 38 novos equipamentos pra troca de equipamentos antigos. 18 deles já foram licitados. Então 20 serão licitados esse ano. E esse ano, foi anunciado mais 56 novos equipamentos, que seria, pelo que parece aí do, que seria o PSUS 2, né? Não sei. Amanhã eu vou saber direito, como vai ser feito isso, mas se nós somarmos tudo isso, nós estamos falando aí de quase 200 equipamentos. 200 equipamentos novos. Dos 92 equipamentos do Persus, mais ou menos 80 por 100 deles vão ter o upgrade. Só pra dar dado muito importante, o RT 20 30, o relatório da SBRT colocou que, em média, no SUS se faz 25 sessões de radioterapia, pra terminar tratamento. Nós, com esse upgrade, a gente já tem hospitais hoje, com essa tecnologia do upgrade, conseguindo fazer em 13 sessões, em média, 13 sessões. Eu vim, outro dia do México e teve cliente nosso do Chile que estava lá apresentando, que está em média fazendo 10 sessões, por paciente, isso só vai cair, né à medida que as coisas forem evoluindo, maior conforto do do radiooncologista isso só vai tende a diminuir. Então, se for efetivamente executado esse plano, nós vamos estar diante de 1 grande oportunidade, né? Só que não basta apenas máquina. Hoje de manhã eu tive 1 reunião com deputado aqui do Distrito Federal, eu tive 1 notícia muito boa e 1 notícia muito ruim. A notícia muito ruim, doutor, e o deputado Eduardo Pedrosa, jovem deputado distrital, ele nos diz que, o o 1 hospital aqui em Brasília que recebeu, o equipamento está tratando só 20 pacientes, porque não tem condições de contratar físico médico. Já traiu físico médico. Isso não pode existir, isso é falta de gestão, você fez investimento, tinha que estar tratando 70 pacientes por dia. Então, esse é problema que a gente precisa resolver, mas por outro lado, né, e eu sei que algumas pessoas que estiveram aqui na mesa trabalham no hospital de base, né, estão sendo adquiridos 2 equipamentos, 2 que vão revolucionar o atendimento público de Brasília, vão revolucionar, tá? Então, e dele, dos equipamentos foi viabilizado pelo próprio deputado Pedrosa, então, EEEA gente está realmente diante esses números que eu estou colocando aqui, são números que podem virar o jogo. Nós podemos sim ter 1 radioterapia do SUS, muito eficiente, agora a gente precisa ter gestão, e a gente precisa ter obviamente, tirar do papel esse plano, e garantir que a gente vá ter todas essas novas tecnologias implementadas, né? A gente teve com o Persus, 1 interiorização da radioterapia, muitas máquinas, 62 por 100 das máquinas foram colocadas fora da capital, isso é muito importante. A gente teve máquinas em estados como já foi colocado aqui, que não tinham máquina de radioterapia e outros que tinham, mas eram máquinas muito antigas como Rondônia. Então, a gente está, não existe 1 vontade de querer mudar a situação, mas nós precisamos obviamente de muito mais, muito mais apoio e coordenação, né? Eu acho que os hospitais precisam estar conscientes, a Secretaria Municipal, os estados precisam trabalhar em conjunto, porque não é apenas o Ministério da Saúde, que vai fazer esse jogo sozinho. Eu acho que, a gente tem algumas lições importantes, né, dentro desse projeto do PSUS, esse é o tema da mesa, primeiro do ponto de vista da de fabricante, eu posso dizer que é a coisa mais importante, né, não sei se tem alguma outra outro fabricante aqui, se você quiser trabalhar com o governo, seja muito resiliente, tenha flexibilidade e tenha 1 visão de longo prazo. Porque são fundamentais pra você existir. 1 prova de fogo. Mas é muito importante também e eu tenho a sorte de trabalhar numa empresa né? Que tem 1 visão transformadora. A gente não está aqui pra vender equipamento de radioterapia, a gente está aqui pra ajudar a transformar o sistema público de saúde brasileiro. E é por isso que a gente está aqui até hoje. Queria também fazer 1 menção importante, o Tiago é o único representante do Ministério da Saúde aqui, e também sem o Tiago, nós não estaríamos aqui hoje com o projeto do Persus, porque a gente passou por diversos governos, eu passei por mais de 10 ministros da saúde, mas o Tiago estava lá pra manter o projeto seguindo e forte, então é agradecimento muito especial a ele. Eu acho que do ponto de vista de, de lição né, eu estou começando a escutar nesse governo, é 1 coisa que faz todo o sentido. Hoje, o o budge da oncologia, ele tem, ele dedica 60 por 100 à quimioterapia, 26 por 100 à cirurgia, e 14 por 100 para radioterapia. É absurdo, 1 máquina de radioterapia, ela vai poder tratar, sem colocar o que o Lucas falou de hipofracionamento radical. No moderado, ele vai tratar 15000 pacientes na vida útil de 15 anos. 15000 pacientes. Divide o custo da radioterapia por 15000, e você vai ver compara isso com o que se gasta de quimioterapia por paciente. Então, a radioterapia ela vai ser curativa, se for paciente em estágio, em estágio precoce. Estajamento 0, estajamento e pra isso nós precisamos fortalecer os centros oncológicos brasileiros, com equipamentos de imagem, pra que eles possam ser protagonistas desse nesse, nesse diagnóstico. Hoje, e a Oncoguia fez trabalho muito bonito mostrando o gargalo da biópsia que existe no SUS, nós poderíamos hoje eu conversei com todos, 100 por 100 dos diretores de hospitais que entraram no persus como primeiro equipamento, eles estão entrando na oncologia agora, todos eles falaram pra mim da ambição que eles têm em querer fazer mais e não receber o paciente já com múltipla metástase, já num num estágio que é muito custoso e muito difícil de ser tratado e muito doloroso pro paciente. Existe hoje projeto de lei, estou terminando, existe projeto de lei no estado de Minas Gerais que permite que é da alta suspeição, ou seja, não precisa ter o diagnóstico fechado do câncer, pra que o paciente vá pro centro oncológico. E isso é algo que pode ser 1 grande, 1 grande resposta para o diagnóstico precoce, porque você conseguiria né fortalecer os centros oncológico com mais equipamentos de imagem, pra que eles pudessem fazer né, tive conversando com o hospital que está fazendo isso, em Varginha, ele aumentou em 1000 pacientes, e esses 1000 pacientes estão chegando com diagnósticos precoces, por quê? Ele fala assim merda demora 8 meses pra se fazer 1 biópsia fora do meu hospital, aqui eu faço em 10 dias. Então existem respostas que são de gestão, é de querer fazer e precisa conversar e todo mundo mirar pro mesmo objetivo que é, né salvar vidas e garantir que a gente possa ter 1 saúde mais justa, porque hoje infelizmente, tem muita gente morrendo e são, na sua grande maioria, pobres, pretos e mulheres. Muito obrigado.

25 de nov, 16:46