Humberto Izidoro

Humberto Izidoro

Presidente - Varian para a América Latina

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25 de nov, 17:33

COMISSÃO DE SAÚDE

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Pelo pela primeira pergunta em relação à fábrica. Na verdade, a licitação ela continha já dentro da licitação que o vencedor da licitação tinha que cumprir né? Acordo de compensação tecnológica. Foi 1 cópia, copy do que foi feito na área militar né? Com os caças da aeronáutica. Então a a varinha como ganhadora ela tinha obrigação de construir 1 fábrica de trazer equipamento e entregar esse equipamento aqui no Brasil, né? Montado no Brasil e entregue até dezembro de 2018. Tudo isso foi feito. Só que ao longo, né? Quando eu entrei na empresa, a licitação já estava feita, estava assinada. Quando eu. Quando eu quando eu cheguei a gente estava assinando o acordo de compensação tecnológica, né? Contudo lá pro Aní. E eu a partir daí falei olha, essa fábrica ela não se sustenta. Porque todo 70 por 100 dos clientes da vara são clientes filantrópicos ou públicos. E todos esses clientes compram da VAR lá nos Estados Unidos ou na China, que são as fábricas que a gente tem, com alíquota 0. Pra tudo. Impostos federais, impostos impostos estaduais. Então não paga PIS, COFINS, ICMS não paga nada. IPI EE0 imposto de importação que já é zerado e aí nós começamos trabalho com com os vários governos pelos quais eu passei, conversei com muitos ministros da da saúde, conversei com alguns ministros da fazenda, fomos no CONFAZ e eu falei olha se nós não tivermos a isonomia de tratamento eu não vou conseguir competir como fábrica. Porque a minha fábrica de Palo Alto e a minha fábrica da China vão ser mais competitivos. Imagina se algum filantrópico vai topar comprar de Jundiaí pagando impostos. Porque essa é a legislação vigente. E todo mundo não nós vamos conseguir, nós vamos conseguir passados 5 anos não conseguimos, chegamos numa última etapa no CONFAZ é pouco antes de de acho que junho de 2018, e aí, fomos lá na votação e quando votaram, estado levantou a mão e falou, já tem, nós estamos há 6 meses da eleição, presencial, nós não podemos votar aqui a favor por questões de compliance tal e e aí então eles votaram contra e por isso não foi aprovado. E depois disso a Vara falou olha então não dá pra esperar mais e fomos pro México e montamos a fábrica lá no México. Então não existe hoje nenhuma possibilidade, tudo que a gente tinha que fazer de compensação tecnológica nós fizemos na época e entregamos né? O acordo que a gente tinha com o Ministério da Saúde. Agora o ministério voltou a conversar com a gente, falou olha, a gente vai fazer segundo pessoas, que que dá pra ser feito? Obviamente com trauma na né? Imagina eu como presidente tendo que falar pro CEO mundial lá. Infelizmente a gente fez aporte aqui de 20000000 de dólares né? Mas nós não vamos ter fábrica não vai dar pra ter fábrica então obviamente a gente teve que ressignificar a gente obviamente manteve o o centro de educação da que está em funcionamento mas a gente está tendo que ressignificar a fábrica e nós já tiramos, já desmontamos a fábrica, né? Levamos tudo lá pro México, e existem outros planos que a gente está conversando, possibilidades aí de fazer alguma coisa, mas a gente ainda não pode divulgar o que vai ser feito. Então em relação ao acordo de compensação tecnológica foi isso, nós cumprimos, não era só a fábrica, a gente mandou 5 ICTs, né? Que são centros tecnológicos aqui, universidades para serem treinadas no nosso centro, do nosso de centro de PED lá lá nos nos Estados Unidos e na Europa pra aprender a como como construir softwares da área médica já prontos né? Com a tecnologia pra organizar a a construção do software para ser aprovado pelo FDA, treinamos instituições brasileiras pra fazer isso, alguns produtos específicos de desenvolvimento de produto também, então a gente fez todo o trabalho que precisava ser feito, isso foi entregue mas infelizmente ficou com gosto amargo aí na boca porque né? E o outro ponto né em relação não vou fugir da pergunta não nós primeiro né nós estamos falando de projeto que foi listado em 2013 nós estamos em 2024 então por que aumentou? A gente por muitos anos por acho que quase 7, 8 anos a vaga nunca tinha feito nenhum aumento de preços tá? Aqui no Brasil. A gente tinha aumento, tinha 1 inflação aí nos Estados Unidos, entre e meio e 2 por 100, e a gente cobria isso com produtividade da fábrica. Chegou a pandemia e houve 1 1 disrupção enorme do sistema de fornecedores da VAR. Imagino que todos né não saibam mas AAA0 número de fornecedores, a indústria de assador linear é muito pequena, são 2 grandes fornecedores, 2 grandes fabricantes né, tem alguns poucos na China também, mas 2 grandes fabricantes mundiais, e às vezes você tem fornecedor pros 2. E alguns desses fornecedores quebraram na pandemia. E outros não quebraram, mas estiveram situações sérias, e aumentaram muito seus preços a, em 2020 e né, a inflação industrial da VAR de aumento de custo foi da ordem de 18 por 100. No ano seguinte foi 9. Então nesse momento a gente fez aumentos de de preço que a gente nunca tinha feito aqui no Brasil. Mas nós fizemos aumento de preço e e essa é a justificativa que se teve né? Mas subiu muito mais do que isso.

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25 de nov, 17:18

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Acho que o que o Tiago falou está né é bastante alinhado com o que eu tenho escutado. Eu acho quando o próprio Fernando Maia estava na na coordenação da oncologia. É do ministério agora com o Barreto e ele nos passou que eles fizeram levantamento e que ele já tem mapeado acho que 100 máquinas. Pra serem trocados já identificaram que tem 100 máquinas que precisam ser trocadas, né. O que eu coloquei dessas 138 já estão empenhadas, 18 já foram feitas a estação tem mais 20 pra fazer esse ano. Então acho que tem processo em curso, mas como o Tiago falou, são 2 demandas né? Tem a demanda de máquinas muito antigas, e tem a demanda de lugares que não tem máquina nenhuma. E os vazios assistenciais e o ministério está olhando. Essas 2 situações, quais são as mais urgentes, né. E eu acho que essa é a análise que precisa ser feito. Eu acho até Tiago, 1 ponderação que eu com certeza vou trazer amanhã 1 provocação, pro pro 1 pra pro secretário amanhã é que, muitas vezes, está focando muito na idade da máquina, No lugar que talvez não tenha demanda tão grande vou falar por exemplo, o interior de São Paulo, tem muita máquina já hoje no interior de São Paulo tem bastante máquina, né, dificilmente você vai ter vazio assistencial lá então talvez você andar 50 quilômetros a mais você vai ter 1 máquina nova. E por outro lado em ao o Rio de Janeiro tem locais que talvez tem máquina aí de 12 anos ou 13 anos tipo Mário Crefe por exemplo, que talvez seja mais importante trocar essa máquina do que 1 máquina que tenha 18 anos no interior de São Paulo. Então tem que fazer 1 análise bastante criteriosa nesse sentido, mas eu acho que o que está colocado até agora o número, né se você somar as máquinas do Persuzo mais esse programa do ano passado, mais o que eles estão chamando de Persuzo 2 nós estamos falando de quase 200 máquinas é esforço que não tem paralelo na América Latina, não tem nenhum país que fez esse esforço tão grande quanto o Brasil, o que eu alerto é que não adianta só comprar máquina, tem que sim investir mais na, no reembolso, tem que investir também na qualificação e a gente não pode ter esses problemas como a gente teve de, de repente você tem, faz toda a construção, coloca a máquina de repente, os hospitais federais por exemplo têm 1 dificuldade enorme de contratar. Os hospitais de Abserf têm 1 dificuldade enorme de contratar, não tem que resolver isso pô, não por isso é, é problema simples, tem tanto problema complexo e esse não é problema complexo. A gente tem que ter vontade política pra resolver. A verdade é o que

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25 de nov, 16:46

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Vou tentar primeiro me apresentar, meu nome é Alberto Isidoro, sou presidente da VARian, sendo cumprindo 10 anos à frente da empresa, quando eu entrei na VARian, a gente tinha ano desse projeto, muito desafiador, e eu queria dizer que nós estamos diante, deputado, de 1 grande revolução na radioterapia. Se, somente se, o que esse governo anunciou, se ele realmente cumprir, né? Eles estão cumprindo, né, parte do que falaram, então basicamente nós estamos, né, ao final desse ano entregando 92 soluções de radioterapia. Ano passado, já nessa gestão, com o antigo secretário, foi anunciado 38 novos equipamentos pra troca de equipamentos antigos. 18 deles já foram licitados. Então 20 serão licitados esse ano. E esse ano, foi anunciado mais 56 novos equipamentos, que seria, pelo que parece aí do, que seria o PSUS 2, né? Não sei. Amanhã eu vou saber direito, como vai ser feito isso, mas se nós somarmos tudo isso, nós estamos falando aí de quase 200 equipamentos. 200 equipamentos novos. Dos 92 equipamentos do Persus, mais ou menos 80 por 100 deles vão ter o upgrade. Só pra dar dado muito importante, o RT 20 30, o relatório da SBRT colocou que, em média, no SUS se faz 25 sessões de radioterapia, pra terminar tratamento. Nós, com esse upgrade, a gente já tem hospitais hoje, com essa tecnologia do upgrade, conseguindo fazer em 13 sessões, em média, 13 sessões. Eu vim, outro dia do México e teve cliente nosso do Chile que estava lá apresentando, que está em média fazendo 10 sessões, por paciente, isso só vai cair, né à medida que as coisas forem evoluindo, maior conforto do do radiooncologista isso só vai tende a diminuir. Então, se for efetivamente executado esse plano, nós vamos estar diante de 1 grande oportunidade, né? Só que não basta apenas máquina. Hoje de manhã eu tive 1 reunião com deputado aqui do Distrito Federal, eu tive 1 notícia muito boa e 1 notícia muito ruim. A notícia muito ruim, doutor, e o deputado Eduardo Pedrosa, jovem deputado distrital, ele nos diz que, o o 1 hospital aqui em Brasília que recebeu, o equipamento está tratando só 20 pacientes, porque não tem condições de contratar físico médico. Já traiu físico médico. Isso não pode existir, isso é falta de gestão, você fez investimento, tinha que estar tratando 70 pacientes por dia. Então, esse é problema que a gente precisa resolver, mas por outro lado, né, e eu sei que algumas pessoas que estiveram aqui na mesa trabalham no hospital de base, né, estão sendo adquiridos 2 equipamentos, 2 que vão revolucionar o atendimento público de Brasília, vão revolucionar, tá? Então, e dele, dos equipamentos foi viabilizado pelo próprio deputado Pedrosa, então, EEEA gente está realmente diante esses números que eu estou colocando aqui, são números que podem virar o jogo. Nós podemos sim ter 1 radioterapia do SUS, muito eficiente, agora a gente precisa ter gestão, e a gente precisa ter obviamente, tirar do papel esse plano, e garantir que a gente vá ter todas essas novas tecnologias implementadas, né? A gente teve com o Persus, 1 interiorização da radioterapia, muitas máquinas, 62 por 100 das máquinas foram colocadas fora da capital, isso é muito importante. A gente teve máquinas em estados como já foi colocado aqui, que não tinham máquina de radioterapia e outros que tinham, mas eram máquinas muito antigas como Rondônia. Então, a gente está, não existe 1 vontade de querer mudar a situação, mas nós precisamos obviamente de muito mais, muito mais apoio e coordenação, né? Eu acho que os hospitais precisam estar conscientes, a Secretaria Municipal, os estados precisam trabalhar em conjunto, porque não é apenas o Ministério da Saúde, que vai fazer esse jogo sozinho. Eu acho que, a gente tem algumas lições importantes, né, dentro desse projeto do PSUS, esse é o tema da mesa, primeiro do ponto de vista da de fabricante, eu posso dizer que é a coisa mais importante, né, não sei se tem alguma outra outro fabricante aqui, se você quiser trabalhar com o governo, seja muito resiliente, tenha flexibilidade e tenha 1 visão de longo prazo. Porque são fundamentais pra você existir. 1 prova de fogo. Mas é muito importante também e eu tenho a sorte de trabalhar numa empresa né? Que tem 1 visão transformadora. A gente não está aqui pra vender equipamento de radioterapia, a gente está aqui pra ajudar a transformar o sistema público de saúde brasileiro. E é por isso que a gente está aqui até hoje. Queria também fazer 1 menção importante, o Tiago é o único representante do Ministério da Saúde aqui, e também sem o Tiago, nós não estaríamos aqui hoje com o projeto do Persus, porque a gente passou por diversos governos, eu passei por mais de 10 ministros da saúde, mas o Tiago estava lá pra manter o projeto seguindo e forte, então é agradecimento muito especial a ele. Eu acho que do ponto de vista de, de lição né, eu estou começando a escutar nesse governo, é 1 coisa que faz todo o sentido. Hoje, o o budge da oncologia, ele tem, ele dedica 60 por 100 à quimioterapia, 26 por 100 à cirurgia, e 14 por 100 para radioterapia. É absurdo, 1 máquina de radioterapia, ela vai poder tratar, sem colocar o que o Lucas falou de hipofracionamento radical. No moderado, ele vai tratar 15000 pacientes na vida útil de 15 anos. 15000 pacientes. Divide o custo da radioterapia por 15000, e você vai ver compara isso com o que se gasta de quimioterapia por paciente. Então, a radioterapia ela vai ser curativa, se for paciente em estágio, em estágio precoce. Estajamento 0, estajamento e pra isso nós precisamos fortalecer os centros oncológicos brasileiros, com equipamentos de imagem, pra que eles possam ser protagonistas desse nesse, nesse diagnóstico. Hoje, e a Oncoguia fez trabalho muito bonito mostrando o gargalo da biópsia que existe no SUS, nós poderíamos hoje eu conversei com todos, 100 por 100 dos diretores de hospitais que entraram no persus como primeiro equipamento, eles estão entrando na oncologia agora, todos eles falaram pra mim da ambição que eles têm em querer fazer mais e não receber o paciente já com múltipla metástase, já num num estágio que é muito custoso e muito difícil de ser tratado e muito doloroso pro paciente. Existe hoje projeto de lei, estou terminando, existe projeto de lei no estado de Minas Gerais que permite que é da alta suspeição, ou seja, não precisa ter o diagnóstico fechado do câncer, pra que o paciente vá pro centro oncológico. E isso é algo que pode ser 1 grande, 1 grande resposta para o diagnóstico precoce, porque você conseguiria né fortalecer os centros oncológico com mais equipamentos de imagem, pra que eles pudessem fazer né, tive conversando com o hospital que está fazendo isso, em Varginha, ele aumentou em 1000 pacientes, e esses 1000 pacientes estão chegando com diagnósticos precoces, por quê? Ele fala assim merda demora 8 meses pra se fazer 1 biópsia fora do meu hospital, aqui eu faço em 10 dias. Então existem respostas que são de gestão, é de querer fazer e precisa conversar e todo mundo mirar pro mesmo objetivo que é, né salvar vidas e garantir que a gente possa ter 1 saúde mais justa, porque hoje infelizmente, tem muita gente morrendo e são, na sua grande maioria, pobres, pretos e mulheres. Muito obrigado.

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