COMISSÃO DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO

26 nov. 2024 08:31 às 10:43

Sobre o Evento

Regulamentação da atuação profissional no campo de públicas, com participação de diversas autoridades e representantes educacionais.

Status
Concluído
ID: 74716Total: 45 discursos
#42
Professor - Universidade Federal da Bahia Edgilson Tavares de Araujo
Edgilson Tavares de Araujo

Professor - Universidade Federal da Bahia

Transcrição automática

Deputada Erika Bokai, todos os companheiros presentes aí, representantes do campo de públicas. Acho que as pessoas me antecederam já responderam várias perguntas e que eu tenho a né total acordo com as respostas dadas, mas eu queria trazer aqui 1 2 questões que acho que são fundamentais, deputada. Primeiro que a gente está disposto de fato a dialogicidade de verdade, né? Eu acho que a dialogicidade talvez não nos leve a consensos, porque consenso geralmente alguém sai perdendo né? Talvez a gente tenha que criar verdadeiros conflitos construtivos pra que a gente entenda de fato as diferenças que nos nos situam. É importante também a gente colocar aqui que o que o campo de público vem requerendo, além do direito de existir, que já foi permitido pelo estado brasileiro ao investir em cursos e informações por meio do Reúne, a gente quer o direito de ser e o direito de estar. O direito de ser e de estar, compondo todos os processos seletivos junto com a administração, junto com a sociologia, com outras áreas de saber já consolidadas também, né? A gente quer poder participar de todos os processos seletivos, de processos de estágio e de outras de outros processos que existam, e a gente quer a valorização dos vários profissionais que são formados dentro do campo de públicas. 1 outra questão também é que não faz o mínimo sentido né, o o tempo e o recurso que nós temos gastos necessariamente com os processos de judicialização por exemplo de editais que não consideram na no no rol das suas vagas vagas para os nossos cursos de administração pública, gestão pública, gestão de políticas públicas, ciências do estado e outros cursos correlatos. É importante a gente entender também que esse debate de regulamentação profissional para nós não não passa por por exemplo neste momento ter 1 autarquia federal própria pra nós. O que nós queremos a reconhecimento, né? E não faz o mínimo sentido também o discurso das pessoas do CFA que estavam aqui, que nos antecederam, falando que quem deve fazer o quê? Quem vai falar isso são as competências para as quais nós formamos, é o interesse público que a gente defende, são os valores que a gente coloca em prática. Daqui a pouco vão querer que cargo de livre provimento no ministério ou numa secretaria de estado também tem que ter carteirinha ABC ou d de 1 autarquia federal. Isso é algo que é inconcebível, né? A gente precisa da mesma forma que nós não estamos aqui por exemplo lutando pra que a gente tenha 1 melhor regulamentação das autarquias federais, por exemplo, né? Que também há 1 pauta necessária. Quem sabe talvez o campo de públicas adentrando e como nós somos convidados a órgãos como CFA, talvez a gente tenha mais transparência, contabilite inclusive, pra que essas autarquias que funcionam de 1 maneira mais livre, possam funcionar também de maneira mais efetiva e entendam de fato o que é a diferença que existe entre a gestão privada e a gestão pública. Enfim, quero dizer que estou à disposição para que a gente siga dialogando, pra que a gente aprofunde o debate, faça quantas audiências forem necessárias, mas que a gente regulamente as profissões do campo de públicas pra já. É urgente essa demanda, são anos em que nós estamos nessa luta, e de fato precisamos valorizar todas as profissões que são formadas pelo campo de públicas em suas singularidades. Muito obrigado agradeço mais 1 vez, essa participação nessa audiência.

26 de nov, 13:20