COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
Sobre o Evento
Comissão discute recuperação energética de resíduos com especialistas e representantes de associações.
Diretora Executiva - Instituto Viva Cidades
Muito obrigada, deputada, obrigada por dar mais 1 oportunidade a esse debate que é tão importante. E eu falo aqui como diretora executiva do Instituto Viva Cidades, mas principalmente como secretária executiva da Frente Parlamentar de Gestão de Resíduos e Economia Circular aqui no Congresso. E o maior objetivo hoje aqui é falar pouco do trabalho político que tem que ser feito e que precisa ser feito cada vez mais, justamente pra que a gente consiga alcançar aqui os objetivos, porque acho que quando a gente está no, dentro do Congresso Nacional junto com o setor e principalmente pensando em como que essa política pública vai chegar na ponta, a gente precisa desmistificar muita coisa. Tem muita gente que diz que pra gente alcançar universo, país mais sustentável, a gente precisa parar de andar de avião, consumir menos carne e ter menos filhos, e na verdade, aqui a gente consegue ver solução pra na verdade a gente ter filhos cada vez mais educados como disse o Hugo, o processo da recuperação energética da gente entender como a gente pode usar os nossos os nossos resíduos de maneira melhor, começa dentro de casa, começa na gente que gera o lixo, andar de avião com combustível cada vez mais sustentável, e aqui a gente já tem trabalhado em muitas soluções, e está o destino adequado pra carne que esteja sendo cada vez mais utilizada de maneira de 1, e consumo realmente pensado e e sustentável, e que uns resíduos do agro que geram energia, e que isso gera o ciclo de circularidade que a gente tanto deseja, quando a gente fala de política pública. E dentro desses avanços a gente tem conseguido construir bastante coisa. Pela frente parlamentar a gente tinha conquistado no Senado a emenda da reforma tributária que infelizmente foi retirada aqui na Câmara, e e isso é algo que fica pra gente ainda discutir nesse processo de regulamentação da reforma porque é necessário e a gente precisa continuar fazendo esse trabalho. Não adianta a gente como a gente está vendo, a maior parte do, parte do biogás vem justamente dos processos de saneamento básico, e a gente precisa que seja o saneamento, seja a gestão de resíduos, sejam considerados como os processos benéficos que são para a sociedade. E isso não pode colocar num tratamento comum e genérico, quando a gente fala a nível de tributação. Seja inclusive pelo que o Iuri trouxe, da quantidade de doenças que a gente fala quando a gente não tem saneamento, quando a gente não tem tratamento de lixo. Além disso, parte desse processo também vem com o Patém. No Patém aqui na câmara a gente conquistou a emenda de incluir a recuperação energética como parte do da política de transição energética, e ao mesmo tempo e conseguimos expandir pra que além do investimento em tecnologia e inovação, fosse também utilizado esses recursos para para expansão de plantas porque isso é necessário. A gente não pode falar de vou conquistar todos os benefícios, e daí, a gente entra também dentro do mercado de carbono, que são necessários e que são inerentes ao setor, quando a gente não reconhece o potencial que ele tem, inclusive o potencial mitigador que a gente conquistou felizmente agora recentemente no mercado de carbono, quando se entendeu que a mitigação que a recuperação energética traz ela é transversal. A poluição que a gente deixa de colocar no ambiente, de colocar nas cidades, é a capacidade de mitigação pela própria geração de energia, e a forma com que a gente está disponibilizando isso pra sociedade. O Hugo está fazendo o que a gente faz na Dinamarca, como o Iuri bem trouxe, a gente consegue colocar energia pra gerar, pra chegar na população e gerar seja calor, seja energia elétrica, que é tão importante que é vital, é o que a gente tem de mais vital hoje. E dentro dessa mesma lógica a gente precisa realmente conseguir fazer com que a política chegue. Não é raro a gente ver os municípios buscando solução porque como o Hugo melhor do que ninguém sabe, muitos de nós aqui acompanhamos, a gente sabe que a gente está caminhando pra lugar em que as contas não são sustentáveis. Quando eu falo de tributação pra gestão de resíduos, quando eu falo de 1 tributação que viabilize 1 circularidade econômica, e eu não crio nenhum meio disso, porque até a forma com que hoje a gente olha pra pra reciclagem dentro da reforma tributária, eu estou matando toda 1 cadeia da qual o catador precisa, a gente não está chegando em solução que a política esteja viabilizando. E isso é algo que a gente precisa falar para que tudo o que está sendo colocado aqui na mesa, seja real, seja viável. Porque hoje aqui a gente está falando de todos os benefícios, nós temos sim, recuperação energética, a geração de biogás é muito mais do que só a geração de energia, a gente tem subprodutos, a gente tem adubo, a gente tem caminho cada vez mais sustentável e que tem benefícios que são muito além do óbvio que muita gente discute, às vezes aqui no Congresso a gente está, ah não, vai pegar e vai poluir a cidade, vai o ar. E ninguém está parando pra olhar a maior parte da tecnologia que a gente tem hoje em dia emite muito pouco. Ah não, a gente vai pegar e a gente vai tirar o plástico do catador. A maior parte das usinas que estão fazendo trabalho sério, estão incluindo o catador e fazendo trabalho social extremamente relevante. E como que a gente coloca isso na política pública? Essa tem sido a nossa maior dificuldade hoje deputada. De como a gente leva e consegue esse reconhecimento que é necessário e que não seja só 1 concordância de conversa porque isso em geral a gente tem. Eu não conheço nenhum parlamentar que tenha coragem de dizer que saneamento e gestão de resíduos não é saúde, não é 1 questão de saúde pública. Mas na hora que a gente precisa conquistar texto, que a gente precisa entender que esses benefícios vão da saúde, à nossa capacidade de ter 1 energia mais sustentável, a gente não consegue. E é muito dessa a provocação que eu venho trazer, acho que do ponto de vista técnico a gente teve as melhores pessoas que poderiam falar sobre isso. Mas do ponto de vista da política pública que a gente precisa criar aqui dentro, a gente ainda tem dificuldades muito reais que precisam ser superadas. Então eu queria agradecer, profundamente. Muito bem obrigado




