PLENÁRIO

27 nov. 2024 11:04 às 20:38

Sobre o Evento

Reunião do plenário com troca de presidências e participação ativa de deputados em breves comunicações e votação.

#61
Deputado Pedro Aihara
Pedro Aihara

Deputado

Transcrição automática

Senhor presente, boa tarde a todos. Nesse momento que estamos aqui discursando, é bem provável que várias cidades, especialmente no estado de Minas Gerais, estejam passando pelo período chuvoso. E nesse momento, onde muitos desastres e tragédias acontecem, nós precisamos dizer, a culpa não é das chuvas. A gente teve, nesse final de semana, a primeira vítima em Minas Gerais do período chuvoso, que se iniciou em setembro, 1 mulher de 28 anos, que foi carregada pela enxurrada, depois tentou sair do seu carro na Avenida Rondon, em Uberlândia. Só que é muito importante a gente dizer que essa mulher ela não morreu pela enxurrada, mas morreu pela falta de preparação das nossas cidades e pela ausência de políticas públicas no enfrentamento e na prevenção de desastres. E por que é importante a gente dizer isso aqui presidente? Porque enquanto nós conversamos sobre outros temas, existem mais de 900 proposições para serem apreciadas aqui nesse Congresso Nacional, que estão paradas. Enquanto nós discutimos sobre questões muito menos importantes, as pessoas continuam a morrer, em soterramentos, em deslizamentos, em enxurradas, em inundações. Nós tivemos pouquíssimos avanços necessário. O estado de Minas Gerais nesse momento, tem mais de 44 barragens que estão embargadas pela Agência Nacional de mineração por não oferecer condições de segurança e que estão com risco aumentado diante das chuvas. Ou seja a probabilidade de termos problema, novo desastre, 1 nova Mariana, novo Brumadinho, ela é muito maior. E o que que é feito sobre isso nada? Nós já trabalhamos esse ano com 1 grande luta de eu e mais outros deputados na PEC 44, só que de nada adianta a gente ter fundo de calamidades públicas, a gente avançar com a PEC 44, se a gente não consegue ter orçamento pra isso. E ano após anos, se repete aqui nessa casa que não há orçamento suficiente pra prevenção de desastre. Sendo que a resposta aos desastre, ela custa de 8 a 3 vezes mais caro. Todo o valor que está sendo empregado, lá no Rio Grande do Sul, poderia ser utilizado menos de 10 por 100 dele, pra que essa tragédia ela fosse prevenida. A gente fala que não existe desastre, que não existe recurso, mas é só acontecer o desastre que aparece dinheiro via medida provisória, via outros fundos. Por que que a gente não pode fazer isso antes da tragédia acontecer? Até que ponto nós vamos naturalizar as mortes? Somente no meu estado, no ano passado nós tivemos mais de 20 mortes decorrentes desse período, além de milhares de pessoas desabrigadas, e centenas de desabrigados e desalojados. A gente precisa mudar esse cenário, só que pra esse cenário mudar, a gente precisa parar com essa discussão pobre, ideológica que acontece aqui todos os dias na tribuna, e levar realmente os problemas que estão matando a nossa população pra essa tribuna. E por fim presidente, eu gostaria também de enaltecer a atuação tanto da Defesa Civil Estadual nacional quanto dos Corres de Bombeiros, que estão fazendo trabalho excelente, mais 3 segundos presidente obrigado, que estão fazendo trabalho excelente nesse período chuvoso. Só que de nada adianta eles fazerem trabalho excelente, se não recebem investimentos, se não recebem apoio. Na hora que o desastre acontece, todos os políticos aqui desse plenário são os primeiros a bater palmas, a reconhecer o trabalho. Reconhecimento de trabalho é a gente conseguir investir nesse tipo de serviço, levar recursos, levar estrutura, pra que a gente não precise, infelizmente, lamentar a morte de tantas pessoas, como essa mulher de apenas 20 28 anos, que perdeu a vida em Minas Gerais. Senhor presidente, agradeço mais 1 vez e solicito que essas palavras sejam também veiculadas nos canais oficiais de comunicação da casa. Muito obrigado.

27 de nov, 15:42