CÂMARA DOS DEPUTADOS - OUTROS EVENTOS
Sobre o Evento
Ciclo de Debates 2024 sobre Preservação Digital na Câmara dos Deputados. Participação de diversos arquivistas e diretores.
Arquivista representante do Arquivo Público do Distrito Federal
Bom dia a todos que estão na mesa são, em algum momento foram, foram ídolos meus aqui né professor Renato, Darlan já confessei isso pra ele várias vezes, e é bom estar compondo a mesmo mesa que você e sinal que o trabalho que a gente desenvolve, na nas nossas instituições tem sido observado de alguma forma. Obrigado pelo convite. E quando eu fui convidado pra pra estar aqui pra falar pouco sobre os padrões e os desafios que a gente tem na preservação digital e com a chegada de diversos sistemas as nossas instituições, eu até falei com o Marcelo que eles acertaram em cheio no tema que a gente poderia falar, porque é o que é mais a gente encontra hoje são desafios nesse nível. No arquivo público a gente vem passando por 1 transformação muito grande, a gente vem tendo aporte muito bom do gdf com chegada de arquivistas chegada de bibliotecário chegado de historiadores e a gente tem os desafios para para vencer que antes eram desafios diferentes antes a gente tinha desafio de falta de pessoal de falta de estrutura e aí a gente vem sendo esses desafios a gente começou a ver que os desafios novos eram tão grande ou até maiores do que aqueles antigos aqueles tradicionais que a gente discute antes né Então a gente começou a observar que a variedade de documentos a variedade de tipos documentários, de espécies documentários, que que chegam nos sistemas que a gente trabalha hoje, cara essa de, de ter padrão, de ter 1 padronização quando elas chegam pra gente né? E aí a gente começa a pensar começa a debater como é que a gente vai fazer que com que esses padrões sejam definido lá na na na produção do documento né? É importante a gente conscientizar a gente como arquivo público que tem 1 função de de de normatizar alguns procedimentos no gdf, a gente tem que fazer com que essas esses padrões cheguem a todos os órgãos do gdf aqueles órgãos que são produtores de documentos, para que quando a gente for fazer o recolhimento esses documentos cheguem já em padronizados e a gente não tenha, sofrimento na hora de de de trabalhar com a indexação, trabalhar com com a descrição desses documentos. Então esse é dos principais desafios hoje que a gente encara. Não é o único mas é dos principais a gente também tem a mesmo quando há 1 padronização a gente se preocupa sempre em deixar muito claro que existem normas nacionais normas internacionais principalmente para descrição dos documentos, e quando você torna isso padrão fica mais fácil trabalhar, dentro do arquivo público com o recolhimento, com a guarda, com a preservação digital. E antigamente a gente pensava muito na na forma de guardar, o documento físico né hoje a gente conseguiu de certa forma vencer essa etapa e hoje a gente tem desafios enormes quanto à preservação digital de longo prazo. E aí quando eu vi o evento divulgado a primeira vez ou, eu acho que foi no, não sei se foi no WhatsApp no no no, em alguma mídia social, mas eu vi que alguém já tinha percorrido grande caminho, encurtado o caminho pra gente, estudado sobre isso desde 2016, desde 2016, e venho me inspirando e venho estudando bastante com esse modelo câmera, com o modelo que vocês passaram pra gente fizemos visita, fora dos eventos aqui, pra falar sobre isso, tivemos algumas algumas propostas né de trabalharmos em cima de documentos que a gente tem, então o que eu penso para o arquivo público hoje, como desafio e como padronização também são a a questão da interoperabilidade dos dos sistemas hoje a gente tem, hoje no gdf nós trabalhamos basicamente com o CEI, e a gente pensa em fazer não temos ainda, repositório digital confiável de longo prazo, e como é que a gente vai transformar as informações que saem do CI pra passar pra esse repositório então isso, essa questão da interoperabilidade precisa ser pensada também, precisa ser padronizada desde a da produção dos documentos. Isso tudo pensando na manutenção da consistência desses dados, pensando em não perder a forma com que os pesquisadores que a gente tem hoje no arquivo público, consigam recuperar essa informação de forma consistente, de forma fácil né? Que é a nossa dos nossos maiores, os nossos carroschefes mesmo é disponibilizar informação dentro do do arquivo público do Distrito Federal. E aí a gente não fica só nisso a gente também tem muita muita preocupação com dados sensíveis né com questão de LGPD como é que a gente divulga, dados que com questões éticas dentro do arquivo público chegou dentro do dentro do arquivo público, a gente já se imagina que seja 1 documentação que seja disponível ao público seja disponível à sociedade, como é que a gente lida com com o desafio ético de divulgar dados, como é que a gente lida com o desafio legal com a LGPD, então são desafios que a gente tem, dentro da desse escopo de de padronização dos dados pra gente poder tornar isso disponível pra sociedade. Então quando quando a gente começa a debater, aqui o modelo câmara, e eu estive presente em quase todos presencialmente, é só que eu tive que quis quis ser online, as primeiras vezes eu fiquei maravilhado aqui olhando, aí quando foi passando o tempo eu fiquei pouco assustado porque é difícil de fazer, mas hoje eu estou completamente familiarizado com esse modelo, não que eu saiba fazer de ponta a ponta é obviamente que ainda não, espero dia saber, mas a gente se impressiona no primeiro momento, depois a gente começa a estudar pouco mais e ver que não é tão fácil as pessoas levaram anos pra chegar nesse nível, mas a gente quer implementar na nossa instituição, é modelo que que funciona pra eles e vai funcionar pra gente de alguma forma com algumas adaptações, com adaptações à realidade né? Então, hoje tratando sobre essa padronização dos dados, a padronização de procedimentos, para padronizações do em nível geral de metadados né pra chegar de forma consistente pro arquivo público na no no momento do recolhimento, isso vai facilitar na nossa preservação digital de longo prazo, que vai ser implantado a gente tem projeto, a gente está trabalhando em cima disso e, ainda bem que a gente viu esse evento acontecendo porque isso encurtou assim eu posso dizer que pelo menos metade do caminho do que a gente já já vinha pensando pra pra pra implementar dentro do arquivo público do Distrito Federal. Então eu acho que os principais pontos na nossa reflexão, como o gdf, como arquivo público com com que a gente não, a gente faz muito pouca a fase de gestão documental, então a gente só chega quando chega a gente já, já tem que pensar em outras atividades e outras funções arquivistas né, então a gente tem que implementar essa gestão, essa padronização nos outros órgãos que ainda continua difícil de de fazer o convencimento. Então, com com modelo como esse pra pra pras pessoas se inspirarem e poderem estudar, poderem repetir nas suas instituições eu acho que vai ser muito mais tranquila essa caminhada, não vai ser tranquila totalmente mas vai ser mais fácil a gente sabe da da da importância de de adaptar para cada cada realidade mas primeiramente agradecer a disponibilidade de de nos auxiliar e espero que aqui seja perene essa essa parceria da câmara com arquivo público do Distrito Federal Então, é isso essa a reflexão que eu queria fazer aqui sobre, o tema que a gente debateu aqui esses durante esses 5 encontros e hoje o sexto né? Muito obrigado à Câmara dos Deputados e a todo mundo que está participando aqui hoje. Também te agradece a você.




