COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO

3 dez. 2024 11:59 às 16:45

Sobre o Evento

Ministro Ricardo Lewandowski esclarece temas de segurança pública em reunião com deputados.

Status
Concluído
ID: 75114Total: 117 discursos
#106
Deputado Tadeu Veneri
Tadeu Veneri

Deputado

Transcrição automática

Senhor presidente parabenizar o deputado Fraga pela condução por todo esse tempo nós estamos em 2 comissões aqui na comissão de direitos humanos. Eu queria ministro primeiro cumprimentálo até pela paciência e pelo tempo que fica conosco sempre é bom ouvilo aos demais integrantes que vieram com o senhor aqui, e fazer 1 reflexão bastante rápida. Todos aqui conhecem ou se não conhecem, ouviram falar talvez assistiram, ainda estou aqui. É filme que está em vários cinemas, e dos pontos que mais chamou atenção daqueles que assistiram, principalmente da juventude, né que viu o filme, é exatamente sobre isso que eu quero refletir com o senhor. Nós, eu vi vários dos especialistas que estão aqui, né pessoas ligadas à polícia, falar sobre audiência de custódia e a sensação de impunidade que ela gera quando não é bem feita, quando é bem feita não gera mas raramente ela acaba sendo bem feita, por 1 série de razões. Pela sensação de impunidade que nós temos aqui, quando fazemos 1 CPI as pessoas que deveriam ser apontadas ou são apontadas acabam não cumprindo e isso serve tanto aqui para Brasília como para os nossos estados, quem foi deputado estadual também teve a nossa sensação. Pra situação com os crimes ambientais, o senhor acompanha a situação do Ibama são mais de 40000000000 de multas, pouco mais de 200000000 cobrados. A situação dos crimes ditos de colarinho branco, né termo bastante antigo mas que ainda ainda serve, a evasão fiscal, agrilagem, enfim todos esses crimes que geram impunidade. E eu, eu quero também pegar aqui pouco, né do nosso colega que antes de apoio e falou muito bem sobre Mateus, quando ele fala Mateus 5 4 só queria pegar pedaço do que o senhor fala e lembrar que, diz também as as 12 bem aventuranças, bem aventurados que têm sede e fome de justiça porque estão satisfeitos. Como que essas pessoas se sentem quando veem todo o seu esforço feito e transformado em nada? Isso serve, e eu estou falando, eu tenho 1 relação muito boa com a polícia, mas nós não podemos te regressar e permitir que policial que jogue alguém pela, sei lá se foi pela janela, pela sacada, que dá tiro nas costas de outra pessoa, que sejam considerados policiais normalmente ou que estejam recolhidos para depois ver o que acontece, isso é comum, porque cria sensação de impunidade. Eu gostaria muito que se eu comentasse porque a sensação de impunidade pra mim é o que tem de pior. Quando houve a tentativa de invasão da Polícia Federal, alguns anos atrás, as pessoas acharam que é só 1 tentativa. Quando houve carro com combustível pra explodir, segundo investigações da Polícia Federal, e eliminaria 1 grande quantidade de pessoas, no Natal, ficou a sensação de impunidade. Quando trancaram dezenas de quilômetros ou milhares de quilômetros do nosso país de rodovias, ficou a sensação de impunidade inclusive com agressão à polícia federal. E à Polícia Rodoviária Federal, que não tinham como tirar. Quem viveu isso sabe, não tinha como passar, quando pessoas resolveram acampar no entorno dos quartéis, e não é só acampar no entorno dos quartéis, era acampar no entorno dos quartéis pedindo a quebra do estado democrático de direito, e mais ainda, impedindo que aqueles que não concordasse passassem por ali. Isso não foi uns 1 cidade ou outra. Quando aconteceram, fatos parecidos ou iguais a esse e agora investigados inclusive pela Polícia Federal, a quem o cumprimento, e chega à conclusão que há de fato, objeto né com a tentativa ou a busca de tentativa de assassinar o presidente da república, que não é pouca coisa. Talvez poucas vezes o nosso país tenha acontecido nos últimos 100 anos, ao tal da operação ou sei lá se o nome é verde amarelo, punhal verde amarelo, eu estou falando e eu gostaria que o senhor ouvisse. E quando nós vemos todos esses fatos, né, nós nos perguntamos, isso ficará impune? Eu sei que não depende do senhor, mas eu acredito que se nós falamos em impunidade pra aquele que como disse aqui o sargento Faur, vai lá e rouba, ou furta, né o termo correto, furta 1, 1 lata de bolacha, e depois furta outras coisas ou que pega 1 ou 2, 2 cigarros de maconha e depois pega 10, e acostuma com a impunidade, que as grandes impunidades ficam? Eu acredito que se nós não tivermos 1 relação muito dura, independente de quem tenha feito o crime, ele vai voltar a acontecer. A tentativa de golpe vai voltar a acontecer. Nós sabemos e o senhor sabe, nós temos idade parecida, né? Nós sabemos que 64 não aconteceu de 1 vez só. Ela começa em 53, ela começa em 54, ela continua em 60 e ela tem 2 tentativas durante o governo do expresidente, Luciano Kubitschek, e ela acontece em 64, e depois muito mais leve 68. Estou falando da história, não estou falando de opinião pessoal. Então pra mim e pras gerações que vêm, e pros meus filhos e pros meus netos, nós temos tentado tentado dizer que não há cargo com que justifique a impunidade. Pode ser deputado, pode ser senador, pode ser vereador, pode ser governador, pode ser prefeito, presidente da república seja quem for, não há como ter anistia pra quem comete crime contra o país. Eu acho que é isso que eu gostaria de deixar pro senhor. E a última pergunta que eu não vou usar atendendo aquilo que o presidente também fala, não quero passar esse minuto assim. O senhor colocou que, haverá liberação, continuidade de liberação dos clubes de tiro, próximo nas escolas. Eu gostaria de saber qual a razão pra isso, porque também é 1 grande demanda nós temos, assim como as câmeras corporais, temos diferença aqui, mas eu apresentei projeto no Paraná, continuo dizendo que protege os bons policiais e protege o cidadão, a transparência continua sendo melhor detergente, a luz do sol melhor Obrigado parabéns por estar aqui conosco. Muito obrigado deputado

03 de dez, 19:14