COMISSÃO DE SAÚDE
Sobre o Evento
Comissão discute autismo e inclusão no mercado de trabalho. Participam deputados, especialistas e representantes de instituições.
Coodenadora de Atenção à Saúde da Pessoa com TEA e outras neurodiversidades - DGPE - Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco SES/PE
1 boa tarde a todas as pessoas. Vocês me ouvem bem? Vocês me ouvem? Estamos ouvindo. Ah ótimo. Primeiro parabenizar né a comissão de saúde, que também é o deputado Eduardo da fonte, que por trazer essa pauta né? 1 pauta tão importante, que eu acho que precisamos discutir isso ainda por bom tempo né? Mas eu estou aqui representando a secretaria de saúde do estado na pessoa do doutora Zilda Cavalcante nossa secretária de saúde. E parabenizar não só a comissão mas a todos AAA câmara dos deputados em que estão todos empenhados nessa pauta e acho que é 1 pauta muito importante para o momento inclusive né, acho que a gente está passando momento na nossa sociedade, onde o trabalho está pouco mais informatizado, pouco mais também humanizado e abrindo alguns espaços. Concordo com o né, que a gente ainda tem que avançar para os outros níveis de suporte mas a gente tem tido a inclusão de algumas pessoas do mercado de trabalho hoje de 1 forma muito ainda incipiente, não é? Precisamos avançar isso de verdade. A secretária de saúde, né, precisa também articularse com outras secretarias, não tem como a gente pensar mercado de trabalho sem outras secretarias com a interseccionalidade, não é? Pensar em pregabilidade e cultura, pensar nessas outras secretarias ligada ao trabalho é preciso que a gente sente junto pra trabalhar em parceria. É preciso a gente caminhar com o cuidado logo cedo a gente fala das crianças porque acho que a criança precisa desse suporte logo cedo inclusive pra estar preparado para outras aquisições da vida e para caminhar também no mercado de trabalho. Então precisamos que façamos esse correlato entre a infância, adolescência e a do 3, né, mas que é importante que a gente também pense em outras propostas de cuidado que estejam ligados também à educação permanente. Como que a gente pode pensar 1 quebra paradigmática porque isso é paradigma, né, poder pensar que hoje a gente pode estar incluindo pessoas que têm sim algumas dificuldades no lidar com a vida e no seu estado de ver, mas que podem circular como qualquer outra pessoa no mundo, na sua forma singular. E aí a gente poder pensar na neurodiversidade, né, somos todos os neuro diversos, na verdade, todos os nossos neuro diversidades precisam ser consideradas. E aí, quando pensamos numa sociedade que ainda precisa avançar essas mudanças das barreiras que a gente tem que que dar conta ainda desse trabalho conjunto entre as secretarias. Penso que a secretaria de saúde precisará sim fazer trabalho mais junto com a interseccionalidade e acho que esse é primeiro ponto para discutir trabalho também. Falar pouquinho do que a secretaria de saúde nossa de Pernambuco não tem pensado, a gente tem pensado também no cuidado mais perto das crianças, como é que a gente pode estar trabalhando educação permanente junto aos profissionais justamente para a gente ter essa mudança para dimática tanto social como nas pessoas e como também no mercado trabalho. A gente precisa também causar mudanças no tecido social né. E o tecido social é composto pelas pessoas e também pelos profissionais que acompanham essas pessoas com as questões do espectro do autismo, né. Então a gente tem aqui em Pernambuco, né, a nossa escola de saúde pública que tem se debruçado sobre algumas propostas de educação permanente e o ano passado, 2023, nós lançamos 4 cursos com certificação para a população, então para cuidadores e familiares, para educadores, para os profissionais de atenção primária e para agentes de segurança. Então essa foi 1 iniciativa para que a gente chegue pouco mais perto da população e dos trabalhadores para que a gente avance nesse discurso e nessa temática dessa mudança para temática que a gente fazer mudanças para acolher os diferentes, não o contrário, né, a gente trazer adaptabilidades dos sujeitos ao mundo, mas que o mundo se prepare para recebêlos e cada diferença. Então o que a gente tem encaminhado com essa proposta de educação permanente, estamos também avançando no sentido da melhoria, do atendimento na avaliação global. Então a gente precisa pensar como garantir isso. O desenho de Pernambuco foi desenho de macrorregional, a gente oferece alguns serviços para esse cuidado, mas a gente precisa avançar pouco mais nas ações municipais junto aos municípios, se essa é 1 função. Ah o governo né traz aqui 1 proposta também da desse assento e dessa lente para as pessoas com autismo e aí se criou essa coordenação que é esta que eu represento hoje aqui diante de vocês. A coordenação de atenção à saúde da pessoa com o tema e outras neurodiversidade ela foi criada justamente pra gente fortalecer pouco mais essa questão da intersetoridade do cuidado, pra que a gente possa fortalecer linha de cuidado. A linha de cuidado precisa estar não só formalizada com os seus fluxos de atendimento pra garantir maior acessibilidade, então a gente precisa que se puxe essa pauta mais de frente e é por isso que a secretaria do de saúde do estado está investindo nessa parceria com outras secretarias pra gente discutir o assunto, e o ano que vem no primeiro semestre nós pretendemos montar o fórum intersetorial de de das pessoas Conté e suas famílias. A ideia é que a gente possa estar abrindo debate né, livre de fora e de colegiados pra gente ampliar também ações, como pensar ações sem eles né, os cursos inclusive que nós fizemos de do meio do ano pra cá foram todos montados por 1 seleção né, seleção foi feita de profissionais competentes na área incluindo pessoas com autismo que participaram da construção desse processo de educação permanente. Então os cursos foram montados com conteudistas que também são autistas, né? Então isso é muito importante dentro da nossa conjuntura né, não falemos deles sem eles, então se a gente tem pessoas que são, são possíveis como disse plena né, são tão capazes e competentes que podem ocupar lugares de pensar políticas, de pensar ações, de pensar plano de ação e plano de trabalho, e a ideia é que a gente possa abrir espaços coletivos de discussão dessas políticas neste fórum e em outros grupos de trabalho, como a gente vem agora construindo g p, que é g p também pra os familiares pra que a gente possa estar escutando a população pra pensar ações mais direcionadas pra essa população, e fico eu nesta pasta né sem por bens e poder fazer esses enfrentamentos dessas ações esse plano de ação para o ano que vem né, e a gente tem agora funcionando nesse semestre 3 outros cursos que é de estimulação precoce que a gente está pensando inclusive nas ações de atenção primária, como que a gente qualifica essa escuta logo cedo para os sinais de riscos precoces, como trabalhar isso muito cedo, então a gente tem o curso agora saiu de estimulação precoce. O outro curso de cuidado da equipe multi profissional na saiu também para as pessoas com pé e outro curso que foi voltado para as pessoas com deficiência no modo geral no atendimento aos CEFPS, que são os centros de referência. Nós temos os centros de referências no estado de Pernambuco e precisamos também fazer esse apoio de suporte de educação permanente. Então esses cursos foram agora estão sendo atualizados porque são cursos de atualização com carga horária de 80 e 60 horas e certificados. Então a população vai ter acesso também o ano que vem a curso que vai ser montado para famílias. Então acho que esse é movimento importante de ocupar espaços de construção de políticas onde a população possa estar presente nessa discussão. Nesse nesse momento como pensamos em trabalho, né, em mercado de trabalho, a gente precisa também fornecer essas pessoas com cuidado logo cedo, né, para que a gente nesse cuidado possa preparálos também pra estar junto nessa nessa discussão de política, nesses espaços de ação, desses espaços de tempo social que a gente está aí na conjuntura, né, tendo que nos a ver com eles. Sem falar de que as pessoas que estão hoje na ponta estão abrindo espaços pra dialogar também com outras equipes que não estão na saúde. Mas hoje a gente tem também o grande, a grande gargalo nosso que é o acesso, né? A nossa acessibilidade a gente precisa ainda de muito espaço de construção e é por isso que a gente está avançando nos espaços de construção de mais serve para os espaços de reabilitação, mas também para a pensão primária, da gente possa trabalhar com as equipes que são equipes de profissionais de equipe multi, né? Isso é pouco do que acho que é importante discutir aqui, já que a gente está discutindo empregabilidade, né? E mercado de trabalho, a gente precisa pensar na construção de 1 política que seja integrada, né, que não seja só no escopo da saúde, poder pensar de 1 forma mais ampla, acho que se a gente puxar 1 discussão desse sentido a gente pode ganhar muito, não é? É pouco isso que eu trouxe pra vocês hoje pra gente poder aumentar aqui pouco a discussão. Obrigado então ao deputado Eduardo pela pelo momento de fala. Agradeço a senhora




